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Pesquisa de docente do DES/UFLA sobre herdabilidade recebe menção honrosa em congresso de genética

Os professores Daniel (orientador) e Alex (autor), ambos do DES/UFLA

O professor do Departamento de Estatística (DES) Alex de Oliveira Ribeiro, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Estatística e Experimentação Agropecuária da UFLA, vem desenvolvendo sua tese com a proposição de um teste estatístico para a detecção de herdabilidade multivariada. O teste elaborado foi apresentado durante o 63th Brazilian-International Congress of Genetics, organizado pela Sociedade Brasileira de Genética, ocorrido em Águas de Lindoia (SP) em setembro. Esse trabalho, intitulado “Multivariate Heritability Test”, recebeu menção honrosa e ficou entre os cinco melhores na categoria Painel – Pós-Graduação na área de Genética Humana.

Alex é orientado do professor Daniel Furtado Ferreira (DES) e coorientado da professora Júlia Maria Pavan Soler, do Instituto de Matemática e Estatística da USP. Os autores enfatizam a contribuição metodológica do trabalho para a Genética Humana, já que propõe um teste estatístico para a detecção de herdabilidade multivariada com grande potencial de aplicação nos estudos de herança de doenças multifatoriais ou complexas, como o Alzheimer, Síndrome Metabólica, algumas doenças cardiovasculares, dentre outras.

“As doenças complexas são causadas por distúrbios de diferentes variáveis no organismo humano, como alterações da pressão arterial, glicemia, colesterol, triglicérides etc, que conjuntamente, levam à manifestação da doença em um indivíduo. Ao se trabalhar com um teste de análise multivariada, os pesquisadores da área têm mais chance de detectar sua herdabilidade do que quando se analisa a herança de cada variável isoladamente”, comenta o professor Alex.

O teste proposto considera as relações de dependência genética entre os indivíduos de uma mesma família, agregando esta informação à variação dos fatores ou variáveis que influenciam na manifestação da doença. Até então, os testes para a detecção de herdabilidade consideravam apenas a influência de uma única variável.

O orientador, professor Daniel Furtado Ferreira, ressaltou que a ideia de desenvolver este teste partiu da professora Júlia M. P. Soler, do IME/USP, e destacou a aplicabilidade em outras áreas: “Há boas expectativas de que esse trabalho também possa ser aplicável em estudos de melhoramento vegetal e animal, por exemplo”.

Para o professor Renato Ribeiro de Lima, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Estatística e Experimentação Agropecuária da UFLA, um dos objetivos do programa é desenvolver e fomentar pesquisas metodológicas e aplicadas às mais diversas áreas do conhecimento. ​A tese contribui nesse sentido, tendo aplicabilidade em pesquisas de Medicina e outras áreas.

 

Grupo Teatro Construção vence cinco modalidades no Festival Nacional de Teatro de Araguari

O Grupo Teatro Construção participou, entre os dias 8/10 e 15/10, do V Festival Nacional de Teatro de Araguari (FESTA). O Grupo recebeu seis indicações para a peça “A lição”, de Eugène Ionesco, que são: “Melhor Espetáculo de Comédia”, “Melhor Cenário”, “Melhor Maquiagem”, “Melhor Ator” para Gabriel Amaral, “Melhor Atriz Coadjuvante” para Rafaella Anielly e “Melhor Ator Coadjuvante” para Átila Nonato.

O espetáculo contou com a direção de Ricardo Calixto e elenco formado por Átila Nonato, Gabriel Amaral e Rafaella Anielly. 

O Grupo venceu cinco categorias:

– Melhor espetáculo de comédia;

– Melhor cenário;

– Melhor maquiagem;

– Melhor atriz coadjuvante (para Rafaella Anielly);

– Melhor ator coadjuvante (Átila Nonato).

Mais informações sobre o Grupo Teatro Construção podem ser obtidas na página no Facebook.

 

Luciana Tereza – estagiária Dcom/UFLA.

Professor da UFLA recebe prêmio de “Fitopatologista do Ano” da Sociedade Brasileira de Fitopatologia

O professor do Departamento de Fitopatologia da UFLA, José da Cruz Machado, foi agraciado na segunda-feira (21/8) com o troféu “Dr. Álvaro Santos Costa  – Fitopatologista do Ano”, a mais alta honraria concedida pela Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF). A homenagem ao professor foi realizada durante a cerimônia de abertura do 50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia (CBFito), realizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) em Uberlândia, Minas Gerais.

