{"id":127324,"date":"2017-01-30T10:49:00","date_gmt":"2017-01-30T13:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=127324"},"modified":"2021-09-16T14:11:38","modified_gmt":"2021-09-16T17:11:38","slug":"pesquisa-da-ufla-e-publicada-em-periodico-internacional-estudo-visa-o-melhoramento-da-carne-de-zebuinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2017\/01\/30\/pesquisa-da-ufla-e-publicada-em-periodico-internacional-estudo-visa-o-melhoramento-da-carne-de-zebuinos\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFLA \u00e9 publicada em peri\u00f3dico internacional \u2013 estudo visa ao melhoramento da carne de zebu\u00ednos"},"content":{"rendered":"<p><em>Diferen\u00e7as na susceptibilidade \u00e0 apoptose no m\u00fasculo de taurinos e zebu\u00ednos podem estar relacionadas com suas diferen\u00e7as de maciez da carne <\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_127371\" aria-describedby=\"caption-attachment-127371\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-127371 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Rafael-excisando-as-proteinas-dos-g\u00e9is-que-foram-diferencialmente-expressadas-entre-musculo-de-Angus-e-Nelore-para-posterior-identifica\u00e7\u00e3o-em-MALDI-249x140.jpg\" width=\"249\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Rafael-excisando-as-proteinas-dos-g\u00e9is-que-foram-diferencialmente-expressadas-entre-musculo-de-Angus-e-Nelore-para-posterior-identifica\u00e7\u00e3o-em-MALDI-249x140.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Rafael-excisando-as-proteinas-dos-g\u00e9is-que-foram-diferencialmente-expressadas-entre-musculo-de-Angus-e-Nelore-para-posterior-identifica\u00e7\u00e3o-em-MALDI-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Rafael-excisando-as-proteinas-dos-g\u00e9is-que-foram-diferencialmente-expressadas-entre-musculo-de-Angus-e-Nelore-para-posterior-identifica\u00e7\u00e3o-em-MALDI-612x344.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Rafael-excisando-as-proteinas-dos-g\u00e9is-que-foram-diferencialmente-expressadas-entre-musculo-de-Angus-e-Nelore-para-posterior-identifica\u00e7\u00e3o-em-MALDI.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-127371\" class=\"wp-caption-text\">Rafael Torres de Souza Rodrigues realizou doutorado na UFLA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um estudo comparando o prote\u00f4mica e o fosfoprote\u00f4mica muscular de bovinos Angus e Nelore realizado pelo Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (DZO\/UFLA) foi publicado no peri\u00f3dico internacional PLOS ONE. O trabalho fez parte da tese de doutorado em Zootecnia do estudante da UFLA Rafael Torres de Souza Rodrigues, orientado pelo professor Mario Luiz Chizzotti.<\/p>\n<p>\u201cEsse foi o primeiro estudo de prote\u00f4mica e fosfoprote\u00f4mica em larga escala comparando o m\u00fasculo de taurinos e zebu\u00ednos. Assim, pela primeira vez, foi poss\u00edvel comparar, por um ponto de vista molecular, diversos processos e rotas metab\u00f3licas entre eles. Bovinos taurinos s\u00e3o as ra\u00e7as de origem europeia, enquanto bovinos zebu\u00ednos s\u00e3o as ra\u00e7as de origem indiana que se desenvolveram em regi\u00f5es tropicais\u201d, relata o pesquisador Rafael.<\/p>\n<p>Rafael explica que a carne de zebu\u00ednos \u00e9 geralmente menos macia e tem menor teor de gordura de marmoreio do que a carne de taurinos. \u201cIsto \u00e9 bastante notado quando se compara a picanha brasileira (geralmente origin\u00e1rio de um zebu\u00edno, principalmente, da ra\u00e7a Nelore) com a picanha argentina (geralmente origin\u00e1ria de um taurino, como a ra\u00e7a Angus). Como as prote\u00ednas constituem a maior parte do tecido muscular e como a atividades de diversas prote\u00ednas e enzimas s\u00e3o respons\u00e1veis pela transforma\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo em carne, as diferen\u00e7as na abund\u00e2ncia de prote\u00ednas entre as duas ra\u00e7as podem explicar as diferen\u00e7as de qualidade de carne entre elas\u201d, relata.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, as diferen\u00e7as na abund\u00e2ncia de prote\u00ednas podem estar relacionadas com as distin\u00e7\u00f5es na express\u00e3o de genes, uma vez que as prote\u00ednas s\u00e3o o produto final da express\u00e3o g\u00eanica. A prote\u00f4mica \u00e9 a t\u00e9cnica de biologia molecular que estuda a abund\u00e2ncia de centenas de prote\u00ednas em um determinado tecido e em um determinado momento.<\/p>\n<figure id=\"attachment_127373\" aria-describedby=\"caption-attachment-127373\" style=\"width: 222px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-127373\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/bovinos-Nelore-e-Angus-durante-o-confinamento-249x187.jpg\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"167\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/bovinos-Nelore-e-Angus-durante-o-confinamento-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/bovinos-Nelore-e-Angus-durante-o-confinamento.jpg 599w\" sizes=\"auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-127373\" class=\"wp-caption-text\">Bovinos Nelore e Angus durante o confinamento<\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste estudo, os autores destacaram uma prov\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o de apoptose com as diferen\u00e7as de maciez de carne entre taurinos e zebu\u00ednos. Apoptose \u00e9 definida como a morte celular programada, que \u00e9 desencadeada, entre outros fatores, por condi\u00e7\u00f5es de estresse celular, como falta de oxig\u00eanio e glicose, queda de pH, desequil\u00edbrio na concentra\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio, entre outros, sendo que esses fatores s\u00e3o comuns de ocorrem no m\u00fasculo logo ap\u00f3s o abate.