{"id":104905,"date":"2015-11-17T15:23:36","date_gmt":"2015-11-17T18:23:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=104905"},"modified":"2015-12-02T09:45:29","modified_gmt":"2015-12-02T12:45:29","slug":"ex-aluno-da-ufla-em-pesquisa-na-malasia-encontrou-arvore-tropical-mais-alta-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2015\/11\/17\/ex-aluno-da-ufla-em-pesquisa-na-malasia-encontrou-arvore-tropical-mais-alta-do-mundo\/","title":{"rendered":"Ex-aluno da UFLA, em pesquisa na Mal\u00e1sia, encontrou \u00e1rvore tropical mais alta do mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-104907\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-1-249x166.jpg\" alt=\"malasia-1\" width=\"249\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-1-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-1-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-1.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>Um ex-aluno da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que atualmente cursa doutorado na <a href=\"http:\/\/www.cam.ac.uk\/\">Universidade de Cambridge<\/a>, no Reino Unido, <strong>encontrou a \u00e1rvore tropical mais alta do mundo<\/strong>. Matheus Nunes, junto com um estudante de Geografia da universidade brit\u00e2nica (Alex Shuttleworth), identificou na \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o <em>Maliau Basin<\/em> (Mal\u00e1sia) duas \u00e1rvores que superam em 2\u00a0metros e 30 cent\u00edmetros o recorde mundial registrado em 2007 para \u00e1rvores tropicais.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o recorde anterior havia sido encontrado por americanos em <em>Tawau Hills Park<\/em>, no estado de <em>Sabah<\/em>, tamb\u00e9m na Mal\u00e1sia. As\u00a0\u00e1rvores identificadas por Matheus s\u00e3o do\u00a0g\u00eanero <em>Shorea <\/em>e conhecidas\u00a0popularmente como Dipterocarpo. Uma delas possui 90,6 metros e a outra 89,5 metros. <strong>\u201c<\/strong>Essa descoberta valoriza uma \u00e1rea de extrema import\u00e2ncia para a biodiversidade. Com ela, sinto que estou contribuindo para a conserva\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o\u00a0muito sens\u00edvel a impactos gerados pela produ\u00e7\u00e3o massiva de \u00f3leo de palma. A Mal\u00e1sia \u00e9 o maior produtor desse tipo de \u00f3leo no mundo, fornecendo para diversos tipos de ind\u00fastria. Essa produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 suprimindo \u00e1reas imensas de florestas. Al\u00e9m disso, esta \u00e1rvore est\u00e1 localizada em uma das poucas \u00e1reas de floresta pristina do mundo, ou seja, floresta sem nenhum registro de interven\u00e7\u00e3o humana. A\u00a0descoberta pode contribuir para levantar a \u00e1rea ao status de patrim\u00f4nio da humanidade. Os mal\u00e1sios est\u00e3o muito animados com a novidade!\u201d, diz o doutorando.<\/p>\n<p>Matheus \u00e9 bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<a href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/\">CNPq<\/a>) e iniciou em 2015 o doutorado no Departamento de <em>Plant Sciences<\/em> da Universidade de Cambridge, com orienta\u00e7\u00e3o do professor David Gomes. As pesquisas que realizam buscam identificar como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais afetam e ainda podem afetar as florestas do planeta. Com a utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia Lidar (o sensoriamento remoto aerotransportado), \u00e9 feito o escaneamento de florestas da ilha de Borneo (na Mal\u00e1sia) com o objetivo de verificar como ocorre a varia\u00e7\u00e3o do estoque de carbono, determinada por diferentes fontes (varia\u00e7\u00f5es no solo, varia\u00e7\u00f5es topogr\u00e1ficas,\u00a0 varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, entre outras).<\/p>\n<p>Esse sensoriamento remoto permitiu ao orientador de Matheus a dedu\u00e7\u00e3o da possibilidade de exist\u00eancia de <a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-104906\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-2-249x166.jpg\" alt=\"malasia-2\" width=\"249\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-2-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-2-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/malasia-2.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>\u00e1rvores muito altas em locais sem hist\u00f3rico de interven\u00e7\u00e3o humana. Indo a campo com um instrumento capaz de fazer as medi\u00e7\u00f5es \u2013 o hips\u00f4metro \u2013 o doutorando encontrou as \u00e1rvores e observou a exist\u00eancia de uma dist\u00e2ncia muito pequena entre elas (cerca de 30 metros). O fato desperta questionamentos sobre os fatores que influenciaram seu crescimento. O tipo de solo, a proximidade com um c\u00f3rrego e o material gen\u00e9tico s\u00e3o poss\u00edveis respostas, que exigem outros\u00a0trabalhos cient\u00edficos para serem confirmadas ou refutadas.<\/p>\n<p><strong>A trajet\u00f3ria na UFLA<\/strong><\/p>\n<p>Matheus \u00e9 de Patroc\u00ednio (MG) e chegou a Lavras aos 17 anos, em 2005, para cursar Engenharia Florestal na UFLA. Ele conta que, logo no primeiro per\u00edodo do curso, foi agraciado com uma bolsa do CNPq para desenvolvimento de pesquisa orientada pelo professor do Departamento de\u00a0Biologia\u00a0(DBI) Eduardo Van den Berg<strong>. <\/strong>\u201cTrabalhei com o Eduardo por quatro anos no projeto Invent\u00e1rio Florestal de Minas Gerais e tamb\u00e9m desenvolvendo outros projetos paralelamente, como o\u00a0trabalho sobre a din\u00e2mica de uma floresta de Galeria. Al\u00e9m disso, tive a oportunidade de trabalhar com doutorandos, ajudando-os em seus projetos de pesquisa, como Ana Carolina da Silva e Gislene Carvalho de Castro\u201d, relata.<\/p>\n<p>Por essa trajet\u00f3ria, Matheus avalia positivamente sua forma\u00e7\u00e3o na Universidade. \u201cA UFLA me ofereceu muitas oportunidades de pesquisa, uma excelente estrutura e um ensino de excelente qualidade. Um ponto que merece ser destacado s\u00e3o as pessoas com quem tive a oportunidade de trabalhar, estudar e conviver, cheias de ideias inovadoras, brilhantismo e entusiasmo, e que tanto me motivaram a trabalhar com ci\u00eancia\u201d<strong>. <\/strong><\/p>\n<p>Matheus, que atualmente est\u00e1 em uma floresta na Mal\u00e1sia, envolvido com sua pesquisa de campo, fez quest\u00e3o de lembrar que \u00e9 ex-morador da rep\u00fablica Labirinto, em Lavras. Seu doutorado teve in\u00edcio em janeiro de 2015 e termina em janeiro de 2019. O mestrado foi cursado na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/web\/guest\/noticiasviews\/-\/journal_content\/56_INSTANCE_a6MO\/10157\/2893564\">Veja o relato do CNPq.<\/a><\/p>\n<h5>Fotos cedidas por Matheus Nunes.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ex-aluno da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que atualmente cursa doutorado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, encontrou a \u00e1rvore tropical (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-104905","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104905"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":104929,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104905\/revisions\/104929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}