Parceria destinará R$ 24 milhões a pesquisas em empresas

R$ 24 milhões é o volume de recursos que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) destinarão juntas a projetos de pesquisa desenvolvidos em empresas do Estado. A parceria consolida a segunda versão do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe), que será lançada no próximo dia 9, em Belo Horizonte, durante a cerimônia de abertura do Fórum do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia & Inovação (Consecti) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

O Pappe busca estimular a inovação em Minas Gerais, por meio da interação entre pesquisadores e empresas. Seu objetivo é financiar projetos que apresentem soluções tecnológicas de impacto social ou comercial, que possam ser inseridos no mercado e tenham sido desenvolvidos por pesquisadores associados ou em parceria com as empresas de Minas Gerais. O auxílio concedido para as propostas aprovadas pode ser destinado à aquisição de equipamentos, material de consumo, serviços de terceiros, bolsas de capacitação, entre outros.

A nova edição do Pappe traz uma ação pioneira: a parceria da Fiemg, revelando o interesse da própria indústria em estimular a inovação. Serão R$ 14 milhões advindos da Finep; R$ 5 milhões, da Fapemig e outros R$ 5 milhões, da Fiemg, totalizando, em recursos, o dobro da versão anterior. ‘A proposta mineira teve sucesso e foi elogiada na Finep porque associou três entidades em uma proposta única e robusta’, disse o diretor científico da Fapemig, Mario Neto Borges. ‘As indústrias nunca tiveram um momento tão fértil na história do Estado no que diz respeito à obtenção de recursos para trabalhar com a inovação tecnológica’, comenta o diretor.

O Pappe Subvenção, como está sendo chamada a nova edição do programa, traz ainda uma importante novidade: a partir de agora, o repasse de recursos será feito diretamente às empresas e não terá mais que passar por uma universidade, exigência que era feita anteriormente. A mudança foi possível graças à Lei da Inovação Nacional 10.973 (de 02/12/2004). O levantamento de propostas para as leis estaduais de inovação é um dos pontos da programação do Fórum. Em Minas Gerais, a Lei de Inovação está em tramitação na Assembléia Legislativa. ‘Nunca se investiu tantos recursos para estimular as empresas mineiras a desenvolverem tecnologia e inovação. Este é o grande marco que será celebrado nessa reunião’, disse o presidente da Fapemig, José Geraldo Freitas Drumond.

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Ufla obtêm aprovação em edital para excelência em biotecnologia

Foi divulgado em 1º de outubro, o resultado do edital ‘Apoio ao desenvolvimento e implementação de boas práticas de laboratório visando à estruturação do pólo de excelência em biotecnologia’, lançado em junho deste ano pela Fapemig. O edital faz parte do programa Rede Mineira de Biotecnologia e Bioensaios e tem por objetivo financiar propostas de adequação de laboratórios para credenciamento e certificação, de acordo com as normas nacionais e internacionais de Boas Práticas de Laboratório (BPL).

A iniciativa visa à composição da rede de projetos estruturadores do Pólo Mineiro de Excelência em Biotecnologia. Minas Gerais é reconhecido pelo avançado desenvolvimento do setor. O Estado possui um parque de mais de 80 empresas, que se concentram principalmente em Belo Horizonte e cidades vizinhas, em um raio de 100 quilômetros. Diagnóstico elaborado em 2004 pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em parceria com a Fundação Biominas, mostra que 69% do total das empresas estão nessa região, configurando um Arranjo Produtivo Local (APL). Esse mesmo diagnóstico estima um faturamento total do setor de R$ 550 milhões ao ano, além da geração de 3.300 empregos diretos.

Pela Universidade Federal de Lavras foi aprovado o projeto “Adequação do Laboratório de Análise de Sementes da Ufla visando à extensão de escopo de credenciamento, pelo Ministério da Agricultura, para detecção, identificação e quantificação de organismos vegetais modificados”, de autoria da professora Édila Vilela de Resende Von Pinho, no valor de R$ 157.228,00.

