{"id":1196,"date":"2007-12-12T00:00:00","date_gmt":"2007-12-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/12\/rumos-da-educacao\/"},"modified":"2007-12-12T00:00:00","modified_gmt":"2007-12-12T00:00:00","slug":"rumos-da-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/12\/12\/rumos-da-educacao\/","title":{"rendered":"Rumos da educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Programa Bom Dia Brasil, 11\/12\/2007 <\/p>\n<p>Os novos n\u00fameros da educa\u00e7\u00e3o brasileira atestam o mau desempenho dos alunos. Esse \u00e9 o tema da entrevista com o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad. Os novos n\u00fameros da educa\u00e7\u00e3o brasileira exp\u00f5em o tamanho de um problema antigo: espanta o mau desempenho de nossos alunos em provas de ci\u00eancias, matem\u00e1tica e portugu\u00eas. Mas n\u00e3o se pode deixar tamb\u00e9m de reconhecer um m\u00e9rito: ter os n\u00fameros \u00e9 fundamental para enfrentar esse desafio. S\u00f3 avan\u00e7a o pa\u00eds que conhece as suas chagas. Esse \u00e9 o tema da entrevista com o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad.<\/p>\n<p>Bom Dia Brasil &#8211; Foi um resultado que chocou o pa\u00eds, mas \u00e9 fundamental ter esses n\u00fameros, saber que estamos no fim da fila entre 57 na\u00e7\u00f5es. Qual a\u00e7\u00e3o imediata para consertar isso? <\/p>\n<p>Fernando Haddad \u2013 As decis\u00f5es t\u00eam que ser tomadas agora e est\u00e3o sendo tomadas. Mas os resultados vir\u00e3o no m\u00e9dio e longo prazo, porque em educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se colhe os frutos no prazo de um mandato. Portanto, n\u00e3o pode ser uma tarefa de um partido pol\u00edtico ou de um governo, \u00e9 uma tarefa nacional. Os dados n\u00e3o devem nos orgulhar, mas n\u00e3o devem nos envergonhar. Dos pa\u00edses analisados, somos um dos pa\u00edses com menos renda per capita, com um dos mais baixos indicadores de distribui\u00e7\u00e3o de renda e investimento por aluno. Estamos nos comparando com pa\u00edses ricos. Se tomarmos o contexto latino-americano, vamos ver que estamos muito pr\u00f3ximos de pa\u00edses como Col\u00f4mbia e Argentina \u2013 este, um pa\u00eds com tradi\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o muito maior que a nossa. Temos que ter cautela. Entendo que esse pacto que est\u00e1 sendo feito em torno da educa\u00e7\u00e3o entre governos estaduais e municipais vai se refletir em indicadores. <\/p>\n<p>H\u00e1 um estudo do Ipea que mostra a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunos concluindo o Ensino M\u00e9dio. Desde meados da d\u00e9cada de 1990, o n\u00famero crescia, mas cai a partir de 2002. Era esperada uma alta, como aumentou a inclus\u00e3o no Ensino Fundamental, mas n\u00e3o foi o que aconteceu. Houve queda de 300 mil alunos. Estamos regredindo no Ensino M\u00e9dio? <\/p>\n<p>N\u00e3o. A taxa de atendimento dos alunos entre 15 e 17 anos, a faixa do Ensino M\u00e9dio, est\u00e1 estacion\u00e1ria. O que acontece \u00e9 que as taxas de aprova\u00e7\u00e3o da 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9rie n\u00e3o est\u00e3o reagindo adequadamente. Temos um avan\u00e7o nos anos iniciais do Ensino Fundamental tanto em desempenho como em rendimento. Fluxo e exames nacionais. Mas nos anos finais do Ensino M\u00e9dio o reflexo ainda n\u00e3o chegou. Da 8\u00aa s\u00e9rie para o 1\u00ba ano do Ensino M\u00e9dio est\u00e1 havendo uma reten\u00e7\u00e3o. Como a democracia joga a favor da queda das matr\u00edculas, porque os nascimentos s\u00e3o, cada vez, em menor n\u00famero, se n\u00e3o houver uma corre\u00e7\u00e3o de fluxo, a matr\u00edcula tende a estacionar ou at\u00e9 cair. <\/p>\n<p>Na sua opini\u00e3o, como a m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o dos professores influenciou nesse resultado? <\/p>\n<p>Penso que essa \u00e9 a principal vari\u00e1vel a ser enfrentada no pr\u00f3ximo per\u00edodo. N\u00f3s, na minha opini\u00e3o, de maneira equivocada, transferimos a responsabilidade pela forma\u00e7\u00e3o de professores para estados e munic\u00edpios, pela Lei de Diretrizes e Bases de 1996, quando deveria ser atribui\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, em virtude do fato de ela manter um parque enorme de universidades federais. O que queremos agora, por parte das universidades federais, \u00e9 que elas assumam, com apoio financeiro do minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, uma maior responsabilidade pela forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada do magist\u00e9rio. <\/p>\n<p>O senhor disse que um pa\u00eds n\u00e3o colhe os frutos no prazo de um mandato. Mas o Chile vem apresentando resultado excepcionais e vem se distanciando cada vez mais de pa\u00edses latino-americanos como o Brasil. O que podemos aprender com esse exemplo? <\/p>\n<p>O Chile, na verdade, est\u00e1 colhendo os resultados 15 anos depois da reforma educacional. O que houve no Chile foi perseveran\u00e7a, persist\u00eancia, insist\u00eancia nas reformas educacionais que come\u00e7aram em 1991, com a \u2018Concertaci\u00f3n\u2019. Quando todos davam o Chile como um caso de fracasso, ou seja, muito investimento, muito empenho, muita reforma e pouco resultado, os resultados come\u00e7aram a aparecer 15 anos depois. Temos que seguir o exemplo de pa\u00edses como Irlanda, Cor\u00e9ia, Chile, que pactuaram um acordo nacional, insistiram e perceberam que o investimento pode at\u00e9 demorar, mas quando chega, emancipa um pa\u00eds.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa Bom Dia Brasil, 11\/12\/2007 Os novos n\u00fameros da educa\u00e7\u00e3o brasileira atestam o mau desempenho dos alunos. Esse \u00e9 o tema da entrevista com o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad. 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