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Inscrições para Olimpíada Brasileira de Astronomia irão até 30/4 e podem ser feitas no MHN/UFLA

Projeto “A Magia da Física e do Universo”, da UFLA, vem apoiando estudantes de Lavras e região

Visita do projeto Magia da Física ao Projeto Curumim, em Nepomuceno

A 21ª Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) será realizada no dia 18/5/18, em diversas escolas e instituições do País (incluindo a UFLA), em horários a serem definidos pelos locais de aplicação. A inscrição de estudantes deverá ser feita até 30 de abril; aqueles que desejam participar da OBA na UFLA poderão se inscrever no Museu de História Natural (MHN), no Câmpus Histórico.

Podem participar da OBA estudantes do primeiro ano do ensino fundamental até alunos do último ano do ensino médio. A OBA é aberta à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos, que devem preferencialmente participar voluntariamente. A OBA ocorre totalmente dentro da própria escola, em uma única fase e é realizada durante um só ano letivo. Ao final da OBA, todos os estudantes recebem um certificado de participação; caso tenha ganhado alguma medalha, isso também constará no certificado. Além disso, todos os professores envolvidos no processo, diretores e escolas recebem certificados. Veja todos os detalhes no regulamento da OBA 2018.

A Sociedade Brasileira de Astronomia (SAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) organizam anualmente a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA). Essa olimpíada permite a formação de equipes de estudantes das escolas para a realização da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), e da Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).

Além disso, cerca de 60 alunos do ensino médio são selecionados para realizar a Jornada Espacial. Os estudantes todo ano ganham muito conhecimento teórico, prático e também a oportunidade, individual e/ou coletiva, de ter contato com a ciência e tecnologia desenvolvida em nível nacional e/ou internacional. A olimpíada também promove a articulação entre escolas, universidades, museus e espaços de ciência e tecnologia para uma estruturação cada vez mais sólida da sociedade brasileira.

Apoio

A equipe do projeto de divulgação científica “A Magia da Física e do Universo”, do Departamento de Física da UFLA (DFI), oferecerá apoio logístico e subsídio intelectual às escolas e aos estudantes que irão participar da OBA.

Para o nível I (1ª e 2ª séries) e nível II (3ª e 4ª séries), poderão ser requeridas oficinas, pelo e-mail magiadafisica@gmail.com ou diretamente no Museu de História Natural, pelo telefone (35) 3829-1206.

Já as oficinas de astronomia para os níveis III (5° ao 8° ano) e IV (ensino médio) serão realizadas duas vezes por semana, durante o evento Festa Das Estrelas, promovido pelo projeto Magia da Física. Nos sábados, às 19h, a Festa das Estrelas ocorrerá no Museu de História Natural (UFLA). Nas quintas-feiras, às 19h30, será no CEU (bairro Nossa Senhora de Lourdes).

  • Festa das Estrelas no CEU, bairro Nossa senhora de Lourdes, quintas às 19h30.
  • Departamento de Física da UFLA (35) 3829-5104 ou no ramal dos coordenadores da Magia da Física: (35) 3829-5113 – Jose Nogales; e (35) 2142-2140 – Karen Luz.

Apoio regional

O projeto Magia da Física iniciou uma série de apoios a escolas da região que desejam participar da OBA. Uma delas é a Escola Cenecista Dulce Oliveira, de Perdões, que já realizou atividades junto ao projeto no Museu de História Natural, entre 19 e 23 de março. O Projeto Curumim, de Nepomuceno, que alberga crianças em situação de vulnerabilidade, também entrou na dinâmica de fazer a OBA. 

O projeto também deixou, na Secretaria do Departamento de Física e no Museu de História Natural, uma lista para que graduandos e pós-graduandos, interessados em contribuir para ministrar aulas de exercícios da OBA aos jovens (em Lavras, Nepomuceno ou Perdões), se cadastrem.