José da Cruz Machado é professor titular da UFLA desde 1975, atuando na área de Fitopatologia. É graduado em Engenharia Agronômica (1969) e mestre em Agronomia (Microbiologia/Fitopatologia – 1974) pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Possui doutorado em Fitopatologia/Patologia de Sementes pela Manchester University, do Reino Unido e pós-doutorado em Patologia de Sementes pela Wageningen University, da Holanda. Na UFLA, foi coordenador do curso de pós-graduação em Fitossanidade, pró-reitor de Pesquisa e coordenador da área internacional. É também membro da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates).

O prêmio

O troféu “Bota Dr. Álvaro Santos Costa” é outorgado anualmente a profissionais da área de Fitopatologia com trajetórias de destaque e que contribuem para o avanço das pesquisas no país e no mundo. A premiação está em sua nona edição, e é um gesto de reconhecimento da SBF a cientistas e professores que deixaram legados em prol da fitopatologia e da fitossanidade no agronegócio brasileiro.

O prêmio é resultado da indicação de uma comissão julgadora da SBF formada por fitopatologistas renomados do país, sendo também um tributo à memória do pesquisador Álvaro Santos Costa. 

Professora da UFLA vence Prêmio Para Mulheres na Ciência 2017, na categoria Física

A professora Jenaina Ribeiro Soares, do Departamento de Física da Universidade Federal de Lavras (DFI/UFLA), foi a vencedora do prêmio nacional Para Mulheres na Ciência 2017, sendo a única agraciada na categoria Física. O prêmio é uma promoção da Unesco, Academia Brasileira de Ciências e L’Oréal.

O projeto vencedor na categoria Física, elaborado pela professora Jenaina, está relacionado à sua linha de pesquisa: estudo das propriedades e síntese de nanomateriais – materiais cuja estrutura possui até um milionésimo de milímetro. Nessa escala, as nanoestruturas têm baixa dimensionalidade e apresentam propriedades diferentes das observadas em maior escala.

Assim, a professora desenvolve estudos teóricos e experimentais, aplicando diferentes técnicas, a fim de identificar as formas e propriedades das nanoestruturas. “Imagine conseguir escalar elementos para a espessura de poucos átomos: em eletrônica, isso permitiria obter componentes menores, com consumo menor de energia e maior capacidade de processamento”, exemplifica Jenaina.

Outra linha desenvolvida, que terá o auxílio da bolsa recebida pelo prêmio, é a continuidade no desenvolvimento de equipamentos para sintetizar e caracterizar nanomateriais. Investindo na construção de instrumentação científica própria, a pesquisadora busca mais independência em relação a aparelhos estrangeiros, redução de custos e customização. A aplicação do valor recebido no prêmio será, principalmente, em equipamentos e reagentes.

O programa Para Mulheres na Ciência está na 12ª edição e já reconheceu, desde 2006, mais de 70 cientistas brasileiras nas áreas de Física, Matemática, Química e Ciências da Vida. As sete vencedoras (sendo quatro na categoria Ciências da Vida) foram escolhidas por um júri acadêmico formado por membros da Academia Brasileira de Ciências, avaliadas pelo potencial das pesquisas e pela trajetória que já desenvolveram em suas áreas de atuação. Cada cientista será premiada, em solenidade em outubro, com uma bolsa-auxílio de R$50 mil para fundamentar e dar continuidade às pesquisas.

Segundo a pesquisadora, “O prêmio possui uma importância fundamental devido à projeção até mesmo internacional, visto que também é concedido em outros países. O recurso será essencial para colocarmos equipamentos em funcionamento que estavam parados por falta de reagentes, assim como a parte de desenvolvimento de instrumentação própria”, afirmou.

Na UFLA, Jenaina é coordenadora do grupo de pesquisa em teoria, síntese e caracterização de novos materiais (NanoMat/UFLA), dedicado ao estudo das propriedades eletrônicas, ópticas, estruturais e vibracionais de novos materiais, principalmente bidimensionais (grafeno, novos alótropos de grafeno, metal dicalcogenetos de transição, dentre outros), como objetivo de compreender novos fenômenos observados devido à baixa dimensionalidade ou à síntese de novos compósitos. “O estudo e trabalho com esse tipo de material são muito recentes. Foram iniciados em 2004”, revela a professora.

