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Amanhã consulta para a escolha de reitor e vice

A Comissão Eleitoral, Associação dos Docentes – AdUfla, Associação de Pós-Graduandos – APG, Conselhos de Centros Acadêmicos – CA`s e Sindicatos dos Servidores – SindUfla comunicam a realização de consulta para a escolha de reitor e vice para o período de 2008/2012.

O calendário eleitoral está previsto para amanhã, dia 21 de novembro – 1º Turno, de 7 às 19h30 horas, na Cantina da Ufla e havendo segundo turno no dia 28 de novembro de 2007, no mesmo horário.

Segundo a Comissão Eleitoral podem ser credenciados até 14 fiscais por chapa, permanecendo somente um fiscal por mesa receptora. Na apuração de votos será permitida a permanência no recinto da apuração de somente dois representantes por candidatura.

Para votar o eleitor discente deve estar munido de carteira de identidade ou documento da Ufla com foto que contenha o número de matrícula/CPF. Demais votantes servidores carteira da Ufla ou identidade.

Não será permitido, no espaço, delimitado para a realização da consulta, pessoas portando qualquer tipo de propaganda.

A Comissão lembra aos candidatos e equipe que respeitem a Lei 11.300 de 2006, principalmente, no que diz seu artigo 39 § 5 inciso II.

Chapas inscritas

Chapa 1 – RENOVAÇÃO: Prof. Antônio Eduardo Furtini Neto – Reitor, do Departamento de Ciência do Solo e Prof. Messias José Bastos de Andrade – Vice-Reitor do Departamento de Agricultura.

Chapa 2 – HUMANIZAR: Prof. Luiz Edson Mota de Oliveira – Reitor, do Departamento de Biologia e Prof. André Luiz Zambalde – Vice-Reitor, do Departamento de Ciência da Computação.

Chapa 3 – UNIVERSIDADE VIVA: Prof. Antônio Nazareno Guimarães Mendes – Reitor, do Departamento de Agricultura e Prof. Elias Tadeu Fialho – Vice-Reitor, do Departamento de Zootecnia.

Chapa 4 – 100% UNIVERSIDADE: Prof. José Tarcísio de Lima – Reitor, do Departamento Ciências Florestais e Prof. Mário César Guerreiro – Vice-Reitor, do Departamento de Química.

O universo eleitoral com direito a voto na Ufla é de 4.971. Podem votar estudantes de graduação e pós, professores ativos e inativos e técnico-administrativos.

Todos os candidatos disponibilizaram seus programas nos sites:

RENOVAÇÃO – www.renovacaoufla.com.br
HUMANIZAR – www.humanizarufla.com
UNIVERSIDADE VIVA – www.vivauflaviva.com.br
100% UNIVERSIDADE: – www.100porcentouniversidade.com

VII Simpósio de Controle de Doenças de Plantas

A Universidade Federal de Lavras (Ufla) realiza o VII Simpósio de Controle de Doenças de Plantas, que tem como tema “Manejo Integrado de Doenças de Fruteiras”.

Organizado pelo Núcleo de Estudos em Fitopatologia (Nefit), o evento irá até o dia 22 de novembro, no Salão de Convenções e conta com a presença de pró-reitores, coordenadores de cursos e programas, chefes de departamentos, professores, técnicos administrativos, estudantes de graduação e de pós-graduação, pesquisadores, consultores e extensionistas.

A fruticultura é um dos segmentos da economia brasileira mais destacados e em contínua evolução. Atende um mercado interno em constante crescimento, e, a cada dia, vem ganhando espaço no mercado internacional, com frutas tropicais, subtropicais e de clima temperado, aumentando o volume das exportações, o número de empresas exportadoras, as variedades de frutas e os produtos delas originados, e os países de destino das exportações. A diversidade de climas encontrada no Brasil, permite o cultivo de praticamente todas as espécies frutíferas domesticadas, incentivando o investimento público e privado neste setor, em novas regiões antes sem expressão para a fruticultura. Entretanto, para o sucesso da atividade, vários desafios têm que ser superados, dentre eles o manejo de doenças de plantas, que abrange desde a obtenção de mudas sadias, até os tratamentos em pós-colheita. As novas metas na era da produção integrada de frutas são produzir com qualidade, com redução do uso de agroquímicos, e quando da utilização destes, fazendo-se a opção pelos menos tóxicos, com o objetivo de reduzir a contaminação ambiental e a preservação da saúde da população, buscando com o emprego de métodos menos agressivos ao ambiente, alcançar a sustentabilidade do sistema. Assim, em sua sétima edição, o Simpósio de Controle de Doenças de Plantas abordará os aspectos relevantes da diagnose e controle das principais doenças de fruteiras temperadas, tropicais e citros, contribuindo para a difusão de conhecimentos já alcançados no âmbito da fruticultura pelos pesquisadores das principais instituições públicas e privadas nacionais, especialistas para as doenças das principais fruteiras cultivadas em nosso país.

