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Confira os lançamentos das editoras universitárias

“Desigualdades sociais, redes de sociabilidade e participação política”, Neuma Aguiar (Org.) – demonstra a associação entre desigualdades e vários aspectos da estratificação da sociedade, como redes de amizade, educação e outros recursos culturais, mercado de trabalho e recursos econômicos, condições sociais herdadas da família, ou alcançadas independentemente da origem social. E ainda gênero, idade, cor e uma variedade de novos indicadores empregados na classificação racial, características do espaço urbano e das condições de moradia, associativismo, aproximação de recursos de poder político, pela via participativa, ou distanciamento pela apatia. Desigualdades Sociais, Redes de Sociabilidade e Participação Política recupera a tradição da pesquisa empírica nas Ciências Sociais no Brasil, cuidando detalhadamente da construção de questionários com base em amostragem científica. O livro se endereça a sociólogos, cientistas políticos, criminólogos, urbanistas, demógrafos e outros estudiosos da vida social. (UFMG)

“Percursos do Olhar: comunicação, narrativa e memória”, Marialva Carlos Barbosa – desvendar conceitos de filósofos renomados, como Pierre Bourdier e Paul Ricoeur. Com este objetivo a pesquisadora da UFF Marialva Carlos Barbosa mergulhou no pensamento destes e de outros autores a fim de construir Percursos do olhar: comunicação, narrativa e memória. No livro, a autora se propõe a tornar mais acessíveis ao leitor paradigmas teóricos e conceituais fundamentais para os estudos de Comunicação. (UFF)

“Leituras de Alice”, Sandra Sato – a professora e artista plástica Sandra Sato se considera mais uma vítima do encantamento bizarro de Alice, de Lewis Carroll. A curiosidade se transformou em pesquisa de mestrado e desta surgiu a exposição ‘Leituras de Alice’, uma incursão no universo das artes visuais. Nem tanto escultura, objeto ou mesmo obra de arte, o que é apresentado é uma espécie de exercício de ilustração, baseada nos textos de Carroll, nos desenhos de John Tenniel – ilustrador escolhido por Carroll – e na versão do artista mineiro Arlindo Daibert. (UFJF)

“Cultura Popular: nas teias da memória”, Ingrid Fechine e Ione Severo (Orgs.) – o livro tem como proposta dialogar os conceitos de Cultura e de Memória no âmbito da construção identitária, da arqueologia social, da etnografia, do patrimônio e autoria, da voz, da performance e da poética dos folhetos de cordel . (UFPB)

“A alma da festa – Família, etnicidade e projetos num clube social da Zona Norte do Rio de Janeiro – o Renascença Clube”, Sonia Maria Giacomini – narra a criação do Renascença Clube por um grupo de famílias negras bem-sucedidas, no Méier, Rio de Janeiro, na década de 1950, em uma casa antiga, pequena, com grande quintal arborizado. Nesse espaço social, nem samba, nem capoeira. Concursos de Miss Guanabara, Brasil e Universo, festas que se assemelhavam aos grandes bailes de época dos brancos e saraus de literatura faziam parte da programação do sofisticado salão da Zona Norte. No projeto inicial do Renascença Clube, há a tentativa de reverter o estereótipo do negro rude, mais ligado com a natureza do que com a cultura, esclarece a autora. Os negros intelectuais tinham fascinação pelos clubes brancos, e apesar de deterem a mesma “identidade de classe”, o mesmo gosto refinado pela música e literatura, vestimentas e poder aquisitivo similares aos dos brancos, não eram aceitos nesses espaços. (UFMG)

“Literalmente falando: sentido literal e metáfora na metalinguagem”, Solange Coelho Vereza – quais as fronteiras entre sentido literal e metafórico? A metáfora é derivada do sentido literal e o pressupõe? Essas e outras questões, que permanecem em aberto desde a Grécia Antiga, são claramente abordadas por Solange Vereza na obra. Revelando um amplo domínio da literatura especializada, a autora mostra a importância desde os “jogos de linguagem” de Wittgenstein até as “metáforas da vida cotidiana” de Lakoff e Johnson. (UFF)

“Para Sempre Singer”, Valéria Faria – o catálogo de Valéria Faria é resultado da exposição Para Sempre Singer, na qual a artista e professora do IAD, trabalhou com antigos objetos de família, por ela colecionados, ou doados por parentes e amigos. Em suas proposições artísticas se aglomeram calhamaços de papéis, cartas, retratos, tecidos, bordados, coleções de coisas utilitárias e ‘inutilitárias’. Para Valéria, os objetos estão dotados do poder da permanência do tempo que, à vista, se descongelam trazendo à tona momentos, passagens e vidas que neles depositaram necessidades, desejos, excentricidades, compulsões, esquizofrenias e perseveranças. (UFJF)

