{"id":112725,"date":"2016-05-25T13:50:04","date_gmt":"2016-05-25T16:50:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=112725"},"modified":"2016-06-03T14:53:38","modified_gmt":"2016-06-03T17:53:38","slug":"especie-cavernicola-brasileira-descoberta-por-pesquisadores-da-ufla-esta-na-lista-top-10-new-species-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2016\/05\/25\/especie-cavernicola-brasileira-descoberta-por-pesquisadores-da-ufla-esta-na-lista-top-10-new-species-2016\/","title":{"rendered":"Esp\u00e9cie cavern\u00edcola brasileira descoberta por pesquisadores da UFLA est\u00e1 na lista \u201cTop 10 New Species 2016\u201d"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_88565\" aria-describedby=\"caption-attachment-88565\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-88565\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu2-249x166.jpg\" alt=\"O animal em sua troca do exoesqueleto, dentro de abrigo constru\u00eddo.\" width=\"249\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu2-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu2-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu2.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-88565\" class=\"wp-caption-text\">O animal em sua troca do exoesqueleto, dentro de abrigo constru\u00eddo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre as 18 mil novas esp\u00e9cies de seres vivos descobertas nos \u00faltimos 12 meses, dez ganharam destaque internacional por serem consideradas as mais interessantes. Na lista das <strong>\u201cTop 10 New Species\u201d<\/strong> est\u00e1 a trogl\u00f3bia brasileira <em>Iuiuniscus iuiuensis <\/em>(Crustacea: Isopoda: Styloniscidae) &#8211; um \u201ctatuzinho\u201d de cavernas descrito com a participa\u00e7\u00e3o direta do Centro de Estudos em Biologia Subterr\u00e2nea da Universidade Federal de Lavras (UFLA).<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies descobertas \u00e9 feita por um comit\u00ea de especialistas ligados ao Instituto Internacional de Explora\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies, da Universidade de Nova York (<em>International Institute for Species Exploration<\/em>). Desde 2008, o instituto publica a lista das <strong>\u201cTop 10 New Species\u201d, <\/strong>sempre em 23\/5, data de anivers\u00e1rio Carolus Linnaeus, considerado o pai da taxonomia moderna. At\u00e9 hoje, 90 esp\u00e9cies j\u00e1 entraram para o ranking de destaques devido a atributos morfol\u00f3gicos, comportamentais, ecol\u00f3gicos e outras caracter\u00edsticas de sua descri\u00e7\u00e3o. Dessas, apenas quatro eram esp\u00e9cies brasileiras, sendo que duas delas est\u00e3o na publica\u00e7\u00e3o de 2016.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o das <strong>\u201cTop 10 New Species\u201d <\/strong>com a presen\u00e7a de uma esp\u00e9cie cavern\u00edcola. O professor da UFLA e ec\u00f3logo Rodrigo Ferreira, que descobriu o tatuzinho de cavernas e estudou o comportamento incomum do crust\u00e1ceo, ressalta a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o nos trabalhos de pesquisa, para que se potencialize a qualidade do resultado final. \u201cA descri\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie teve a colabora\u00e7\u00e3o de diferentes atores. Al\u00e9m da equipe do Centro de Estudos em Biologia Subterr\u00e2nea da UFLA, atuaram a professora Leila Aparecida Souza (Universidade Estadual do Cear\u00e1 \u2013 Uece) e o professor Andr\u00e9 Senna, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Os dois \u00faltimos pesquisadores fizeram de descri\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>O destaque para as dez novas esp\u00e9cies mais interessantes tem o objetivo de sensibilizar a popula\u00e7\u00e3o mundial para a import\u00e2ncia da biodiversidade e das cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas na conserva\u00e7\u00e3o de animais, plantas e microrganismos.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia da descoberta, descri\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies<a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-88564\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu1-249x166.jpg\" alt=\"iuiu1\" width=\"249\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu1-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu1-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/iuiu1.