Atividades encerram Primavera dos Museus, e professora avalia evento na UFLA

Professores José Nogales e Karen Luz durante palestra sobre meteoritos

Uma palestra sobre meteoritos, exibição de episódio de documentário e observação dos astros por telescópio enceraram a programação da 11ª Primavera dos Museus na Universidade Federal de Lavras (UFLA), no sábado (23/9). De 18 a 23 de setembro, o Museu Bi Moreira e o de História Natural (MHN) promoveram exposições, apresentações artísticas, palestras, exibições e visitas monitoradas.

Os professores José Nogales e Karen Luz, ambos do Departamento de Física (DFI), estiveram na coordenação do evento, que teve como temas mineralogia, meteoritos e astrobiologia. Os docentes são responsáveis pelo projeto “A Magia da Física e do Universo”, que expõe experimentos de Física elaborados a partir de material de baixo custo.

A professora Karen fez um balanço positivo das ações desenvolvidas na Instituição e acredita que alguns desses trabalhos aproximaram a comunidade dos museus.  “É importante enxergar o museu como um espaço de interatividade, onde você pode procurar conhecimento. Você pode ter acesso ao material que está lá dentro exposto, deixando de ser apenas um observador”, opinou.

Observação dos astros no Câmpus Histórico

Karen Luz acredita também que esses espaços podem receber trabalhos desenvolvidos pela população. Nesse sentido, ela destacou o exemplo de alunos da Escola Municipal Protásio Guimarães em Bom Sucesso (MG). Os estudantes produziram uma maquete representando o sistema solar a partir de informações do projeto “A Magia da Física e do Universo”. Esse experimento, chamado pela docente de “exposição colaborativa”,  foi exibida no MHN, segundo relatou a professora.

Karen Luz vê com bons olhos a experiência dos alunos de Bom Sucesso e entende que esso tipo de trabalho pode se estender para outras instituições de ensino de Lavras e região. “Queremos fazer dos museus da UFLA um local de encontro das pessoas, onde elas podem apreciar a arte e a ciência. A ciência ampliar a imaginação e fazer narrativas de histórias”, opinou. 11ª Primavera dos Museus fez parte de uma iniciativa de âmbito nacional criada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

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“Caçadora de meteoritos” ministrou palestra na Primavera dos Museus da UFLA

Texto: Rafael Passos – Jornalista/bolsista – Fapemig

Estudantes inscritos no Ciufla têm até 30/9 para se candidatar ao Prêmio “Graduando Destaque na Iniciação Científica”

 

Os estudantes inscritos no XXX Congresso de Iniciação Científica (CIUFLA) da UFLA têm até dia 30 de setembro para se candidatar ao prêmio “Graduando Destaque na Iniciação Científica”. Para isso, além da submissão prévia do resumo simples ao CIUFLA, devem ser entregues à Pró-Reitoria de Pesquisa – PRP (Prédio das Pró-Reitorias, na Avenida Sul):

São pré-requisitos dos candidatos:

  • inscrição no XXX CIUFLA como primeiro autor do resumo;
  • terem participado ou estarem participando dos programas de iniciação científica da UFLA há pelo menos 1(um) ano.

A partir deste ano, haverá premiação do melhor trabalho em cada uma das grandes áreas do conhecimento: Ciências Agrárias, Engenharias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Linguística, Letras e Artes, Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Exatas.

De acordo com a pró-reitora adjunta de Pesquisa, Priscila Vieira Rosa Logato, “O objetivo da premiação é identificar o talento e incentivar a busca pelo conhecimento, a curiosidade e o trabalho em grupo. Este projeto é resultado dos esforços de várias pessoas e o sucesso é resultado do bom trabalho da equipe.”