Segundo a Comissão Organizadora o VII Simpósio tem o objetivo à aquisição e atualização dos conhecimentos a respeito do tema manejo integrado de doenças em fruteiras, abordando tanto as culturas de clima temperado como as de clima tropical. Espera-se com isto divulgar resultados de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas com tais culturas, para os mais diversos patógenos, nas universidades e institutos de pesquisa e iniciativa privada; congregar interessados no manejo integrado de doenças nestas culturas e promover a troca de conhecimentos entre estudantes, pesquisadores e profissionais da área (consultores, extensionistas e produtores rurais).

Para compor a mesa de honra foram convidados Ricardo Pereira Reis, reitor em exercício; Joel Augusto Muniz, pró-reitor de pós-graduação; Rubens José Guimarães, pró-reitor de extensão; Ricardo Magela de Souza, chefe do Departamento de Fitopatologia; Eduardo Alves, coordenador do Curso de Pós-Graduação em Fitopatologia; Mário Lúcio Vilella Resende, coordenador-geral do Simpósio e Flávio Henrique Vasconcelos de Medeiros, coordenador do Núcleo de Estudos em Fitopatologia.

O evento contou com apoiadores e patrocinadores, como: Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig, Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão – Faepe, Capes, Net Lab, Casa do Monitor, MDA Pesquisa, Papelaria Tradição e Brasil.Com Informática.

A primeira palestra foi proferida pelo professor Adimilson Bosco Chitarra, intitulada “Desafios na pós-colheita de fruteiras”.

Acesso à universidade transforma a vida de cotistas

Portal Universia, 19/11/07

Lilian Burgardt

Para estudantes negros, ingresso ao Ensino Superior significa vitória

Um movimento em prol da inserção do negro na universidade começou a crescer e se expandir no Brasil recentemente. Em várias partes do país, Instituições de Ensino Superior passaram a adotar o sistema de cotas afim de facilitar o acesso destes estudantes, além de outras iniciativas terem ganho espaço e vida, como, por exemplo, a criação de universidades cuja principal missão é a inserção do negro no terceiro grau e o debate de sua marginalização na sociedade brasileira, com o objetivo de resgatar a identidade destes cidadãos.

Ainda não se pode medir com estatísticas fiéis se tais ações já surtiram efeitos significativos no que diz respeito à inclusão dos negros no Brasil. Para estes estudantes, porém, não há dúvida de que a inserção abriu portas e, agora, é possível enxergar um futuro melhor, com mais esperança. Esperança de que, daqui para frente, estatísticas como a publicada no mais recente estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre ‘Escolaridade e Trabalho: Desafios para a População Negra nos Mercados de Trabalho Metropolitanos’ (link pdf) possam mudar. O estudo apontou uma remuneração até 35% menor de negros com Ensino Superior, além de média cinco vezes menor de negros com 3º grau em relação aos brancos. As regiões pesquisadas foram: Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, São Paulo e Distrito Federal.

Esta mudança de cenário é o que deseja a estudante do curso de Administração da Unipalmares (Universidade Zumbi dos Palmares), em São Paulo, Kátia Botelho, 22 anos. ‘Realizei o sonho de ser a primeira da família a entrar na universidade. Prestei vestibular várias vezes, mas embora fosse a melhor de minha turma na escola estadual, não conseguia uma vaga nos grandes vestibulares das instituições públicas e via meu sonho sempre adiado. Hoje, é uma vitória estar no Ensino Superior. Conquista que espero poder ver realizada por outros estudantes como eu’, afirma ela.

Kátia ingressou na faculdade em 2004, e hoje, colhe os frutos de ter tido acesso ao Ensino Superior e apoio para crescer e se desenvolver. Por meio de um acordo da Unipalmares com empresas privadas, a estudante teve a oportunidade de estagiar numa grande companhia e, hoje, ter sido contratada. ‘Não poderia estar mais feliz. Quando entrei na universidade ganhava pouco mais do que o valor da mensalidade do curso. Tive dificuldade para me adaptar. Assim como qualquer estudante que veio do ensino público, muitas vezes, pensei que não ia conseguir. Esse resultado é uma grande vitória pessoal’, disse Kátia emocionada logo após ter recebido a notícia da efetivação.

