{"id":1089,"date":"2007-11-19T00:00:00","date_gmt":"2007-11-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/11\/descentralizacao-regional-da-pesquisa-alcanca-resultados-positivos\/"},"modified":"2007-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2007-11-19T00:00:00","slug":"descentralizacao-regional-da-pesquisa-alcanca-resultados-positivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/11\/19\/descentralizacao-regional-da-pesquisa-alcanca-resultados-positivos\/","title":{"rendered":"Descentraliza\u00e7\u00e3o regional da pesquisa alcan\u00e7a resultados positivos"},"content":{"rendered":"<p>Portal CNPq, 12\/11\/07<\/p>\n<p>A desigualdade entre as regi\u00f5es brasileiras no \u00e2mbito da ci\u00eancia \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq\/MCT). Por motivos que envolvem a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do pa\u00eds, as regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste sofrem uma defasagem em termos de n\u00famero de pesquisadores, resultados e no desenvolvimento da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o das universidades locais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais do pa\u00eds. <\/p>\n<p>Estas regi\u00f5es possuem entre 20 e 60 doutores por 100 mil habitantes (exceto Bel\u00e9m e algumas capitais nordestinas), enquanto o Sul e o Sudeste t\u00eam p\u00f3los onde esta propor\u00e7\u00e3o \u00e9 superior a 300 doutores por 100 mil habitantes, de acordo com dados da Plataforma Lattes do CNPq. <\/p>\n<p>Uma das a\u00e7\u00f5es mais importantes do CNPq, visando \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as regionais, tem sido o Programa de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico Regional (DCR), criado na d\u00e9cada de 80 para atrair e fixar doutores nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O CNPq tem investido, por ano, cerca de R$ 20 milh\u00f5es na concess\u00e3o de mais de 600 bolsas de pesquisa a doutores residentes em outras regi\u00f5es para desenvolverem pesquisas nas institui\u00e7\u00f5es dos locais beneficiados pelo programa.<\/p>\n<p>Interioriza\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>A partir de 2003, o Programa DCR tomou uma maior propor\u00e7\u00e3o com a parceria com os estados, por meio das Funda\u00e7\u00f5es de Amparo \u00e0 Pesquisa. Cada estado recebe uma quota de bolsas e indica os benefici\u00e1rios por processo seletivo local. Essa parceria promoveu um incremento nos recursos destinados ao Programa, j\u00e1 que o conv\u00eanio exige uma contrapartida financeira das entidades estaduais. <\/p>\n<p>O Programa, originalmente restrito \u00e0s regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, n\u00e3o permitia a concess\u00e3o da bolsa para quem era formado ou radicado no pr\u00f3prio estado. Hoje, a vertente \u201cinterioriza\u00e7\u00e3o\u201d concede bolsa para o doutor formado na regi\u00e3o metropolitana do estado que queira migrar para microrregi\u00f5es carentes, beneficiando estados desenvolvidos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paran\u00e1. Al\u00e9m disso, foi introduzida a vertente \u201cempresarial\u201d, que prev\u00ea a concess\u00e3o da bolsa para inserir doutores nas empresas com participa\u00e7\u00e3o progressiva destas no custeio das mensalidades. <\/p>\n<p>Hist\u00f3rias de sucesso <\/p>\n<p>Ao longo desses anos, o programa vem acumulando hist\u00f3rias bem-sucedidas de ex-bolsistas que se fixaram em alguma institui\u00e7\u00e3o de pesquisa da regi\u00e3o ou que, por meio do apoio do CNPq, puderam voltar \u00e0 regi\u00e3o natal, de onde sa\u00edram para aprimorar a carreira cient\u00edfica. <\/p>\n<p>\u00c9 o caso do Professor Sidney Gon\u00e7alo Lima. Pernambucano, voltou ao Nordeste depois de concluir o Doutorado em Qu\u00edmica na Universidade de Campinas (Unicamp). Como bolsista do DCR, Sidney Lima desenvolveu, na Universidade Estadual do Piau\u00ed (UESPI), pesquisas sobre o petr\u00f3leo, sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e explora\u00e7\u00e3o. \u201cPor causa da infra-estrutura para desenvolvimento de algumas etapas do Projeto, na UESPI, dediquei-me tamb\u00e9m \u00e0 pesquisa com outros projetos voltados para bioenergia, s\u00edntese de etanol a partir do mesocarpo do coco de baba\u00e7u, e plantas medicinais, fitoqu\u00edmica\u201d, explicou o pesquisador. <\/p>\n<p>Segundo ele, o DCR contribuiu de forma decisiva na sua forma\u00e7\u00e3o profissional, al\u00e9m de permitir que esteja mais pr\u00f3ximo de sua fam\u00edlia. Hoje, \u00e9 professor adjunto da Universidade Federal do Piau\u00ed, onde graduou-se em 1997. \u201cPenso em dar minha contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da pesquisa nesse estado e o DCR foi um passo para a realiza\u00e7\u00e3o desse sonho\u201d, conclui. <\/p>\n<p>De S\u00e3o Paulo para o Amazonas <\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de Adriana Malheiro tamb\u00e9m reflete os benef\u00edcios que o Programa pode proporcionar \u00e0 regi\u00e3o e ao bolsista. Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do Doutorado em Imunologia na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a pesquisadora teve a oportunidade, por meio da bolsa DCR, de mudar-se para Manaus para desenvolver a pesquisa \u201c Caracteriza\u00e7\u00e3o dos gen\u00f3tipos do v\u00edrus da hepatite C, associada \u00e0 carga viral e resposta imune em doadores de sangue do Estado do Amazonas\u201d, pela Funda\u00e7\u00e3o de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam). <\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o conhecia muito bem o Amazonas, mas havia terminado o meu doutorado na USP de Ribeir\u00e3o Preto em 2003 e estava pensando em fazer alguma coisa que fosse diretamente voltada para a sociedade, uma pesquisa que pudesse ser aplicada e n\u00e3o mais continuar apenas na \u00e1rea b\u00e1sica\u201d, relembra Adriana, que define a import\u00e2ncia da bolsa como \u201cum salto de 10 anos\u201d em sua carreira. \u201cO mais importante foi termos conseguimos criar e manter uma equipe de pesquisa dedicada e \u00e9tica, com muitas parcerias e, o mais importante, ainda formando novos mestres e doutores\u201d, continua. <\/p>\n<p>Adriana Malheiro, que no final do ano passado foi aprovada no concurso de professor da  Universidade Federal do Amazonas, ressalta ainda a import\u00e2ncia do apoio \u00e0 sua pesquisa para o desenvolvimento cient\u00edfico local. Segundo ela, a partir de sua pesquisa, foram aprovados cerca de nove projetos em editais lan\u00e7ados pelo CNPq, Finep, Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Amazonas (FAPEAM) e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, proporcionando um grande avan\u00e7o \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o. \u201cO DCR foi uma grande conquista na minha vida profissional, e a colabora\u00e7\u00e3o do Hemoam foi fundamental para que eu pudesse crescer e hoje ser reconhecida no Estado\u201d, conclui. <\/p>\n<p>F\u00edsica no Cear\u00e1 <\/p>\n<p>F\u00edsica formada pela Universidade Federal de Santa Maria (RS) e com Mestrado e Doutorado conclu\u00eddos recentemente pela USP, a pesquisadora Ivana Zanella est\u00e1 em Fortaleza desde 2006 como bolsista DCR, atra\u00edda pela infra-estrutura da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) e pelo fato de poder interagir com experimentais (f\u00edsicos) da \u00e1rea. \u201cO interesse surgiu porque tive colegas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que vieram antes para UFC e desenvolveram excelentes trabalhos\u201d, aponta. <\/p>\n<p>As pesquisas desenvolvidas por Ivana Zanella envolvem, por meio de simula\u00e7\u00f5es baseadas na teoria do funcional da densidade, a funcionaliza\u00e7\u00e3o de nanoestruturas de carbono para uso como sensores e removedores de gases, mol\u00e9culas t\u00f3xicas, dispositivos eletr\u00f4nicos e f\u00e1rmacos.  <\/p>\n<p>Para a pesquisadora, a bolsa DCR \u00e9 uma \u00f3tima oportunidade para o rec\u00e9m-doutor. \u201cAo final do doutorado encontra-se um dilema: o que fazer agora? Para onde  vou? A bolsa DCR fornece uma sa\u00edda para esse dilema, a possibilidade de melhorar o curr\u00edculo e de se ter novas experi\u00eancias, sejam elas como pesquisador ou como professor\u201d, explica Ivana, que ainda aponta a import\u00e2ncia da bolsa como um passo importante para a conquista de uma posi\u00e7\u00e3o em uma universidade. A expectativa de Ivana Zanella, agora, \u00e9 permanecer como bolsista DCR no Cear\u00e1 por mais um tempo. <\/p>\n<p>Santa Catarina para o Acre<\/p>\n<p>J\u00e1 o professor Moacir Haverroth, com mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e doutorado em Sa\u00fade P\u00fablica pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (2004), se fixou no Norte do pa\u00eds, ap\u00f3s dois anos como bolsista DCR na Universidade Federal do Acre, entre 2005 e 2007.  Hoje \u00e9 pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), Unidade do Acre, na \u00e1rea de plantas medicinais, arom\u00e1ticas, condimentares e ornamentais. <\/p>\n<p>Como mais um resultado da bolsa DCR,  o pesquisador acaba de lan\u00e7ar o livro Etnobot\u00e2nica, uso e classifica\u00e7\u00e3o dos vegetais pelos Kaingang: Terra Ind\u00edgena Xapec\u00f3. <\/p>\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do CNPq<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portal CNPq, 12\/11\/07 A desigualdade entre as regi\u00f5es brasileiras no \u00e2mbito da ci\u00eancia \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq\/MCT). 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