{"id":102551,"date":"2015-10-26T16:29:38","date_gmt":"2015-10-26T19:29:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=102551"},"modified":"2015-11-06T09:29:46","modified_gmt":"2015-11-06T12:29:46","slug":"deteccao-automatica-de-acidentes-de-transito-e-transmissao-de-alertas-e-tema-de-pesquisa-na-ufla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2015\/10\/26\/deteccao-automatica-de-acidentes-de-transito-e-transmissao-de-alertas-e-tema-de-pesquisa-na-ufla\/","title":{"rendered":"Detec\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de acidentes de tr\u00e2nsito e transmiss\u00e3o de alertas \u00e9 tema de pesquisa na UFLA"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_102552\" aria-describedby=\"caption-attachment-102552\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-102552 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa-249x186.jpg\" alt=\"DCC-pesquisa\" width=\"249\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa-249x186.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa-612x458.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa.jpg 1007w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-102552\" class=\"wp-caption-text\">Professor Luiz Henrique (\u00e0 esq.) e Thiago conduziram, este ano, os testes no c\u00e2mpus da UFLA.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo dados do Seguro DPVAT (seguro obrigat\u00f3rio de tr\u00e2nsito), em 2014 foram pagas mais de 52 mil indeniza\u00e7\u00f5es por morte em acidentes de tr\u00e2nsito no Brasil, e quase 600 mil por invalidez. Estat\u00edsticas como essas motivam pesquisas na Universidade Federal de Lavras (UFLA) para o desenvolvimento de tecnologias capazes de ajudar a reduzir o n\u00famero de acidentes automobil\u00edsticos. Uma delas permitiu a cria\u00e7\u00e3o de um sistema que pode alertar, de forma autom\u00e1tica, motoristas sobre acidentes que tenham ocorrido em regi\u00f5es pr\u00f3ximas de onde estejam trafegando. Com mais tempo para que os condutores reduzam a velocidade e adotem medidas preventivas, podem ser evitados engavetamentos e outras complica\u00e7\u00f5es. Autoridades tamb\u00e9m podem ser avisadas automaticamente, tornando poss\u00edvel maior agilidade na sinaliza\u00e7\u00e3o da pista e na presta\u00e7\u00e3o de socorro.<\/p>\n<p>A proposta foi desenvolvida sob orienta\u00e7\u00e3o do professor do Departamento de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o (DCC) Luiz Henrique Andrade Correia. Hoje mestre em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, Thiago Carvalho Amarante trabalhou no projeto, que resultou em sua disserta\u00e7\u00e3o, defendida neste ano. Adaptando hardwares j\u00e1 existentes no mercado e desenvolvendo softwares espec\u00edficos, ele criou e testou dispositivos que podem funcionar por meio de redes de comunica\u00e7\u00e3o capazes prover a troca de informa\u00e7\u00f5es entre ve\u00edculos e de ve\u00edculos com infraestruturas fixas. Essas redes de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamadas de Vanets (<em>Vehicle Ad Hoc Networks<\/em>).<\/p>\n<p>O trabalho comprovou a efetividade da seguinte situa\u00e7\u00e3o: o dispositivo criado, quando instalado em um ve\u00edculo, identifica que ele acabou de se acidentar e emite um sinal de alerta, que poder\u00e1 ser captado dentro de um determinado raio geogr\u00e1fico (os experimentos foram com o raio de 1 Km, mas essa extens\u00e3o pode ser programada para outras dimens\u00f5es). Um segundo ve\u00edculo que entre nessa \u00e1rea (e tenha tamb\u00e9m o dispositivo instalado) receber\u00e1 o sinal, podendo retransmiti-lo para outros ve\u00edculos pelos quais passar. H\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade de que os dispositivos desenvolvidos, se instalados em centrais ao longo da autopista, recebam o sinal e possam tornar o alerta dispon\u00edvel em sites na Internet. Todo esse sistema funcionaria por meio de Vanets.<\/p>\n<p>Outros estudos j\u00e1 criaram aplicativos para dispositivos m\u00f3veis que detectam acidentes e emitem alertas utilizando, por exemplo, mensagens de celular ou a rede 3G\/4G, mas nenhum deles utiliza Vanets como meio de transmiss\u00e3o. A vantagem das Vanets \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o mais \u00e1gil, autom\u00e1tica. A particularidade do experimento conduzido na UFLA \u00e9 que ele une a detec\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do acidente e a emiss\u00e3o de alerta para outros motoristas, enquanto outros sistemas possuem apenas uma das duas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_102553\" aria-describedby=\"caption-attachment-102553\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-102553 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa2-249x176.jpg\" alt=\"DCC-pesquisa2\" width=\"249\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa2-249x176.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa2-612x432.