Seminário Técnico Administrativo e de Saneamento

O reitor da Universidade Federal de Lavras em exercício, professor Ricardo Pereira Reis, o presidente do Fórum das Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão para Revitalização do Lago de Furnas, professor Fábio Moreira da Silva, e
o presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas, prefeito Pompilio de Lourdes Canavez, convidam para o Seminário Técnico Administrativo e de Saneamento, como parte da programação do Diálogo de Concertação para Revitalização do Lago de Furnas.

Data: 9 de novembro de 2007

Local: Anfiteatro do Departamento de Ciência da Computação/Ufla.

Horário: 9 horas

9 horas – Cenários do Diagnóstico de Saneamento dos Municípios do entorno do Lago de Furnas.
Engenheiro Adauto Santos – Ministério das Cidades

10 horas – Modelos de Consórcios Públicos Intermunicipais
Consultor João Batista Peixoto

11 horas Debate

Debate com candidatos a reitor da Ufla

A Comissão Eleitoral informa que o debate com os candidatos a reitor da Ufla será realizado no dia 7 de novembro (quarta-feira), às 13 horas na Biblioteca Central, Anexo III.

001- Chapa RENOVAÇÃO
Prof. Antônio Eduardo Furtini Neto – Reitor
Prof. Messias José Bastos de Andrade- Vice-Reitor
www.renovacaoufla.com.br

002 – Chapa HUMANIZAR
Prof. Luiz Edson Mota de Oliveira – Reitor
Prof. André Luiz Zambalde – Vice-Reitor
www.humanizarufla.com

003 – Chapa UNIVERSIDADE VIVA
Prof. Antônio Nazareno Guimarães Mendes – Reitor
Prof. Elias Tadeu Fialho – Vice-Reitor
www.vivauflaviva.com.br

004 – Chapa 100% UNIVERSIDADE
Prof. José Tarcísio de Lima – Reitor
Prof. Mário César Guerreiro – Vice-Reitor
www.100porcentouniversidade.com

´As pessoas têm de descobrir que perdem tempo quando não lêem´

O Estado de São Paulo, 05/11/07

Simone Iwasso

Entrevista com Delia Lerner: educadora argentina, consultora de órgãos governamentais em vários países, especialista afirma que as escolas não sabem ensinar leitura e escrita

Mesmo com todos os conhecimentos científicos sobre a aquisição da leitura e escrita desenvolvidos nos últimos 30 anos, a escola ainda insiste num foco equivocado: ensina a língua e não as práticas sociais vinculadas a ela. Ou seja, além de não conseguir dar sentido ao ato de ler e escrever, despertando o interesse do estudante, cobra nas avaliações o que não foi transmitido em sala de aula. A análise é da educadora argentina Delia Lerner, especialista da Universidade de Buenos Aires e consultora de diversos órgãos governamentais na América Latina, inclusive no Brasil, onde assessora o Ministério da Educação (MEC). Com a experiência de quem, além do trabalho acadêmico, mantém uma escola em Buenos Aires, que funciona como seu laboratório, Delia esteve no País em outubro para falar com educadores durante a Semana Victor Civita de Educação. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Por que é tão difícil formar estudantes com autonomia para leitura e escrita?

Há dois problemas diferentes. Um deles é o próprio ensino de leitura e da escrita. O outro é se as avaliações aplicadas para verificar leitura e escrita estão realmente avaliando. Para mim, não é evidente que devemos ter confiança nos resultados dessas avaliações porque a leitura e escrita são processos que se desenvolvem com o tempo e, mesmo que seja importante para o sistema educacional ter uma fotografia instantânea do que se passa no momento, não é o que importa realmente para quem está olhando de dentro da classe. O importante é fazer com que os alunos avancem como leitores e escritores. Muitas provas são feitas à imagem e semelhança de provas internacionais – algumas inclusive são internacionais. Por exemplo, na Argentina houve muito escândalo quando se compararam os resultados da Finlândia com os da Argentina. Bom, é necessário nos questionarmos qual o sentido em comparar resultados de países tão diferentes. Escutei uma entrevista do ministro da Educação da Finlândia sobre a que ele devia tão bons resultados. Ele respondeu que os professores recebiam salários muito bons, estavam em constante formação e tinham excelentes condições trabalhistas. Isso, em relação à Argentina, já diz muita coisa sobre o nosso sistema, não sobre nossos alunos. Esse é um problema. O outro é que, no sistema educacional constituído, a leitura e a escrita como processos não são objeto de ensino. No caso da escrita, ela é objeto de avaliação, mas não de ensino. O que se visualiza como objeto de ensino tradicionalmente é a língua, não as práticas de linguagem vinculadas a ela.