Links importantes

 

Física de Partículas: estudantes de 5 cidades participaram de evento, em parceria com o Cern, na UFLA

A UFLA sediou, pela terceira vez, o evento International Masterclasses – Hands on Particle Physics. Trata-se de um importante programa de divulgação científica, da área de Física de Altas Energias, voltado a estudantes do ensino médio. O evento foi realizado na Universidade, no dia 23, constituindo-se por palestras e uma videoconferência com cientistas do Cern (European Organization for Nuclear Research – Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear).  Assim, apresentou aos estudantes e professores esse campo de pesquisa contemporâneo, a fim de estimular vocações científicas.

Cerca de 80 estudantes, de 5 cidades (Boa Esperança, Divinópolis, Itanhandu, Lavras e Varginha), participaram das atividades, que incluíram a análise de dados reais, provenientes de uma colisão de partículas subatômicas, obtidos do LHC/Cern (Large Hadron Collider – Grande Colisor de Hádrons). Com os dados, é possível, por exemplo, calcular a massa das partículas e analisar se no evento houve formação de novos tipos. O LHC é um acelerador de partículas, equipamento capaz de levar diferentes tipos delas a altíssimas velocidades, e provocar colisão entre elas. Entender os componentes da matéria e o comportamento das partículas em velocidades próximas à da luz estão entre os objetivos perseguidos pelos cientistas ao utilizarem esses equipamentos.

Momento da videoconferência com cientistas do Cern

Essa análise de dados foi feita pela manhã, e os estudantes foram orientados pela professora Márcia Begali, da UERJ (coordenadora nacional do International Masterclasses). Após o almoço, houve a videoconferência com o Cern e três palestras: Mecânica Quântica, Relatividade Geral e o desafio da Gravitação Quântica, com o professor Rodrigo Bufalo (Departamento de Física – DFI/UFLA); Engenharia Física na UFLA, com o professor Sérgio Martins (DFI/UFLA); e Física de partículas e o LHC, com a professora Márcia Begali.

“Essa é uma área bastante ativa de pesquisa na Física, e uma das ferramentas de análise são os aceleradores. O LHC é o maior deles, em todo o mundo, e tivemos o privilégio de analisar dados obtidos nele. Para os estudantes, é uma grande oportunidade, inclusive pelo contato direto com a professora Márcia, que também desenvolve trabalhos com o Cern”, analisou o professor Helvécio Geovani Fargnoli Filho (DFI), organizador do evento na UFLA.

A oportunidade também foi elogiada por professores participantes: “O evento mostra uma parte da Física sobre a qual ainda não há muito acesso na educação básica”, ponderou a professora Liliane Regina Brito Vilela Ferreira. “Além de motivar para o desenvolvimento na disciplina, desperta o interesse para esta área”, ressaltou o professor Cesar Alencar de Souza. Ambos são do Colégio Padre Júlio Maria, de Boa Esperança – escola que participou pela terceira vez do evento.

O Masterclasses tem organização do International Particle Physics Outreach Group em parceria com o Cern. Ocorre anualmente em mais de 50 países.

 

Primeira edição da Festa das Estrelas será neste sábado (24/3)

No próximo sábado (24/3) será realizada a primeira edição da oficina “Festa das Estrelas”, às 19h, no Museu de História Natural (MHN), situado no Câmpus Histórico da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Essa edição terá como tema “A mensagem do Universo da Voyager, do hexágono de Saturno, passando pelas tormentas de Júpiter, até os confins do nosso sistema solar”.

Durante a oficina haverá um debate. Logo após, os participantes poderão observar o céu a olho nu e com lasers. Os destaques serão as constelações do Cruzeiro do Sul, Orion e as estrelas Aldebaran e Sirius.

Essa será a primeira de doze edições que ocorrerão ao longo do semestre, sempre aos sábados, às 19h, no Museu de História Natural da UFLA. A oficina integra o projeto Magia da Física e do Universo, coordenado pelos professores do Departamento de Física (DFI) Karen Luz Rosso e Jose Alberto Nogales. As próximas edições podem ser conferidas na imagem (clique para ampliar).

