{"id":1088,"date":"2007-11-19T00:00:00","date_gmt":"2007-11-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/11\/mec-muitas-provas-poucas-melhoras-no-ensino\/"},"modified":"2007-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2007-11-19T00:00:00","slug":"mec-muitas-provas-poucas-melhoras-no-ensino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/11\/19\/mec-muitas-provas-poucas-melhoras-no-ensino\/","title":{"rendered":"MEC: muitas provas, poucas melhoras no ensino"},"content":{"rendered":"<p>O Globo, 18\/11\/07<\/p>\n<p>Dem\u00e9trio Weber<\/p>\n<p>No interior do Nordeste, alunos j\u00e1 fizeram Prova Brasil duas vezes e continuam sem saber ler ou fazer contas<\/p>\n<p>Dois anos depois da primeira Prova Brasil, teste de portugu\u00eas e matem\u00e1tica aplicado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) em escolas p\u00fablicas de todo o pa\u00eds, munic\u00edpios com baixo desempenho continuam em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. No Rio Grande do Norte, estado que tem o maior n\u00famero de cidades entre as 20 piores notas do Prova Brasil 2005, os munic\u00edpios de Vi\u00e7osa e Jos\u00e9 da Penha s\u00e3o exemplos de que, mesmo com uma ou outra iniciativa de \u00faltima hora para tentar melhorar o desempenho no exame do MEC, as escolas ainda est\u00e3o longe de cumprir sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Na semana passada, O GLOBO visitou essas duas cidades.<\/p>\n<p>Em Vi\u00e7osa, a 400 quil\u00f4metros de Natal, o estudante F\u00e1bio Sabino de Souza, de 14 anos, j\u00e1 fez duas vezes a Prova Brasil. Em 2005, ele estava na 4\u00ba s\u00e9rie do ensino fundamental da Escola Municipal Francisco Gomes Pinto. Na \u00faltima segunda-feira, quando os avaliadores voltaram \u00e0 cidade, F\u00e1bio permanecia na 4\u00ba s\u00e9rie.<\/p>\n<p>O pior \u00e9 que ele achou o exame de 2007 mais dif\u00edcil: \u2014 Tinha muita leitura.<\/p>\n<p>Das 20 redes municipais com piores m\u00e9dias em portugu\u00eas ou matem\u00e1tica, nove s\u00e3o do Rio Grande do Norte. Vi\u00e7osa foi o munic\u00edpio com o oitavo pior desempenho do pa\u00eds em portugu\u00eas na 4\u00ba s\u00e9rie, na Prova Brasil 2005. Metade dos alunos tirou uma nota t\u00e3o baixa que n\u00e3o consta sequer da tabela com a descri\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de conhecimento de cada faixa de pontua\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, significa analfabetismo, j\u00e1 que o exame avalia justamente a capacidade de leitura.<\/p>\n<p>Entender o que l\u00ea \u00e9 o maior desafio para F\u00e1bio. O mesmo vale para seu colega Nilcivan Lopes de Oliveira, de 14 anos, outro estudante do turno da tarde, no qual s\u00e3o matriculados os alunos considerados problem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sei ler\u201d, diz aluno de 14 anos <br \/>\n  Concentrado, Nilcivan leu em voz alta algumas palavras do gr\u00e1fico que apresenta os resultados da Prova Brasil 2005.<\/p>\n<p>Depois de muito esfor\u00e7o, desistiu ao deparar-se com uma frase que come\u00e7ava com a palavra \u201cdistribui\u00e7\u00e3o\u201d: \u2014 N\u00e3o sei ler.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Jos\u00e9 da Penha, a 50 quil\u00f4metros de Vi\u00e7osa, tirou a segunda pior nota do pa\u00eds em matem\u00e1tica, entre os alunos da 4\u00ba s\u00e9rie. O teste mostrou que 40% dos estudantes tinham dificuldade at\u00e9 para contar, quanto mais para fazer c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>A estudante Maria Kaliane Martins da Silva, de 11 anos, sofreu para resolver as quest\u00f5es de subtra\u00e7\u00e3o, multiplica\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o na Prova Brasil 2007. Uma simples conta de tr\u00eas vezes tr\u00eas, por exemplo, j\u00e1 confunde a menina. O mesmo vale para a colega Maria Vanicleide Bezerra, de 11 anos, que foi reprovada duas vezes, uma na segunda e outra na terceira s\u00e9rie: \u2014 N\u00e3o passei por causa da matem\u00e1tica \u2014 diz Maria Vanicleide.