{"id":116642,"date":"2016-07-25T10:57:31","date_gmt":"2016-07-25T13:57:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=116642"},"modified":"2016-08-06T11:25:08","modified_gmt":"2016-08-06T14:25:08","slug":"eficacia-do-oleo-de-macauba-como-biodiesel-e-aprovada-em-pesquisas-da-ufla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2016\/07\/25\/eficacia-do-oleo-de-macauba-como-biodiesel-e-aprovada-em-pesquisas-da-ufla\/","title":{"rendered":"Efic\u00e1cia do \u00f3leo de maca\u00faba como biodiesel \u00e9 aprovada em pesquisas da UFLA"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_116649\" aria-describedby=\"caption-attachment-116649\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1816.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-116649 \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1816-249x166.jpg\" alt=\"Biodiesel do \u00f3leo maca\u00faba \" width=\"226\" height=\"151\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1816-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_1816-612x408.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116649\" class=\"wp-caption-text\">Biodiesel do \u00f3leo de maca\u00faba<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma palmeira nativa do Brasil com grande potencial na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo vegetal tem se destacado nas pesquisas da Universidade Federal de Lavras (UFLA): a maca\u00faba. Estudos j\u00e1 indicavam que ela tem a capacidade de produzir at\u00e9 cinco toneladas de \u00f3leo por hectare. Pensando nisso, pesquisadores das \u00e1reas de Engenharia e Qu\u00edmica da UFLA iniciaram os estudos para se chegar a um biodiesel de qualidade a partir dessa oleaginosa.<\/p>\n<p>Com folhas perenes e espinhosas, ela \u00e9 encontrada com muita frequ\u00eancia em Minas Gerais, assim como em S\u00e3o Paulo, Goi\u00e1s, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Piau\u00ed e Cear\u00e1. \u201cSomente em Minas h\u00e1 aproximadamente dois milh\u00f5es de hectares de maci\u00e7os naturais de maca\u00faba. Isso pode gerar uma nova renda. O agricultor s\u00f3 vai precisar coletar e vender\u201d, comenta o professor de Engenharia na UFLA Pedro Castro Neto, um dos envolvidos na pesquisa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_116645\" aria-describedby=\"caption-attachment-116645\" style=\"width: 219px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estudante-Danilo-e-professor-Pedro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-116645\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estudante-Danilo-e-professor-Pedro-249x155.jpg\" alt=\"\u00c0 esquerda o estudante Danilo Souza e \u00e0 direita o professor Pedro Neto\" width=\"219\" height=\"136\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estudante-Danilo-e-professor-Pedro-249x155.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estudante-Danilo-e-professor-Pedro-612x380.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116645\" class=\"wp-caption-text\">\u00c0 esquerda o estudante Danilo Souza e \u00e0 direita o professor Pedro Neto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Assim, o \u00f3leo de maca\u00faba como biodiesel pode trazer uma significativa renda ao agricultor. Fecha todo o sistema, dando uma nova oportunidade ao setor. \u201cEle n\u00e3o precisa para isso derrubar \u00e1rvores, modificar nada. Isso j\u00e1 existe na sua propriedade\u201d, complementa Pedro.<\/p>\n<p>Mas, para chegar ao resultado final os pesquisadores da UFLA tiveram que realizar diversas tentativas. O professor explica que a maca\u00faba possui um alto \u00edndice de acidez, chegando a mais de 50%, sendo assim, todo o processo para deixar o \u00f3leo com qualidade, de maneira que possa ser utilizado no biodiesel, foi diferenciado, por meio da cat\u00e1lise \u00e1cida. \u201cHoje, conseguimos adequar a tecnologia, para produzir a partir do \u00f3leo de maca\u00faba um biocombust\u00edvel de excelente qualidade, que possa ser utilizado no Pa\u00eds\u201d, relata Pedro Neto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_116644\" aria-describedby=\"caption-attachment-116644\" style=\"width: 189px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/analise-em-pequena-escala-no-laboratorio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-116644\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/analise-em-pequena-escala-no-laboratorio-249x166.jpg\" alt=\"analise em pequena escala no laboratorio\" width=\"189\" height=\"126\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/analise-em-pequena-escala-no-laboratorio-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/analise-em-pequena-escala-no-laboratorio-612x408.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 189px) 100vw, 189px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116644\" class=\"wp-caption-text\">An\u00e1lise em pequena escala no Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesse processo tamb\u00e9m esteve envolvido o Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica do N\u00facleo de Estudos em Plantas Oleaginosas,\u00a0\u00d3leos, Gorduras e Biocombust\u00edveis (G-\u00d3leo) da UFLA. Para que o teste fosse realizado em grande escala, primeiramente foram feitas v\u00e1rias an\u00e1lises e testes no laborat\u00f3rio em pequenas quantidades.