Como mudar essa cultura de falta de ensino?

Não creio que seja só o professor que possa mudar algo. Há muitos que tentam. Um dos pontos mais elementares é que os professores, desde cedo, leiam muito para seus alunos. E leiam obras de qualidade. Ao menos na minha experiência, ler para as crianças é uma das medidas mais fáceis de serem inseridas no sistema escolar com resultado. É essencial que, desde o início da escolarização, leitura e escrita estejam dotadas do sentido que realmente têm. A escola entende que ler e escrever não são atividades que se aprendem só para ler e escrever, mas também para comunicar-se com outros, para informar-se sobre os outros, para apreciar as qualidades literárias de um autor, para pensar melhor, aprofundar as idéias. A escola precisa mostrar as situações nas quais se pode trabalhar escrita e leitura com propósitos tão interessantes quanto os que são oferecidos fora da escola.

Como o desenvolvimento científico e os avanços do conhecimento sobre o sistema cognitivo infantil, podem contribuir para o ensino?

Um aspecto fundamental do ensino é propor problemas cognitivos aos alunos porque, ao tentar respondê-los, eles estarão produzindo conhecimento como resposta. Dessa perspectiva, conhecer as idéias das crianças, como os processos que elas desenvolvem, é fundamental porque permite organizar situações didáticas nas quais as crianças podem intervir, que tipo de desafios eles podem conseguir resolver usando seus conhecimentos prévios, permite aproximar o ensino da aprendizagem. Essa aproximação é essencial para acabar com as altíssimas taxas do fracasso escolar. Para nós, foram um aporte muito forte os descobrimentos lingüísticos, os modelos de psicologia cognitiva sobre o modelo de escrita. Os estudos mais recentes focam muito no nível da palavra, que, para o uso com a aprendizagem, sabemos não ser suficiente. Então usamos menos os conhecimentos mais atuais. Em Buenos Aires, todas as escolas públicas têm laboratório de computação e todas as séries, uma ou duas vezes por semana, têm horários reservados para usar o computador. Agora, há uma diferença qualitativa quando existe um ajudante de um professor que é monitor desses laboratórios e quando tudo está nas mãos de um garoto que entende muito de computadores, mas nada de ensino. Com relação à leitura foi mais difícil por causa do hipertexto. Isso que estamos incorporando nas escolas que têm condições propõe muitos problemas didáticos. Como fazer para que os estudantes decidam se uma informação é confiável ou não? Como fazer com que eles a comparem com outras fontes de informação? Como lidar com a possibilidade de reprodução sem gerar condições didáticas para que os alunos sejam autores e não mescladores de textos de outras pessoas? Isso é mais difícil hoje. É um novo problema didático.

O que seria essencial que pais e professores soubessem?

Gostaria que todo mundo tivesse a possibilidade de descobrir que a leitura e a escrita são ferramentas de desenvolvimento pessoal importantes. Sempre me lembro de um especialista francês em leitura que fazia a seguinte atividade com os alunos: ir à biblioteca e analisar todos os livros que eles nunca leram. E descobrir por que não os leram. Com esse tipo de atividade, ele conseguia fazer os estudantes se interessarem mais e desenvolverem um senso crítico. Para que alguém se transforme em um não-leitor, que seja um não-leitor crítico, que saiba porque está lendo e porque não está lendo. Se alguma coisa as ferramentas tecnológicas fizeram foi obrigar as pessoas a ler. Crianças que não lêem passam o dia trocando mensagens pelo celular. As pessoas precisam descobrir o que estão perdendo quando não lêem. Se elas soubessem disso, muitos não-leitores se tornariam leitores. Muitas crianças não sabem o que podem encontrar na leitura. E seria muito bom se a escola conseguisse um dia lhes mostrar isso.

Quem é:

Delia Lerner

A educadora trabalha como assessora de órgãos governamentais em vários países da América Latina e na Espanha

É professora da Universidade de Buenos Aires e da Universidade de La Plata, na Argentina

Trabalha como consultora do Ministério da Educação (MEC) nas áreas de
alfabetização e currículos

FAPEMIG divulga resultado do edital de Biocombustíveis

A FAPEMIG acaba de divulgar o resultado do edital ‘Programa mineiro de desenvolvimento tecnológico e produção de biocombustíveis’ que visa financiar projetos de desenvolvimento e transferência de tecnologias para produção de biocombustíveis no Estado. Das 29 propostas recebidas pela FAPEMIG, 12 foram aprovadas, no montante de R$2,2 milhões, que serão aplicados em projetos de pesquisas científicas. A instituição que se destacou foi a Universidade Federal de Viçosa, com 4 das 12 aprovações.

