{"id":114282,"date":"2016-06-20T08:00:29","date_gmt":"2016-06-20T11:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=114282"},"modified":"2016-06-30T10:54:38","modified_gmt":"2016-06-30T13:54:38","slug":"pesquisa-identifica-registro-inedito-de-lobo-guara-no-campus-da-ufla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2016\/06\/20\/pesquisa-identifica-registro-inedito-de-lobo-guara-no-campus-da-ufla\/","title":{"rendered":"Pesquisa identifica registro in\u00e9dito de lobo-guar\u00e1 no c\u00e2mpus da UFLA"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_114285\" aria-describedby=\"caption-attachment-114285\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/lobo-guar\u00e1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-114285 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/lobo-guar\u00e1-249x187.png\" alt=\"lobo-guar\u00e1\" width=\"249\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/lobo-guar\u00e1-249x187.png 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/lobo-guar\u00e1-612x459.png 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-114285\" class=\"wp-caption-text\">A imagem registrada, apesar de n\u00e3o retratar o lobo-guar\u00e1 integralmente, permitiu que os pesquisadores o identificassem a partir de caracter\u00edsticas bem definidas.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um projeto de pesquisa em desenvolvimento no Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o de Mam\u00edferos, do Departamento de Biologia (Lecom\/DBI), fez o registro in\u00e9dito da presen\u00e7a de um lobo-guar\u00e1 (<em>Chrysocyon brachyurus<\/em>) no c\u00e2mpus da Universidade Federal de Lavras (UFLA). A imagem do animal foi capturada em 23 de mar\u00e7o, na regi\u00e3o de matas pr\u00f3xima \u00e0 rodovia MG-355 (<a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/localiza-logo-campus.png\">confira no mapa<\/a>).<\/p>\n<p>O lobo-guar\u00e1 est\u00e1 no <a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/images\/stories\/biodiversidade\/fauna-brasileira\/livro-vermelho\/volumeI\/vol_I_parte2.pdf\">Livro Vermelho da Fauna Brasileira Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o<\/a>, posicionado na categoria \u201cvulner\u00e1vel\u201d. Assim, para os pesquisadores, a presen\u00e7a da esp\u00e9cie na \u00e1rea da Universidade \u00e9 um indicativo da import\u00e2ncia de conserva\u00e7\u00e3o dos fragmentos florestais e resqu\u00edcios de cerrados presentes na UFLA e seu entorno. \u00c9 uma regi\u00e3o que pode proporcionar recursos e servir de corredor ecol\u00f3gico para a maior esp\u00e9cie de can\u00eddeo silvestre sul-americano. A redu\u00e7\u00e3o populacional dessa figura ic\u00f4nica da fauna brasileira tem sido causada, principalmente, pela degrada\u00e7\u00e3o de seus habitats, por atropelamentos, doen\u00e7as e retalia\u00e7\u00e3o \u00e0 preda\u00e7\u00e3o de animais dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>A pesquisa, coordenada pelo professor Marcelo Passamani e desenvolvida pelo estudante de gradua\u00e7\u00e3o em Biologia Mateus Melo Dias, com o envolvimento de mais tr\u00eas estudantes ligados ao Lecom, come\u00e7ou a ser feita em outubro de 2015, com t\u00e9rmino previsto para setembro de 2016. Tr\u00eas c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas especiais (com sensor infravermelho para captura de movimento e calor) s\u00e3o posicionadas em locais estrat\u00e9gicos do c\u00e2mpus para captura das imagens. Juntas, elas registram cerca de 1500 fotografias por semana. A equipe envolvida altera periodicamente o lugar de instala\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras, mantendo-as sempre protegidas da a\u00e7\u00e3o do tempo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_114286\" aria-describedby=\"caption-attachment-114286\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/veado-campus.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-114286\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/veado-campus-249x187.jpg\" alt=\"Um veado aparece em imagem registrada em 15\/5, no per\u00edodo da manh\u00e3.\" width=\"249\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/veado-campus-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/veado-campus-612x460.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/veado-campus.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-114286\" class=\"wp-caption-text\">Um veado aparece em imagem registrada em 15\/5, no per\u00edodo da manh\u00e3.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A cada duas semanas, os cart\u00f5es de mem\u00f3rias das c\u00e2meras s\u00e3o descarregados e tem in\u00edcio a sele\u00e7\u00e3o de imagens, com os\u00a0pesquisadores examinando-as atentamente <strong>\u00e0 procura de mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte<\/strong>. De acordo com Mateus, as esp\u00e9cies com maior n\u00famero de registros s\u00e3o gamb\u00e1s, tatus-galinha e tapiti (lebre brasileira). Outras aparecem em menor frequ\u00eancia, como o veado mostrado na fotografia de 15 de maio de 2016.