Para a estudante, a contratação é só um dos benefícios que o Ensino Superior proporcionou. Para ela, também é preciso destacar o complemento da formação com discussões sobre a inserção social do negro, sua participação no mercado de trabalho e a reconstrução de identidade, temas trabalhados na instituição afim de resgatar a cidadania destes jovens. ‘A universidade me ensinou a ter orgulho de minhas raízes e a valorizar a história de um povo que historicamente é marginalizado. Na universidade, ao contrário do que a mídia prega, a gente ouve que o negro não é só o ´pobre coitado´ condicionado a ocupar sub-empregos, mas que temos potencial para muito mais’, explica.

É essa a mensagem que também foi passada para a estudante Cláudia Regina Machado, 37 anos, que ingressou na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) pelo sistema de cotas. ‘Hoje, quando falo com meus três filhos e com o resto da criançada da comunidade sobre universidade é como se esse fosse um universo tangível e do qual eles querem fazer parte. Não é mais ‘a universidade’ como se fosse impossível chegar lá’, conta. Em suas conversas em casa e com os amigos, ela comenta que o fato de ter ingressado no Ensino Superior é motivo de orgulho e serve de espelho para os mais próximos. ‘Quando conto o que acontece em sala de aula, as discussões, eles ficam interessados e, agora, discutimos em casa sobre qual a carreira que eles vão seguir. Não há nada mais gratificante do que saber que sua atitude motiva outras pessoas a querer melhorar’, diz Cláudia.

Batalhadora, a estudante decidiu voltar aos bancos escolares já adulta, casada e com três filhos. O sonho era antigo. ‘Sempre que passava em frente ao prédio da UERJ pensava: ‘ainda vou estudar ali, ainda vou fazer parte disso’, lembra ela. No ano em que o vestibular com regime de cotas foi instaurado, Cláudia se inscreveu e passou em Pedagogia. ‘Fiquei muito emocionada, sabia que dali para frente minha vida ia mudar’, conta. Assim como a maioria do estudantes cotistas, Cláudia fez oficinas para melhorar seu desempenho no curso. Além disso, também recebeu uma bolsa permanência de R$ 190,00 para conseguir manter-se na universidade. ‘No começo você tem dificuldade em tudo. Para entender a linguagem dos professores, para tirar cópias dos materiais, para comer e para se locomover de casa para universidade. Como estudava de manhã e fazia os reforços à tarde, às vezes, ficava com fome. Quando colocaram um microondas na copa e pude trazer meu almoço, aí sim ficou melhor’, relata.

Hoje, Cláudia faz parte de um grupo de iniciação a docência e ministra oficinas de apoio das quais um dia fez parte como aluna. Sua dedicação lhe rende, mensalmente, uma bolsa de R$ 190,00. Você pode se perguntar, como Cláudia consegue se virar com menos de um salário mínimo? É aí que entra o apoio dos amigos e familiares. ‘Muitas vezes pensei em desistir por causa do dinheiro, das crianças. Mas percebi que não podia deixar meu sonho de lado por causa das dificuldades. Lá em casa, quem banca a maior parte das contas é meu marido, que é vigia. As crianças recebem o bolsa-família para custear os gastos com comida e educação. É claro que é difícil, mas ninguém quer que eu pare, muito pelo contrário, todos dão a maior força. Outro dia meu marido virou para mim e disse: você não está atrasada para a aula não?’, recorda Cláudia.

Uma característica que parece comum aos estudantes que fazem parte das minorias que estão na universidade é a solidariedade em relação ao próximo. Assim como hoje Cláudia apóia novos estudantes que vêm às oficinas em busca de reforço, o estudante Wesley Pereira Granjeiro, 24 anos, que ingressou no curso de Artes Plásticas da UnB (Universidade de Brasília) pelo sistema de cotas, também faz parte da assessoria de diversidade e auxilia novos estudantes ao discutir melhorias para os cotistas da UnB. Ele, que prestou o vestibular tradicional por quatro vezes seguidas sem sucesso, depois de entrar pelo programa de cotas, tem como principal tarefa na assessoria difundir este meio de ingresso para alunos da rede pública do Distrito Federal.