As propostas irão apoiar a estruturação de um pólo de excelência na área. Elas foram apresentadas dentro de áreas específicas: aperfeiçoamento dos sistemas e custo de produção de espécies vegetais destinadas à geração de bioenergia; avaliação de sistemas de produção, introdução e testes de cultivares de espécies oleaginosas para a região norte de Minas; e produção de sementes melhoradas, de espécies vegetais, destinadas à produção de bioenergia.

Os crescentes preços do petróleo recentemente tornaram fontes alternativas de combustíveis economicamente viáveis e criaram uma série de oportunidades, dúvidas e desafios. Ao oferecer incentivos à pesquisa, a FAPEMIG cria novas oportunidades de investimentos, que resultam na redução da pobreza e expande o desenvolvimento econômico. Com o ‘Programa mineiro de desenvolvimento tecnológico e produção de biocombustíveis’, a FAPEMIG e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior impulsionam Minas Gerais na direção exata que mira o progresso e corrobora sua força científica no cenário brasileiro.

Para conferir a relação dos projetos aprovados, acesse o endereço eletrônico, clique aqui

A FAPEMIG também disponibiliza uma lista de projetos não aprovados. Para visualizá-los, clique aqui

Informações:

Assessoria de Comunicação Social / FAPEMIG
Telefones: (31) 3280-2141 / 2105
acs@fapemig.br

Horto de plantas medicinais da Ufla recebe visita de crianças de escolas lavrenses

Estudantes das séries iniciais do Instituto Presbiteriano Gammon (IPG) visitaram a Universidade Federal de Lavras (Ufla) na tarde do último dia 30 de outubro. O objetivo da visita foi conhecer o Horto de Plantas Medicinais do Departamento de Agricultura da Ufla.

Com intuito de proporcionar aos estudantes, oportunidades de contato próximo e maior conhecimento das plantas medicinais (suas finalidades, seus usos em medicamentos e culinária, etc), as crianças aprenderam brincando no meio de várias espécies de Plantas Medicinais.

A responsável pelas crianças visitantes foi a professora Taísa Cristina Alvarenga que contou com o apoio de outras professoras das séries iniciais, a saber: Roselma Silva, Helena Maria Brasil Airão e Ana Maria de Lima Vilela (todas do IPG).

Flaviana Carvalho, mãe de uma das alunas (Stella) da série inicial da Professora Roselma (IPG), ressalta a importância do trabalho da Ufla por meio do Departamento de Agricultura e parabeniza a todos pelo êxito dessas visitas. “A UFLA/ Departamento de Agricultura propiciou uma oportunidade para que minha filha, colegas e professores pudessem compreender os potenciais e usos das plantas medicinais em nosso cotidiano. Foram também repassadas informações sobre a preservação do meio ambiente e cultura indígena. Parabéns a todos!”, comenta.

Para o responsável técnico do Horto de Plantas Medicinais da Ufla, técnico-adiministrativo Luiz Gonzaga do Carmo, “é um ótimo trabalho de extensão da Ufla, feito com alunos de escolas públicas e privadas, pois são conhecimentos básicos que nós passamos para eles. É muito bom trabalhar com crianças”, finaliza.

As escolas que quiserem agendar visitas deverão enviar ofício ao coordenador do Horto, Professor José Eduardo Brasil, do Departamento de Agricultura, solicitando o agendamento. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone (35) 3829-1553.

Excelência no campo: Ufla entre as três melhores do País nas Ciências Agrárias e Veterinária

Foram realizadas no último dia 23 de outubro, em São Paulo, as solenidades da Editora Abril, com a finalidade de apontar e premiar as melhores instituições de ensino superior do país, bem como as que se destacam em cada uma das áreas específicas, a saber: Economia e Gestão; Ciências Agrárias e Veterinária; Ciências da Natureza; Ciências da Saúde; Ciências do Bem-Estar; Matemática e Informática; Ciência da Sociedade; Serviços; Comunicação e Informação; Artes e Design; Ciências dos Materiais; Elétrica e Mecânica; Arquitetura e Construção. Na área “Ciências Agrárias e Veterinária” as finalistas foram a Universidade Federal de Lavras (Ufla), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Em 2007, o Guia do Estudante, publicado pela Editora Abril, concedeu estrelas a 2.873 cursos superiores. Os cursos que receberam cinco estrelas foram considerados excelentes; quatro estrelas, muito bons e três estrelas, bons. Os cursos avaliados da Ufla foram “estrelados” como segue: Zootecnia recebeu 5 estrelas; Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Administração, 4 estrelas e Ciência da Computação, 3 estrelas.

