{"id":102095,"date":"2015-09-28T15:18:36","date_gmt":"2015-09-28T18:18:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=102095"},"modified":"2015-09-29T17:28:51","modified_gmt":"2015-09-29T20:28:51","slug":"estudo-analisa-o-maracatu-no-ambiente-universitario-como-pratica-cultural-e-educativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2015\/09\/28\/estudo-analisa-o-maracatu-no-ambiente-universitario-como-pratica-cultural-e-educativa\/","title":{"rendered":"Estudo analisa o Maracatu no ambiente universit\u00e1rio como pr\u00e1tica cultural e educativa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-102096\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu01-249x187.jpg\" alt=\"maracatu01\" width=\"249\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu01-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu01-612x459.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>A experi\u00eancia do grupo Maracatu Baque do Morro foi fonte de pesquisa para a licenciada em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas Roberta Carvalho Pereira Campos. Ela concluiu a gradua\u00e7\u00e3o na Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2015 sob orienta\u00e7\u00e3o da professora do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o (DED) Rosana Vieira. Entre outras observa\u00e7\u00f5es, ela verificou em seu trabalho de conclus\u00e3o que o maracatu, enquanto manifesta\u00e7\u00e3o da cultura popular brasileira, pode ser uma contribui\u00e7\u00e3o ao processo educativo dos jovens que se envolvem nas atividades.<\/p>\n<p>De acordo com o trabalho de Roberta, ao participar do Grupo, os jovens adquirem experi\u00eancias que v\u00e3o al\u00e9m da pr\u00f3pria pr\u00e1tica cultural. A atua\u00e7\u00e3o em tarefas necess\u00e1rias para manuten\u00e7\u00e3o do grupo e a forma de lidar com os conflitos surgidos durante os encontros s\u00e3o oportunidades educativas para os integrantes.\u00a0 A organiza\u00e7\u00e3o das atividades e das oficinas, o contato com outras experi\u00eancias de maracatu para parcerias e interc\u00e2mbios de pr\u00e1ticas e de informa\u00e7\u00f5es, o cuidado com os instrumentos, a participa\u00e7\u00e3o em apresenta\u00e7\u00f5es e oficinas p\u00fablicas e a administra\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as para manuten\u00e7\u00e3o do projeto s\u00e3o rotinas que levam ao aprendizado individual e coletivo e contribuem para a coes\u00e3o do grupo. Essas tarefas s\u00e3o alternadas entre os membros, diversificando o aprendizado.<\/p>\n<p>Outra din\u00e2mica do Grupo que contribui para o crescimento de seus integrantes \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de planejamentos e avalia\u00e7\u00f5es semestrais, assim como a tomada de decis\u00f5es, \u00e0s vezes necess\u00e1rias durante os ensaios semanais. A constru\u00e7\u00e3o coletiva desses processos, numa gest\u00e3o democr\u00e1tica, tamb\u00e9m tem impactos positivos.<\/p>\n<p>Roberta chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que o batuque, o aprendizado r\u00edtmico e os baques s\u00e3o elementos que efetivamente atraem e motivam a juventude a se envolver, pois contribuem para o lazer e o bem-estar. Mas adverte que a\u00a0pr\u00e1tica do Maracatu deve estar associada \u00e0 reflex\u00e3o cr\u00edtica e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, para que seus praticantes compreendam a hist\u00f3ria do povo negro e as ra\u00edzes culturais que o batuque possui. Assim, os jovens podem atuar como transformadores da realidade, a partir da consci\u00eancia formada acerca da resist\u00eancia do povo negro no Brasil.<\/p>\n<p>O estudo afirma que a recria\u00e7\u00e3o do maracatu, em um grupo universit\u00e1rio como o Baque do Morro, tanto acarreta perdas na tradi\u00e7\u00e3o (s\u00e3o sujeitos diferentes com hist\u00f3rias diferentes, em contextos diferentes), como\u00a0guarda em si o potencial de mobilizar a juventude e de resgatar a cultura e a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para a professora Rosana, o trabalho \u00e9 importante porque foi concebido com uma perspectiva em que os estudantes s\u00e3o sujeitos cr\u00edticos e sujeitos da hist\u00f3ria. \u201cO estudo \u00e9 relevante porque aborda uma forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria ancorada no conceito da cultura, hist\u00f3ria e luta dos negros do Brasil, aliada ao fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o estudantil. Ao desenvolv\u00ea-lo, Roberta demonstrou maturidade para lidar com conflitos, frustra\u00e7\u00f5es e conquistas\u201d, diz.