‘Sem dúvida, entrar na universidade significou uma nova etapa em minha vida. Tive a oportunidade de me aprimorar profissionalmente e fazer parte de um mundo até então desconhecido e restrito para as pessoas que não vem de uma realidade carente. Esse é um dos motivos que me fizeram ingressar no programa ´cotistas nas escolas´ promovido pela assessoria de diversidade da UnB, para difundir a jovens carentes que vivem a mesma realidade que eu a chance de ingressar no Ensino Superior’, explica.

Estagiário no programa desde 2005, Granjeiro recebe uma bolsa permanência de R$ 180,00. ‘É pouco, mas para quem não tinha nada, é ótimo. Pude comprar livros e pagar a passagem para a universidade, que são as maiores dificuldades de qualquer estudante sem recursos. Apesar de todos os desafios, não desisto da faculdade por nada. Ainda quero me formar, ser artista plástico e também professor para poder ensinar as pessoas que, com força de vontade, é possível ir muito longe’, diz.

Em busca do melhor desempenho

Itamar Rigueira Jr.

Depois de 15 anos, os servidores da UFMG voltaram a passar por processo de avaliação de desempenho. De 5 a 16 de novembro, eles responderam a formulários on-line em que deram notas às suas próprias habilidades e produção, receberam conceitos de seus chefes e fizeram, em conjunto, a avaliação do trabalho da equipe. Os empregados terceirizados também integraram o sistema, uma vez que muitos deles têm subordinados e foram responsáveis por sua avaliação.

O processo integra o Programa de Avaliação de Desempenho (PAD), instituído pela Lei 11.091, de 2005, que define a progressão por mérito profissional como a mudança para o padrão de vencimento imediatamente subseqüente, a cada dois anos, desde que o servidor apresente resultado fixado pelo PAD.

Mas o objetivo do programa vai muito além da melhoria salarial. Ele pretende melhorar as condições de trabalho, dimensionar necessidades de pessoal e políticas de saúde ocupacional e possibilitar a elaboração de programas de capacitação e aperfeiçoamento dos servidores da UFMG. “Teremos condições muito melhores para elaborar políticas de gestão de pessoal e garantir a qualidade dos serviços prestados à comunidade”, afirma a pró-reitora de Recursos Humanos, Elizabeth Spangler. A avaliação será feita anualmente e a Pró-RH, por meio do Departamento de Recursos Humanos (DRH), é responsável pela coordenação geral do processo. Cada unidade ou órgão terá um comitê local para supervisionar as atividades.

Acesso

Cinco tipos de formulários online foram utilizados: auto-avaliação do servidor; avaliação do servidor pelo chefe; auto-avaliação do chefe (servidor); avaliação do chefe (servidor) pelo superior imediato; e avaliação da equipe de trabalho.

Dadas as respostas, os gabaritos com os resumos das avaliações foram impressos, assinados e encaminhados ao setor de pessoal de cada unidade. A assinatura serviu para atestar que o servidor está ciente de sua avaliação, mesmo que discorde dos resultados. Neste caso, ele poderá interpor recursos em diversas instâncias.

Nota 7 para progressão

O servidor sem cargo de chefia foi avaliado em três dimensões: a institucional – que considera aspectos como engajamento com a universidade, capacidade de análise e solução de problemas; a funcional – que abrange qualidade e produtividade, orientação para o usuário, disposição, pontualidade, assiduidade e trabalho em equipe; e a individual – relacionada a características como atualização, flexibilidade, relacionamento interpessoal e ética. Os chefes também tiveram seu desempenho medido em relação à capacidade de coordenar, avaliar subordinados e se relacionar com a equipe.

No programa deste ano, a pontuação final foi calculada a partir da soma da avaliação do chefe e a auto-avaliação e divisão do resultado por dois. Nesse caso, o servidor conquistou a progressão funcional por mérito se atingiu, pelo menos, 70% dos pontos nos questionários. “A avaliação de desempenho não tem o objetivo de punir ou premiar o servidor, mas medir o seu desempenho”, informa o administrador Filipe Menezes, do DRH.

Nos próximos anos, o processo de avaliação de desempenho vai contemplar novos elementos, como metas, atribuições e compromissos que serão definidos em uma espécie de pacto entre a instituição e os servidores. O programa prevê outras instâncias de avaliação, como a opinião do usuário, que serão incorporadas gradualmente. O Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), instituído em janeiro de 2005, definiu que os servidores terão progressão na carreira por capacitação e treinamento, mérito e qualificação. Este último critério só traz ganhos financeiros, não viabiliza a ascensão.