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>O ramo da biologia que se encarrega de descobrir, descrever e classificar as esp\u00e9cies \u00e9 a Taxonomia, surgida no s\u00e9culo XVIII. Desde ent\u00e3o, mais de um milh\u00e3o e meio de esp\u00e9cies j\u00e1 foram descritas. No entanto, milh\u00f5es de outras esp\u00e9cies ainda permanecem desconhecidas e inacess\u00edveis \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 sociedade. Descobrir, catalogar e mapear as esp\u00e9cies que existem no mundo (bem como suas caracter\u00edsticas) \u00e9 considerado pelos pesquisadores como essencial para a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria da vida.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica confi\u00e1vel \u00e9 tida como fundamental\u00a0para o gerenciamento de ecossistemas sustent\u00e1veis, com o intuito de alcan\u00e7ar metas de conserva\u00e7\u00e3o. Cada nova esp\u00e9cie garante \u00e0 ci\u00eancia a gera\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos, que podem ter impactos em diferentes \u00e1reas. Por isso, \u00e9 inquietante para a comunidade cient\u00edfica o risco de muitas esp\u00e9cies serem extintas antes mesmo de serem identificadas e descritas. \u201cNesse caso, tudo o que poder\u00edamos ter aprendido com essas esp\u00e9cies ser\u00e1 perdido\u201d, avalia Rodrigo.<\/p>\n<p><strong>Um pouco mais sobre o \u201ctatuzinho de cavernas\u201d e sua descoberta<\/strong><\/p>\n<p>A trogl\u00f3bia brasileira <em>Iuiuniscus iuiuensis, <\/em>al\u00e9m de ser uma nova esp\u00e9cie, determinou tamb\u00e9m a identifica\u00e7\u00e3o de um novo g\u00eanero e uma nova subfam\u00edlia. Isso porque os tatuzinhos de caverna possuem um comportamento nunca antes visto em seu grupo: a constru\u00e7\u00e3o de abrigos feitos de lama. Tais abrigos, em formato hemisf\u00e9rico ou irregular, s\u00e3o constru\u00eddos para que os organismos troquem seus exoesqueletos. No momento dessa troca, eles se tornam vulner\u00e1veis aos predadores, e por isso se abrigam nestas estruturas por eles constru\u00eddas. Al\u00e9m disso, a nova esp\u00e9cie \u00e9 \u00fanica entre os seus parentes que habitam cavernas brasileiras. Eles possuem espinhos nas laterais do corpo, que podem ter evolu\u00eddo em resposta \u00e0 press\u00e3o de preda\u00e7\u00e3o por peixes, que coabitam a caverna onde vivem.<\/p>\n<p>A descoberta dos tatuzinhos se deu em 2007, em uma caverna localizada em Iuiu, sudoeste da Bahia (o nome do crust\u00e1ceo da ordem isopoda foi atribu\u00eddo como homenagem \u00e0 cidade). Entretanto, o h\u00e1bito de construir abrigos s\u00f3 foi identificado durante um retorno \u00e0 caverna em 2010. Os pesquisadores da UFLA rastejavam pelo sedimento quando, acidentalmente, destru\u00edram parcialmente um desses abrigos (que s\u00e3o exatamente da mesma cor do sedimento da caverna). \u201cFoi ent\u00e3o que percebemos o curioso e in\u00e9dito comportamento de constru\u00e7\u00e3o destes organismos. Passamos, a partir da\u00ed, a investigar esta descoberta\u201d, relata o professor.<\/p>\n<p>Rodrigo conta que os trabalhos de descri\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies t\u00eam trazido, cada vez mais, informa\u00e7\u00f5es a respeito da vida, dos h\u00e1bitos, dos comportamentos e status de conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies-alvo das descri\u00e7\u00f5es. \u201cPor mais que alguns pesquisadores preguem a ideia que descri\u00e7\u00f5es taxon\u00f4micas s\u00e3o puramente morfol\u00f3gicas, e que outras informa\u00e7\u00f5es (ecol\u00f3gicas, por exemplo) n\u00e3o caibam em trabalhos de taxonomia, qualquer informa\u00e7\u00e3o a respeito de um organismo \u00e9 extremamente preciosa\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A descoberta do tatuzinho de cavernas foi relatada em <a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article\/asset?id=10.1371\/journal.pone.0115021.PDF\">artigo publicado<\/a> na <a href=\"http:\/\/www.plosone.org\/\"><strong>revista PLOS One<\/strong><\/a>, em 2015.<\/p>\n<p>Para outras informa\u00e7\u00f5es sobre as \u201cTop 10 New Species\u201d, acesse <a href=\"http:\/\/www.esf.edu\/top10\/2016\/04.htm\">http:\/\/www.esf.edu\/top10\/2016\/04.htm<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as 18 mil novas esp\u00e9cies descobertas nos \u00faltimos 12 meses, dez ganharam destaque internacional por serem consideradas as mais interessantes. 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