<\/p>\n<p>Pesquisa semelhante foi realizada h\u00e1 sete anos por J\u00fanior Ribeiro da Silva, durante seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso, por\u00e9m com metodologia diferente. Na \u00e9poca, os registros eram somente feitos por meio de parcelas de areia para identifica\u00e7\u00e3o de pegadas. Se comparados com os resultados anteriores, o levantamento atual j\u00e1 permitiu o registro in\u00e9dito de duas esp\u00e9cies: al\u00e9m do lobo-guar\u00e1, o quati (<em>Nasua nasua<\/em>). No intervalo entre as duas pesquisas (entre 2013 e 2014), parte do c\u00e2mpus foi cercada por alambrados. Uma das inten\u00e7\u00f5es dos pesquisadores \u00e9 tamb\u00e9m verificar se h\u00e1 impacto dessas estruturas na circula\u00e7\u00e3o da fauna de m\u00e9dio e grande portes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_114283\" aria-describedby=\"caption-attachment-114283\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tatu-galinha-campus.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-114283\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tatu-galinha-campus-249x187.jpg\" alt=\"Imagem de um tatu-galinha, registrada em 17\/4. Ele est\u00e1 entre os animais que aparecem com maior frequ\u00eancia nas fotografias.\" width=\"249\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tatu-galinha-campus-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tatu-galinha-campus-612x459.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/tatu-galinha-campus.jpg 873w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-114283\" class=\"wp-caption-text\">Imagem de um tatu-galinha, registrada em 17\/4. Ele est\u00e1 entre os animais que aparecem com maior frequ\u00eancia nas fotografias.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisa <strong><em>Levantamento da Mastofauna de M\u00e9dio e Grande Porte no C\u00e2mpus da UFLA<\/em><\/strong> tem o apoio da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o\u00a0de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), materializado na bolsa que garante as atividades do graduando Mateus. A identifica\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos presentes permite o conhecimento da \u00e1rea para que a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade possam ser implementadas. De acordo o prefeito do c\u00e2mpus, professor Jackson Ant\u00f4nio Barbosa, pesquisas como essas s\u00e3o essenciais para que a institui\u00e7\u00e3o possa pautar suas a\u00e7\u00f5es, conciliando as necessidades de expans\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cOs resultados podem apontar caminhos inovadores para um desenvolvimento institucional sempre sustent\u00e1vel\u201d, comenta.<\/p>\n<p>O c\u00e2mpus da UFLA possui 475,72 ha. A \u00e1rea urbanizada equivale a 13,82% do total (65,79 ha); a vegeta\u00e7\u00e3o nativa ocupa 23,79% (113,18 ha); as \u00e1reas agr\u00edcolas, incluindo as florestas plantadas, t\u00eam extens\u00e3o de 271,16 ha (56,99%), e as regi\u00f5es ocupadas pelas \u00e1guas s\u00e3o de 15,59 ha (3,27%).<\/p>\n<p><strong>Mais sobre o lobo-guar\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>O mam\u00edfero, cujo nome significa \u201ccachorro dourado de cauda curta em latim\u201d, pesa entre 20 e 33 Kg. Em geral, ele circula por uma \u00e1rea com extens\u00e3o entre 50 e 70 Km<sup>2<\/sup>, possuindo h\u00e1bito solit\u00e1rio. \u00c9 conhecido como agricultor do Cerrado, j\u00e1 que uma boa parte de sua dieta \u00e9 composta por frutas, servindo como um grande agente dispersor de sementes.<\/p>\n<p>O lobo-guar\u00e1 \u00e9 tamb\u00e9m um predador de animais, como ratos e cobras. Ele n\u00e3o tem parentesco pr\u00f3ximo com nenhuma esp\u00e9cie de lobo, raposa ou coiote, pois seguiu um caminho pr\u00f3prio na evolu\u00e7\u00e3o dos can\u00eddeos selvagens.<\/p>\n<p>Com habitat tradicional nas regi\u00f5es de Cerrado, o lobo-guar\u00e1 tem tamb\u00e9m ocupado regi\u00f5es de Mata Atl\u00e2ntica, pelo fato de esse bioma ter sido intensamente desmatado, apresentando caracter\u00edsticas cada vez mais campestres. Com trechos que podem ser considerados transi\u00e7\u00e3o de Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica, a UFLA \u00e9 um local em que este mam\u00edfero pode circular, especialmente nas regi\u00f5es n\u00e3o ocupadas pela a\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto de pesquisa em desenvolvimento no Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o de Mam\u00edferos, do Departamento de Biologia (Lecom\/DBI), fez o registro in\u00e9dito da presen\u00e7a de um lobo-guar\u00e1 (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1,10],"tags":[169],"class_list":["post-114282","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-menores","tag-pesquisa-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=114282"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114282\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":115561,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114282\/revisions\/115561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=114282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=114282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=114282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}