{"id":126610,"date":"2016-12-07T10:56:54","date_gmt":"2016-12-07T13:56:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=126610"},"modified":"2016-12-14T10:29:00","modified_gmt":"2016-12-14T13:29:00","slug":"nucleo-de-estudos-em-fisiologia-vegetal-realiza-ciclo-de-palestras-sobre-desastre-em-marianamg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2016\/12\/07\/nucleo-de-estudos-em-fisiologia-vegetal-realiza-ciclo-de-palestras-sobre-desastre-em-marianamg\/","title":{"rendered":"N\u00facleo de Estudos em Fisiologia Vegetal realiza ciclo de palestras sobre desastre em Mariana\/MG"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_126611\" aria-describedby=\"caption-attachment-126611\" style=\"width: 257px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-126611 \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/profs-249x190.jpg\" alt=\"Professores Luiz Roberto Guimar\u00e3es Guilherme, Soraya Alvarenga Botelho e Marco Aur\u00e9lio Carbone Carneiro\" width=\"257\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/profs-249x190.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/profs-768x587.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/profs-612x468.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-126611\" class=\"wp-caption-text\">Professores Marco Aur\u00e9lio Carbone Carneiro, Soraya Alvarenga Botelho e Luiz Roberto Guimar\u00e3es Guilherme<\/figcaption><\/figure>\n<p>O N\u00facleo de Estudos em Fisiologia Vegetal (NEF), vinculado ao Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Fisiologia Vegetal, promoveu o \u201cI Ciclo de Palestras em Fisiologia Vegetal: Intera\u00e7\u00e3o solo-planta no desastre de Mariana-MG\u201d, no dia 23 de novembro, na Universidade Federal de Lavras (UFLA).<\/p>\n<p>O evento contou com a participa\u00e7\u00e3o dos professores da UFLA Luiz Roberto Guimar\u00e3es Guilherme e Marco Aur\u00e9lio Carbone Carneiro, do Departamento de Ci\u00eancia do Solo (DCS), e da professora Soraya Alvarenga Botelho, do Departamento de Ci\u00eancias Florestais (DCF).<\/p>\n<p>O evento iniciou\u00a0com a palestra \u201cElementos-tra\u00e7o em ambientes de solo e sua rela\u00e7\u00e3o com o acidente de Mariana\u201d, proferida pelo professor Luiz Roberto, que fez uma retrospectiva sobre relatos divulgados sobre o desastre. O professor\u00a0explicou\u00a0alguns conceitos e processos relacionados \u00e0s propriedades qu\u00edmicas de solos, com enfoque para as caracter\u00edsticas de elementos-tra\u00e7o, conhecidos por metais pesados, dentre os quais, segundo alguns laudos noticiados, estariam presentes na lama da barragem. Tamb\u00e9m\u00a0realizou uma conex\u00e3o entre o que ele j\u00e1 conhece, como resultado de sua experi\u00eancia com estudos em \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o, com o que ocorreu e que ainda possa acontecer nas \u00e1reas impactadas pela lama.<\/p>\n<p>O professor Marco Aur\u00e9lio Carbone Carneiro ministrou a palestra \u201cOrganismos do solo e a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas\u201d. Inicialmente, ele abordou alguns aspectos relacionados \u00e0 sustentabilidade do solo, enfocando os processos que garantem a funcionalidade dos ecossistemas, com destaque para a atua\u00e7\u00e3o dos organismos do solo. Segundo o professor, esses organismos s\u00e3o essenciais para garantir o funcionamento do solo, bem como para recuperar \u00e1reas degradadas. Ele apresentou v\u00e1rios resultados de suas pesquisas, que envolveram plantas inoculadas com riz\u00f3bios e fungos micorr\u00edzicos arbusculares, nos quais as associa\u00e7\u00f5es estimularam o crescimento de plantas em solos degradados.<\/p>\n<p>Marco Aur\u00e9lio destacou que estes conhecimentos ser\u00e3o muito \u00fateis para os trabalhos de recupera\u00e7\u00e3o em Mariana, finalizando sua palestra com a apresenta\u00e7\u00e3o de sua proposta de recupera\u00e7\u00e3o, aprovada pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG): \u201cFungos micorr\u00edzicos arbusculares, bact\u00e9rias fixadoras de N2 e outras promotoras de crescimento vegetal de \u00e1reas da Bacia do Rio Doce: identifica\u00e7\u00e3o, caracteriza\u00e7\u00e3o, informatiza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o do potencial biotecnol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p>O ciclo de palestras foi finalizado com a palestra \u201cOs desafios da restaura\u00e7\u00e3o florestal nas \u00e1reas afetadas pela lama da Barragem de Fund\u00e3o em Mariana\u201d, proferida pela professora Soraya, que tamb\u00e9m teve proposta aprovada pela Fapemig. A professora iniciou sua palestra definindo alguns termos importantes, dentre os quais restaura\u00e7\u00e3o, reabilita\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Soraya explicou que, embora estes termos sejam genericamente considerados recupera\u00e7\u00e3o, cada um deles tem uma defini\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Assim, restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 a repara\u00e7\u00e3o dos danos causados a uma \u00e1rea, de modo a restabelecer de forma integral as propriedades f\u00edsicas, qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas, e retornar ao estado primitivo da \u00e1rea antes da degrada\u00e7\u00e3o; reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 retornar a \u00e1rea a um estado \u201cbiol\u00f3gico\u201d est\u00e1vel, normalmente alternativo ao estado original, e recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 a repara\u00e7\u00e3o dos danos causados a uma \u00e1rea, de modo a restabelecer as propriedades f\u00edsicas, qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas, e atingir uma condi\u00e7\u00e3o est\u00e1vel da vegeta\u00e7\u00e3o e do solo, recuperando as principais fun\u00e7\u00f5es originais do ambiente.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, a professora abordou sobre importantes etapas necess\u00e1rias para a restaura\u00e7\u00e3o\/recupera\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea degradada, o que inclui um completo diagn\u00f3stico ambiental (caracteriza\u00e7\u00e3o do problema), detalhando os meios f\u00edsicos e bi\u00f3ticos locais. Ela ressaltou que, em Mariana, muitos s\u00e3o os desafios para a caracteriza\u00e7\u00e3o local, visto que ainda pouco se conhece sobre as condi\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a passagem e deposi\u00e7\u00e3o da lama.<\/p>\n<p>Para os coordenadores do NEF, o ciclo de palestras foi uma grande oportunidade para os participantes terem uma nova vis\u00e3o sobre o desastre. O fato dos\u00a0professores apresentaram, al\u00e9m da experi\u00eancia pr\u00e1tica com \u00e1reas degradadas, resultados de suas pesquisas e propostas para a revegeta\u00e7\u00e3o das \u00e1reas em Mariana, colaborou muito para a forma\u00e7\u00e3o complementar, ultrapassando os limites entre \u00e1reas de conhecimento.<\/p>\n<h5><strong>Camila Caetano: jornalista\/ bolsista UFLA. Colabora\u00e7\u00e3o direta:\u00a0J\u00e9ssica Cristina Teodoro, doutoranda na UFLA, integrante da coordena\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Estudos em Fisiologia Vegetal.<\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O N\u00facleo de Estudos em Fisiologia Vegetal (NEF), vinculado ao Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Fisiologia Vegetal, promoveu o \u201cI Ciclo de Palestras em Fisiologia Vegetal: Intera\u00e7\u00e3o solo-planta no desastre de Mariana-MG\u201d, no dia 23 de novembro, na Universidade Federal de Lavras (UFLA). 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