{"id":116743,"date":"2016-08-01T08:08:39","date_gmt":"2016-08-01T11:08:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=116743"},"modified":"2016-08-09T11:26:39","modified_gmt":"2016-08-09T14:26:39","slug":"ufla-desenvolve-pesquisa-para-auxiliar-na-fiscalizacao-de-carvoes-ilegais-provenientes-de-arvores-nativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2016\/08\/01\/ufla-desenvolve-pesquisa-para-auxiliar-na-fiscalizacao-de-carvoes-ilegais-provenientes-de-arvores-nativas\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFLA poder\u00e1 auxiliar na fiscaliza\u00e7\u00e3o de carv\u00f5es ilegais provenientes de \u00e1rvores nativas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_116746\" aria-describedby=\"caption-attachment-116746\" style=\"width: 218px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2005.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-116746 \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2005-249x162.jpg\" alt=\"Professor Paulo Ricardo Gherardi Hein e a estudante Fernanda Maria Guedes Ramalho\" width=\"218\" height=\"142\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2005-249x162.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2005-612x398.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116746\" class=\"wp-caption-text\">Professor Paulo Hein e a estudante Fernanda Ramalho<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dentre os principais produtores mundiais de carv\u00e3o vegetal, o Brasil ocupa a primeira posi\u00e7\u00e3o, com produ\u00e7\u00e3o de aproximadamente sete milh\u00f5es de toneladas ao ano. O uso da madeira como mat\u00e9ria prima para carv\u00e3o vegetal apresenta destaque, em que, 15,2% da \u00e1rea reflorestada no pa\u00eds visa suprir a demanda por bioenergia.<\/p>\n<p>Mesmo com o crescimento da superf\u00edcie de florestas plantadas, voltada para carv\u00e3o vegetal, a comercializa\u00e7\u00e3o ilegal dos carv\u00f5es de origem nativa ainda tem ocorrido, por meio de notas fiscais falsificadas. Al\u00e9m disso, a origem dos carv\u00f5es \u00e9 de dif\u00edcil distin\u00e7\u00e3o, pois os materiais apresentam caracter\u00edsticas muito semelhantes.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a \u00fanica maneira de identificar o carv\u00e3o ilegal tem sido por meio de an\u00e1lises anat\u00f4micas, que s\u00e3o demoradas e exigem a atua\u00e7\u00e3o de profissionais experientes e especializados. Estes profissionais est\u00e3o cada vez mais escassos e muitas vezes nem mesmo trabalham diretamente nos \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (IBAMA), a Pol\u00edcia Federal, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), dentre outros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_116745\" aria-describedby=\"caption-attachment-116745\" style=\"width: 201px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1993.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-116745\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1993-249x171.jpg\" alt=\"Os pesquisadores utilizaram a espectroscopia no infravermelho pr\u00f3ximo\" width=\"201\" height=\"138\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1993-249x171.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1993-612x419.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116745\" class=\"wp-caption-text\">Os pesquisadores utilizaram a espectroscopia no infravermelho pr\u00f3ximo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas, toda essa complexidade na fiscaliza\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o vegetal pode ser resolvida por meio de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Lavras (UFLA) pela estudante Fernanda Maria Guedes Ramalho, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia da Madeira para a obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de Mestre, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Paulo Ricardo Gherardi Hein, do Departamento de Ci\u00eancias Florestais da UFLA, e ainda a colabora\u00e7\u00e3o do pesquisador franc\u00eas Alfredo Napoli, do Centro de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional em Pesquisa Agron\u00f4mica para o Desenvolvimento (<a href=\"http:\/\/www.cirad.fr\/\">CIRAD<\/a>).<\/p>\n<p>A pesquisa permitiu desenvolver uma metodologia r\u00e1pida, confi\u00e1vel e eficiente para detectar a origem da mat\u00e9ria\u00a0prima precursora do carv\u00e3o. Os pesquisadores utilizaram a espectroscopia no infravermelho pr\u00f3ximo (NIR), uma t\u00e9cnica eficaz que vem sendo utilizada cada vez mais em ci\u00eancia e tecnologia dos materiais. \u201cAo contr\u00e1rio da aplica\u00e7\u00e3o na espectroscopia no NIR em madeira, poucos estudos t\u00eam aplicado essa ferramenta para classificar carv\u00e3o\u201d, comenta o professor.