Para mais informações: http://ufla.br/congressos/?page_id=575

Texto: Emanuel Victor – bolsista Proat/Dcom/PRP

 

Setembro Amarelo: UFLA realiza campanha de prevenção ao suicídio

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) lançou nesta segunda-feira (25/9) a campanha “Suicídio: é preciso falar!”, como parte do movimento mundial de conscientização sobre o suicídio do Setembro Amarelo. O objetivo da iniciativa, promovida pelas coordenadorias de Saúde e de Programas Sociais da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec) e pelo projeto Minuto da Saúde, é alertar a comunidade acadêmica e a sociedade a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, reforçando o diálogo como uma das principais formas de prevenção. 

De acordo com a Coordenadora de Saúde da Praec, Kátia Poles, a campanha pretende desmistificar questões sobre o suicídio e incentivar as discussões sobre o tema. “Acreditamos que falar sobre o assunto é o melhor caminho. Ao abrirmos espaço para que as pessoas reflitam sobre o suicídio, esperamos contribuir para que a saúde mental seja efetivamente considerada prioridade”, reforçou.

Cartazes com os dizeres da campanha e com frases motivacionais estão sendo espalhados em pontos estratégicos do câmpus e no Mamute, veículo de transporte interno da Universidade. Nas redes sociais, as informações sobre suicídio e formas de prevenção estão sendo compartilhadas com as hashtags #SetembroAmarelo e #PrecisamosFalar, nas páginas oficiais da UFLA, da Praec e do Minuto da Saúde. O conteúdo da campanha “Suicídio: é preciso falar!” também está disponível pelo hotsite www.praec.ufla.br/setembroamarelo.

 

Problema mundial

O suicídio é a principal causa de morte violenta no mundo, com 11,4 óbitos para cada 100 mil habitantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio. O Brasil é um dos 29 países que não conseguiram reduzir as mortes autoprovocadas no período de 2000 a 2012, de acordo com a OMS, chegando ao equivalente a 32 mortes diárias em 2012, mesmo patamar dos falecimentos decorrentes do HIV.

Os índices também têm crescido entre os jovens. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, o suicídio corresponde a 3% do total de óbitos entre jovens e adultos jovens do sexo masculino.  Na faixa etária dos 15 aos 29 anos, o ato representa 8,5% das causas de morte em todo o mundo, perdendo apenas para os acidentes de trânsito.

Saúde mental em pauta

O suicídio não é, necessariamente, a manifestação de uma doença. Contudo, os transtornos mentais são importantes fatores associados ao suicídio. A depressão, o transtorno bipolar e o uso de substâncias psicoativas podem resultar em uma atitude suicida, e podem acometer qualquer pessoa, independente de sexo, idade, personalidade ou condição social.

Na UFLA, a saúde mental tem sido pauta em diferentes espaços de discussão. Em março deste ano, a Universidade realizou a campanha “Com sua mente em paz, você pode mais. Cuide da sua saúde mental”, que contou com uma roda de conversa no Centro de Convivência entre psiquiatras e psicólogos sobre ansiedade, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, síndrome de Burnout e suicídio.

A Praec conta, ainda, com um médico psiquiatra e três psicólogos para atendimento gratuito da comunidade acadêmica. Segundo Kátia, “esse é um diferencial que a Universidade busca ter para proporcionar apoio constante às pessoas que precisam de ajuda.”

Para mais informações sobre o serviço, deve-se entrar em contato pelos telefones 3829-1132 ou 3829-1110.

Assista ao quadro do Minuto da Saúde sobre o tema, na TVU, com o psiquiatra da UFLA, Gilbran Scarpone Salen:


Algumas instituições de apoio e prevenção ao suicídio:

Centro de Valorização da Vida

Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio

Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos

Apoio a Perdas Irreparáveis

Pravida – Projeto de Apoio à Vida

Comissão se reúne e discute estratégias para UFLA faz Extensão

A comissão organizadora do UFLA faz Extensão se reuniu na última semana para acertar alguns detalhes do evento, que será realizado em 25 de outubro, das 8h às 18h. A iniciativa é aberta para a comunidade.

O grupo discutiu propostas em torno de três assuntos: pré-inscrições, logística de transporte e contato com os ministrantes dos cursos. O objetivo da comissão é deixar o evento dinâmico e de fácil acesso às atividades, cujas inscrições estarão disponíveis a partir da próxima segunda-feira (2/10).

Promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), o UFLA faz Extensão busca oferecer aos habitantes da área rural e urbana, de mais de 50 cidades da região, orientações e cursos de curta duração, com enfoque prático, mediado por estudantes e profissionais da Universidade.  O evento conta ainda com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Clique aqui e saiba mais sobre o evento.

Outras informações a respeito do UFLA faz Extensão: cursosproec@proec.ufla.br/ (35) 3829-1473.

Cursos já confirmados:

  • Preparo do solo: como melhorar a qualidade da aração e gradagem.
  • Mecânica dos solos na propriedade rural: barragens, estradas e construções.
  • Boas práticas pós-colheita de hortaliças: dos princípios do processamento à segurança alimentar.
  • Prevenção do câncer de pele.
  • Campanha de prevenção a obesidade e ao diabetes.
  • Importância da análise de solo e procedimentos de amostragem.
  • Conceitos básicos em coleta e interpretação de análise de solo e folha.
  • Reconhecimento de solos na paisagem objetivando manejo e conservação.
  • Diferenciação de solos no campo e sua relação com o crescimento de plantas.
  • Importância da análise foliar no sistema produtivo.
  • Quais são meus direitos como empregado?
  • Drenagem e irrigação de campos de futebol.
  • Produção de adobes.
  • Protegendo a madeira da umidade – técnicas construtivas em madeira.
  • Sistema automático de baixo custo para controle do ambiente térmico em instalações zootécnicas.
  • Compost Barn: uma alternativa para a produção leiteira.
  • Construção e operação de aquecedor solar de baixo custo feito a partir do reuso de caixas de leite e Garrafas PET.
  • Funcionamento, montagem e instalação de clorador doméstico.
  • Construção de uma fossa de evapotranspiração, para o tratamento de efluentes descentralizado.
  • Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o agricultor familiar.
  • Introdutório sobre compostagem rural.
  • Aquecedor solar reciclável.
  • Carneiro hidráulico artesanal: construção e instalação.
  • Gerenciamento de máquinas e operações agrícolas – otimizando custos e aumentando a rentabilidade.
  • Automação em pequenas propriedades agrícolas.
  • Exploração de água subterrânea através de poços semi-artesianos.
  • Mecanização de operações florestais em pequenas propriedades.
  • Utilização e manutenção de máquinas portáteis.
  • Tratamento de água domiciliar.
  • Qualidade de água em seus usos múltiplos.
  • O Programa Nacional de Alimentação Escolar e a compra direta da Agricultura Familiar.
  • Cafés com mais sabor: métodos de processamento, fermentação e obtenção de cafés de qualidade.
  • Relações de gênero no meio rural.
  • Caprinocultura: perspectivas e potencialidades da região.
  • Conceitos básicos para produção de frangos em sistema caipira.
  • Manejo e eficiência reprodutiva de gado de leite.
  • Criação de suínos em cama sobreposta.
  • Ambiência em criação de bovinos leiteiros em sistema Compost Barn.
  • Utilização de leguminosa em pastagem.
  • Produção de bovinos de corte a pasto.
  • Nomenclatura de pelagens dos equinos segundo genética (teoria).
  • Como trabalhar com as ferramentas do melhoramento genético num rebanho?
  • Preparo de caldas inseticidas para agricultura orgânica.
  • Economia no uso de adubo nitrogenado em feijão comum com o emprego da inoculação com rizóbio.
  • Alimentos funcionais: a prevenção começa na mesa.
  • Panificação.
  • Obtenção de carne mecanicamente separada e elaboração de quibe, empanado e hamburguer de tilápia.
  • Processamento mínimo de frutas e hortaliças.
  • Produção de geleia de frutas.
  • Produção de conserva de vegetais.
  • Elaboração de iogurte e queijo minas frescal.
  • Inicialização na criação de abelhas.
  • Gestão financeira pessoal.
  • Círculo de cultura: sustentabilidade.
  • O Enem no dia a dia – dicas de última hora.
  • Eficiência reprodutiva em rebanhos de pequenas propriedades: percepção do produtor e possibilidades de introdução de técnicas de incremento de manejo e aumento de produtividade.
  • Cadeia produtiva da carne de cordeiro.
  • Alternativas sustentáveis para o pequeno produtor com relação ao aproveitamento de alimentos.
  • Sistema rotativo de lotação: conceitos e cálculos.
  • Noções básicas sobre horsemanship.
  • Produção de licores de frutas.
  • Proveráguas no meio rural.