‘Educação em Direitos Humanos: fundamentos teórico-metodológicos’, Rosa Maria Godoy Silveira, Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa, Adelaide Alves Dias, Lúcia de Fátima Guerra Ferreira e Maria de Nazaré Tavares Zenaide (Orgs.) – o livro é formado por três capítulos: Contextualização Histórica da Educação em Direitos Humanos, com textos de Dalmo Dalari; Elio Chaves Flores; Luciano Mariz Maia; Antonio Maués e Paulo Weyl; Emir Sader; Princípios da Educação em Direitos Humanos, por Solon Eduardo Annes Viola, Lúcia de Fátima Guerra Ferreira, Marco Antônio Rodrigues Barbosa, Marco Antônio Rodrigues Barbosa, Paulo César Carbonari, Marconi Pequeno, Eduardo Ramalho Rabenhorst, Theophilos Rifiotis, Rosa Maria Godoy Silveira, Maria Luiza Pereira de Alencar Mayer Feitosa, Eni P. Orlandi, Maria Victória Benevides, Maria Áurea Baroni Cecato; Aldacy Rachid Coutinho; e Configuração de uma Educação em Direitos Humanos com José Francisco de Melo Neto, Alexandre Antônio Gili Náder, José Sérgio Fonseca de Carvalho, Vera Maria Candau, Vera Maria Candau, Susana Sacavino, Adelaide Alves Dias, e Celma Tavares. (UFPB)

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Andifes promove seminário para debater modelo de pesquisa e de pós-graduação nas IFES

O encontro pretende fazer um diagnóstico da realidade atual e sugerir propostas para a melhoria da qualidade da educação superior brasileira

A Andifes promove, no dia 20 de fevereiro, o seminário “Modelo de Pesquisa e de Pós-Graduação nas IFES”. O evento, que acontece no Hotel Sol Victoria Marina, em Salvador, contará com a presença do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, do presidente e da vice-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marco Antônio Zago e Wrana Panizzi, do secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias, de dirigentes, de ex-dirigentes e de pró-reitores de Instituições Federais de Ensino Superior.

No final do ano passado, a Andifes reuniu, durante o III Seminário Anual de Políticas Públicas para a Educação, o ministro da Educação, Fernando Haddad; os ex-ministros da Educação, Cristovam Buarque e Paulo Renato de Souza, parlamentares; dirigentes, ex-dirigentes e pró-reitores de IFES e as principais entidades ligadas à educação brasileira para debater a carência de professores na educação básica.

O seminário “Modelo de Pesquisa e de Pós-Graduação nas IFES” demonstra a intenção da Andifes em dar continuidade aos debates sobre a educação brasileira, analisando-a como um todo, da pré-escola à pós-graduação. O encontro reunirá subsídios para que a Associação apresente ao Governo Federal e às agências reguladoras um documento com sugestões de aprimoramento da pós-graduação das IFES.

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Irrealismo no ensino superior

Lançado no ano passado como um dos pilares do “PAC da Educação”, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) tem como principal objetivo uma grande ampliação da oferta de vagas nas 53 instituições de ensino superior mantidas pela União. O detalhamento desse projeto, que acaba de ser divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), revela que sua meta é uma ampliação de 72% até 2012.

Atualmente, as universidades federais oferecem cerca de 133 mil vagas. A estimativa é que esse número suba para quase 230 mil nos próximos cinco anos. Algumas instituições estão planejando um aumento superior a 300%. Uma delas, a Universidade Federal da Bahia, pretende passar das atuais 80 vagas nos cursos noturnos para 2.695 – uma ampliação de 3.200%. Para tanto, teria de contratar 580 professores e 400 funcionários, a um custo de R$ 85 milhões. Entre as áreas em que seriam criadas essas vagas se destacam direito, administração, licenciatura e engenharia.

A expansão dos cursos noturnos das universidades federais, que hoje oferecem apenas 32,9 mil vagas, é uma das principais metas do Reuni. A idéia é triplicar a oferta até 2012. Trata-se de um objetivo bastante ambicioso. Entre 2000 e 2006, o aumento das vagas nos cursos noturnos, objetivo perseguido tanto no segundo mandato do governo Fernando Henrique como no primeiro mandato do governo Lula, não passou dos 19%.

Por isso mesmo, embora as associações que representam os interesses corporativos de alunos e professores não tenham motivos para criticar um plano de aumento de vagas em universidades públicas, o projeto do MEC está sendo recebido por eles com reserva. Os líderes do movimento estudantil e os porta-vozes das entidades docentes afirmam que não há recursos disponíveis, no Orçamento-Geral da União, para financiar os projetos de ampliação de vagas. O MEC alega que o dinheiro está garantido, porque o Reuni faz parte do Plano Plurianual e foi lançado com base num decreto assinado pelo presidente Lula. A estimativa das autoridades educacionais é que o programa exigirá um investimento total de R$ 2 bilhões, até 2012. É muito dinheiro.

“Claro que somos a favor da ampliação, mas nos preocupamos com os cortes no orçamento”, afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior, Paulo Rizzo. Tanto a entidade quanto a União Nacional dos Estudantes (UNE) temem que, se as 53 instituições de ensino superior mantidas pela União expandirem os cursos noturnos e não receberem recursos adicionais para contratar mais docentes e servidores técnico-administrativos, os atuais professores e funcionários arquem com uma sobrecarga de trabalho, que comprometeria a qualidade dos cursos.

Pelas regras do MEC, a adesão ao Reuni é voluntária. As universidades federais que quiserem receber recursos do programa terão de apresentar projetos de aumento de vagas. O Reuni também exige que os cursos não tenham mais que 18 alunos para cada professor e uma previsão de evasão escolar de, no máximo, 10%.