<\/p>\n<p>\u201cFoi necess\u00e1rio fazer o processo de esterifica\u00e7\u00e3o para a diminui\u00e7\u00e3o da acidez do \u00f3leo. Finalizado esse processo, o \u00f3leo passou por uma lavagem a fim de retirar o excesso de catalisador usado na esterifica\u00e7\u00e3o, posteriormente foi retirado o excesso de \u00e1gua. E em seguida, feito o processo de transesterifica\u00e7\u00e3o, em que obtivemos o biodiesel j\u00e1 pronto, com a glicerina. Assim, separamos o biodiesel da glicerina, e o passamos por outro processo de lavagem para retirar o excesso de catalisador\u201d, explica o coordenador do setor de Qu\u00edmica do G-\u00f3leo, estudante da UFLA, Danilo da Silva Souza.<\/p>\n<figure id=\"attachment_116648\" aria-describedby=\"caption-attachment-116648\" style=\"width: 213px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2572.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-116648\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2572-249x166.jpg\" alt=\"O estudante de doutorado Ronald Leite Barbosa e o professor de Engenharia Carlos Volpato\" width=\"213\" height=\"142\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2572-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2572-612x408.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116648\" class=\"wp-caption-text\">O estudante de doutorado Ronald Leite Barbosa e o professor de Engenharia Carlos Volpato<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o, o biodiesel foi encaminhado para Ronald Leite Barbosa, estudante de doutorado em Engenharia\u00a0Agr\u00edcola na UFLA, sob a coordena\u00e7\u00e3o do professor de Engenharia Carlos Eduardo Silva Volpato. Eles realizaram diversos testes em um trator, tendo como base distintas quantidades do biodiesel proveniente do \u00f3leo de maca\u00faba, mais o diesel comercial. Assim foram analisando como a m\u00e1quina reagia e ainda verificando as quantidades de gases emitidas pelo escapamento do trator. \u201cOs resultados foram sensacionais, muito promissores, permitindo que o \u00f3leo de maca\u00faba seja utilizado como biodiesel de maneira segura\u201d, relata Volpato.<\/p>\n<p>Volpato explica que o diesel que compramos hoje no posto de gasolina \u00e9 o B7, ou seja, tem 7% de biodiesel. \u201cNo nosso caso, n\u00f3s fizemos os ensaios com B20, B50, B80 e B100. O B20 significa que 80% \u00e9 o diesel do posto de gasolina e 20% \u00e9 o transesterificado do \u00f3leo de maca\u00faba. O B50, metade de um e de outro. O B80, 80% de maca\u00faba e 20% do convencional. E o B100, totalmente \u00f3leo de maca\u00faba\u201d, afirmou.<\/p>\n<figure id=\"attachment_116647\" aria-describedby=\"caption-attachment-116647\" style=\"width: 212px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2503.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-116647\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2503-249x166.jpg\" alt=\"IMG_2503\" width=\"212\" height=\"141\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2503-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_2503-612x408.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116647\" class=\"wp-caption-text\">Trator em teste com o biodiesel do \u00f3leo de maca\u00faba<\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisa mostrou que todos os resultados de torque, pot\u00eancia, consumo, emiss\u00e3o, com o B20, foram os melhores. \u201cJ\u00e1 \u00e9 um significativo ganho. Os resultados foram positivos, tanto tecnicamente quanto na quest\u00e3o ambiental. Na parte t\u00e9cnica, com rela\u00e7\u00e3o a todas as misturas, o B20 foi o que se comportou melhor, apesar dos outros tamb\u00e9m terem resultados satisfat\u00f3rios, em rela\u00e7\u00e3o ao diesel do posto de gasolina. J\u00e1 na quest\u00e3o ambiental, os resultados foram excelentes. Ressaltando que todas as misturas deram emiss\u00f5es de gases de particulados abaixo do registrado pelo diesel convencional. E \u00e9 um biodiesel que pode ser utilizado em todos os ve\u00edculos que tem um motor de ciclo diesel, como caminh\u00e3o, caminhonete, \u00f4nibus, trator\u201d, relata Volpato.<\/p>\n<p>Para o professor Pedro, os resultados que esse biodiesel apresentou foram sensacionais. \u201cAl\u00e9m disso, o biodiesel \u00e9 renov\u00e1vel, esse carbono a ser queimado no motor volta para a atmosfera, mas a planta retira o carbono da atmosfera para gerar um novo \u00f3leo, ent\u00e3o estamos renovando sempre. \u00c9 isso que queremos, desenvolver essas novas tecnologias\u201d, comentou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BKnYOgIfknU\">Clique aqui<\/a> e confira a mat\u00e9ria exibida tamb\u00e9m na TV Universit\u00e1ria<\/p>\n<p><strong>Texto: Camila Caetano \u2013 jornalista\/ bolsista UFLA <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma palmeira nativa do Brasil com grande potencial na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo vegetal tem se destacado nas pesquisas da UFLA: a maca\u00faba. 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