Para realizar tais estudos, são utilizados métodos como a Teoria do Funcional da Densidade (Density Functional Theory – DFT), teoria de grupos, Espectroscopia Raman, síntese por deposição química de vapor (Chemical Vapor Deposition – CVD), Microscopia de Força Atômica, Microscopia Eletrônica de Varredura, dentre outros. O NanoMat atua, ainda, no desenvolvimento de instrumentação científica para síntese e caracterização de novos materiais, assim como instrumentação voltada ao ensino; e formação de pessoal altamente qualificado para o desenvolvimento de tecnologias barateadas, que podem ser transformadas em produtos a serem transferidos para a sociedade.

O NanoMat também desenvolve pesquisas multidisciplinares envolvendo materiais para a melhoria da qualidade de solos e também análises de composição e armazenamento de cafés especiais, procurando desenvolver metodologias que agregam valor a estes produtos.

Saiba mais sobre o Prêmio Para Mulheres na Ciência.

Contribuição: Camila Caetano

 

Professora da UFLA recebe Prêmio Inventores por trabalho desenvolvido na pós-graduação

Profª Olga, ao centro, com o orientador, prof. Francisco, à direita

Durante seu mestrado e doutorado em Engenharia de Alimentos, a professora Olga Lucía Mondragón Bernal (DCA/UFLA) desenvolveu alimentos funcionais a base de extratos vegetais principalmente soja. Formulações e processos de fabricação foram patenteados e, neste ano, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde ela fez a pós-graduação, reconheceu o trabalho e o processo inovador, concedendo à professora o Prêmio Inventores na categoria Patente Concedida. A premiação foi realizada no dia 31 de maio, no Auditório da Faculdade de Ciências Médicas daquela instituição.

Sobre o produto

O produto alimentício funcional desenvolvido busca substituir derivados do leite, sendo indicado para intolerantes a lactose ou alérgicos às proteínas do leite. É voltado à população adulta, mas pode ser consumido por crianças por ser fermentada. Produzida nas versões diet e tradicional, o produto é rico em fibras solúveis e pode conter até quatro linhagens probióticas, entre lactobacilos, bifidobactérias e outras linhagens. “Esses microrganismos têm locais de ação específicos no trato digestório humano, trazendo vantagens ao organismo”, explica a professora Olga. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os probióticos são organismos vivos que, administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro.

Entre os efeitos sinérgicos dos probióticos e prebióticos estão: restauração do equilíbrio bacteriano intestinal (causado por diversos fatores da vida moderna como estresse, consumo de antibióticos, dieta pobre em fibras e rica em açúcares e amidos simples, entre outros); favorecimento da atividade da microbiota intestinal associada à saúde como são as bifidobactérias; aumento da absorção e síntese de nutrientes e substâncias benéficas como ácidos orgânicos, vitamina B12,entre outros. “Os veganos têm carência dessa vitamina, tornando tais produtos uma fonte alternativa para esses indivíduos. As fibras solúveis contribuem para o menor tempo de transito intestinal, diminuindo a fermentação putrefativa”, explica a professora Olga. “No produto patenteado cada linhagem encontra-se em números elevados e em cumprimento às quantidades exigidas pela legislação brasileira – de no mínimo 1 bilhão de unidades formadoras de colônia por porção diária de cada linhagem –,  valor que permite chamar um alimento como probiótico e como funcional”, garante a professora.

As opções disponíveis no mercado, atualmente, contam no máximo com duas linhagens de microrganismos probióticos em produtos derivados do leite. O licenciamento por parte de empresas de alimentos dará o privilégio da inovação e o know-how do processo, pois supriria a lacuna existente no mercado de produtos com essas características.

Trabalho em equipe

Pela tecnologia, a Agência Inova Unicamp concedeu o prêmio à professora Olga e seu orientador, professor Francisco Maugeri Filho, e ao mentor Júlio Lúcio Mukuno (in memoriam). “A ideia que deu o inicio às pesquisas foi do Júlio, Engenheiro de Alimentos, naturalista, estudioso e consumidor de produtos saudáveis e colega do professor Francisco Maugeri Filho, que orientou o trabalho de pesquisa. A pesquisa contou com todo o apoio da equipe e estrutura do Laboratório de Engenharia de Bioprocessos da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, sendo fundamental a contribuição das doutoras Fatima Costa e Maria Isabel Rodrigues”, recorda-se a professora Olga. “Houve grande parceria e os resultados foram empolgantes. Tanto que atualmente continuo pesquisando nessa área temática, novas orientações e publicações têm sido geradas e no nosso dia a dia difundimos os aprendizados em sala de aula, com as nossas famílias e amigos”.