<\/p>\n<p>A estudante diz que o trabalho foi\u00a0desafiador. \u201cFoi um TCC diferente dos padr\u00f5es acad\u00eamicos, que trouxe para a minha forma\u00e7\u00e3o a capacidade de lidar com sujeitos e ideias distintas, e valorizar o conhecimento que cada participante trazia consigo&#8221;. Ciente de que os resultados podem ser complementados por novas pesquisas e \u00a0reflex\u00f5es, Roberta demonstra satisfa\u00e7\u00e3o ao comentar sobre a expans\u00e3o das atividades do grupo para al\u00e9m dos muros da universidade. \u201cAp\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do TCC, alguns integrantes me disseram que v\u00e3o come\u00e7ar a popularizar ainda mais o maracatu, no sentido de compartilh\u00e1-lo de forma gratuita com sujeitos da cidade, principalmente com jovens da periferia&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Grupo<a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-102097\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu02-249x140.jpg\" alt=\"maracatu02\" width=\"249\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu02-249x140.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu02-612x344.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maracatu02.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>O Maracatu Baque do Morro come\u00e7ou suas atividades na UFLA em 2013, por meio de uma iniciativa do Levante Popular da Juventude que logo ganhou o apoio do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE). No momento de forma\u00e7\u00e3o, a falta de instrumentos fazia com que o ritmo fosse produzido pelos integrantes com batidas no pr\u00f3prio corpo. De acordo com Roberta, havia um desejo dos estudantes por fortalecer a diversidade cultural na Universidade \u2013 e o Baque do Morro chegou como resposta a essa demanda. Trata-se de uma recria\u00e7\u00e3o do Maracatu, pois\u00a0n\u00e3o tem todos os elementos originais dessa pr\u00e1tica cultural. O Grupo se organiza com base no m\u00e9todo pedag\u00f3gico do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Josu\u00e9 de Castro (IEJC), sendo marcado principalmente pela autogest\u00e3o e pelo prop\u00f3sito educativo.<\/p>\n<p>Atualmente, oferece oficinas gratuitas e abertas a toda a comunidade. Elas ocorrem no Centro de Integra\u00e7\u00e3o Universit\u00e1ria (Ciuni), \u00e0s ter\u00e7as-feiras e sextas-feiras, das 17h \u00e0s 19h.<\/p>\n<p>O maracatu mescla, em m\u00fasica e dan\u00e7a, os elementos da cultura africana aos da cultura ind\u00edgena e portuguesa. H\u00e1 um componente religioso e uma origem m\u00edstica em sua pr\u00e1tica, que, muitas das vezes, s\u00e3o ligados ao <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Candombl%C3%A9\">Candombl\u00e9<\/a>.\u00a0Essa manifesta\u00e7\u00e3o surgiu em Recife (PE) no s\u00e9culo XVIII e incorporou-se ao folclore brasileiro, tornando-se conhecido e praticado nas diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. O maracatu faz parte da hist\u00f3ria de resist\u00eancia do povo negro brasileiro, que sofreu com a escravid\u00e3o e permanece, ainda hoje, lutando contra o preconceito.<\/p>\n<h5>Com informa\u00e7\u00f5es de Priscilla Hellen Carvalho (boslsita Ascom\/DED).<\/h5>\n<h5>Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A experi\u00eancia do grupo Maracatu Baque do Morro foi fonte de pesquisa para a licenciada em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas Roberta Carvalho Pereira Campos. Ela concluiu a gradua\u00e7\u00e3o na Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2015 sob orienta\u00e7\u00e3o da professora do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o (DED) Rosana Vieira. 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