<\/p>\n<p>TV de 29\u2019\u2019 e alunos com sede <br \/>\nJos\u00e9 da Penha e Vi\u00e7osa t\u00eam altas taxas de repet\u00eancia, alunos com idade acima do previsto, e pouca perspectiva de emprego fora da ro\u00e7a ou das respectivas prefeituras.<\/p>\n<p>Em Jos\u00e9 da Penha, a escola n\u00e3o tem supervisores pedag\u00f3gicos para orientar o ensino.<\/p>\n<p>Tudo recai sobre os professores e a equipe da secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o, Maria do Socorro Rocha. H\u00e1 24 anos no cargo, ela parece pouco familiarizada com a burocracia do MEC. Os resultados da Prova Brasil est\u00e3o na internet desde 2006, mas a secret\u00e1ria s\u00f3 soube a nota do munic\u00edpio na quartafeira, durante entrevista ao GLOBO. Para ela, o fraco desempenho \u00e9 culpa das fam\u00edlias, que n\u00e3o acompanham o dia-a-dia dos filhos, e da falta de empenho dos professores.<\/p>\n<p>\u2014 S\u00f3 a escola n\u00e3o forma um aluno.<\/p>\n<p>J\u00e1 a diretora da Escola 4 de Outubro, Ana Maria de Castro Fernandes, desconhecia a nota e at\u00e9 mesmo se o desempenho tinha sido bom ou n\u00e3o. No caso da Escola 4 de Outubro, o resultado deixou Jos\u00e9 da Penha no pen\u00faltimo lugar do ranking nacional em matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Segundo Ana Maria, a compra mais urgente no momento \u00e9 uma caixa d\u2019\u00e1gua para suprir os bebedouros. Quando falta \u00e1gua, as crian\u00e7as ficam com sede.<\/p>\n<p>O telefone da escola \u00e9 um orelh\u00e3o na cal\u00e7ada. Os recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola, por\u00e9m, foram usados para comprar uma TV de 29 polegadas e uma antena parab\u00f3lica.<\/p>\n<p>A diretora n\u00e3o sabe onde vai instalar a TV, j\u00e1 que todas as salas s\u00e3o ocupadas pelas turmas e a escola j\u00e1 conta com um aparelho de TV m\u00f3vel, de 20 polegadas.<\/p>\n<p>Na biblioteca, cujo acervo \u00e9 de 2 mil t\u00edtulos, outros mil livros did\u00e1ticos e de literatura permanecem empacotados. A funcion\u00e1ria respons\u00e1vel diz que o MEC enviou exemplares em excesso.<\/p>\n<p>Em Vi\u00e7osa e Jos\u00e9 da Penha, os alunos fizeram uma esp\u00e9cie de cursinho preparat\u00f3rio para a Prova Brasil 2007. Em Jos\u00e9 da Penha, a professora Erisneide Alves de Oliveira tomou a iniciativa de buscar na internet os principais temas do exame e os distribuiu aos estudantes.<\/p>\n<p>Em Vi\u00e7osa, a diretora e exsecret\u00e1ria da Educa\u00e7\u00e3o Crismar Cardoso de Freitas aposta que as notas em 2007 ser\u00e3o mais altas, pelo menos no que depender dos alunos da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Ela diz que, em 2005, foi pega de surpresa. Desde 2006, s\u00e3o dadas aulas de refor\u00e7o na biblioteca, no mesmo turno da grade normal. Ou seja, quem faz refor\u00e7o perde aula.<\/p>\n<p>\u2014 Se n\u00e3o for assim, os alunos n\u00e3o v\u00eam \u2014 afirma Crismar.<\/p>\n<p>Para MEC, \u00e9 dif\u00edcil lidar com diferen\u00e7a<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do MEC, Maria do Pilar, diz que os professores brasileiros n\u00e3o est\u00e3o preparados para lidar com estudantes de baixa renda, que v\u00eam de lares com pouca escolaridade, t\u00eam idade acima do previsto e repetem de ano com freq\u00fc\u00eancia. Segundo ela, \u00e9 f\u00e1cil ensinar a quem n\u00e3o tem problemas em casa e na fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u2014 Os professores n\u00e3o sabem o que os espera. A democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 escola deu lugar a uma heterogeneidade tremenda.