UFLA na Mídia: Plantadores de Rios é destaque no Bom Dia Minas

O aplicativo “Plantadores de Rios”, desenvolvido pelo Laboratório de Manejo Florestal do Departamento de Ciências Florestais (DCF/UFLA) e pelo Serviço Florestal Brasileiro, foi destaque na edição do Bom Dia Minas desta segunda-feira (16/9). O projeto tem âmbito nacional, e vai permitir a interação de proprietários de imóveis rurais cadastrados no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) com pessoas e instituições que queiram ajudar na proteção e recuperação dessas áreas.

Em Lavras, UFLA e Prefeitura Municipal têm realizado forte campanha com objetivo de recuperar 766 nascentes que estão em situação crítica na cidade. Com o apoio de toda a população lavrense e empresários da região, será possível recompor a vegetação nativa de 169,91 hectares. Inicialmente será realizada a estratificação das nascentes de Lavras por setores rurais e classificação dos setores por grau de degradação, além da estratificação por micro-bacias cadastrada no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Toda a equipe técnica do projeto será capacitada para que seja realizado um trabalho de recuperação das nascentes junto ao produtor.

 

O aplicativo

O aplicativo “Plantadores de Rios” já está disponível na Play Store e App Store. Basta fazer o download para ser um apoiador. Com apenas um clique, todos podem mudar Lavras, Minas Gerais e o País.

O sistema funciona da seguinte forma: você faz o download do aplicativo no seu celular e, assim, visualiza quais as nascentes próximas a você que precisam de recomposição. Após localizar, você pode adotar uma nascente. Existem várias formas de colaborar, você pode doar mudas, ajudar no cercamento da nascente, ou até mesmo auxiliar na educação ambiental, mostrar tecnicamente ao produtor qual a melhor forma de restauração.

Além de fornecer dados sobre a nascente, o aplicativo sugere ao interessado quais são as melhores mudas e espécies para aquela região e ainda formas de plantio. 

Saiba mais sobre o aplicativo:  http://www.car.gov.br/plantadores-rios/

Professor da UFLA contribui com estudo publicado na PNAS – pesquisa revela a diversidade de plantas na Amazônia

Uma pesquisa publicada na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelou a diversidade de plantas na Amazônia, maior floresta tropical úmida do mundo. O levantamento, detalhado com base em dados taxonomicamente verificados a partir de coleções de herbários e museus, foi realizado por uma equipe de 44 cientistas de países amazônicos, da Europa e dos Estados Unidos, em que contribuiu também o pesquisador do Departamento de Ciências Florestais da UFLA, Rubens Manoel dos Santos. O trabalho foi liderado pelos pesquisadores Domingos Cardoso, da Universidade Federal da Bahia, e Tiina Särkinen, do Jardim Botânico Real de Edimburgo, Escócia.

Santos participou da revisão das listas publicadas da Amazônia, com base em suas experiências sobre a flora brasileira por meio de diversas viagens a campo para coleta e visitas a herbários. De acordo com o pesquisador, a importância do trabalho vai além do caráter de correção e catalogação da flora amazônica. “Esse trabalho vem reforçar a necessidade e valorização de uma identificação segura do objeto de estudo, fato que várias vezes é negligenciado nas publicações. Essa publicação é um grande alerta para a necessidade de maior rigor na checagem de bancos de dados”, reforça.  