A idéia inicial era estimular as instituições recém-criadas, como a Universidade Federal do Recôncavo Baiano e a Universidade Federal do ABC, e as que instalaram novos campi, como a Universidade Federal do Pará, a criarem ou expandirem cursos noturnos. Mas, com a promessa de dinheiro fácil e farto, por parte das autoridades educacionais, 52 das 53 instituições federais de ensino superior já encaminharam projetos de expansão. O problema agora é saber se o dinheiro virá e como será aplicado. Além disso, é preciso saber se os cursos a serem criados atenderão efetivamente às necessidades das regiões onde serão oferecidos ou se serão cursos baratos e pouco profissionalizantes, como ciências sociais, comunicação e psicologia, concebidos apenas para justificar mais pedidos de recursos.

Como se vê, o governo voltou a levantar a bandeira do ensino superior com mais um plano irrealista, quando a atenção deveria estar voltada para a qualidade do ensino básico, que continua sendo o ponto crítico do sistema educacional.

Conselho Universitário aprova resolução que proíbe a prática de trote

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Lavras (Ufla) aprovou em sua reunião de 30/1/2008 uma resolução que proíbe a prática do ‘trote’ dentro e fora do campus universitário. A íntegra da Resolução é a seguinte:

RESOLUÇÃO CUNI Nº 004, DE 30 DE JANEIRO DE 2008.

Dispõe sobre a proibição de trote no âmbito da Universidade Federal de Lavras e dá outras providências.

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Lavras, no uso de suas atribuições regimentais,

Considerando a necessidade urgente de direcionamento e orientação do corpo discente para assegurar o bom desempenho profissional, a auto-estima, a solidariedade, a responsabilidade social, a ética e o respeito à vida;

Considerando a necessidade de caracterizar e acompanhar as atividades discentes de forma educativa;

Considerando a necessidade de que as ações dos segmentos da Universidade no meio social sejam exemplares como saudável prática de cidadania; e

Considerando que a UFLA deve se engajar nos movimentos para a redução da violência e do abuso pessoal nos meios sociais, baixa a presente Resolução.

Art. 1º Fica expressamente proibido o trote na Universidade Federal de Lavras.

Parágrafo único. A vedação constante no caput do artigo 1º aplica-se:

I- ao estudante que aplica o trote;

II- ao estudante que voluntária ou involuntariamente recebe a aplicação do trote e permanece dentro do espaço físico da universidade trajando vestimentas ou portando adereços que caracterizam esta prática.

Art. 2º A Pró-Reitoria de Graduação (PRG) definirá as diretrizes e organizará as atividades de recepção ao aluno ingressante, visando à sua integração com a comunidade universitária, devendo, para tanto, instituir Comissão de Recepção aos alunos ingressantes, da qual deverão fazer parte docentes e discentes.

§ 1º Para a elaboração das diretrizes e atividades mencionadas no caput deste artigo deverão ser ouvidas a PRG e as entidades representativas discentes.

§ 2º Toda e qualquer atividade de recepção e ações que visem à integração dos ingressantes no meio universitário, deverá ser aprovada antecipadamente pela PRG.

§ 3º As propostas a que se referem ao caput do § 2º só serão apreciadas pela PRG quando apresentadas pelos CAs ou pelo DCE.

Art. 3º Não será tolerado qualquer tipo de ato estudantil que cause, a quem quer que seja, agressão física, moral ou outras formas de constrangimento, dentro e fora do espaço físico da Universidade.

§ 1º A transgressão ao contido no caput deste artigo será considerada falta grave, importando na aplicação das penalidades de desligamento ou suspensão previstas no Regime Disciplinar do Corpo Discente, após o devido processo legal, assegurados o direito ao contraditório e ampla defesa.

§ 2º Os docentes, discentes e técnicos administrativos da UFLA que testemunharem a prática de trote ou qualquer dos eventos arrolados no caput do presente artigo e não denunciarem às autoridades competentes, poderão ser considerados omissos e coniventes e responder a processo administrativo disciplinar, assegurado o direito à ampla defesa, nos termos da legislação vigente.

§ 3º Será de responsabilidade do Reitor a constituição de Comissão de Inquérito Disciplinar, seguida, quando couber, de adoção de providências perante as autoridades competentes, na hipótese de desobediência ao comando constante no caput deste artigo.

Art. 4º As denúncias de transgressão disciplinar referentes a trotes, poderão ser formuladas por escrito e encaminhadas à Pró-Reitoria de Graduação ou por meio do “Disk Trote” da UFLA.

Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua aprovação, revogadas as disposições em contrário.

Capes empossará Andifes como membro de seu Conselho Superior

Na próxima quinta-feira (14/02), o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Jorge Almeida Guimaraes, empossará os novos membros do Conselho Superior da Capes. A cerimônia, que acontecerá às 14h na Sala de Reuniões da presidência da fundação, contará com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad.

De acordo com a Portaria nº 29, que designa os novos integrantes do Conselho Superior da Capes, publicada no Diário Oficial da União no dia 14 de janeiro, a Andifes, representada por seu presidente, reitor Arquimedes Diógenes Ciloni (UFU), e a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, representada pela secretária, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, serão membros permanentes do Conselho Superior da fundação.

Foram designados, ainda, para representar a área acadêmica: Adalberto Fazzio, professor da Universidade de São Paulo (USP); Alex Bolonha Fiúza de Mello, reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA); Diogo Onofre Gomes de Souza, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Luiz Davidovich, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Luiz Hildebrando Pereira da Silva, Professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR); Otávio Guilherme Cardoso Alves Velho, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Ricardo Renzo Brentani, presidente da Fundação Antonio Prudente.