<\/p>\n<p>A escola tem muita dificuldade de lidar com a diferen\u00e7a \u2014 diz ela, defendendo que a forma\u00e7\u00e3o do docente seja uma prioridade nacional.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria recha\u00e7a as cr\u00edticas ao Bolsa Fam\u00edlia por manter na escola alunos que n\u00e3o se dedicam aos estudos e s\u00f3 v\u00e3o para n\u00e3o perder o benef\u00edcio: \u2014 O Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 para isso. Se os alunos est\u00e3o ficando na escola, j\u00e1 atingimos o objetivo.<\/p>\n<p>Maria do Pilar afirma que o plano de educa\u00e7\u00e3o surtir\u00e1 efeito num futuro pr\u00f3ximo. Segundo ela, foram elaborados projetos para 600 prefeituras. At\u00e9 o fim do ano, o n\u00famero ser\u00e1 de mil. Ela diz que ficou decepcionada ao saber que a secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 da Penha (RN) desconhecia os resultados da Prova Brasil: \u2014 Fico decepcionada ao ver que uma secret\u00e1ria n\u00e3o acompanha o movimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como est\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no Brasil<\/p>\n<p>A Prova Brasil est\u00e1 sendo aplicada pela segunda vez em 2007. At\u00e9 20 de novembro, mais de 5 milh\u00f5es de alunos da 4\u00aa e 8\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental (5\u00ba e 9\u00ba anos, nas redes em que o ensino fundamental dura 9 anos) dever\u00e3o fazer o teste de portugu\u00eas, com \u00eanfase nas habilidades de leitura, e matem\u00e1tica. Participam apenas escolas p\u00fablicas urbanas.<\/p>\n<p>O exame ser\u00e1 aplicado em 5.499 munic\u00edpios. Os resultados devem sair at\u00e9 junho de 2008 Em 2005, a Prova Brasil foi aplicada pela primeira vez, a 3.395.547 alunos de escolas p\u00fablicas urbanas, sendo 1.974.906 da 4.\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental e 1.420.641 da 8.\u00aa s\u00e9rie. Participaram 41 mil escolas, com pelo menos 30 alunos na s\u00e9rie avaliada.<\/p>\n<p>Em 2007, o n\u00famero m\u00ednimo de estudantes caiu para 20 por s\u00e9rie, com o objetivo de aumentar a quantidade de escolas avaliadas<\/p>\n<p>O QUE OS ALUNOS N\u00c3O SABEM, AP\u00d3S CURSAR QUATRO S\u00c9RIES <\/p>\n<p>PORTUGU\u00caS <br \/>\nNotas abaixo de 2,73 <br \/>\n\u2022 Analfabetos. N\u00e3o entendem pequenos contos infantis, hist\u00f3rias em quadrinhos para crian\u00e7as ou mesmo um simples convite <\/p>\n<p>Notas abaixo de 3,67 <br \/>\n\u2022 N\u00e3o entendem an\u00fancios classificados nem identificam sequer o tema central de um texto mais longo <\/p>\n<p>Notas abaixo de 4,58 <br \/>\n\u2022 N\u00e3o entendem reportagens de jornal nem o sentido produzido pelo uso da pontua\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>MATEM\u00c1TICA <\/p>\n<p>Notas abaixo de 2,49 <br \/>\n\u2022 N\u00e3o sabem contar <\/p>\n<p>As formas de avalia\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A Prova Brasil \u00e9 um dos dois indicadores que d\u00e3o origem ao \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb), principal novidade do Plano de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o lan\u00e7ado em abril passado pelo presidente Lula. O outro \u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o escolar. O Ideb serve para o governo decidir para que munic\u00edpios e escolas far\u00e1 repasses adicionais e dar\u00e1 apoio t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>E permite fixar metas de qualidade. At\u00e9 2021, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o espera que o Brasil atinja o mesmo n\u00edvel de conhecimento que estudantes de pa\u00edses desenvolvidos j\u00e1 tinham em 2003 \u2014 defasagem de 18 anos que ilustra bem o atraso brasileiro.