Os interessados em participar e ter acesso à certificação podem efetuar a inscrição no Sistema Integrado de Gestão da UFLA ou no MHN. O evento é aberto a toda a comunidade e a entrada é franca.

Mais informações podem ser obtidas na página do projeto no Facebook.

Luciana Tereza- estagiária Dcom/UFLA

 

UFLA vai ganhar observatório de meteoros – fragmentos espaciais foram tema de palestras na Primavera dos Museus

Gabriel faz palestra sobre Astrobiologia

Várias atrações sobre meteoros vêm sendo realizadas na UFLA durante a Primavera dos Museus, que prossegue até o dia 23. No dia 20, foi iniciada uma exposição de meteoritos e houve uma palestra com o dono da coleção, o pesquisador Gabriel Gonçalves Silva – que abordou o tema Astrobiologia. Outra palestra, nesse dia, foi do membro da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), Marcos da Silva, que trouxe equipamentos para a instalação de uma estação de monitoramento de meteoros na Universidade. Ele também falou sobre o fenômeno e sobre a Bramon.

Gabriel, doutorando da USP na área de Meteórica e Astrobiologia, desenvolve pesquisas de interação entre microrganismos e fragmentos de meteoritos. “Esses fragmentos são pobres em nitrogênio e fósforo. Dessa forma, não têm a função de abrigar vida”, observou. No entanto, ressaltou que alguns meteoritos apresentam matéria orgânica. Assim, já foram encontrados meteoritos nos quais, após a chegada na Terra, se desenvolveram colônias de bactérias e líquens. Essa é uma área na qual se pode pesquisar, futuramente, comportamentos de microrganismos e composição química dos astros, entre outros – o que pode contribuir para estudos inclusive sobre colonização espacial.

Um meteorito é a denominação dada a fragmento de asteroide, cometa ou restos de planetas desintegrados, quando alcança a superfície da Terra. Varia de tamanho e de composição, podendo ser metálico, rochoso ou metálico-rochoso.

Marcos Silva diferenciou, em sua palestra, os diferentes tipos de meteoros e apresentou os impactos mais relevantes ocorridos nos últimos 20 anos. Natural de Luminárias, ele frisou que Minas Gerais é o estado que conta com mais registros de quedas de meteoritos no Brasil. Com relação à Bramon, explicou seus objetivos: catalogar chuvas de meteoros, analisar composições dos meteoritos e colaborar com instituições de ensino. Integrando a rede, a UFLA passará a monitorar fenômenos, gerar dados e também a recebê-los de outras estações.

Para obter uma estação, é preciso dos seguintes equipamentos: uma câmera de segurança de modelo específico, instalada em área externa e adaptada (sem o filtro de infravermelho e acoplada a uma lente); um computador com placa de captura de vídeo; e softwares específicos para registro e análise de dados.

Estação B612, na UFLA

No Museu de História Natural será instalada a primeira estação de monitoramento de meteoritos, em caráter experimental. Receberá o nome de B612, uma alusão ao asteroide da obra “O Pequeno Príncipe”. Na visita, Marcos trouxe a câmera que será instalada no local. A instalação e operação da estação devem ocorrer nas próximas semanas. Para a instalação, deverá ser definido o campo de visão que a câmera atingirá, pois ela funcionará em conjunto com outras, no Estado – o pareamento melhora os resultados da observação de um fenômeno, aumentando as chances de calcular a área de queda do fragmento. Na região, já existem estações de membros da Bramon em Luminárias, Varginha, Bambuí e Maria da Fé.

Outras estações de monitoramento estão sendo articuladas em Lavras, dentro e fora do câmpus da UFLA. A articulação é feita, na UFLA, pelos professores Karen Luz Rosso e Jose Alberto Nogales, do Departamento de Física (DFI), e coordenadores do projeto “A Magia da Física e do Universo”.

