{"id":1080,"date":"2007-11-14T00:00:00","date_gmt":"2007-11-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/11\/menos-estudantes-matriculados\/"},"modified":"2007-11-14T00:00:00","modified_gmt":"2007-11-14T00:00:00","slug":"menos-estudantes-matriculados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/11\/14\/menos-estudantes-matriculados\/","title":{"rendered":"Menos estudantes matriculados"},"content":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 14\/11\/07<\/p>\n<p>H\u00e9rcules Barros <\/p>\n<p>Dados do Educacenso revelam redu\u00e7\u00e3o expressiva de 2,8 milh\u00f5es de alunos no ensino p\u00fablico. Gestores t\u00eam 30 dias para ajustar dados enviados ao governo federal<\/p>\n<p>No primeiro ano de vig\u00eancia do Fundo de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Fundeb), o n\u00famero de matr\u00edculas na rede p\u00fablica de ensino no Brasil caiu vertiginosamente. Na compara\u00e7\u00e3o de 2006, houve queda em todos os n\u00edveis de ensino. Os \u00edndices mais expressivos foram nos cursos de educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos e de educa\u00e7\u00e3o profissional. A diminui\u00e7\u00e3o de inscritos superou os 10% em cada modalidade. De acordo com o levantamento da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no pa\u00eds, em um ano, as redes municipais, estaduais e federal perderam ao todo 2,8 milh\u00f5es de matriculados. <\/p>\n<p>O n\u00famero faz parte das estat\u00edsticas preliminares do Educacenso, publicado hoje no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Embora o MEC pondere que os gestores t\u00eam 30 dias para ajustar os dados, o ministro Fernando Haddad espera uma corre\u00e7\u00e3o de apenas 800 mil matr\u00edculas. A diferen\u00e7a de 2 milh\u00f5es que persiste pode representar uma \u201cinfla\u00e7\u00e3o\u201d de dados informados pelas escolas. As matr\u00edculas a menos podem esconder um esquema de fraude. O objetivo de prefeituras e governos estaduais, nesses casos, \u00e9 garantir maior repasse de recursos para o ensino. \u201cO MEC tem que fazer o censo e os \u00f3rg\u00e3os de controle devem ser informados para averiguar caso a caso\u201d, disse Haddad. <\/p>\n<p>Os dados preliminares do censo mostram que de 48,5 milh\u00f5es de matr\u00edculas, em 2006, o n\u00famero de alunos na rede p\u00fablica de ensino caiu para 45,7 milh\u00f5es este ano. O \u00fanico n\u00edvel escolar que apresentou ganho foi no de creche. O n\u00famero de crian\u00e7as matriculadas passou de 917,4 mil no ano passado para pouco mais de um milh\u00e3o, em 2007, representando uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 13,7%. A tend\u00eancia nacional se acentua no Distrito Federal no mesmo per\u00edodo. Aqui, o ensino de jovens e adultos registra baixa de 16,7% e o profissional 40,7%. O ensino m\u00e9dio no DF tamb\u00e9m registrou percentual negativo de 11,1%. <\/p>\n<p>Pente fino <\/p>\n<p>Todas as contas ligadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u2014 desde merenda at\u00e9 os recursos do Fundeb \u2014 s\u00e3o calculadas a partir do \u00edndice per capita de alunos em cada sistema. Ou seja, o censo \u00e9 a base para a distribui\u00e7\u00e3o de recursos da educa\u00e7\u00e3o para o ano seguinte. Com o pente fino, o MEC espera corrigir distor\u00e7\u00f5es. \u201cO censo deixou de ser feito por escola e passou a ser feito por aluno e por meio da inform\u00e1tica\u201d, disse o ministro. Al\u00e9m de proporcionar menos desperd\u00edcio, o gerenciamento vai permitir que munic\u00edpios que ficavam prejudicados no repasse se beneficiem com a melhor distribui\u00e7\u00e3o dos recursos. \u201cAmplia o ganho por aluno\u201d, esclareceu Haddad. <\/p>\n<p>Com metodologia mais apurada, a escola tem de informar ao Educacenso dados como o nome do aluno, pais e dados de identifica\u00e7\u00e3o, o que deve dificultar fraude. A coleta eletr\u00f4nica de dados \u00e9 considerada um sucesso pelo MEC. Apesar das diferen\u00e7as regionais de acesso \u00e0 internet, apenas 38 dos 5.564 munic\u00edpios brasileiros informaram menos de 60% de dados. \u201cTeve escola que passou os dados de lans houses\u201d, disse Haddad. O ajuste no n\u00famero de matr\u00edculas vem sendo feito pelo MEC desde 2005. Antes, as escolas usavam formul\u00e1rios para informar o n\u00famero de alunos. <\/p>\n<p>\u201cOs dados do ensino infantil, m\u00e9dio e de adultos s\u00e3o preocupantes porque mostram uma evas\u00e3o\u201d, avalia o deputado Paulo Renato (PSDB-SP), ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o no governo Fernando Henrique. O parlamentar considera que os percentuais negativos de matr\u00edculas no ensino fundamental se traduzem em menos matr\u00edculas no ensino m\u00e9dio. Quando o MEC divulgou a cria\u00e7\u00e3o do cadastro do ensino b\u00e1sico, em 2005, ele lembra que o governo comparou os dados do censo escolar com os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), informado pelas fam\u00edlias. \u201cDados do IBGE mostram que a propor\u00e7\u00e3o de jovens de 15 a 17 anos fora da escola em 1995 era de 33%. Em 2002 foi de 17% e em 2005 e 2006 era de 18%\u201d, afirma. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 14\/11\/07 H\u00e9rcules Barros Dados do Educacenso revelam redu\u00e7\u00e3o expressiva de 2,8 milh\u00f5es de alunos no ensino p\u00fablico. 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