No referido edital foram destinados, ao todo, aproximadamente R$1,5 milhão aos 11 projetos aprovados. Entre as instituições contempladas estão o Cetec, Ufla, Embrapa, Funed, Fiocruz e UFMG, que captaram o maior volume de recursos em projetos voltados para a estruturação e certificação de laboratórios nas áreas de farmácia, alimentos, análise de sementes.

Ufla recebe Fórum de Avaliação e Direcionamento de Ações do Consórcio do Café

O Com o objetivo de analisar demandas tecnológicas do agronegócio café, em conformidade com as prioridades do Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Café – CDPD/Café e das Instituições participantes, o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café) realiza em outubro o Fórum 2007, integrado por três reuniões setoriais dos 12 Núcleos de Referência do Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Café – PNP&D/Café. Os encontros servirão para avaliar a programação, demandas e identificar focos temáticos e linhas de pesquisa para a abertura da Chamada 01/2007 para financiamento de novos projetos do programa.

A primeira reunião acontece de 02 a 04 de outubro, no Centro de Pesquisa, Ensino e Extensão do Agronegócio Café (Cepe/Café), da Universidade Federal de Lavras (Ufla). Estão reunidos para avaliação da programação e levantamento de demandas representantes dos Núcleos de Agroclimatologia e Fisiologia do Cafeeiro; Cafeicultura Irrigada; Colheita, Pós-colheita e Qualidade do Café; Manejo da Lavoura Cafeeira; Solos e Nutrição do Cafeeiro; Difusão e Transferência de Tecnologia.

A programação do Fórum conta com explanação sobre a gestão e administração do PNP&D/Café, com destaque para o orçamento 2008, convênios firmados em 2007, programas de bolsas e acompanhamento da programação de pesquisa desde da fundação do Consórcio. Outro tema abordado refere-se a abertura da chamada 01/2007 para novos projetos, com informações sobre os modelos de pré-propostas e propostas de projetos (SEG), com operacionalização pela WEB.

Os coordenadores de núcleo, também, apresentam as principais ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação em cada foco temático e organização da compatibilização das linhas de pesquisa prioritárias para a nova Chamada.

Para o gerente geral da Embrapa/Café Gabriel Ferreira Bartholo “o Fórum visa o intercâmbio entre as instituições participantes do Consórcio, para elaboração de propostas com caráter multidisciplinar e multiinstitucional. A integração entre os núcleos de referência, responsáveis pelas diretrizes estratégicas, sugere a congregação entre os pesquisadores, a consolidação das propostas, o acompanhamento dos trabalhos e uma melhor avaliação dos resultados”.

Participam do evento representantes de instituições e coordenadores dos CPNRs de Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraná, Acre e Rondônia.

O desânimo dos mestres

Correio Braziliense, 03/10/07

Paloma Oliveto e Mariana Flores

Professores sofrem com baixos salários, falta de uma política constante de qualificação e ausência de materiais de apoio. Nível de ensino cai e contribui para que alunos, sem conseguir aprender, desistam

A única sala de aula da escola Extrema Boa Sorte, no município de Brejo do Piauí, a 423km de Teresina, tem quatro alunos. A professora diz que eram 10, mas dois largaram os estudos e os outros há tempos não aparecem. “Quando cheguei aqui, no início do ano, nenhum deles sabia ler, mesmo estando na 3ª série”, conta Cleide dos Santos, 43 anos — professora há 19. Sem material didático de apoio, a docente, que não tem curso superior, tenta alfabetizar as crianças. Para isso, ganha R$ 420 mensais.

“Não é possível alcançar uma educação de qualidade sem a valorização do professor”, diz a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Maria Dutra Vieira. O pequeno investimento nos profissionais favorece a evasão escolar. Sem aprender, muitos alunos abandonam os estudos para trabalhar.