<\/p>\n<p>O procedimento \u00e9 simples. Basta colocar o carv\u00e3o sob a superf\u00edcie de um aparelho chamado de espectr\u00f4metro no NIR e acion\u00e1-lo. Em quest\u00e3o de segundos o equipamento lan\u00e7a os dados no computador, que em poucos minutos s\u00e3o analisados por meio de toda a estat\u00edstica multivariada j\u00e1 elaborada pelos pesquisadores, permitindo assim verificar se o carv\u00e3o prov\u00e9m de \u00e1rvores nativas ou plantadas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_116744\" aria-describedby=\"caption-attachment-116744\" style=\"width: 212px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1989.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-116744\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1989-249x166.jpg\" alt=\"Em poucos minutos \u00e9 feita a an\u00e1lise atrav\u00e9s da estat\u00edstica multivariada\" width=\"212\" height=\"141\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1989-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1989-612x408.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116744\" class=\"wp-caption-text\">Em poucos minutos \u00e9 feita a an\u00e1lise atrav\u00e9s da estat\u00edstica multivariada<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEssa t\u00e9cnica mede a intera\u00e7\u00e3o da luz com as liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas do material analisado, cada material ir\u00e1 absorver, transmitir ou refletir da luz de forma diferente em fun\u00e7\u00e3o da sua constitui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, gerando assim espectros diferentes para cada material.\u00a0O trabalho consistiu em testar o potencial dessa t\u00e9cnica associada \u00e0 estat\u00edstica multivariada em distinguir os espectros de amostras de carv\u00f5es provenientes de madeiras nativas e de madeiras plantadas\u201d, explica Fernanda.<\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que em alguns anos os postos de fiscaliza\u00e7\u00e3o poder\u00e3o possuir esses equipamentos para medi\u00e7\u00e3o em tempo real de espectros de carv\u00e3o e estimar a origem do material. Esta t\u00e9cnica vai permitir que o fiscalizador tenha mais seguran\u00e7a ao afirmar se o carv\u00e3o \u00e9 de madeira nativa ou de plantada. \u201cOs resultados deste estudo sugerem que a espectroscopia no infravermelho pr\u00f3ximo seja uma t\u00e9cnica promissora para distin\u00e7\u00e3o da origem do carv\u00e3o vegetal. Este \u00e9 um resultado preliminar que mostra o potencial da tecnologia NIR para futuramente auxiliar os agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, complementa Fernanda.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1984.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-116747 alignright\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1984-249x166.jpg\" alt=\"IMG_1984\" width=\"229\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1984-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1984-612x408.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 229px) 100vw, 229px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nesta pesquisa foram utilizadas madeiras de esp\u00e9cies florestais provenientes do bioma cerrado e de reflorestamento. As esp\u00e9cies do bioma cerrado utilizadas foram a <em>Cedrela sp.<\/em> (Cedro), a <em><u>Aspidosperma sp<\/u><\/em><u>.<\/u> (Peroba), o <em>Jacaranda sp. <\/em>(Jacarand\u00e1) e uma esp\u00e9cie desconhecida. As \u00e1rvores nativas foram abatidas para implanta\u00e7\u00e3o da represa no Rio Grande no munic\u00edpio de Lavras, Minas Gerais. Para que se tenha representatividade quanto ao material gen\u00e9tico utilizado em reflorestamentos no Brasil, foram utilizados clones de <em>Eucalyptus <\/em>provenientes de duas empresas florestais, a <em>Vallourec,<\/em> com foco na produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal, e a Cenibra, com foco na produ\u00e7\u00e3o de celulose e papel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nesse estudo os carv\u00f5es foram submetidos a tr\u00eas tipos de temperaturas, 300\u00ba, 500\u00ba e 700\u00ba, para que pudesse obter mais homogeneidade nesse primeiro momento. A expectativa dos pesquisadores \u00e9 de que novas an\u00e1lises sejam realizadas, com amostras reais, de distintas esp\u00e9cies e temperaturas, para que novas estat\u00edsticas sejam elaboradas. \u201cA segunda etapa j\u00e1 est\u00e1 em andamento e novas esp\u00e9cies de madeira ser\u00e3o utilizadas na produ\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o para que os resultados sejam incorporados ao banco de dados, com o objetivo de aumentar a representatividade das amostras para que os modelos de classifica\u00e7\u00e3o possam ser aplicados em situa\u00e7\u00f5es reais\u201d, relata a estudante, que dar\u00e1 seguimento \u00e0 pesquisa em seu doutorado.<\/p>\n<p><strong>Texto: Camila Caetano \u2013 jornalista\/ bolsista UFLA <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa permitiu desenvolver uma metodologia r\u00e1pida, confi\u00e1vel e eficiente para detectar a origem da mat\u00e9ria prima precursora do carv\u00e3o. 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