<\/p>\n<p>Enquanto a Prova Brasil avalia conhecimentos de portugu\u00eas e matem\u00e1tica, o \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o indica se o ensino est\u00e1 beneficiando a maior parte dos estudantes ou s\u00f3 uma minoria.<\/p>\n<p>O Ideb \u00e9 o resultado da combina\u00e7\u00e3o de ambos: a nota m\u00e9dia da Prova Brasil multiplicada pela taxa de aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2005, o Ideb do Brasil na 4as\u00e9rie do ensino fundamental (5 oano, onde o ciclo tem nove s\u00e9ries) era 3,8. Na rede p\u00fablica, que concentra 89% das matr\u00edculas, foi 3,6. O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o fixou metas a cada dois anos, coincidindo com a aplica\u00e7\u00e3o da Prova Brasil.<\/p>\n<p>Se tudo der certo, o Ideb nacional em 2021, na 4as\u00e9rie, ser\u00e1 6.<\/p>\n<p>Notas abaixo de 3,44 <br \/>\n\u2022 N\u00e3o sabem somar nem subtrair <\/p>\n<p>Notas abaixo de 4,39 <br \/>\n\u2022 N\u00e3o sabem ler as horas em rel\u00f3gios digitais nem fazer contas de subtra\u00e7\u00e3o com n\u00fameros de tr\u00eas algarismos, como 150 menos 125 <\/p>\n<p>Notas abaixo de 5,34 <br \/>\n\u2022 N\u00e3o sabem ler as horas em rel\u00f3gios de ponteiros nem fazer contas de multiplica\u00e7\u00e3o com dois algarismos, como 12 vezes 12, ou mesmo divis\u00f5es simples, tipo 49 dividido por 7<\/p>\n<p>RAIO X DO ENSINO FUNDAMENTAL P\u00daBLICO NO BRASIL (EM 2005) <\/p>\n<p>14,1% dos alunos s\u00e3o reprovados <br \/>\n8,2% dos alunos abandonam a escola <br \/>\n32,7% dos alunos t\u00eam dois anos ou mais de idade acima do previsto para a s\u00e9rie <br \/>\n36% dos professores n\u00e3o t\u00eam curso superior <br \/>\nEm m\u00e9dia, os alunos t\u00eam 4,4 horas de aula por dia<\/p>\n<p>Infra-estrutura (em 2006) <\/p>\n<p>Do total de 149.513 escolas de ensino fundamental&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;apenas <\/p>\n<p>6% t\u00eam laborat\u00f3rio de ci\u00eancias <br \/>\n14% t\u00eam laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica <br \/>\n22% t\u00eam biblioteca <br \/>\n24% t\u00eam quadra de esportes<\/p>\n<p>E outras <\/p>\n<p>15% N\u00c3O t\u00eam energia el\u00e9trica <br \/>\n9% N\u00c3O t\u00eam esgoto <br \/>\n7% N\u00c3O t\u00eam banheiro <br \/>\n3% N\u00c3O t\u00eam \u00e1gua<\/p>\n<p>Matr\u00edculas no Brasil (em 2006) <br \/>\nEnsino fundamental <\/p>\n<p>Rede p\u00fablica: 29.814.686 (89,5%) <br \/>\nRede privada: 3.467.977 (10,5%) <br \/>\nTOTAL: 33.282.663\n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Globo, 18\/11\/07 Dem\u00e9trio Weber No interior do Nordeste, alunos j\u00e1 fizeram Prova Brasil duas vezes e continuam sem saber ler ou fazer contas Dois anos depois da primeira Prova Brasil, teste de portugu\u00eas e matem\u00e1tica aplicado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) em escolas p\u00fablicas de todo o pa\u00eds, munic\u00edpios com baixo desempenho continuam em &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/11\/19\/mec-muitas-provas-poucas-melhoras-no-ensino\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">MEC: muitas provas, poucas melhoras no ensino<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1088","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1088","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1088"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1088\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1088"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1088"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1088"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}