“Escola é negócio chato. Eu chegava na aula e não conseguia ler nada, ficava gaguejando”, conta Jeferson Siqueira Cavalcante Filho, 17 anos, morador de Quipapá, no Ceará. Em maio, deixou a escola, quando estava na 5ª série. Hoje, trabalha limpando mato, serviço pelo qual ganha cerca de R$ 10 por dia. “Eles perdem as esperanças e vêem que não conseguirão muito da vida”, reconhece Cleocilene dos Santos Nunes, 35 anos, orientadora educacional no Colégio Estadual Joaquina Maria da Silva, em Esperantina, norte do Tocantins. Na cidade de 8.112 habitantes, 54,6% da população depende do Bolsa Família. Ainda assim, as taxas de abandono escolar aumentaram desde 2001.

Os sistemas públicos deveriam assumir a formação dos professores. O Ministério da Educação começou a discutir políticas de formação envolvendo universidades públicas. É importante que o governo federal comece a se preocupar com o assunto, mas precisaríamos de algo de grande porte, com previsão de recursos e de continuidade, pois as necessidades históricas da educação são muito grandes”, diz a presidente da CNTE.

De acordo com Juçara Maria Dutra Vieira, os baixos salários são um dos principais fatores que afetam a produtividade dos profissionais de educação. “Com salário baixo, é impossível atingir objetivos como dedicação exclusiva e cursos de atualização”, alega. No país, como não há isonomia salarial para professores, o piso varia conforme estados e municípios. Em Teresina (PI), por exemplo, um educador de ensino básico recebe R$ 535,54 para lecionar durante 40 horas semanais. Já em Florianópolis (SC), o valor passa para R$ 1.792,08.

Ponto de partida

Para o professor Célio da Cunha, assessor especial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), aumentar o salário dos professores é o ponto de partida na busca pela qualidade do ensino. “É preciso tornar a profissão de docente atrativa, estimulando os jovens a seguirem a carreira”, diz. Caso contrário, alega, ninguém mais vai querer freqüentar os cursos superiores de licenciatura.

Aubetiza Pereira, 34 anos, só investe na profissão porque este sempre foi seu sonho. Desde criança, se esforçou para terminar os estudos e fugir do analfabetismo que rondava sua família. Conseguiu terminar o ensino médio e atualmente faz curso superior de pedagogia em Araguatins, próxima a Buriti do Tocantins, onde mora com o marido e a filha de 3 anos. No final do mês, recebe salário de R$ 400.

Hoje, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados deverá votar o projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que estabelece um piso salarial unificado para professores da rede pública. A proposta, que já saiu da pauta várias vezes, tramita em conjunto com um projeto do Poder Executivo, pelo qual todos os educadores devem receber, no mínimo, R$ 850 mensais. “Se houver o mínimo de boa vontade das bancadas, esperamos que seja realmente votado”, diz Juçara Maria Dutra Vieira. O presidente da comissão, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), garante que haverá votação: “É certeza absoluta”, diz.

Prêmios

O deputado, que já foi secretário de educação do Maranhão, diz que a questão salarial não deve ser a única a ser discutida. “Depois da aprovação do piso, defendo que as gratificações tenham como fundamento a produtividade, medida por sistemas de avaliações sérios e independentes. Se o professor se sair bem, ganha um prêmio. Se for mal, leva um puxão de orelhas.”

Aubetiza se esforça para tentar melhorar o currículo, mas as condições da escola não cooperam para estimular os alunos. Localizada às margens da rodovia que cruza a cidade, a Escola Municipal Amiguinhos de Jesus possui apenas duas salas, em péssimo estado de conservação, assim como as mesas e cadeiras. No banheiro, não há energia elétrica nem água encanada. As crianças não praticam esportes e as brincadeiras são feitas no pátio de terra vermelha. Na tentativa de barrar a evasão, Aubetiza vai à casa dos alunos para recuperar os faltantes. “Alguns têm dificuldade de acompanhar as aulas porque não vêm todos os dias, os pais não têm preocupação de mandar a criança para a escola, porque eles também não tiveram estudo. A gente acaba tendo que ir buscar na casa”, conta.