O Prêmio Inventores é realizado pela Unicamp desde 2004. Na categoria Patentes Concedidas, 30 novas tecnologias foram premiadas somente neste ano. A pesquisa da professora já havia sido reconhecida com a indicação ao Prêmio Jovem Cientista (2004).

Na UFLA

A professora Olga leciona na UFLA desde 2010, atuando em pesquisas na área de Engenharia de Bioprocessos e Gestão e Controle de Qualidade na Indústria de Alimentos. Dando continuidade à pesquisa sobre produção de alimentos com agentes probióticos, a professora aprovou, juntamente com o professor José Guilherme Lembi Alves, o projeto “Ampliação de escala em biorreator da produção de fermentados simbióticos a base de soja” pela Fapemig. Ambos coorientam pesquisas na área, que já resultaram em uma dissertação de mestrado defendida e duas em andamento, assim como duas iniciações científicas.

 

Prêmio de Pesquisa Básica Mares Guia recebe inscrições até 2 de junho

Instituições e empresas, além de empresas jovens, podem se inscrever, até o dia 2 de junho, no Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia. Em 2017, o Prêmio contemplará organizações com atuação em ciência e tecnologia e que tenham se distinguido na condução de estudos e pesquisas básicas que contribuíram para o avanço do conhecimento científico e que apresentem potencial para subsidiar o desenvolvimento de soluções para problemas da humanidade. Entre as organizações que podem participar, incluem-se empresas incubadas, aceleradas, laboratórios que trabalham com pesquisa básica, startups e spin-offs.

A inscrição pode ser feita pelos seus representantes legais. Para isso, é necessária a apresentação de um dossiê descritivo da pesquisa, ou conjunto delas, entre outras exigências que constam no regulamento do prêmio. A documentação deve ser encaminhada pelos Correios até o dia 2 de junho de 2017, à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) – Prêmio de Pesquisa Básica “Marcos Luiz dos Mares Guia” – Av. José Cândido da Silveira, 1500, Bairro Horto – Belo Horizonte – MG – CEP 31035-536.

A premiação será de R$ 15 mil para o vencedor de cada categoria, valor que deverá ser empregado no desenvolvimento de pesquisas básicas pelas instituições contempladas. Por pesquisa básica, entende-se aquela que busca compreender a natureza e aumentar o conhecimento humano. Mesmo que não haja como antecipar seus efeitos, é possível conduzir pesquisas básicas a partir da identificação de necessidades da sociedade.

Nos anos pares, o prêmio é concedido nessa e na categoria Pesquisador. Nos anos ímpares, o prêmio é voltado às instituições e empresas, públicas ou privadas, sediadas no Estado de Minas Gerais. O professor Matheus Puggina de Freitas, do Departamento de Química da UFLA (DQI), foi o vencedor do Prêmio em 2016 na categoria Jovem Pesquisador.

Criado pelo Governo do Estado, por meio da Fapemig, e com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), o prêmio tem como objetivo reconhecer pesquisadores mineiros que trabalham em instituições públicas ou privadas que atuação na área de Ciência e Tecnologia no Estado.

Acesse aqui informações sobre o Prêmio Mares Guia – 2017

 

Professora da UFLA é premiada como revisora destaque na revista 2D Materials da IOP Publishing

Professora Jenaina Soares (DFI/UFLA)

A professora Jenaina Soares, do Departamento de Física da Universidade Federal de Lavras (DFI/UFLA) foi a única pesquisadora brasileira a receber o prêmio “Outstanding Reviewer” da revista 2D Materials/IOP Publishing, constando assim na consagrada lista de revisores destaques do periódico.

Esta revista é voltada para publicações na área de novos nanomateriais bidimensionais como o grafeno e outros materiais laminares, sendo um periódico de alto impacto (Impact factor = 9,6 no ano de 2015). “Eu fiz várias revisões de artigos científicos durante 2016 e eles me deram um prêmio de revisora de destaque, em uma lista reduzida, e em que de fato sou a única brasileira”, comenta a professora.