O deputado federal Armando de Queiroz Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria e o empresário e presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter representam o setor empresarial. O Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação será representado pelo seu presidente, Jaime Arturo Ramirez e a Associação Nacional de Pós-Graduandos representada por Angélica Müller.

O Conselho Superior da Capes tem a função de estabelecer prioridades e linhas gerais orientadoras das atividades da entidade, analisar a Plano Nacional de Pós-Graduação, apreciar critérios, prioridades e procedimentos para a concessão de bolsas de estudos e auxílios. Além disso, os conselheiros aprovam o relatório anual das atividades da Capes e a respectiva execução orçamentária. A gestão dos novos conselheiros será até 2010.

A cerimônia de posse dos novos membros, acontecerá, durante a 45ª Reunião do Conselho Superior da Capes. Entre os assuntos que serão debatidos estão: aprovação do relatório de gestão de 2007, apresentação da Capes (estrutura e funcionamento) e as ações para o período 2008-2010. O vice-presidente da Andifes, reitor José Ivonildo do Rêgo (UFRN), representará a Associação na cerimônia de posse e na reunião do Conselho Superior da fundação.

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Abertas as inscrições para o “Programa Bolsa de Extensão”

A Universidade Federal de Lavras (Ufla) por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) divulga o edital do Programa Bolsa de Extensão de 2008. O Programa Bolsa de Extensão objetiva viabilizar a participação de alunos regulares de Cursos de Graduação no processo de interação entre a Universidade e a sociedade, através de atividades acadêmicas que contribuam para a sua formação profissional e para o exercício da cidadania.

A bolsa de extensão é um auxílio financeiro proporcionado pela Universidade ao aluno de graduação vinculado a um projeto de extensão, orientado e acompanhado por um professor ou técnico-administrativo, no efetivo exercício de suas funções. Seu valor é estabelecido pela Reitoria e será reajustado sempre que se fizer necessário, de acordo com a previsão orçamentária da Universidade.

As inscrições poderão ser feitas no período de 28 de janeiro a 29 de fevereiro de 2008, na Pró-Reitoria de Extensão, no horário das 7 às 11 horas e das 13 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. Para a inscrição, o candidato deverá apresentar o formulário de inscrição em uma via impressa (modelo próprio disponível no site http://www.proex.ufla.br), o projeto de extensão e currículo resumido do orientador.

O processo de seleção se inicia com a indicação pelo Pró-reitor de Extensão de uma comissão que deverá analisar e selecionar os projetos de cursos apresentados à Pró-Reitoria de Extensão segundo as normas do Programa de Qualificação Profissional SEMEAR. O resultado será divulgado no dia 12 de março de 2008, na PROEX e no site http://www.proex.ufla.br.

Para mais informações, acesse o edital na íntegra no site da Pró-Reitoria de Extensão (www.proex.ufla.br). Telefone: (35) 3829-1317 E-mail: extensao@ufla.br

Proex/Ufla divulga edital do Programa de Qualificação Profissional “SEMEAR”

A Universidade Federal de Lavras (Ufla) por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) divulga o edital do Programa de Qualificação Profissional “SEMEAR” de 2008.

O Programa de Qualificação Profissional “SEMEAR” é constituído por cursos de qualificação profissional ministrados por alunos de graduação, sob a orientação de servidores desta Universidade e tem como objetivo qualificar gratuitamente mão-de-obra profissional, com a estrutura existente na UFLA, e parcerias, em atendimento aos anseios da sociedade relativos à capacitação profissional, reabilitação, inclusão social, e oportunidades de entrada no mercado de trabalho. A equipe de cada projeto é composta por um docente ou técnico-administrativo (servidores da UFLA), na figura do TUTOR e um aluno de graduação como INSTRUTOR.

As inscrições poderão ser feitas no período de 28 de janeiro a 29 de fevereiro de 2008, na Pró-Reitoria de Extensão, prédio da reitoria no horário das 7h às 11h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira. Para a inscrição, o candidato deverá preencher o formulário de inscrição e cópia do currículo resumido do orientador.

O processo de seleção se inicia com a indicação pelo Pró-reitor de Extensão de uma comissão que deverá analisar e selecionar os projetos de cursos apresentados à Pró-Reitoria de Extensão segundo as normas do Programa de Qualificação Profissional SEMEAR. O resultado será divulgado no dia 5 de março de 2008, na PROEX e no site http://www.proex.ufla.br.

Para mais informações, acesse o edital na íntegra no site da Pró-Reitoria de Extensão (www.proex.ufla.br). Telefone: (35) 3829-1317 E-mail: extensao@ufla.br.

Ufla presente no Projeto Rondon 2008

Entre os dias 11 e 28 de janeiro, duas equipes da Universidade Federal de Lavras (Ufla) participaram pela quarta vez consecutiva do Projeto Rondon, nas cidades de Boa Hora (PI) e Oeiras do Pará (PA). Este ano, a operação foi denominada de ‘Grão-Pará’, nome alusivo à região.

O Projeto Rondon é um projeto de integração social coordenado pelo Ministério da Defesa e conta com a colaboração da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu-MEC). Envolve atividades voluntárias de universitários e busca aproxima-los da realidade do País, além de contribuir, também, para o desenvolvimento de comunidades carentes.

