{"id":108391,"date":"2016-03-08T17:51:52","date_gmt":"2016-03-08T20:51:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=108391"},"modified":"2016-03-18T15:09:04","modified_gmt":"2016-03-18T18:09:04","slug":"mulheres-na-ufla-a-historia-de-uma-evolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2016\/03\/08\/mulheres-na-ufla-a-historia-de-uma-evolucao\/","title":{"rendered":"Mulheres na UFLA: a hist\u00f3ria de uma evolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_108396\" aria-describedby=\"caption-attachment-108396\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mulheres.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-108396 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mulheres-249x198.jpg\" alt=\"mulheres\" width=\"249\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mulheres-249x198.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mulheres.jpg 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-108396\" class=\"wp-caption-text\">Fonte da imagem ilustrativa: http:\/\/www.francoise-nielly.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>Hoje, os esfor\u00e7os de cerca\u00a0de oito mil mulheres contribuem para a constru\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Considerando servidoras, funcion\u00e1rias terceirizadas e estudantes, o p\u00fablico feminino na institui\u00e7\u00e3o equivale a 51% da comunidade acad\u00eamica. Seja em atividades t\u00e9cnicas e administrativas, seja nas a\u00e7\u00f5es ligadas diretamente ao ensino, pesquisa e extens\u00e3o, as mulheres est\u00e3o presentes em n\u00fameros crescentes na hist\u00f3ria, colaborando de forma ativa para os reconhecimentos de qualidade que a UFLA vem alcan\u00e7ando ao longo de seus 107 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em 2011, pela primeira vez, o n\u00famero de mulheres ingressantes na gradua\u00e7\u00e3o ultrapassou o de homens.<\/strong><\/p>\n<p>De 1908 a 1947, a Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL) recebeu 399 alunos em seu curso de gradua\u00e7\u00e3o da \u00e9poca (Agronomia). Eram todos homens. Apenas em 1948, ou seja, quarenta anos depois, houve o ingresso da primeira estudante. A participa\u00e7\u00e3o permaneceu semelhante \u2013 t\u00edmida &#8211; at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1960. Nos anos de 1970, a presen\u00e7a das graduandas passou a 10% do total de alunos; a partir de ent\u00e3o, seguiu em crescimento cont\u00ednuo, alcan\u00e7ando, nos processos seletivos de ingresso de 2011, um momento hist\u00f3rico: 54,6% dos novos alunos da \u00e9poca eram mulheres.<\/p>\n<p>Depois de 2011, quando a invers\u00e3o de predomin\u00e2ncia foi efetivamente registrada, o quadro n\u00e3o se alterou muito. Nos tr\u00eas anos posteriores, notam-se apenas pequenas varia\u00e7\u00f5es percentuais. Em 2015, no entanto, a varia\u00e7\u00e3o foi mais expressiva e o n\u00famero de ingressantes mulheres foi de 49%. A expectativa \u00e9 de que homens e mulheres permane\u00e7am se revezando de forma equitativa nesses resultados, seguindo a predomin\u00e2ncia estat\u00edstica dos g\u00eaneros na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Confira no gr\u00e1fico os percentuais consolidados em d\u00e9cadas*:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/grafico-mulheres.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108392 size-large\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/grafico-mulheres-612x297.jpg\" alt=\"grafico-mulheres\" width=\"612\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/grafico-mulheres-612x297.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/grafico-mulheres-249x121.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/grafico-mulheres.jpg 797w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><\/p>\n<h6>*A d\u00e9cada de 1900 engloba dados de apenas dois anos (1908 e 1909). A d\u00e9cada de 2010 agrupa dados de ingresso que v\u00e3o de 2010 a 2015. Os n\u00fameros s\u00e3o relativos a cursos presenciais.<\/h6>\n<p>Dos 26 cursos de gradua\u00e7\u00e3o presenciais da UFLA, a maior parte (14) registrou maior percentual de mulheres entre os aprovados para ingresso em 2015. \u00c9 o caso de Zootecnia (60%), Medicina Veterin\u00e1ria (71%), Administra\u00e7\u00e3o (52%), Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (51%), Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (59%), Engenharia de Alimentos (65%), Engenharia Ambiental e Sanit\u00e1ria (53%), Nutri\u00e7\u00e3o (78%), Letras (68%), Pedagogia (88%), Direito (60%), Qu\u00edmica (58%), Filosofia (59%) e Medicina (55%).