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese \u00e9 de que o m\u00fasculo de Angus seria mais suscept\u00edvel a apoptose do que o de Nelore e isto poderia explicar a maior maciez da carne de taurinos em compara\u00e7\u00e3o a de zebu\u00ednos. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m foi sugerido que essa diferen\u00e7a na susceptibilidade a apoptose poderia estar relacionada com a mais baixa atividade de calpastatina, geralmente observada no m\u00fasculo de taurinos em compara\u00e7\u00e3o ao de zebu\u00ednos. Calpastatina \u00e9 o inibidor das calpa\u00ednas que, por sua vez, s\u00e3o consideradas as principais enzimas respons\u00e1veis pelo amaciamento da carne durante a resolu\u00e7\u00e3o do rigor-mortis.<\/p>\n<figure id=\"attachment_127374\" aria-describedby=\"caption-attachment-127374\" style=\"width: 215px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-127374 \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Hidrata\u00e7\u00e3o-das-fitas-antes-da-focaliza\u00e7\u00e3o-isoeletricaque-separa-as-proteinas-pelo-ponto-isoel\u00e9trico-249x187.jpg\" width=\"215\" height=\"162\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Hidrata\u00e7\u00e3o-das-fitas-antes-da-focaliza\u00e7\u00e3o-isoeletricaque-separa-as-proteinas-pelo-ponto-isoel\u00e9trico-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Hidrata\u00e7\u00e3o-das-fitas-antes-da-focaliza\u00e7\u00e3o-isoeletricaque-separa-as-proteinas-pelo-ponto-isoel\u00e9trico-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Hidrata\u00e7\u00e3o-das-fitas-antes-da-focaliza\u00e7\u00e3o-isoeletricaque-separa-as-proteinas-pelo-ponto-isoel\u00e9trico-612x459.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 215px) 100vw, 215px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-127374\" class=\"wp-caption-text\">Hidrata\u00e7\u00e3o das fitas antes da focaliza\u00e7\u00e3o isoeletrica,que separa as proteinas pelo ponto isoel\u00e9trico<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cO mecanismo respons\u00e1vel por essa diferen\u00e7a na atividade de calpastatina entre m\u00fasculo de zebu\u00ednos e taurinos ainda n\u00e3o \u00e9 conhecido. Nisso que est\u00e1 a maior contribui\u00e7\u00e3o do nosso estudo. Nele foram observadas v\u00e1rias evid\u00eancias de que o m\u00fasculo de taurinos (Angus) seria mais suscept\u00edvel a apoptose &nbsp;do que o de zebu\u00ednos (Nelore). Isso \u00e9 interessante, pois apoptose tem sido relacionada com o amaciamento da carne e, mais especificamente, as enzimas que atuam durante apoptose, as caspases, s\u00e3o conhecidas para degradar a calpastatina. Dessa forma, sugerimos que a menor atividade de calpastatina no m\u00fasculo de taurinos seria devido ao fato do m\u00fasculo deles ter maior susceptibilidade a apoptose do que o de zebu\u00ednos\u201d, relata Rafael.<\/p>\n<p>O pesquisador destaca que ainda s\u00e3o necess\u00e1rios estudos espec\u00edficos para validar esta hip\u00f3tese. \u201cSendo validada, a ind\u00fastria de carne poder\u00e1 desenvolver t\u00e9cnicas e procedimentos que estimulem o processo de apoptose no m\u00fasculo logo ap\u00f3s o abate, o que diminuiria o efeito negativo da calpastatina sobre a qualidade da carne de zebu\u00ednos. Al\u00e9m disso, os programas de melhoramento de zebu\u00ednos poderiam adotar a sele\u00e7\u00e3o de animais que tivessem maior express\u00e3o de genes que estimulassem apoptose ap\u00f3s o abate\u201d, explica.<\/p>\n<p>A pesquisa da UFLA sugere novas possibilidades para o melhoramento da qualidade da carne de zebu\u00ednos, contribuindo para aumentar a satisfa\u00e7\u00e3o dos consumidores de carne bovina, pois a maciez \u00e9 a principal caracter\u00edstica de qualidade sensorial da carne considerada pelos consumidores. \u201cTamb\u00e9m possibilitar\u00e1 maior espa\u00e7o da carne brasileira no exterior, com a possibilidade de abertura de mercados mais exigentes, o que finalmente poderia contribuir para o desenvolvimento e sustentabilidade da pecu\u00e1ria brasileira, uma das atividades que mais geram empregos no pa\u00eds\u201d, comenta Rafael.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0170294\">O artigo foi publicado<\/a> no peri\u00f3dico internacional PLOS ONE na \u00faltima quinta-feira (19\/1). Rafael realizou a defesa do doutorado em 25\/8\/2016.&nbsp;Hoje, ele realiza p\u00f3s-doutorado em Ci\u00eancias Veterin\u00e1rias no Semi\u00e1rido, na Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (UNIVASF), em Petrolina\/PE.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0170294\">Acesse o artigo completo aqui.<\/a><\/p>\n<p><strong>Camila Caetano &#8211; jornalista\/ bolsista UFLA.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferen\u00e7as na susceptibilidade a apoptose no m\u00fasculo de taurinos e zebu\u00ednos podem estar relacionadas com suas diferen\u00e7as de maciez da carne (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-127324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127324"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":159070,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127324\/revisions\/159070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}