Sob a coordenação dos professores Carlos Eduardo da Silva Volpato (DEG), Marco Antônio Gomes Barbosa (DEF) e Ila Maria Silva de Souza (DED), também participaram os seguintes estudantes de graduação: Cleiton Lourenço de Oliveira; Emily Darc A. dos Santos; Jaqueline Diniz da Silva; Letícia Fernandes de Oliveira; Mario Jefferson Pereira da Silva Vinicius Augusto Moraes, Eva Costa de Barros; Flávia Petta Marques Gomes; Geraldo de Carvalho Neto; Íon Araújo Sant’anna; Maristela Benigna Vilas Boas; Michele de Oliveira Coutinho e Ramom Rachide Nunes, que se dividiram nas duas cidades.

As atividades coordenadas pela equipe da Ufla, estavam relacionadas com os seguintes temas: Desenvolvimento local sustentável (incentivar o cooperativismo e o associativismo para a geração de renda; capacitar produtores locais; disseminar soluções auto-sustentáveis – tecnologias sociais – que melhorem a qualidade de vida das comunidades e capacitar mão-de-obra ligada ao comércio de bens e serviços) e Gestão pública (capacitar servidores municipais em gestão pública e de projetos; aperfeiçoar servidores municipais em assuntos de informática; capacitar servidores municipais na elaboração e gestão do Plano Diretor do município e elaborar propostas ou projetos para atender a infra-estrutura municipal, em particular nas áreas de saneamento básico e meio ambiente).

De acordo com o professor Carlos Eduardo Volpato que coordenou as atividades na Cidade de Boa Hora (PI), o trabalho e a equipe foram muito bem aceitos pela população e pelas autoridades das duas cidades envolvidas. “Nós fomos muito bem recebidos nos municípios e lá deixamos a nossa marca. Muito trabalho foi realizado e ao final tivemos o reconhecimento da população e das autoridades locais: O prefeito de Boa Hora solicitou o possível retorna da equipe em Julho” comenta.

Essa foi a quarta participação seguida da UFLA no Projeto Rondon desde sua reativação: Em 2005, a Ufla esteve em Tabatinga (AM), 2006 em Caracaraí (RR), 2007 em Bom Jesus do Tocantins (PA).

O Projeto empenha-se em desenvolver a formação de organizações da sociedade civil na defesa dos direitos de cidadania, como também, a formação de educadores do ensino fundamental para a prática de leitura.

A produção de textos, atendimento a portadores de necessidades educativas especiais e a organização de implantação de atividades comunitárias solidárias também são destaques no Projeto. Os voluntários preocupam-se, ainda, em orientar o desenvolvimento da agricultura familiar, bem como, colaborar na elaboração de projetos que atendam à infra-estrutura municipal, em particular nas áreas de saneamento básico e de meio ambiente.

A professora Ila Maria Silva de Souza (DED), que coordenou as atividades em Oeiras do Pará, avalia como de fundamental importância a participação da Ufla no Projeto, fato que ocasionou a troca de experiências e de vivências durante todo o trabalho e permanência na região. ‘A nossa participação nesta Operação Grão-Pará 2008 do Projeto Rondon foi uma ocasião ímpar de compartilharmos nossos saberes e de aprendermos também com os saberes da comunidade de Oeiras do Pará. Foram dias de muito trabalho e de muita partilha onde a solidariedade e a fraternidade estiveram presentes durante toda nossa estadia nesta comunidade’ argumenta.

Histórico

A idéia de levar a juventude universitária ao conhecimento de outras realidades brasileiras e de propiciar oportunidade de contribuição para o desenvolvimento social e econômico do País surgiu em 1966, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, durante a realização de um trabalho de sociologia intitulado ‘O Militar e a Sociedade Brasileira’. O sonho esboçado nos bancos escolares iria se concretizar no ano seguinte, no dia 11 de julho de 1967, quando trinta estudantes e dois professores, entusiasmados com a nova idéia, partiram do Rio de Janeiro para o Território de Rondônia, a bordo de uma aeronave C-47 cedida pelo então Ministério do Interior.

Esta atividade foi denominada ‘Operação Zero’, como ficou conhecida a primeira operação do Projeto Rondon, que objetivava levar os estudantes a tomar contato com o interior da Amazônia, “sentir o Brasil” e trabalhar em benefício das comunidades carentes daquela região. A equipe permaneceu na área por 28 dias, realizando trabalhos de levantamento, pesquisa e assistência médica.

O retorno foi marcado com sucesso: manchetes nos jornais e entrevistas dos participantes que voltaram com o slogan INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR . Os universitários sugeriram, também, o nome para a iniciativa “Projeto Rondon” inspirados no trabalho do grande militar e humanista, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.

O Projeto realizou várias atividades de cidadania, bem-estar, desenvolvimento local, sustentável e gestão pública, resultando o aumento da área de atuação e beneficiando muitas comunidades com os serviços sociais, como Amazonas, São Paulo, Paraná, entre outros.

A partir de 1982, o Projeto Rondon começou a ter dificuldades que impediram sua continuidade, ocasionando assim, seu encerramento oficial em 1989.

O Projeto Rondon Hoje

A reativação do Projeto Rondon originou-se de uma proposta, encaminhada pela União Nacional dos Estudantes ao Presidente da República, em novembro de 2003. Para viabilizar a proposta apresentada, foi criado, em março de 2004, um Grupo de Trabalho Interministerial, que estabeleceu diretrizes e objetivos, definindo, assim, a sistemática de trabalho a ser adotada na sua execução.