Primavera dos Museus

A Primavera dos Museus é uma iniciativa nacional criada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que convida instituições de todo o Brasil para participar, por meio de programações individuais voltadas para a temática comum – neste ano, a temática está relacionada à preservação de memórias. Em 2017, mais de 900 museus oferecerão, juntos, 2500 atividades entre os dias 18 e 24 de setembro.

Na UFLA, os eventos são realizados pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), Museus Bi Moreira e de História Natural (MHN), projeto “A Magia da Física e do Universo”, Programa de Educação em Solos (PEDS) e projeto de feiras de ciências itinerantes. A programação completa conta com exposições, apresentações artísticas, palestras, exibições, minicursos e visitas monitoradas.

Confira a programação completa na UFLA aqui.

Professora da UFLA vence Prêmio Para Mulheres na Ciência 2017, na categoria Física

A professora Jenaina Ribeiro Soares, do Departamento de Física da Universidade Federal de Lavras (DFI/UFLA), foi a vencedora do prêmio nacional Para Mulheres na Ciência 2017, sendo a única agraciada na categoria Física. O prêmio é uma promoção da Unesco, Academia Brasileira de Ciências e L’Oréal.

O projeto vencedor na categoria Física, elaborado pela professora Jenaina, está relacionado à sua linha de pesquisa: estudo das propriedades e síntese de nanomateriais – materiais cuja estrutura possui até um milionésimo de milímetro. Nessa escala, as nanoestruturas têm baixa dimensionalidade e apresentam propriedades diferentes das observadas em maior escala.

Assim, a professora desenvolve estudos teóricos e experimentais, aplicando diferentes técnicas, a fim de identificar as formas e propriedades das nanoestruturas. “Imagine conseguir escalar elementos para a espessura de poucos átomos: em eletrônica, isso permitiria obter componentes menores, com consumo menor de energia e maior capacidade de processamento”, exemplifica Jenaina.

Outra linha desenvolvida, que terá o auxílio da bolsa recebida pelo prêmio, é a continuidade no desenvolvimento de equipamentos para sintetizar e caracterizar nanomateriais. Investindo na construção de instrumentação científica própria, a pesquisadora busca mais independência em relação a aparelhos estrangeiros, redução de custos e customização. A aplicação do valor recebido no prêmio será, principalmente, em equipamentos e reagentes.

O programa Para Mulheres na Ciência está na 12ª edição e já reconheceu, desde 2006, mais de 70 cientistas brasileiras nas áreas de Física, Matemática, Química e Ciências da Vida. As sete vencedoras (sendo quatro na categoria Ciências da Vida) foram escolhidas por um júri acadêmico formado por membros da Academia Brasileira de Ciências, avaliadas pelo potencial das pesquisas e pela trajetória que já desenvolveram em suas áreas de atuação. Cada cientista será premiada, em solenidade em outubro, com uma bolsa-auxílio de R$50 mil para fundamentar e dar continuidade às pesquisas.

Segundo a pesquisadora, “O prêmio possui uma importância fundamental devido à projeção até mesmo internacional, visto que também é concedido em outros países. O recurso será essencial para colocarmos equipamentos em funcionamento que estavam parados por falta de reagentes, assim como a parte de desenvolvimento de instrumentação própria”, afirmou.

Na UFLA, Jenaina é coordenadora do grupo de pesquisa em teoria, síntese e caracterização de novos materiais (NanoMat/UFLA), dedicado ao estudo das propriedades eletrônicas, ópticas, estruturais e vibracionais de novos materiais, principalmente bidimensionais (grafeno, novos alótropos de grafeno, metal dicalcogenetos de transição, dentre outros), como objetivo de compreender novos fenômenos observados devido à baixa dimensionalidade ou à síntese de novos compósitos. “O estudo e trabalho com esse tipo de material são muito recentes. Foram iniciados em 2004”, revela a professora.