Ufla presente na Agriminas

A Universidade Federal de Lavras esteve presente na II Agriminas – maior feira de agricultura familiar de Minas Gerais, apresentando o seu projeto para produção de biodiesel. O evento é o mais importante do setor no estado de Minas Gerais, sendo voltado para promover e divulgar o trabalho e produtos da agricultura, além de ser um importante espaço para a troca de experiências e ampliação das redes de comercialização.

A II Agriminas, promovida pela Fetaemg, aconteceu no período de 27 a 30 de setembro, na Serraria Souza Pinto em Belo Horizonte, e contou com a presença de mais de 200 expositores de todas as regiões de Minas, que foram visitados por mais de 30.000 pessoas, sendo apresentados aos produtos típicos da agricultura familiar, como doces, queijos, derivados de carne, mandioca, cana, milho e cereais, além das plantas medicinais e artesanatos de fibras naturais.

A Ufla apresentou aos agricultores, técnicos, pesquisadores, empresários e autoridades o seu projeto de produção de oleaginosas e capacitação de agricultores e técnicos, visando a produção sustentada de oleaginosas, extração de óleo, produção e uso de biodiesel.

No rádio, Lula promete melhorar educação no país

O Globo, 02/10/07

Presidente diz que quer recuperar, se não todo, parte do ´atraso´

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu ontem, no programa semanal de rádio “Café com o presidente”, resolver grande parte dos problemas da educação no país — se não todos. Depois de citar os dois principais programas de seu governo no setor, o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e o Programa de Desenvolvimento da Educação (PDE), Lula afirmou que até o fim do mandato terá criado mais dez universidades federais, 48 extensões universitárias e 214 escolas técnicas profissionais.

— Esses são números importantes porque são compromissos políticos, éticos e educacionais com a sociedade brasileira, para ver se a gente recupera o tempo que ficamos sem fazer os investimentos adequados — disse. — Tomamos a responsabilidade de resolver, se não toda, grande parte da educação no Brasil.

O presidente disse que o investimento no ensino profissional e universitário visa a recuperar o tempo perdido. Para Lula, a tarefa não é fácil; ao contrário, é muito difícil, mas é um compromisso de seu governo. Segundo ele, o Fundeb é “extremamente importante” para o ensino básico e, entre outras conquistas, aumentou de oito para nove anos o tempo de permanência das crianças na escola.

Lula lembrou que as últimas pesquisas do IBGE apontam melhora no ensino. O presidente disse que cresceu o número de crianças na escola nas faixas de 5 a 6 anos; de 7 a 14 anos; e de 15 a 17 anos, e que o número de universitários subiu 13,2%.

— São números promissores, que me deixam otimista, mas, ao mesmo tempo, que me cobram todo dia que temos de fazer ainda mais para que o Brasil recupere o atraso a que foi submetido ao longo de décadas.

Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão

As Pró-Reitorias de Pesquisa, de Extensão e de Pós-Graduação realizarão no período de 22 a 26 de outubro de 2007, a I Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. Por ocasião desse evento, acontecerá o XX Congresso de Iniciação Científica (CiUfla), o XVI Congresso de Pós-Graduação da UFLA e o III Congresso de Extensão (Conex).

Serão realizados, também, o XV Seminário de Avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq), o X Seminário de Avaliação do Programa de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIC/Fapemig), o II Seminário de Avaliação do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior – BIC-Júnior/Fapemig e CNPq e a I Mostra dos Grupos de Pesquisa da Ufla

Mais informações:
(35) 3829-1127 – 1212 – 1121 – 1317
E-mail: prp@ufla.br – conex@ufla.br

www.prp.ufla.br/ciufla/programacao.html
www.apg.ufla.br
www.conex.ufla.br/news.php

Ufla realiza Encontro Mineiro de Software Livre

Abertas as inscrições ao EMSL 2007, que acontecerá no DCC/Ufla, em Lavras – MG, nos dias 18, 19 e 20 de outubro.