Relançado em 19 de janeiro de 2005, em Tabatinga (AM), o Projeto Rondon hoje, é realizado em estreita parceria com o Ministério da Educação e conta com a colaboração dos demais Ministérios, dos Governos Estaduais, das Prefeituras Municipais, da Associação Nacional dos Rondonistas, da União Nacional dos Estudantes, de Organizações Não-Governamentais, de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público e de Organizações da Sociedade Civil, com o apoio fundamental das Forças Armadas que proporcionam suporte necessário para as operações.

As ações do projeto são orientadas pelo Comitê de Orientação e Supervisão (COS), constituído por representantes dos Ministérios da Defesa (que o preside), do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Esporte, Integração Nacional, Meio Ambiente, Saúde e da Secretaria Geral da Presidência da República.

Ufla realiza formatura do Programa SEMEAR

A Universidade Federal de Lavras realizou, em 31/1, a solenidade de entrega dos certificados aos concluintes dos cursos de Eletricista Básico, Manejo Sanitário e Princípios de Enfermagem para Eqüinos, Princípios de Jardinagem, Sanidade Básica na Bovinocultura Leiteira, Introdução à Microinformática e Capacitação para Mestre de Obras do Programa SEMEAR.

Para compor a mesa de honra, foram convidados, o reitor professor Antônio Nazareno Guimarães Mendes, o Pró-reitor de Extensão, professor Rubens José Guimarães, a prefeita de Lavras, Sra. Jussara Menicucci, a prefeita de Bom sucesso, Sra. Cláudia do Carmo Martins de Barros e o coordenador do Programa SEMEAR, professor Silvério José Coelho.

O Programa de Qualificação Profissional “Semear” é constituído por cursos de qualificação profissional ministrados por alunos de graduação, sob a orientação de servidores da Ufla, qualificando gratuitamente mão-de-obra profissional, com a estrutura existente na Instituição, e parcerias, em atendimento aos anseios da sociedade relativos à capacitação profissional, reabilitação, inclusão social e, oportunidades de entra da no mercado de trabalho. Foi criado pelo Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Lavras, sendo coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão. Os formandos desta edição são do Município de Lavras e de Bom Sucesso.

Concluintes

Curso: Eletricista Básico
Instrutores: José Osvaldo de Araújo Junior e Felipe Monteiro Silva

Lavras
Alexandre Pereira Norberto, André Luiz de Oliveira Augusto, Angeus Naves Rodrigues, Edílson Marcelino Silva, Ednalva Augusta da Silva, Frederico Lúcio de Souza, Guilherme Antonio Correa Costa, Jonosich Fernandes Lopes Filho Lucilene Fernandes Silva, Luiz Carlos Caetano, Matheus Coelho Pinto, Nilton Alexandre da Silva, Rodrigo da Silva Ribeiro, Rodrigo Lino Domingos, Ronnie Lino Domingos

Bom Sucesso
Anderson Rogério de Jesus Silva, Chaiany Cristina Almei da Santos, Julio Marcio Aparecido Santos Freitas, Maílson Antonio de Oliveira Brito, Maira Apareci da da Silva, Marcus Vinicius Morais Nangino, Marcus Vinicius Tavares Souza, Maria José da Silva, Nathália Martins Andrade, Platini Boanerges, Rogério Aparecido Dos Santos Paula, Romulo Flores Santiago

Curso: Manejo Sanitário e Princípios de Enfermagem para Eqüinos
Instrutor: Davi Ariel Bertoldo Carneiro

Lavras
Ana Maria Dos Santos Castro, Maria do Carmo Paranhos Estevan, Rafaela Alves Elias, Raquel Alves Elias

Curso: Princípios de Jardinagem
Instrutor: Luiz Fernando Siqueira Mascarenhas

Lavras
Dayse Barbosa Cayô, João Batista Vilas Boas, José Maria do Carmo Pimenta, José Moisés Ribeiro, Murilo da Silva, Raimundo Paulo Campos

Curso: Introdução à Microinformática
Instrutora: Stella Fonseca Amâncio

Lavras
Alice Magalhães Luz Moreira, Eliana Oliveira de Castro, Fábio Vitor Teixeira
Maria Benedita de Paula Eva, Maria Ionice da Silva, Marlene Afonso de Souza
Paulo Márcio Carvalho

Bom Sucesso
Alessandro Rodrigues, Apareci da Nogueira Andrade, Fabiano Carvalho da Silva, Fabiano Santos de Morais, Geovane Bastos Azevedo, Gizleni Apareci da Almeida
Lígia Morton, Lucimara Das Graças Custódio, Maspole Antonio de Castro, Matheus Rodrigues França, Nilson Pereira Barbosa, Thaís Martins Mendes

Curso: Capacitação para Mestre de Obras
Instrutor: Diogo Reis Vilela Bretas Moreira

Lavras
Eleandro de Jesus Borges, Everton Ferreira, Pedro José Cordeiro, Tarlei Divino do Nascimento

Curso: Sanidade Básica na Bovinocultura Leiteira
Instrutora: Enne Aiala Rodrigues

Bom Sucesso
Aline Monteiro Roquin, Antonio Manoel Correa, Carlos Henrique Tavares de Souza, Fabio Antonio Furtunato, Gauziona Das Dores Santos, Geraldo Sobrinho Dos Santos, Gerson Dorval Dos Santos, Késsia Juamara Pereira Marques

Maioria dos cursos de pós-graduação é regular, mas excelência aumenta

Bruna Martins Fontes e Renata de Gáspari Valdejão

A cada três anos, cursos de mestrado e de doutorado do Sistema Nacional de Pós-Graduação enfrentam sua mais importante prova: a avaliação trienal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Na última edição, 2.256 programas passaram pelo raio-X, com acompanhamento anual de 2004 a 2006. As notas definitivas foram consolidadas em dezembro, após o julgamento dos recursos das instituições.