Para o reitor da UFLA em exercício, professor Ricardo Pereira Reis, que representou a instituição no evento, “este resultado demonstra que a missão da Universidade Federal de Lavras está sendo cumprida, revelando a preocupação com a formação de profissionais qualificados e geração, transmissão e disseminação de conhecimentos científicos e tecnológicos, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão.comenta.

O Guia do Estudante estabeleceu critérios para a avaliação, definindo que os cursos avaliados deveriam atender dois pré-requisitos: ter titulação de bacharelado (salvo duas exceções: pedagogia e educação física) e possuir turma formada há pelo menos um ano.

Para a definição do resultado final, algumas etapas foram cumpridas. As instituições de ensino preencheram questionários detalhados sobre cada curso, que por sua vez foram encaminhados a consultores rigorosamente selecionados, os quais emitiram parecer e atribuíram conceitos. De posse desta avaliação, foi definido o número de estrelas para cada curso.

35 federais aderem ao Programa de Reestruturação e Ampliação de Vagas – Reuni

Portal MEC, 30/10/07

Das 54 universidades federais, 35 aderiram ao programa Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) nesta primeira fase. Elas receberão recursos no primeiro semestre de 2008. Mais 18 universidades podem aderir na segunda fase, entre 30 de outubro e 17 dezembro. O primeiro prazo para o envio de propostas de reestruturação para o Ministério da Educação terminou nesta segunda-feira, 29.

O programa quer aumentar o número de vagas, reduzir taxas de evasão, ampliar a mobilidade estudantil e articular a educação superior com a educação básica, profissional e tecnológica.

Uma comissão da Secretaria de Educação Superior vai analisar tecnicamente as propostas apresentadas segundo a meta global do Reuni: elevar, em cinco anos, a taxa de conclusão média dos cursos presenciais para 90% e a relação de alunos de graduação em cursos presenciais para 18 alunos por professor. Após a avaliação técnica, uma comissão, composta por 76 professores e pesquisadores, fará o exame do conteúdo das propostas. As sugestões devem atender ao decreto que instituiu o programa.

As propostas das instituições devem contemplar redução das taxas de evasão, aumento de vagas de ingresso no ensino noturno, revisão acadêmica, diversificação das modalidades de graduação, e articulação da educação superior com a pós-graduação e com a educação básica. As universidades deverão flexibilizar os currículos para facilitar a mobilidade estudantil, intensificar o uso de tecnologias de apoio à aprendizagem e garantir a inclusão social.

O MEC divulga a lista das propostas aprovadas em 7 de dezembro. As universidades que não tiveram projetos aprovados podem apresentar recursos até 12 de dezembro. A lista definitiva das universidades que têm orçamento garantido para o primeiro semestre de 2008 sai em 21 de dezembro. As universidades assinarão um acordo de metas, com determinação de recursos e prazos das propostas.

:: Balanço
Os conselhos universitários de 11 das 35 universidades aprovaram a adesão por unanimidade (UFMT, UFTM, UFBA, UFAM, UFGD, UFSJ, UFMS, UFS, UFV, FFFCMPA e UFLA). Na votação do conselho de outras 11 universidades, houve abstenção, mas a UniRio teve o maior número: dos 75 conselheiros, 19 não votaram; 50 votaram a favor e 6 contra.

:: Recursos
O total de investimentos previstos, que não inclui despesas de custeio e pessoal, é de R$ 2 bilhões entre 2008 e 2011. Adicionalmente, o orçamento de custeio e pessoal aumentará gradativamente até atingir, ao final de cinco anos, 20% a mais do orçamento executado em 2007.

Conselho Universitário da UFLA aprova adesão ao Reuni

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Lavras (Ufla) aprovou por unanimidade, na tarde de sexta-feira (26) a adesão ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – Reuni.

A comissão responsável pela elaboração da proposta de expansão da Ufla apresentou o projeto aos conselheiros que questionaram aspectos metodológicos, técnicos e político-institucionais. Após esclarecimentos, o Conselho discutiu amplamente a proposta, deliberando, à unanimidade de 25 membros presentes, pela adesão da Ufla ao Reuni.

A Ufla encaminha ao MEC nesta segunda-feira (29), sua proposta de adesão que contempla novos cursos diurnos e noturnos, aumento na oferta de vagas em alguns dos cursos regularmente ofertados, novos cursos de pós-graduação, incremento para a assistência estudantil, contratação de professores e servidores técnico-administrativos e melhoria e ampliação da infra-estrutura de apoio.

