Professores da Ufla opinam sobre legislação federal de banho-e-tosa em animais de companhia

Um dos maiores problemas que o setor de pets (animais de companhia) vem enfrentando é o crescimento acelerado dos serviços auxiliares de beleza e estética animal, vulgarmente denominados “banho-e-tosas”. Nesses estabelecimentos, em sua esmagadora maioria, está lotado pessoal sem qualificação médico-veterinária, provocando acidentes diversos que vão desde lesões de pele, injúrias oculares, alterações comportamentais e traumatismos (como fraturas), até mesmo o óbito dos animais.

O crescimento nesse setor é um dos maiores já verificados nos últimos anos no Brasil, e sem uma legislação eficaz, o que acaba propiciando a abertura e o funcionamento desordenado, com saturação do mercado e conseqüências graves à saúde animal.

Desde 2001, o Departamento de Medicina Veterinária (DMV), da Universidade Federal de Lavras (Ufla) vem atuando ativamente nesse segmento, principalmente visando estabelecer uma padronização para a atuação desses estabelecimentos. Como pioneiro no Brasil em estudos relacionados à área, o DMV/Ufla serviu como elemento norteador para o início das conversações sobre o tema.

Em 2007, sob consulta do Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado de Goiás (CRMV-GO), o professor Carlos Artur Lopes Leite, docente do DMV, auxiliou a Comissão Nacional do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) a elaborar o que hoje se conhece como Resolução 878, promulgada em 15/02/2008. Essa lei obriga a todos os estabelecimentos de Banho-e-tosa a registrarem suas atividades com responsáveis médicos veterinários, o que anteriormente não era necessário. Dessa forma, buscou-se valorizar a classe veterinária, ao mesmo tempo em que se impôs maior controle sobre a atividade desses prestadores de serviços. As multas para quem não cumprir as regulamentações dessa diretriz são pesadas, desestimulando a contravenção por parte dos “banho-e-tosas”.

Os trabalhos ainda continuam no sentido de melhorar a qualidade de serviços desses estabelecimentos, fornecendo segurança para todos que usufruem desta atividade. Os próximos passos serão dados buscando treinar o pessoal técnico por meio de cursos de curta duração, palestras e material impresso. Mais uma vez o DMV/Ufla é quem liderará essa iniciativa em todo o país, tornando-se uma referência nacional para o mercado pet.

Cotãções dos grãos sustentam renda agrícola em março

O Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/Ufla) divulgou os Índices de Preços Agrícolas do mês de março. Neste período, as cotações dos grãos tiveram alta, em média, de 14,29%, concentrada no preço do feijão, cujo valor pago ao produtor aumentou 15,48% e no preço do milho, com alta de 14,33%. Em média, os hortifrutigranjeiros também ficaram mais caros no campo, com aumento de 7,03%.

Em março, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agropecuários teve variação positiva de 2,88%, enquanto o Índice de Preços Pagos (IPP) pelos insumos agrícolas aumentou 2,53%. Estes índices estimam, respectivamente, a variação da renda agrícola e o comportamento dos custos de produção do setor.

Na análise por produto vendido pelo produtor rural, além das altas nos preços do feijão e do milho, a cebola aumentou 25,0%; a couve-flor, 25,0%; o repolho, 30,0%; o tomate, 25,0% e a arroba do suíno, alta de 8,33%. No segmento da pecuária leiteira, o preço recebido pelo leite tipo C aumentou 1,31% e não identificou variação no preço pago pelo leite tipo B. Já a cotação do café teve uma ligeira queda, em março, de 1,28%. Entre os produtos que tiveram as maiores quedas de preços no mês, destacam-se a banana(-11,35%), a alface (-14,1%), a batata (-15,78%), a cenoura (-11,67%), o pimentão e o quiabo (-35,96% para ambos).

Entre os insumos agrícolas que ficaram mais caros em março, destacam-se os fungicidas (5,32%), os formicidas (8,98%), os carrapaticidas (5,37%) e os animais de rebanho (vacas leiteiras), cuja alta foi de 17,32%.