A nota média da maior parte dos programas é três. Sinaliza que atendem a critérios mínimos de qualidade para serem recomendados pela Capes. Isso pode tanto indicar que são novos e devem melhorar como ser alerta de descredenciamento.

Em seguida (22,6%) vem a nota cinco. A mais alta para os programas que só têm mestrado, indica alto desempenho.

Também aumentou 14,5% o número de cursos com nível de excelência (nota seis ou sete) em relação ao triênio anterior. O crescimento apareceu em todas as regiões, exceto na Norte.

A maior parte dessas notas está no Sudeste (veja quadro), que reúne a maioria dos programas (57,5%). Foi o aumento mais discreto: 10,78%.

O Nordeste se destaca pelo maior crescimento de seis e sete –62,5%, de 8 para 13–, seguido pelo Centro-Oeste, com 50% (de 4 para 6). No Sul, a alta foi de 18,5% (de 27 para 32).

Já a porcentagem de programas descredenciados (os que tiram um ou dois) diminuiu, atingindo 1,7% do total, menos que na avaliação anterior (2%).

Critérios mais rígidos

Com os resultados em mãos, a Folha ouviu coordenadores de cursos e alunos de todo o país, além dos representantes de área que atuaram no triênio. Para universidades, a avaliação teve mais rigidez de critérios.

Alguns se sentiram prejudicados. Em ciências agrárias houve reclamação quanto ao fato de a produção científica de cada docente ser computada em só um programa, reduzindo o número de publicações atribuídas a cursos multidisciplinares. Como o quesito é valorizado pela Capes, isso contribuiu para a queda de notas.

‘A idéia é permitir dupla participação com critérios rigorosos’, responde o diretor de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro. ‘Em algumas áreas, se a produção é pertinente a duas subáreas, é contada nas duas.’

Em outros casos, como o de letras, lingüística e artes, a mudança de critérios agradou, pois exposição de obras de arte e publicação em livros passaram a valer pontos no Qualis, que classifica veículos de divulgação da produção acadêmica.

Multidisciplinares: Em formação, maioria dos cursos ganha nota regular

O número de cursos da área de multidisciplinares cresceu 45% de 2004 a 2006. Hoje são 145, e a maioria (54%) recebeu nota três –três foram descredenciados.

´Essa é a área que mais cresce porque está havendo uma mudança no conhecimento. Ainda está muito desigual em termos de qualidade´, pondera o diretor de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro.

Ele conta que há demanda de universidades para credenciar cursos principalmente nas áreas de educação, direito e administração. ´Mas essas áreas são muito rigorosas, o que acaba refletindo nos cursos multidisciplinares´, comenta.

´Muitas universidades pequenas decidiram unir departamentos e docentes com título de doutor para viabilizarem programas de graduação´, explica o ex-representante da área, Carlos Nobre.

Um dos campos em destaque foi o de agronegócios, uma das atividades da economia brasileira que mais cresceram nos últimos anos. Para acompanhar a tendência, universidades criaram pós nesse tema.

Uma das mais novas é a da UFG (Universidade Federal de Goiás). Criado em 2006, o curso foi avaliado uma vez, por isso, segundo a coordenadora do mestrado Francis Lee Ribeiro, receber três era esperado.

As disciplinas oferecidas pela UFG abarcam áreas da economia, da sociologia e da administração. ´O foco é estudar estratégias regionais para manter e ampliar a competitividade do agronegócio na região do Centro-Oeste e assegurar a devida atenção a questões de sustentabilidade ambiental e inclusão social´, explica Ribeiro.

Uma das dificuldades do programa da UFG é quanto ao número restrito de bolsas oferecidas aos estudantes pela Capes, porque um dos critérios para a distribuição é justamente a avaliação do curso.

Além disso, segundo Ribeiro, o Estado ainda não conseguiu consolidar uma fundação estadual de apoio à pesquisa, algo que ocorre em São Paulo por meio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O mestrando André Grossi Machado, 27, espera que esse curso seja mais divulgado nos próximos anos.

´A troca de experiências entre colegas das mais variadas origens e situações, que lidam com problemáticas específicas do agronegócio de suas regiões, pode colaborar com a criação de alternativas mais eficientes para questões do agronegócio goiano e brasileiro.´

Portas fechadas

Segundo Nobre, os cursos descredenciados tinham problemas comuns. ´Houve pouca produção científica e não têm sido formados mestres e doutores, em qualidade e em quantidade, que possam justificar a continuação da pós-graduação´, sentencia.

Um ponto negativo, segundo a Capes, foi a precária infra-estrutura. ´Na avaliação de 2004, o descredenciamento do curso da federal de Alagoas havia sido indicado´, diz Nobre.