Um dos diferenciais da pesquisa é justamente o de informações taxonômicas atualizadas, verificadas por centenas de especialistas do mundo todo durante a produção de catálogos de espécies de plantas nacionais, como o Flora do Brasil 2020. “Esse catálogo [Flora do Brasil 2020] só foi possível devido ao apoio que o Brasil deu aos trabalhos em biodiversidade, ampliando a formação de taxonomistas e incrementando as coleções biológicas com programas específicos, como o PROTAX, o REFLORA e o SISBIOTA, financiados por agências de fomento como o CNPq”, afirma o pesquisador Luciano Paganucci de Queiroz, da Universidade Estadual de Feira de Santana, um dos autores do artigo.

Pesquisa é base para o entendimento sobre  evolução e ecologia

O trabalho publicado na PNAS mostra o papel fundamental dos catálogos de espécies taxonomicamente verificados por especialistas para os estudos em biodiversidade. “Sem essa base científica podemos estar colocando em risco nossa biodiversidade, patrimônio único e insubstituível, simplesmente por falta de um conhecimento realmente qualificado” afirma Domingos Cardoso.

Pesquisa revelou número de espécies por país. Foto: Ricardo Azoury

Contudo, os pesquisadores enfatizam que a publicação desta lista não significa que a flora amazônica já esteja completamente conhecida, uma vez que muitas novas espécies de plantas são descobertas todos os anos, tanto no campo como em herbários e museus, e grande parte da Amazônia continua pouco conhecida ou inexplorada. De acordo com Domingos, “as diferenças entre as estimativas anteriores e os números apresentados neste novo estudo não diminuem de forma alguma a Amazônia como reconhecida pela sua magnífica diversidade de plantas; elas apenas ressaltam a enorme lacuna no conhecimento taxonômico que ainda precisamos preencher”.

A equipe reforça também a necessidade de apoio governamental contínuo à ciência brasileira, mostrando a importância dos estudos taxonômicos. “A taxonomia é responsável por estabelecer unidades biológicas, sendo base e, ao mesmo tempo, síntese de tudo que se conhece sobre biodiversidade”, ressalta o pesquisador Alessandro Rapini, da Universidade Estadual de Feira de Santana, que também participou do trabalho. Para ele, “as coleções biológicas, em museus e herbários, são testemunhos materiais desse conhecimento.”

Com informações da equipe.

Esse conteúdo de popularização da ciência foi produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais – Fapemig.

Simpósios reúnem profissionais do Direito e da Medicina para discutir problemas da saúde

Autoridades e professores durante cerimônia de abertura dos eventos

Aproximar e debater temas do Direito e da Medicina visando melhorar os serviços de saúde foram as contribuições do 1º Simpósio Médico Jurídico Sul-Mineiro e do 2º Simpósio Médico Jurídico de Lavras. Ambos os eventos foram realizados nessa sexta-feira (22/9), no Salão de Convenções da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e reuniu professores, alunos e profissionais dos dois segmentos.  O prefeito da cidade, José Cherem, participou da cerimônia de abertura.

O político, que é médico urologista, destacou a pertinência dos simpósios para discutir alguns dos gargalos da saúde pública, como a sua judicialização e os deveres do poder público. De acordo com o prefeito, falta planejamento para lidar com o problema. “Nós precisamos realmente discutir a saúde, os benefícios, os direitos e os deveres com mais seriedade. Temos que definir qual é o papel do estado e qual é o papel do cidadão”, destacou

O presidente da Associação Médica de Minas (AMMG), Lincoln Lopes Ferreira, foi um dos participantes dos simpósios e disse que debates em torno dos percalços da saúde precisam de um amplo respaldo jurídico.

Ferreira destacou ainda a realização do evento, ao citar a convergência de áreas do saber para enfrentar os problemas mais urgentes da população, como são os serviços de saúde. “Os simpósios são extremamente importantes porque quanto mais pessoas nos conseguirmos envolver em torno de determinados projetos e ideias melhor será o resultado”. Lincoln Lopes Ferreira foi presidente durante seis anos da AMMG e vai assumir um cargo na direção executiva na Associação Médica Brasileia (AMB).