A professora explica que o “Outstanding Reviewer Award” foi dado para uma parcela reduzida de pesquisadores que atuaram como revisores, e que em 2016 apresentaram contribuições relevantes e acima da média quanto à análise dos artigos científicos. “É o reconhecimento de um trabalho importante para a comunidade científica, já que os revisores são os profissionais mais qualificados a analisarem de perto os trabalhos científicos antes que os mesmos sejam publicados. Neste momento que podem ser sugeridas melhorias, detectar o quão inédito o trabalho é, e também sondar a veracidade dos fatos, garantindo a qualidade do material a ser disponibilizado para a nossa comunidade científica”.

Certificado Outstanding Reviewer

Na lista dos revisores destaques estão pesquisadores muito conceituados de universidades importantes mundialmente, como Harvard University, University of Manchester, University of Washington, etc. A lista completa de premiados pode ser acessada em: http://iopscience.iop.org/journal/2053-1583/page/reviewer2016

“A IOP Publishing tem o orgulho de reconhecer a excelência na revisão e os nomes listados aqui foram escolhidos pelas equipes editoriais da revista. Sem a contribuição e experiência da nossa comunidade de revisores, seria impossível manter os altos padrões da revista, e gostaríamos de agradecer muito a todos pelo seu serviço”- trecho extraído da IOP Publishing.

Na UFLA, Jenaina coordena o grupo de pesquisa em teoria, síntese e caracterização de novos materiais (NanoMat/UFLA), que dedica-se ao estudo das propriedades eletrônicas, ópticas, estruturais e vibracionais de novos materiais, principalmente bidimensionais (grafeno, novos alótropos de grafeno, metal dicalcogenetos de trasição, dentre outros), com uma abordagem tanto teórica quanto experimental.

NanoMat

O NanoMat surgiu em 2015, após a estruturação inicial do Departamento de Física, que foi fundado em outubro de 2014. O foco de atuação compreende o estudo teórico e experimental das propriedades químicas e físicas de materiais, especialmente nanoestruturas bidimensionais, visando o entendimento de novos fenômenos observados devido à baixa dimensionalidade ou à síntese de novos compósitos. 

Para realizar os estudos são utilizados métodos como a Teoria do Funcional da Densidade (Density Functional Theory – DFT), teoria de grupos, Espectroscopia Raman, síntese por deposição química de vapor (Chemical Vapor Deposition – CVD), Microscopia de Força Atômica, Microscopia Eletrônica de Varredura, dentre outros. 

Outro ponto estratégico de atuação do NanoMat é o desenvolvimento de instrumentação científica para síntese e caracterização de novos materiais, assim como instrumentação voltada ao ensino. É fundamental destacar a formação de pessoal altamente qualificado para o desenvolvimento de tecnologias barateadas, e que podem ser transformadas em produtos a serem transferidos para a sociedade.

O NanoMat desenvolve ainda pesquisas multidisciplinares envolvendo materiais para a melhoria da qualidade de solos e também análises de composição e armazenamento de cafés especiais, procurando desenvolver metodologias que agregam valor a estes produtos.

Texto: Camila Caetano, jornalista- bolsista DCOM/Fapemig. 

 

Prêmio de Pesquisa Básica “Mares Guia” foi lançado na UFLA

Instituições ou empresas, assim como empresas jovens, podem participar desta edição

O lançamento da chamada do Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia foi realizado no dia 23 de março, na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Neste ano, o prêmio será concedido à instituição/empresa e a empresa jovem (o que contempla empresas incubadas, aceleradas, laboratórios que trabalham com pesquisa básica, startups e spin-offs) que, através da pesquisa básica, contribuam significativamente para o desenvolvimento da ciência e para subsidiar soluções aos problemas da humanidade.

A cerimônia contou com a presença do reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo, a vice-reitora da UFLA, professora Édila Vilela de Resende Von Pinho, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), professor Evaldo Vilela, e o pró-reitor de Pesquisa da UFLA, professor Teodorico de Castro Ramalho. Também participaram os membros da Comissão Julgadora do Prêmio, professores Márcia Paranho Veloso, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), e Wolney Lobato, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Minas).

O presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, ressaltou a importância que o Prêmio está ganhando no Estado. “Estamos aqui para enaltecer a ciência, fomentar CT&I, mas também premiar os talentos que por meio de suas ações e pesquisas possibilitam gerar inovação, oportunidades e renda. Hoje sabemos, por exemplo, que as startups criam e geram empregos e a Fapemig vem investindo nisso”, disse.