O número de progressões do servidor (uma ou duas) vai depender da data de entrada no serviço público – se em ano par ou ímpar e se antes ou depois do dia 28 de fevereiro de 2005, quando houve o enquadramento. A pró-reitora de Recursos Humanos, Elizabeth Spangler, informa que a Universidade fará o máximo esforço para pagar, já no contracheque de dezembro próximo, a diferença referente ao período em curso. O que estiver relacionado a anos anteriores será pago mais tarde, de acordo com calendário a ser definido pelo Ministério do Planejamento.

(Fonte: Boletim Informativo UFMG)

Dia Nacional da Consciência Negra

Comemora-se, nesta terça-feira (20/11), o “Dia Nacional da Consciência Negra”, instituído pela Lei nº 10.639/2003. A data coincide com o dia da morte de Zumbi (1655-1695), último líder do Quilombo dos Palmares e maior líder da resistência anti-escravista brasileira.

Pouco se sabe sobre a história do líder dos Palmares, mas suas lutas contra a discriminação racial permanecem até hoje. Comemorar o “Dia Nacional da Consciência Negra” é homenagear e manter viva a memória dessa figura histórica. Não somente a imagem do líder, mas sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.

Que essas lutas alcancem resultados e envolvam a sociedade num novo contexto de convívio social, mais igualitário e de oportunidades para todos.

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Andes descarta possibilidade de paralisação

Folha Dirigida, 20/11/2007

Mesmo insatisfeita com a proposta do Ministério do Planejamento, a direção do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes) não pretende promover paralisações até o final do ano. ‘Dificilmente faremos alguma paralisação, até porque já estamos, praticamente, no final do ano letivo’, esclarece o presidente do sindicato, Paulo Rizzo. Uma nova reunião da entidade e o Planejamento, para negociar o reajuste salarial da categoria deve ser agendada até a próxima sexta-feira, dia 23. ‘Ainda não temos data certa marcada, mas acredito que deverá acontecer até sexta-feira’, aguarda Rizzo. A classe espera que o governo atenda às reivindicações feitas na última reunião, realizada dia 8 desse mês.

Os docentes cobram reajuste salarial, mas o governo ofereceu aumentos somente a partir de 2010. Outras reivindicações do Andes são: paridade entre ativos e aposentados, a não fixação dos incentivos e tratamento igual para os docentes do ensino superior e os de 1º e 2º graus. Rizzo acredita, porém, que apenas uma das reivindicações será atendida.

‘Sentimos que eles poderão apresentar algo que contemple a paridade com os aposentados e os ativos, porque eles estavam segurando, mas isso não tem grande impacto financeiro. Eles não têm mais argumento para negar’, acredita. O presidente do Andes reclama ainda que o reajuste oferecido aos professores é muito pequeno, de 26%.

Descentralização regional da pesquisa alcança resultados positivos

Portal CNPq, 12/11/07

A desigualdade entre as regiões brasileiras no âmbito da ciência é uma das preocupações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). Por motivos que envolvem a própria história do país, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste sofrem uma defasagem em termos de número de pesquisadores, resultados e no desenvolvimento da pós-graduação das universidades locais em relação às demais do país.

Estas regiões possuem entre 20 e 60 doutores por 100 mil habitantes (exceto Belém e algumas capitais nordestinas), enquanto o Sul e o Sudeste têm pólos onde esta proporção é superior a 300 doutores por 100 mil habitantes, de acordo com dados da Plataforma Lattes do CNPq.

Uma das ações mais importantes do CNPq, visando à diminuição das diferenças regionais, tem sido o Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCR), criado na década de 80 para atrair e fixar doutores nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O CNPq tem investido, por ano, cerca de R$ 20 milhões na concessão de mais de 600 bolsas de pesquisa a doutores residentes em outras regiões para desenvolverem pesquisas nas instituições dos locais beneficiados pelo programa.

Interiorização

A partir de 2003, o Programa DCR tomou uma maior proporção com a parceria com os estados, por meio das Fundações de Amparo à Pesquisa. Cada estado recebe uma quota de bolsas e indica os beneficiários por processo seletivo local. Essa parceria promoveu um incremento nos recursos destinados ao Programa, já que o convênio exige uma contrapartida financeira das entidades estaduais.