Após cinco meses de recuperação de renda, preços agropecuários caem em outubro

O ritmo de variação média dos preços agropecuários, após cinco meses consecutivos de alta, sofreu uma reversão em outubro, quando o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agropecuários ficou negativo em 1,83%. Essa mudança acontece principalmente pela queda do leite fluido pago ao pecuarista, cuja baixa foi de 9,41% para o leite tipo B e 6,92% para o tipo C.

São levantados os preços de 42 produtos na pesquisa feita pelo Departamento de Administração e Economia (DAE) da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Apesar de o setor leiteiro ter puxado para baixo esse índice de preços, os grãos ainda se mantiveram em alta, a exemplo do mês anterior. Em outubro, o preço recebido pelo arroz teve variação positiva de 7,69%; café, 2,63%; feijão, 4,96% e o milho, alta de 2,81%.

Entre os hortifrutigranjeiros, que tiveram variação média de 0,05%, as maiores quedas para o produtor ficaram localizadas na banana (-45,0%), batata (-12,09%), alho (-11,31%), repolho (-18,37%), berinjela (-9,88%) e beterraba (-7,46%). As maiores altas entre os hortifruti foram: couve-flor (72,73%), couve (22,41%), mandioca (20,0%), pepino (11,11%) e pimentão (8,33%).

No caso dos preços pagos pelos insumos agrícolas, medidos pelo Índice de Preços Pagos (IPP), a variação em outubro também foi negativa, ficando em 2,62%. Para estes insumos, são pesquisados 187 produtos e, entre estes, as principais quedas ocorreram nos setores de sementes e mudas (-5,98%), de inseticidas (-5,59%), carrapaticidas (-9,62%) e vermífugos (-9,38%), de animais de tração (-14,08%) e de serviços de terceiros (dia/homem, hora/trator, assistência técnica), com queda de 5,37%. Entre os grupos de insumos que tiveram alta em outubro, destacam-se rações (7,81%), herbicidas (3,05%) e vacinas, estas com alta de 2,5%.

O Índice de Preços Recebidos (IPR) estima a renda do setor rural e o Índice de Preços Pagos IPP) reflete a variação dos custos de produção desse segmento.

Alimentos continuam pressionando a inflação

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) ficou em 0,81%, no mês de outubro, a segunda maior taxa do ano. Em setembro, o índice havia sido de 0,57%. Com essas variações de preços, a inflação medida pela UFLA, em 2007, está acumulada em 4,65%.

Entre os onze grupos que compõem o IPC da UFLA, a taxa de inflação de outubro ficou localizada principalmente na categoria alimentos, a exemplo dos meses anteriores, que teve alta, em média, de 3,58%. Os preços dos produtos in natura subiram 2,01%, bem como os dos semi-elaborados, que ficaram mais caros 5,67%; os alimentos industrializados aumentaram 2,41%. A inflação do mês de outubro teve forte influência das carnes; a bovina subiu 8,3%; a suína, alta de 8,03% e a carne de frango, aumento de 4,71%. O preço pago pelo feijão também teve impacto na inflação do mês, ficando mais caro 3,87%.

O segmento de leite e laticínios continua puxando a taxa de inflação, a exemplo dos meses anteriores, mas já em menor intensidade. Para o consumidor, o leite tipo C aumentou 5,18%; o longa vida, 4,62%; o leite em pó, 3,74%; o queijo teve um aumento de 4,67% e o iogurte, acréscimo de 8,9%.
Além dos alimentos, a taxa de inflação de outubro foi influenciada pelos setores de bebidas, com alta de 2,41%; material de limpeza, 0,85%; higiene pessoal, 0,31% e bens de consumo duráveis – eletrodomésticos, móveis e informática, cuja variação média de preços foi 0,91%.

A pesquisa da UFLA identificou queda na média dos preços dos itens que compõem as categorias vestuário (-1,55%) e despesas de transporte (-0,14%). Os demais grupos pesquisados praticamente não sofreram alteração, na média, de preços, entre eles os gastos com serviços gerais (água, luz, telefone e gás de cozinha), educação e saúde, moradia e despesas com lazer.

O custo da cesta básica de alimentos para uma família de quatro pessoas teve variação de 0,07% em outubro, passando a custar R$283,39. Em setembro, esse valor foi de R$283,18. O custo desta cesta de alimentos foi influenciado pelas quedas de preços do açúcar e dos ovos.

No acumulado do ano, o custo da cesta básica de alimentos já está em 6,17%, superior à inflação acumulada em 2007, que ficou em 4,65%.

Universidade Federal de Lavras