<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resgatando os registros de cursos mais antigos, afloram as curiosidades: na Zootecnia, logo na primeira turma, quatro mulheres j\u00e1 haviam ingressado no curso. Isso ocorreu em 1975, quando a turma tinha 22 homens. J\u00e1 a primeira turma do curso de Medicina Veterin\u00e1ria foi formada em 1993 e metade dos ingressantes eram mulheres (7 mulheres e 14 homens). Hoje, em ambos os cursos, as mulheres j\u00e1 constituem a maioria dos ingressantes.<\/p>\n<p>O total de alunas da\u00a0gradua\u00e7\u00e3o (presencial e a dist\u00e2ncia) na UFLA era de 5.134 at\u00e9 o final o per\u00edodo letivo 2015\/1, de acordo com dados da Diretoria de Gest\u00e3o de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (DGTI). O n\u00famero equivale a 54% dos graduandos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mulheres em maior n\u00famero na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>No \u00faltimo per\u00edodo letivo de 2016 da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na UFLA, dos 2.517 estudantes matriculados, 1.361 s\u00e3o mulheres e 1.149 homens. O n\u00famero superior de mulheres foi registrado pela primeira vez no ano 1994. Quando foi criado o primeiro curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFLA, em 1975 &#8211; Agronomia Fitotecnia \u2013 foram matriculados 14 homens e cinco mulheres.<\/p>\n<p>O n\u00famero de homens ingressantes em programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFLA foi maior nas d\u00e9cadas de 70, 80 e 90, quando a ordem come\u00e7ou a alterar. Na d\u00e9cada de 90, em dois per\u00edodos as mulheres foram maioria e, a partir de 2000, essa rela\u00e7\u00e3o passou a ser mais frequente. Na \u00faltima d\u00e9cada, a partir de 2006, em todos os anos e per\u00edodos as mulheres foram maioria.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o quer dizer que se trata de uma luta de g\u00eanero, nem ao menos uma disputa para ver quantas mulheres e homens permanecem na carreira acad\u00eamica e se destacam no meio universit\u00e1rio. Os dados revelam uma constata\u00e7\u00e3o importante: as mulheres t\u00eam feito suas pr\u00f3prias escolhas e conseguido avan\u00e7ar profissionalmente tanto quanto os homens, como sempre foi desejado.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros revelam que as mulheres s\u00e3o em maior n\u00famero em diferentes modalidades de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. No Mestrado, dos 857 estudantes matriculados, 459 s\u00e3o mulheres, ou seja, 53,55%. No doutorado, essa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante &#8211; 53,17% para a participa\u00e7\u00e3o feminina, na maioria dos programas. No p\u00f3s-doutoramento, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais discrepante \u2013 63,15% das pesquisas s\u00e3o conduzidas por mulheres. Na Resid\u00eancia em Medicina Veterin\u00e1ria, dos 51 matriculados, 34 s\u00e3o mulheres (66,66%).<\/p>\n<p>Em alguns cursos, os dados confirmam a predomin\u00e2ncia constatada na gradua\u00e7\u00e3o e no mercado de trabalho, como \u00e9 o caso do curso de Ci\u00eancias dos Alimentos, com a participa\u00e7\u00e3o de 44 mulheres e nove homens e, na Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, v\u00ea-se o inverso, 31 homens e apenas tr\u00eas mulheres. Em outras \u00e1reas, os dados podem ser surpreendentes \u2013 Engenharia de Biomateriais, as mulheres est\u00e3o em larga vantagem, 25 mulheres e seis homens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nas \u00faltimas seis d\u00e9cadas, presen\u00e7a de mulheres servidoras passou de 4% para 39%<\/strong><\/p>\n<p>Dos 1244 servidores (professores e t\u00e9cnicos administrativos) que formam hoje o quadro da UFLA, 481 s\u00e3o mulheres. O cen\u00e1rio \u00e9 bem diferente do encontrado em 1963, quando eram 21 homens e apenas uma mulher.<\/p>\n<p>Entre os funcion\u00e1rios terceirizados s\u00e3o 315 homens e 216 mulheres (participa\u00e7\u00e3o feminina de 41%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico de lutas<\/strong><\/p>\n<p>A ascens\u00e3o da mulher no meio acad\u00eamico \u00e9 um dado para ser celebrado, sobretudo pela rigidez dos sistemas de sele\u00e7\u00e3o que colocam as mulheres em n\u00edvel de igualdade. Seja como estudante, seja como servidora, as mulheres conquistaram lugar de destaque, como almejado em lutas passadas. No entanto, estar em maior n\u00famero n\u00e3o reduz os desafios enfrentados por \u201celas\u201d. \u00c9 preciso debater os mecanismos para se evitar os abusos, diferentes formas de ass\u00e9dio e outros preconceitos enfrentados na sociedade, incluindo o ambiente universit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Texto: Ana Eliza Alvim, Cibele Aguiar e Camila Caetano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, os esfor\u00e7os de mais de oito mil mulheres contribuem para a constru\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da Universidade Federal de Lavras (UFLA). 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