O Programa, originalmente restrito às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, não permitia a concessão da bolsa para quem era formado ou radicado no próprio estado. Hoje, a vertente “interiorização” concede bolsa para o doutor formado na região metropolitana do estado que queira migrar para microrregiões carentes, beneficiando estados desenvolvidos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Além disso, foi introduzida a vertente “empresarial”, que prevê a concessão da bolsa para inserir doutores nas empresas com participação progressiva destas no custeio das mensalidades.

Histórias de sucesso

Ao longo desses anos, o programa vem acumulando histórias bem-sucedidas de ex-bolsistas que se fixaram em alguma instituição de pesquisa da região ou que, por meio do apoio do CNPq, puderam voltar à região natal, de onde saíram para aprimorar a carreira científica.

É o caso do Professor Sidney Gonçalo Lima. Pernambucano, voltou ao Nordeste depois de concluir o Doutorado em Química na Universidade de Campinas (Unicamp). Como bolsista do DCR, Sidney Lima desenvolveu, na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), pesquisas sobre o petróleo, sua composição química e exploração. “Por causa da infra-estrutura para desenvolvimento de algumas etapas do Projeto, na UESPI, dediquei-me também à pesquisa com outros projetos voltados para bioenergia, síntese de etanol a partir do mesocarpo do coco de babaçu, e plantas medicinais, fitoquímica”, explicou o pesquisador.

Segundo ele, o DCR contribuiu de forma decisiva na sua formação profissional, além de permitir que esteja mais próximo de sua família. Hoje, é professor adjunto da Universidade Federal do Piauí, onde graduou-se em 1997. “Penso em dar minha contribuição para o desenvolvimento da pesquisa nesse estado e o DCR foi um passo para a realização desse sonho”, conclui.

De São Paulo para o Amazonas

A trajetória de Adriana Malheiro também reflete os benefícios que o Programa pode proporcionar à região e ao bolsista. Após a conclusão do Doutorado em Imunologia na Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora teve a oportunidade, por meio da bolsa DCR, de mudar-se para Manaus para desenvolver a pesquisa “ Caracterização dos genótipos do vírus da hepatite C, associada à carga viral e resposta imune em doadores de sangue do Estado do Amazonas”, pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

“Eu não conhecia muito bem o Amazonas, mas havia terminado o meu doutorado na USP de Ribeirão Preto em 2003 e estava pensando em fazer alguma coisa que fosse diretamente voltada para a sociedade, uma pesquisa que pudesse ser aplicada e não mais continuar apenas na área básica”, relembra Adriana, que define a importância da bolsa como “um salto de 10 anos” em sua carreira. “O mais importante foi termos conseguimos criar e manter uma equipe de pesquisa dedicada e ética, com muitas parcerias e, o mais importante, ainda formando novos mestres e doutores”, continua.

Adriana Malheiro, que no final do ano passado foi aprovada no concurso de professor da Universidade Federal do Amazonas, ressalta ainda a importância do apoio à sua pesquisa para o desenvolvimento científico local. Segundo ela, a partir de sua pesquisa, foram aprovados cerca de nove projetos em editais lançados pelo CNPq, Finep, Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (FAPEAM) e Ministério da Saúde, proporcionando um grande avanço à Fundação. “O DCR foi uma grande conquista na minha vida profissional, e a colaboração do Hemoam foi fundamental para que eu pudesse crescer e hoje ser reconhecida no Estado”, conclui.

Física no Ceará

Física formada pela Universidade Federal de Santa Maria (RS) e com Mestrado e Doutorado concluídos recentemente pela USP, a pesquisadora Ivana Zanella está em Fortaleza desde 2006 como bolsista DCR, atraída pela infra-estrutura da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pelo fato de poder interagir com experimentais (físicos) da área. “O interesse surgiu porque tive colegas de pós-graduação que vieram antes para UFC e desenvolveram excelentes trabalhos”, aponta.

As pesquisas desenvolvidas por Ivana Zanella envolvem, por meio de simulações baseadas na teoria do funcional da densidade, a funcionalização de nanoestruturas de carbono para uso como sensores e removedores de gases, moléculas tóxicas, dispositivos eletrônicos e fármacos.