O Encontro Mineiro de Software Livre ocorre anualmente em Minas Gerais, desde 2004. A cidade de Belo Horizonte sediou por 2 anos consecutivos o evento. Em sua terceira edição, 2006, avançou para o interior de Minas, na histórica cidade de Ouro Preto. Este ano o EMSL será realizado em Lavras, cidade ao sul de Minas Gerais, a 230 km de Belo Horizonte, vizinha de Varginha e São João Del Rei.

Com o lema “Conhecimento, Consciência e Colaboração” o EMSL este ano busca chamar a atenção do Software Livre como forma de disseminar o Conhecimento de forma Consciente e Colaborativa, garantindo poder e liberdade a usuários, programadores e empresas.

O EMSL 2007 ocorrerá no período de 18 a 20 de outubro de 2007, no período entre 8h e 17h, na Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Departamento de Ciência da Computação (DCC), local em que serão realizadas as palestras, mini-cursos e a abertura do EMS; e no Centro de Integração Universitária (CIUNI), a confraternização final do evento.

O EMSL é uma iniciativa do Projeto Software Livre de Minas Gerais (PSL-MG) em parceria com os membros do Minas Livre, grupo que reúne ativistas de Software Livre em Minas Gerais. Este ano o EMSL está sendo organizado em conjunto com o DCC/Ufla e a TecnoLivre – Cooperativa de Tecnologia e Soluções Livres.

Mais informações: http://emsl.softwarelivre.org/

Rádio Universitária completa 20 anos

A Radio Universitária FM, órgão do Sistema Ufla de Comunicação – SUC, teve sua concessão outorgada pelo Ministério da Comunicação em 18 de maio de 1987. A permissão foi concedida a Fundação de Apoio, Pesquisa e Extensão – Faepe. Seu funcionamento inicial se deu na data de sua inauguração em 5 de setembro de 1987, na gestão do então diretor da Escola Superior de Agricultura de Lavras – Esal, professor Juventino Júlio de Souza. Seu primeiro diretor foi o servidor do Núcleo de Apoio Didático-Pedagógico –NADP, Sérgio Wagner de Oliveira, que dirigiu os trabalhos da emissora até o final do ano de 1991.

Em 1992, na gestão do professor Silas Costa Pereira, seu diretor passou a ser o atual chefe do Departamento de Química, professor Ruy Carvalho. No ano de 1994, nessa mesma gestão a Rádio Universitária passou por sua primeira aparelhagem com a compra de novos equipamentos para seu estúdio e sistema de transmissão, aumentando de 1000 para 3000 wats de potência.

Na gestão do reitor Fabiano Ribeiro do Vale, o diretor da emissora foi o servidor Luciano de Paula, atualmente repórter e apresentador da TV Universitária.

No ano de 2001 a Rádio teve seus estúdios projetados com revestimento acústico e sua programação informatizada.

Atualmente a Rádio Universitária é dirigida pelo servidor Sandro Araújo e conta com um quadro de seis funcionários: Edwar Cortez – locutor, Eugênio de Souza – redator e locutor, Juliano Carvalho – locutor, Júnior Murad – locutor e programador e Joarez Omar Silveira – assistente de administração.

A programação da emissora é eclética, abordando, principalmente a música brasileira de forma abrangente a todos estilos musicais. A música internacional de qualidade também faz parte da programação. A seleção musical torna a Universitária FM uma rádio diferenciada, com ouvintes de todas as classes sociais. A parte jornalística, também, é lembrada com noticiário de 8 da manhã as 5 da tarde, de segunda à sexta-feira.

A emissora leva a população de 50 municípios do Sul, Oeste e Campo das Vertentes, entretenimento e informação – com destaque para eventos culturais e artísticos, de forma simples e objetiva.