Confira as notas dos cursos Multidisciplinares:

Conceito 5

– Biotecnologia – UEL (Universidade Estadual de Londrina); mestrado
– Biotecnologia industrial – Faenquil (Faculdade de Engenharia Química de Lorena); mestrado e doutorado
– Ciência ambiental – USP (Universidade de São Paulo); mestrado e doutorado
– Ciências ambientais – UFG (Universidade Federal de Goiás); doutorado
– Desenvolvimento rural – UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); mestrado e doutorado
– Desenvolvimento sustentável – UnB (Universidade de Brasília); mestrado e doutorado
– Desenvolvimento sustentável do trópico úmido – UFPA (Universidade Federal do Pará); mestrado e doutorado
– Ecologia Aplicada – Esalq-USP (Universidade de São Paulo/Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz); mestrado e doutorado
– Gerontologia – Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); mestrado
– Gerontologia biomédica – PUC/RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); mestrado e doutorado
– Informática na educação – UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); doutorado
– Interdisciplinar em ciências humanas – UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina); doutorado
– Modelagem computacional – LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica); mestrado e doutorado
– Modelagem computacional – Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro); mestrado e doutorado
– Planejamento energético – UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro); mestrado e doutorado
– Política científica e tecnológica – Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); mestrado e doutorado
– Recursos naturais – UFCG (Universidade Federal de Campina Grande); doutorado

Conceito 4

– Agronegócios – UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); mestrado e doutorado
– Agronegócios – UnB (Universidade de Brasília); mestrado
– Ambiente e desenvolvimento – Univates (Centro Universitário); mestrado
– Ambiente e sociedade – Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); doutorado
– Biotecnologia – Ufscar (Universidade Federal de São Carlos); mestrado e doutorado
– Ciência e tecnologia ambiental – Univali (Universidade do Vale do Itajaí); mestrado
– Ciências ambientais e saúde – UCGO (Universidade Católica de Goiás); mestrado
– Ciências aplicadas ao aparelho locomotor – Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); mestrado profissional
– Ciências e saúde – Fufpi (Fundação Universidade Federal do Piauí); mestrado
– Computação aplicada – Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); mestrado e doutorado
– Cultura e sociedade – UFBA (Universidade Federal da Bahia); mestrado e doutorado
– Desenvolvimento de tecnologia – Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento); mestrado profissional
– Desenvolvimento e gestão social – UFBA (Universidade Federal da Bahia); mestrado profissional
– Desenvolvimento e meio ambiente – Fufse (Fundação Universidade Federal de Sergipe); mestrado
– Desenvolvimento e meio ambiente – UFC (Universidade Federal do Ceará); mestrado
– Desenvolvimento local – UCDB (Universidade Católica Dom Bosco); mestrado
– Distúrbios do desenvolvimento – UPM (Universidade Presbiteriana Mackenzie); mestrado
– Educação, arte e história da cultura – UPM (Universidade Presbiteriana Mackenzie); mestrado
– Energia e ambiente – UFBA (Universidade Federal da Bahia); doutorado
– Engenharia e gestão do conhecimento – UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina); mestrado e doutorado
– Estudos comparados sobre as Américas – UnB (Universidade de Brasília); mestrado e doutorado
– Estudos étnicos e africanos – UFBA (Universidade Federal da Bahia); mestrado e doutorado
– Estudos interdisciplinares sobre mulheres, gênero e feminismo – UFBA (Universidade Federal da Bahia); mestrado e doutorado
– Família na sociedade contemporânea – Ucsal (Universidade Católica de Salvador); mestrado
– Física e meio ambiente – UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso); mestrado
– Física, química e neurociências – UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei); mestrado
– Gerontologia – UCB (Universidade Católica de Brasília); mestrado
– História da ciência – PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo); mestrado e doutorado
– História das ciências e das técnicas e epistemologia – UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro); mestrado e doutorado
– Meio ambiente – Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro); doutorado
– Meio ambiente e desenvolvimento – UFPR (Universidade Federal do Paraná); doutorado
– Meio ambiente e desenvolvimento regional – Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal); mestrado
– Memória social – Unirio (Universidade do Rio de Janeiro); mestrado e doutorado
– Modelagem computacional de conhecimento – Ufal (Universidade Federal de Alagoas); mestrado
– Modelagem matemática – Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul); mestrado
– Pesquisa e desenvolvimento (biotecnologia médica) – Unesp Botucatu (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho); mestrado profissional
– Planejamento de sistemas energéticos – Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); mestrado e doutorado
– Planejamento e gestão ambiental – UCB (Universidade Católica de Brasília); mestrado
– Políticas públicas e formação humana – Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro); mestrado e doutorado
– Promoção de saúde – Unifran (Universidade de Franca); mestrado
– Radioproteção e dosimetria – IRD (Instituto de Radioproteção e Dosimetria); mestrado
– Saúde – Univali (Universidade do Vale do Itajaí); mestrado profissional
– Saúde e desenvolvimento na região Centro-Oeste – UFMS (Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul); mestrado e doutorado
– Sociedade e cultura na Amazônia – Ufam (Universidade Federal do Amazonas); mestrado
– Sociologia e direito – UFF (Universidade Federal Fluminense); mestrado
– Tecnologia – UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná); mestrado
– Vigilância Sanitária – Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz); mestrado e doutorado

Conceito 2

– Ciências do ambiente e sustentabilidade na Amazônia – Ufam (Universidade Federal do Amazonas); mestrado profissional
– Desenvolvimento e meio ambiente – Ufal (Universidade Federal de Alagoas); mestrado
– Tecnologia da informação e comunicação na Formação em EAD – UFC (Universidade Federal do Ceará); mestrado profissional