Para a pesquisadora, a bolsa DCR é uma ótima oportunidade para o recém-doutor. “Ao final do doutorado encontra-se um dilema: o que fazer agora? Para onde vou? A bolsa DCR fornece uma saída para esse dilema, a possibilidade de melhorar o currículo e de se ter novas experiências, sejam elas como pesquisador ou como professor”, explica Ivana, que ainda aponta a importância da bolsa como um passo importante para a conquista de uma posição em uma universidade. A expectativa de Ivana Zanella, agora, é permanecer como bolsista DCR no Ceará por mais um tempo.

Santa Catarina para o Acre

Já o professor Moacir Haverroth, com mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e doutorado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (2004), se fixou no Norte do país, após dois anos como bolsista DCR na Universidade Federal do Acre, entre 2005 e 2007. Hoje é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Unidade do Acre, na área de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e ornamentais.

Como mais um resultado da bolsa DCR, o pesquisador acaba de lançar o livro Etnobotânica, uso e classificação dos vegetais pelos Kaingang: Terra Indígena Xapecó.

Assessoria de Comunicação do CNPq

Vice-reitor Ricardo Reis realiza visita técnica à Wageningen-Holanda

O vice-reitor da Universidade Federal de Lavras (Ufla) realizou visita técnica à Universidade de Wageningen, Holanda, no período de 23 de setembro a 2 de outubro de 2007.

A visita teve o objetivo de apresentar as propostas de pesquisa de interesse do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAD) do Departamento de Administração e Economia da Ufla aos professores e pesquisadores do Departamento de Ciências Sociais e Negócios da Universidade de Wageningen.

O professor Ricardo Reis foi recebido pelo S. W. F. Omta (chefe do departamento) e Justus Wesseler, com apresentação dos projetos de interesse do PPGAD-Ufla. O professor Wesseler será o conselheiro da doutoranda Sabrina Soares da Silva, no programa sanduíche, aluna de doutorado em administração, orientada do professor Ricardo Reis, e que será a primeira pesquisadora a participar do programa pelo PPGAD-Ufla. A Holanda está bastante avançada na linha de pesquisa em Economia de Recursos Naturais, que fundamenta o projeto da doutoranda Sabrina Silva intitulado ‘Valor econômico da água: um modelo de desenvolvimento dos recursos hídricos’.

No convênio também está o Pensa/USP (Programa de Estudos e Negócios do Sistema Agroindustrial da USP) em parceria com o PPGAD/DAE/Ufla.

O programa Capes-Wageningen, fundamentado no acordo assinado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, Brasil e a Universidade de Wageningen, Holanda, se caracteriza pelo apoio à formação de recursos humanos de alto nível, com foco nas áreas de Ciências Agrárias, Botânica, Zoologia, Ciências Ambientais, Biotecnologia e Ciências Econômicas e Sociais. O objetivo é o de apoiar projetos conjuntos de pesquisa, de até quatro anos, para a promoção do intercâmbio de docentes, pesquisadores e doutorandos.

O programa prevê bolsas para programa sanduíche e estágio pós-doutoral, a princípio para dois anos, com a possibilidade de prorrogação por mais dois anos, prevendo uma missão a cada ano entre os conveniados.

No PPGAD/Ufla, este convênio é coordenado pela professora Cristina L. L. Calegário do Departamento de Administração e Economia.

Professor Eduardo Ribeiro é nomeado Conselheiro Estadual

O professor Áureo Eduardo Magalhães Ribeiro, do Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (Ufla), foi nomeado pelo governador Aécio Neves como representante da Agricultura Familiar no Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia – CONECIT – a mais alta câmara de pesquisa no estado.

O documento foi assinado em Belo Horizonte, no dia 13 de novembro, pelo Secretário-Adjunto de Estado da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Edvaldo Ferreira Vilela.
Segundo o professor Eduardo Ribeiro, ele foi indicado pela representação sindical dos trabalhadores rurais e agricultores familiares de Minas Gerais, liderada pela Fetaemg, que congrega todos os sindicatos de trabalhadores de Minas Gerais.

Há anos o professor atua, junto com outros professores e estudantes da Ufla organizados no Núcleo de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar, de atividades de pesquisa e extensão nas áreas rurais de Minas Gerais, principalmente no vale do Jequitinhonha e no Norte de Minas. Essas atividades sempre são executadas em parceria com sindicatos, associações e ONGs ligadas à agricultura familiar.