Com o apoio da gestão do reitor Antônio Nazareno Guimarães Mendes e da diretoria da Faepe estão sendo realizados novos investimentos para o reaparelhamento dos estúdios com a compra de computadores, mesa de áudio, mobiliário e do sistema de transmissão com reforma do abrigo e adequação de normas técnicas, compra de um transmissor reserva para a emissora, totalizando investimentos de 150 mil reais. Com isso a rádio universitária cumpre seu papel divulgando a Universidade Federal de Lavras, com seus vários departamentos, a Faepe e a Fundecc – fundações que apóiam a Ufla.

Para o diretor Sandro Araújo “com 20 anos a Rádio Universitária está cada vez mais inserida no contexto de pluralidade levando as comunidades onde chegam música e informação de qualidade”.

Rico ainda é maioria em universidade pública

Folha de São Paulo, 29/09/07

O acesso à universidade pública ainda é um desafio para a população mais pobre. Dados da pesquisa mostram que mais da metade (54,3%) dos alunos que freqüentam as universidades públicas pertencem aos 20% mais ricos da população.

Segundo o IBGE, o número tem declinado nos últimos anos, mas permanece elevado. Segundo o presidente do instituto, Eduardo Nunes, ele reflete a concorrência elevada para a entrada em universidades públicas. ‘Quem consegue ingressar na rede pública são pessoas que têm renda superior’, afirmou Ana Lúcia Sabóia, coordenadora da pesquisa.

O instituto ressalta que a melhor qualidade do ensino nas universidades públicas contribui para aumentar a concorrência, especialmente no Sul e no Sudeste. Os estudantes mais ricos são maioria também na rede particular, com 64,2% dos estudantes. Entre os 20% mais pobres, 1,8% estão na rede pública e 1% na rede particular.

‘Universidade é para os ricos, independente de ser pública ou privada. O que preocupa é que a expansão da rede de ensino está ocorrendo nas universidades privadas, que têm mostrado baixa qualidade’, afirma Sergei Soares, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Os principais problemas escolares começam muito antes da universidade, segundo a pesquisa. Na faixa de 15 anos a 17 anos, o acesso à escola passou de 69,5% em 1996 para 82,2% no ano passado. Apesar disso, apenas 47,1% dos estudantes estão na série adequada. No Nordeste, esse percentual é ainda menor, de apenas 33,1%.

‘O problema não é o ensino médio, mas todo o ensino. Temos uma cultura pedagógica da repetência’, disse Soares. Para ele, os números poderiam ser piores se computassem, por exemplo, todos os jovens de 15 a 17 anos e não apenas os que estão estudando. ‘O percentual de alunos na série adequada seria muito inferior porque muitos abandonam a escola.’

Com o aumento das exigências no mercado de trabalho, muitos jovens voltam à escola. O resultado é que na faixa de 18 a 24 anos o acesso à escola passou de 28,4% para 31,7% entre 1996 e 2006, mas na prática, 35,3% dos estudantes nessa faixa ainda estão no ensino médio.

No ensino fundamental, 25,7% dos estudantes estão atrasados, o que corresponde a 8,3 milhões de alunos. Segundo o IBGE, vários fatores explicam esse desempenho, como a falta de vagas no pré-escolar, a repetência no sistema seriado, a falta de oferta de escolas no meio rural, o conteúdo carente das escolas de educação infantil e creches e a evasão escolar.

Em 1996, a taxa de defasagem chegava a 43,9%. O instituto atribui a redução à adoção dos programas de progressão continuada, usados em mais de 10% das escolas do país. Em São Paulo, o sistema está presente em mais de 70% dos estabelecimentos de ensino. A proposta divide especialistas. As principais críticas apontam para uma desvalorização do diploma.
Apesar dos resultados negativos, a pesquisa mostrou que há um contingente maior de crianças iniciando a vida escolar mais cedo. O percentual de crianças de 0 a 3 anos na escola passou de 7,4% em 1996 para 15,5% no ano passado.

Janaína Lage e Pedro Soares

Universidade Federal de Lavras