O organizador dos simpósios, o médico Hélio Haddad Filho agradeceu os parceiros na concepção dos eventos e o apoio da ULFA. Hélio Haddad é ginecologista e faz atendimentos na instituição.

Texto: Rafael Passos – Jornalista/bolsista – Fapemig

Maria Elizabeth Zucolotto, famosa “Caçadora de Meteoritos”, ministrou palestra na Primavera dos Museus da UFLA

Entre as atividades da 11º Primavera dos Museus, que está sendo realizada na Universidade Federal de Lavras (UFLA), nesta quinta-feira (21/9) foi a vez da professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria Elizabeth Zucolotto mostrar seus conhecimentos sobre meteoritos.

A palestrante, que é também chamada de “Caçadora de Meteoritos”, descreveu a trajetória das descobertas desse fenômeno no Brasil desde 1888 e, logo após, guiou os participantes ao Museu Bi Moreira, na exposição cujas peças são de sua própria coleção. 

Crianças das escolas de Lavras visitaram a exposição de Meteoritos e se deslumbraram com as peças. A visita foi guiada pelo doutorando da USP na área de Meteórica e Astrobiologia, Gabriel Gonçalves Silva.

Durante a visita guiada, Maria Elizabeth esclareceu sobre como identificar um meteorito. Com as informações descritas no site da pesquisadora, é possível seguir o passo a passo para analisar se a rocha encontrada é de fato um meteorito ou não. 

A exposição contou com a colaboração dos trabalhos sobre o Sistema Solar realizados pelos alunos do 5º ano da Escola Municipal Protásio Guimarães, de Bom Sucesso.

A programação da Primavera dos Museus continua nesse sábado (23/9), às 19h, com a oficina Festa das Estrelas: observação do céu com telescópios. Guiada pelos professores do Departamento de Física (DFI) José Nogales e Karen Luz, o evento é aberto a toda a comunidade.

Panmela Oliveira – comunicadora e bolsista Dcom/Fapemig

 

Andifes divulga nota oficial em apoio à UFSC

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nesta quarta-feira (20/9) nota oficial em apoio à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sobre as investigações dos órgãos de controle na instituição.

Veja a nota na íntegra:

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior
Nota Oficial

UFSC, universidade cidadã e de qualidade

Mesmo com diferentes abordagens, todos os rankings nacionais ou internacionais indicam a qualidade das universidades públicas brasileiras, em especial o sistema federal. Para além da qualidade no ensino e na pesquisa, essas instituições, ancoradas na autonomia universitária, princípio universal, implementam uma gama de atividades, programas, convênios, contratos, que têm como finalidade assegurar o bom funcionamento, a produção de conhecimento e sobretudo a formação cidadã de milhares de jovens que integram o sistema produtivo e servem à sociedade brasileira.
Como toda organização complexa, as universidades federais são constituídas por indivíduos e processos que demandam permanentes avaliação e controle. Por razões legais e próprias de sua constituição, essas instituições estão submetidas a um conjunto maior de rotinas de acompanhamento. Todas estão subordinadas aos órgãos de controle do estado democrático, bem como aos seus conselhos acadêmicos e administrativos. Tudo isso confere às universidades públicas federais reconhecimento e respeito por parte da sociedade.
Nesse ambiente de qualidade, cidadania, avaliação e controle está inserida a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e a sua comunidade, docentes, servidores/as técnico-administrativos/as, discentes e administração. Por isso, a Andifes manifesta o seu apoio à UFSC, ao tempo em que a reconhece como principal interessada na apuração de qualquer desvio de princípios republicanos que nela possa ter ocorrido. E espera, além disso, de todas as autoridades, juízo de proporcionalidade nas suas decisões, respeito às instituições, aos cidadãos e seus direitos, ao longo de qualquer processo legal de apuração e responsabilização.

Brasília, 20 de setembro de 2017.