Para o professor, ‘Essa indicação é uma prova de confiança da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) no nosso trabalho. Acredito que há um grande campo de possibilidades de atuação conjunta entre a universidade e as organizações de ação local. A experiência nos últimos dez anos tem mostrado que para nós, da universidade, o proveito é imenso. A combinação de pesquisa com extensão universitária ajusta a pesquisa às demandas dos beneficiários e facilita muito promover a extensão. Felizmente, nos últimos anos, as agências de fomento à pesquisa têm dedicado um grande esforço para valorizar esta união entre investigação e propagação de resultados. Aqui na Ufla, também, essa é uma preocupação constante, e o apoio interno que o nosso Núcleo de pesquisa recebe tem sido fundamental para a consolidação de nossas linhas de trabalho’.

Ufla obtém aprovação de projetos em Edital Universal

Foram aprovados 81 projetos, totalizando R$ 2.104.294,00, representando um aumento de 30% em relação ao Edital anterior.

Um novo recorde em números é o que marca o resultado do Edital Universal 2007 da Fapemig, que acaba de ser publicado na página da Fundação. Das 1497 propostas analisadas, 842 serão contratadas. Esse número é próximo da quantidade total de projetos submetidos no ano de 2003, o que demonstra a evolução da Fapemig no apoio à ciência e tecnologia.

Serão repassados, ao todo, R$22 milhões para as propostas aprovadas. O valor total investido no Edital deste ano também é recorde na história da Fapemig e representa mais do dobro do valor de 2003. Lançado anualmente, o Edital Universal se caracteriza por dar ao pesquisador a liberdade de propor seu tema, motivando-o a permanecer no Estado e, ao mesmo tempo, criando condições para o aparelhamento de laboratórios de pesquisa. Todos os projetos serão contratados ainda este ano por meio do Termo de Outorga Eletrônico.

Da Universidade Federal de Lavras (Ufla) foram aprovados 81 projetos, totalizando R$ 2.104.294,00, representando um aumento de 30% em relação ao Edital anterior.

Para o diretor científico da Fundação, Mario Neto Borges, este resultado tem um significado especial na história da Fapemig: ‘O resultado da avaliação deste edital mostra que a instituição atingiu o ponto de equilíbrio no financiamento de projetos nesta modalidade, já que mais de 50% da demanda qualificada foi contemplada’. Além disso, como ressalta o diretor, este é o terceiro ano de regularidade da demanda Universal. Isso significa que, graças ao repasse integral do orçamento, a Fapemig foi capaz de lançar o edital, avaliar as propostas e contratar todos os projetos recomendados no mesmo ano.

‘Ao atingir a sua maioridade e conquistar o orçamento constitucional, a Fapemig cumpre sua missão com competência e agilidade, atendendo às expectativas da comunidade científica mineira’ reforça o presidente da instituição, José Geraldo de Freitas Drumond.

Resultados

As Câmaras de Assessoramento são responsáveis pela análise, julgamento e recomendação dos projetos enviados à Fapemig dentro do Edital Universal. As propostas são classificadas e as de maior nota, contratadas dentro do limite de recursos disponíveis. Em 2005, foram contratados 452 projetos de pesquisa, ou 35% do total apresentado, que foi de 1254 propostas. Em 2006, o edital recebeu 1.367 projetos, dos quais foram contratados 577, representando 42% do total.

A Fapemig possui oito Câmaras de Assessoramento, divididas de acordo com as áreas do conhecimento: Agricultura; Medicina Veterinária e Zootecnia; Ciências Biológicas e Biotecnologia; Ciências da Saúde; Ciências Exatas e dos Materiais; Recursos Naturais, Ciências e Tecnologias Ambientais; Ciências Sociais, Humanas, Letras e Artes; e Arquitetura e Engenharias.

Elas são compostas por, aproximadamente, 100 doutores, especialistas nas modalidades dos projetos submetidos. Quando a Câmara não tem membro com a especialidade do projeto, entram em cena os consultores ad-hoc de Minas Gerais ou de outros estados. O diretor científico destaca não só o importante trabalho realizado por esses profissionais, mas, de maneira especial neste ano, o compromisso de completar o julgamento de todos os projetos em tempo hábil.

No Edital de 2007, a Câmara que teve o maior número de projetos aprovados foi a de Ciências Sociais, Humanas, Letras e Artes, com 167 propostas. No que se refere aos valores, porém, o destaque foi a Câmara de Agricultura: as propostas aprovadas somam R$3,4 milhões.

O resultado do Edital Universal da Fapemig está disponível para consulta clicando AQUI

Sobre os projetos da Ufla aprovados no Edital, veja aqui.