O reitor da UFLA abordou a importância de oferecer à sociedade um retorno sobre a pesquisa produzida na Universidade: “Precisamos ter em mente que somos financiados pela população e como tal temos a missão de retornar para a sociedade, por meio das pesquisas financiadas, os benefícios que contribuam para sua qualidade de vida”. Nesse sentido, Scolforo exaltou o trabalho de cientistas da Universidade, como os professores Magno Antonio Patto Ramalho e Alfredo Scheid Lopes. Sua pesquisa culminou em novos cultivares e na utilização do cerrado para a agricultura, respectivamente, trazendo importantes avanços à atividade agrícola e à produção de alimentos.

O pró-reitor de Pesquisa, professor Teodorico, parabenizou a iniciativa do Prêmio e considerou ser uma honra para a UFLA sediar o lançamento. Ele também enfatizou a importância da pesquisa: “Sem ela, não há ensino”. O professor Matheus Puggina de Freitas, do Departamento de Química da UFLA (DQI), foi o vencedor do Prêmio em 2016 na categoria Jovem Pesquisador. Nos anos pares, o prêmio é concedido nas categorias Pesquisador e Jovem Pesquisador. Nos anos ímpares, o prêmio é voltado às instituições e empresas, públicas ou privadas, sediadas no Estado de Minas Gerais.

Inscrições

As inscrições para concorrer ao prêmio estarão abertas a partir de 25 de março e deverão ser encaminhadas pelos Correios até o dia 2 de junho de 2017, à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) – Prêmio de Pesquisa Básica “Marcos Luiz dos Mares Guia” – Av. José Cândido da Silveira, 1500, Bairro Horto – Belo Horizonte – MG – CEP 31035-536.

Neste ano, o prêmio vai chegar a R$30 mil em dinheiro na soma das duas modalidades e os interessados já podem ter acesso à ficha de inscrição.

Acesse aqui informações sobre o Prêmio Mares Guia – 2017

Com informações da Fapemig.

 

Prêmio de Pesquisa Básica Mares Guia será lançado na UFLA no dia 23 – participe

A UFLA sediará uma cerimônia de lançamento do Prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia de Pesquisa Básica 2017, que contempla cientistas mineiros cujos estudos e pesquisas contribuam significativamente para a ciência. A cerimônia será no dia 23/3, às 16 horas, no Salão de Convenções, com entrada gratuita. O prêmio é promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

No evento, será lançado o Edital de Chamada, que definirá os prazos de inscrição e critérios e procedimentos para sua efetivação. Em 2017, o prêmio será concedido nas categorias “Instituição/Empresa” e “Empresa Jovem”. A primeira categoria diz respeito à unidade (departamento, laboratório, núcleo, entre outras) com atuação em ciência e tecnologia, ou à própria instituição, pública ou privada.

Já a categoria empresa jovem contempla instituições com até cinco anos de instalação e faturamento limitado a R$ 3,6 milhões – empresas incubadas, aceleradas, startups e spin-offs. As candidaturas nas categorias Instituição/Empresa e Empresa Jovem deverão estar sediadas em Minas Gerais ou aqui possuírem unidades instaladas.

O prêmio é constituído por diploma e medalha para os agraciados, e quinze mil reais para o primeiro colocado – valor destinado para uso exclusivo em atividades de pesquisa básica. A escolha leva em conta a relevância dos resultados da pesquisa para a ciência e suas potenciais aplicações na solução de problemas sociais, no mercado ou na melhoria da qualidade de vida em Minas Gerais, e a originalidade.

No ano passado, o professor Matheus Puggina de Freitas, do Departamento de Química da UFLA (DQI), foi o vencedor desse prêmio na categoria Jovem Pesquisador. Ele foi premiado premiado com o trabalho “Estrutura molecular e sua relação com propriedades químicas, físicas e biológicas”.

Mares Guia

Marcos Luiz dos Mares Guia foi um dos responsáveis pela descoberta da insulina humana recombinante e pela fundação da Biobrás, empresa pioneira na fabricação de insulina no Brasil. O cientista também foi um dos idealizadores da Fapemig, instituição fundada em 1986, professor emérito do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e um dos mais importantes pesquisadores da área de biotecnologia do País.