UFLA vai ganhar observatório de meteoros – fragmentos espaciais foram tema de palestras na Primavera dos Museus

Gabriel faz palestra sobre Astrobiologia

Várias atrações sobre meteoros vêm sendo realizadas na UFLA durante a Primavera dos Museus, que prossegue até o dia 23. No dia 20, foi iniciada uma exposição de meteoritos e houve uma palestra com o dono da coleção, o pesquisador Gabriel Gonçalves Silva – que abordou o tema Astrobiologia. Outra palestra, nesse dia, foi do membro da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), Marcos da Silva, que trouxe equipamentos para a instalação de uma estação de monitoramento de meteoros na Universidade. Ele também falou sobre o fenômeno e sobre a Bramon.

Gabriel, doutorando da USP na área de Meteórica e Astrobiologia, desenvolve pesquisas de interação entre microrganismos e fragmentos de meteoritos. “Esses fragmentos são pobres em nitrogênio e fósforo. Dessa forma, não têm a função de abrigar vida”, observou. No entanto, ressaltou que alguns meteoritos apresentam matéria orgânica. Assim, já foram encontrados meteoritos nos quais, após a chegada na Terra, se desenvolveram colônias de bactérias e líquens. Essa é uma área na qual se pode pesquisar, futuramente, comportamentos de microrganismos e composição química dos astros, entre outros – o que pode contribuir para estudos inclusive sobre colonização espacial.

Um meteorito é a denominação dada a fragmento de asteroide, cometa ou restos de planetas desintegrados, quando alcança a superfície da Terra. Varia de tamanho e de composição, podendo ser metálico, rochoso ou metálico-rochoso.

Marcos Silva diferenciou, em sua palestra, os diferentes tipos de meteoros e apresentou os impactos mais relevantes ocorridos nos últimos 20 anos. Natural de Luminárias, ele frisou que Minas Gerais é o estado que conta com mais registros de quedas de meteoritos no Brasil. Com relação à Bramon, explicou seus objetivos: catalogar chuvas de meteoros, analisar composições dos meteoritos e colaborar com instituições de ensino. Integrando a rede, a UFLA passará a monitorar fenômenos, gerar dados e também a recebê-los de outras estações.

Para obter uma estação, é preciso dos seguintes equipamentos: uma câmera de segurança de modelo específico, instalada em área externa e adaptada (sem o filtro de infravermelho e acoplada a uma lente); um computador com placa de captura de vídeo; e softwares específicos para registro e análise de dados.

Estação B612, na UFLA

No Museu de História Natural será instalada a primeira estação de monitoramento de meteoritos, em caráter experimental. Receberá o nome de B612, uma alusão ao asteroide da obra “O Pequeno Príncipe”. Na visita, Marcos trouxe a câmera que será instalada no local. A instalação e operação da estação devem ocorrer nas próximas semanas. Para a instalação, deverá ser definido o campo de visão que a câmera atingirá, pois ela funcionará em conjunto com outras, no Estado – o pareamento melhora os resultados da observação de um fenômeno, aumentando as chances de calcular a área de queda do fragmento. Na região, já existem estações de membros da Bramon em Luminárias, Varginha, Bambuí e Maria da Fé.

Outras estações de monitoramento estão sendo articuladas em Lavras, dentro e fora do câmpus da UFLA. A articulação é feita, na UFLA, pelos professores Karen Luz Rosso e Jose Alberto Nogales, do Departamento de Física (DFI), e coordenadores do projeto “A Magia da Física e do Universo”.

Primavera dos Museus

A Primavera dos Museus é uma iniciativa nacional criada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que convida instituições de todo o Brasil para participar, por meio de programações individuais voltadas para a temática comum – neste ano, a temática está relacionada à preservação de memórias. Em 2017, mais de 900 museus oferecerão, juntos, 2500 atividades entre os dias 18 e 24 de setembro.

Na UFLA, os eventos são realizados pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), Museus Bi Moreira e de História Natural (MHN), projeto “A Magia da Física e do Universo”, Programa de Educação em Solos (PEDS) e projeto de feiras de ciências itinerantes. A programação completa conta com exposições, apresentações artísticas, palestras, exibições, minicursos e visitas monitoradas.

Confira a programação completa na UFLA aqui.