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DCC-pesquisa2.jpg 879w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-102553\" class=\"wp-caption-text\">Os dispositivos e o sistema j\u00e1 desenvolvidos podem ser utilizados tanto na comunica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica entre ve\u00edculos, quanto na comunica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo para uma central fixa.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para testar a inven\u00e7\u00e3o, as simula\u00e7\u00f5es foram feitas no c\u00e2mpus da UFLA, alcan\u00e7ando os resultados esperados pelos pesquisadores. O dispositivo desenvolvido, presente no carro, capta, por meio de sensores que j\u00e1 existem no ve\u00edculo, informa\u00e7\u00f5es que permitem identificar que o acidente ocorreu. S\u00e3o exemplos os sensores que apontam o acionamento do <em>air bag<\/em> ou uma desacelera\u00e7\u00e3o brusca do ve\u00edculo. Em seguida, a transmiss\u00e3o do sinal ocorre de ve\u00edculo para ve\u00edculo, podendo tamb\u00e9m ocorrer de um ve\u00edculo para uma central de monitoramento.<\/p>\n<p>Se a ideia fosse colocada em pr\u00e1tica nas rodovias, seria poss\u00edvel, por exemplo, que o cidad\u00e3o, antes mesmo de sair para viagem, consultasse, on-line e em tempo real, a exist\u00eancia de acidentes em determinado trecho naquele momento. No entanto, o caminho para essa realidade n\u00e3o \u00e9 breve.\u00a0 Professor Luiz Henrique explica que suas pesquisas orientadas para esses objetivos come\u00e7aram h\u00e1 cerca de quatro anos e continuam em andamento. \u201cO investimento para que esses projetos se tornem realidade no pa\u00eds ainda \u00e9 muito alto e depende de uma infraestrutura que envolveria diferentes atores da \u00e1rea p\u00fablica e privada. Mas nosso desafio \u00e9 desenvolver as pesquisas e produzir o conhecimento cient\u00edfico que poder\u00e1 ser \u00fatil no futuro. Acredito que em at\u00e9 dez anos j\u00e1 tenhamos estruturas como essa em funcionamento\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para Thiago, o mais importante nos resultados obtidos \u00e9 o indicativo de que muitas portas se abrem a outras informa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de serem transmitidas por meio das Vanets. \u201cO trabalho \u00e9 uma boa demonstra\u00e7\u00e3o de que, por exemplo, alertas podem ser emitidos quando ocorrerem viola\u00e7\u00e3o de sem\u00e1foro ou excesso de velocidade antes de uma curva, tudo para contribuir com o aumento da seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Atualmente, a equipe de pesquisa trabalha para tornar mais compacto o dispositivo desenvolvido por Thiago. Dois bolsistas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e outros dois estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o d\u00e3o seguimento \u00e0s atividades e evoluem nos resultados. \u201cH\u00e1 ainda um longo caminho a ser percorrido. Um dos desafios que o sistema ter\u00e1, por exemplo, \u00e9 o da seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que existam meios de se garantir que a informa\u00e7\u00e3o transmitida n\u00e3o seja corrompida e utilizada para fins indevidos.\u201d<\/p>\n<p>A disserta\u00e7\u00e3o de Thiago deu prosseguimento ao trabalho de mestrado desenvolvido por\u00a0Vladimir P\u00edccolo Barcelos, tamb\u00e9m estudante do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o. O documento esteve entre os dez mais acessados do Reposit\u00f3rio Institucional da UFLA no m\u00eas de agosto. Esses dados s\u00e3o divulgados mensalmente pela Biblioteca Universit\u00e1ria.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/repositorio.ufla.br\/jspui\/bitstream\/1\/9769\/1\/DISSERTACAO_Detec%C3%A7%C3%A3o%20autom%C3%A1tica%20e%20alerta%20de%20acidentes%20de%20tr%C3%A2nsito%20em%20redes.pdf\">Consulte a disserta\u00e7\u00e3o no Reposit\u00f3rio Institucional da UFLA.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo dados do Seguro DPVAT (seguro obrigat\u00f3rio de tr\u00e2nsito), em 2014 foram pagas mais de 52 mil indeniza\u00e7\u00f5es por morte em acidentes de tr\u00e2nsito no Brasil, e quase 600 mil por invalidez (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[748,1645,169],"class_list":["post-102551","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-dcc","tag-deteccao-automatica-de-acidentes-de-transito","tag-pesquisa-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=102551"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102551\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103449,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102551\/revisions\/103449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=102551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=102551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=102551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}