 

Professor da UFLA vence Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia – Jovem Pesquisador

Prêmio será concedido pela Fapemig no dia 3 de outubro, em Belo Horizonte

matheus-puggina-premio-mares-guia1As pesquisas que vem sendo desenvolvidas desde o mestrado pelo professor Matheus Puggina de Freitas, do Departamento de Química da UFLA (DQI), foram reconhecidas pela Fapemig: o docente receberá o Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia, na categoria Jovem Pesquisador. A entrega será feita no dia 3 de outubro, em Belo Horizonte, em solenidade no edifício da Fiemg, às 18h30.

O título da pesquisa é: “Estrutura Molecular e sua Relação com Propriedades Químicas, Físicas e Biológicas”. O dossiê descritivo enviado à Fapemig para concorrer ao prêmio reportou um histórico das pesquisas feitas pelo professor Matheus, de 1999 até hoje. “Essas pesquisas versam sobre as duas linhas em que atuo: Análise conformacional de pequenas moléculas e QSAR (Quantitative Structure-Property Relationships, uma sub-linha da área de Química Medicinal)”, conta o docente.

A primeira linha busca avaliar como a estrutura tridimensional de uma molécula varia em função do tempo e do meio, através da rotação de ligações químicas (o que dá origem às formas das moléculas – conformações – ou os diferentes arranjos espaciais do átomos em uma molécula obtidos pela rotação de ligações químicas simples). A análise dos compostos é feita por meio de técnicas como espectroscopias no infravermelho e ressonância magnética nuclear, e a interpretação dos resultados envolve simulação computacional. “Dessa forma, pode-se compreender os fenômenos que governam a estabilidade de conformações de estruturas químicas e, consequentemente, é possível prever a geometria de moléculas análogas, que tem relação com propriedades químicas (por exemplo, reatividade de reagentes químicos), físicas (tais como resistência de materiais) e biológicas (como sua atividade farmacológica ou herbicida)”, explica o professor.

Na segunda linha de pesquisa (QSAR), a modelagem computacional é utilizada para encontrar uma relação matemática entre estrutura química e propriedades macroscópicas de substâncias (por exemplo, bioatividade de candidatos a fármacos, sorção no solo de herbicidas e bioconcentração de poluentes ambientais). Nessa linha, o professor descreve um método desenvolvido na UFLA: “Desenvolvemos em 2005 e aprimoramos desde então o MIA-QSAR (Multivariate Image Analysis applied to QSAR). Segundo esse método, a correlação da estrutura química com sua propriedade de interesse é realizada por meio de descritores moleculares obtidos da imagem da estrutura química – isto é, os descritores são representados pelos pixels dessa imagem. A alteração nas coordenadas dos pixels em uma imagem codifica as modificações na estrutura molecular, que, por sua vez, explicam a alteração nas propriedades químicas, físicas e biológicas das moléculas. Essa é uma maneira de desenhar racionalmente novos fármacos e agroquímicos, sem a necessidade de se experimentar por tentativa e erro possíveis candidatos a compostos de interesse”.

Prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia de Pesquisa Básica

Criado pelo Governo do Estado e concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), o Prêmio contemplou três pesquisadores mineiros. Os agraciados se distinguiram na condução de estudos e pesquisas básicas que contribuíram para o avanço do conhecimento científico e apresentam potencial para subsidiar o desenvolvimento de soluções para problemas da humanidade.

O professor Matheus receberá certificado, medalha e R$6 mil de premiação. “O prêmio é individual, mas a pesquisa não poderia ter se desenvolvido ao longo de 11 anos de UFLA se não fosse pelo excelente ambiente de trabalho e pelos colegas do DQI, especialmente pelos estudantes do Grupo de Química Computacional e pelos meus amigos e parceiros, professores Elaine Fontes Ferreira da Cunha e Teodorico de Castro Ramalho. Também fizeram parte das pesquisas colaboradores de outras instituições do Brasil e do exterior”, enalteceu.

Na categoria Pesquisador, Elizabeth Pacheco Batista Fontes, da Universidade Federal de Viçosa, foi a vencedora do prêmio, com o trabalho: “Novos mecanismos de imunidade antiviral e respostas adaptativas a estresses fisiológicos em plantas”. José Barbosa dos Santos, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e Daniele da Glória de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, receberão Menção Honrosa. Eles fizeram os trabalhos “Impacto ambiental do uso de herbicidas e técnicas de descontaminação ambiental” e “Estudo dos mecanismos imunes envolvidos na resposta do hospedeiro em modelos experimentais de dengue em camundongos”, respectivamente.