{"id":1000,"date":"2007-10-01T00:00:00","date_gmt":"2007-10-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/10\/rico-ainda-e-maioria-em-universidade-publica\/"},"modified":"2007-10-01T00:00:00","modified_gmt":"2007-10-01T00:00:00","slug":"rico-ainda-e-maioria-em-universidade-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/10\/01\/rico-ainda-e-maioria-em-universidade-publica\/","title":{"rendered":"Rico ainda \u00e9 maioria em universidade p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>Folha de S\u00e3o Paulo, 29\/09\/07<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 universidade p\u00fablica ainda \u00e9 um desafio para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Dados da pesquisa mostram que mais da metade (54,3%) dos alunos que freq\u00fcentam as universidades p\u00fablicas pertencem aos 20% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, o n\u00famero tem declinado nos \u00faltimos anos, mas permanece elevado. Segundo o presidente do instituto, Eduardo Nunes, ele reflete a concorr\u00eancia elevada para a entrada em universidades p\u00fablicas. &#8216;Quem consegue ingressar na rede p\u00fablica s\u00e3o pessoas que t\u00eam renda superior&#8217;, afirmou Ana L\u00facia Sab\u00f3ia, coordenadora da pesquisa.<\/p>\n<p>O instituto ressalta que a melhor qualidade do ensino nas universidades p\u00fablicas contribui para aumentar a concorr\u00eancia, especialmente no Sul e no Sudeste. Os estudantes mais ricos s\u00e3o maioria tamb\u00e9m na rede particular, com 64,2% dos estudantes. Entre os 20% mais pobres, 1,8% est\u00e3o na rede p\u00fablica e 1% na rede particular.<\/p>\n<p>&#8216;Universidade \u00e9 para os ricos, independente de ser p\u00fablica ou privada. O que preocupa \u00e9 que a expans\u00e3o da rede de ensino est\u00e1 ocorrendo nas universidades privadas, que t\u00eam mostrado baixa qualidade&#8217;, afirma Sergei Soares, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada).<\/p>\n<p>Os principais problemas escolares come\u00e7am muito antes da universidade, segundo a pesquisa. Na faixa de 15 anos a 17 anos, o acesso \u00e0 escola passou de 69,5% em 1996 para 82,2% no ano passado. Apesar disso, apenas 47,1% dos estudantes est\u00e3o na s\u00e9rie adequada. No Nordeste, esse percentual \u00e9 ainda menor, de apenas 33,1%.<\/p>\n<p>&#8216;O problema n\u00e3o \u00e9 o ensino m\u00e9dio, mas todo o ensino. Temos uma cultura pedag\u00f3gica da repet\u00eancia&#8217;, disse Soares. Para ele, os n\u00fameros poderiam ser piores se computassem, por exemplo, todos os jovens de 15 a 17 anos e n\u00e3o apenas os que est\u00e3o estudando. &#8216;O percentual de alunos na s\u00e9rie adequada seria muito inferior porque muitos abandonam a escola.&#8217;<\/p>\n<p>Com o aumento das exig\u00eancias no mercado de trabalho, muitos jovens voltam \u00e0 escola. O resultado \u00e9 que na faixa de 18 a 24 anos o acesso \u00e0 escola passou de 28,4% para 31,7% entre 1996 e 2006, mas na pr\u00e1tica, 35,3% dos estudantes nessa faixa ainda est\u00e3o no ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>No ensino fundamental, 25,7% dos estudantes est\u00e3o atrasados, o que corresponde a 8,3 milh\u00f5es de alunos. Segundo o IBGE, v\u00e1rios fatores explicam esse desempenho, como a falta de vagas no pr\u00e9-escolar, a repet\u00eancia no sistema seriado, a falta de oferta de escolas no meio rural, o conte\u00fado carente das escolas de educa\u00e7\u00e3o infantil e creches e a evas\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>Em 1996, a taxa de defasagem chegava a 43,9%. O instituto atribui a redu\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o dos programas de progress\u00e3o continuada, usados em mais de 10% das escolas do pa\u00eds. Em S\u00e3o Paulo, o sistema est\u00e1 presente em mais de 70% dos estabelecimentos de ensino. A proposta divide especialistas. As principais cr\u00edticas apontam para uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do diploma.<br \/>\nApesar dos resultados negativos, a pesquisa mostrou que h\u00e1 um contingente maior de crian\u00e7as iniciando a vida escolar mais cedo. O percentual de crian\u00e7as de 0 a 3 anos na escola passou de 7,4% em 1996 para 15,5% no ano passado.<\/p>\n<p>Jana\u00edna Lage e Pedro Soares<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Folha de S\u00e3o Paulo, 29\/09\/07 O acesso \u00e0 universidade p\u00fablica ainda \u00e9 um desafio para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Dados da pesquisa mostram que mais da metade (54,3%) dos alunos que freq\u00fcentam as universidades p\u00fablicas pertencem aos 20% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o. 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