Para realizar tais estudos, são utilizados métodos como a Teoria do Funcional da Densidade (Density Functional Theory – DFT), teoria de grupos, Espectroscopia Raman, síntese por deposição química de vapor (Chemical Vapor Deposition – CVD), Microscopia de Força Atômica, Microscopia Eletrônica de Varredura, dentre outros. O NanoMat atua, ainda, no desenvolvimento de instrumentação científica para síntese e caracterização de novos materiais, assim como instrumentação voltada ao ensino; e formação de pessoal altamente qualificado para o desenvolvimento de tecnologias barateadas, que podem ser transformadas em produtos a serem transferidos para a sociedade.

O NanoMat também desenvolve pesquisas multidisciplinares envolvendo materiais para a melhoria da qualidade de solos e também análises de composição e armazenamento de cafés especiais, procurando desenvolver metodologias que agregam valor a estes produtos.

Saiba mais sobre o Prêmio Para Mulheres na Ciência.

Contribuição: Camila Caetano

 

Pesquisadores da UFLA apresentam trabalhos em conferência internacional e workshop sobre nanotecnologia

Os professores do Departamento de Física (DFI) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Raphael Longuinhos Monteiro Lobato, Jenaina Ribeiro Soares e Igor Saulo Santos de Oliveira participaram do 18th International Conference on the Science and Application of Nanotubes and Low-dimensional Materials (NT17), no final do mês de junho, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

A conferência é um evento tradicional na área de nanomateriais (materiais cujos constituintes principais têm dimensões entre 1 e 100 nanômetros) e é realizada a cada ano em um local diferente. Pela segunda vez no Brasil, essa edição teve como homenageada a professora, falecida recentemente, Mildred S. Dresselhaus, pesquisadora do Massachussets Institute of Techinology (MIT) e conhecida internacionalmente pelos amplos avanços realizados na área de pesquisa de nanotubos de carbono, novos nanomateriais bidimensionais e o estudo de suas propriedades. Mildred foi orientadora da professora Jenaina durante seu estágio sanduíche no MIT.

No evento, os professores da UFLA apresentaram seis trabalhos, sendo três apresentações orais. Basicamente, os pesquisadores trabalharam com novos efeitos observados em novos nanomateriais laminares quando em espessuras de ordem atômica, além de observar a ação de contaminação por oxigênio e respostas ópticas dependentes da simetria e estrutura dos mesmos.

Raphael Longuinhos e Jenaina Ribeiro são integrantes do grupo de pesquisa NanoMat (DFI/UFLA), o qual se dedica ao estudo das propriedades eletrônicas, ópticas, estruturais e vibracionais de novos materiais, principalmente bidimensionais (grafeno, novos alótropos de grafeno, metal dicalcogenetos de transição, dentre outros), com abordagem teórica e experimental.

Mais aprendizados

No início do mês de julho, a professora Jenaina juntamente com o servidor Diêgo Fuzzato e os estudantes do curso de Engenharia de Controle e Automação Vítor Barbosa Nunes Costa e Karolina Cardoso Faria participaram do II AFM Workshop, em Campinas, São Paulo. O evento foi realizado no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) e teve o objetivo de introduzir diferentes técnicas de microscopias de varredura por sonda e suas aplicações, além da exposição de equipamentos no estado da arte da tecnologia atual. As atividades foram conduzidas por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Os estudantes e servidores da UFLA apresentaram na forma de pôsteres seus trabalhos de instrumentação na área de microscopia de força atômica e de tunelamento voltada para nanomaterias. Na oportunidade, puderam conhecer outros pesquisadores e empresários fornecedores de equipamentos comerciais.

“A experiência em participar de um evento de alto nível como esse é fundamental para os estudantes, técnicos e professores que atuam em pesquisas de síntese e instrumentação voltadas para nanomateriais, pois oferece uma visão do que há de mais avançado na área”, afirma a professora Jenaina.

Os participantes também realizaram uma visita ao Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), onde foram apresentadas possibilidades de pesquisa, uso multiusuário das linhas de luz, e interações futuras na formação de redes voltadas a microscopias de sonda.

Panmela Oliveira – comunicadora e bolsista Dcom/Fapemig

 

Primeira ação do projeto “Os ‘trem’ da ciência” alcança resultados positivos

Professor Joaquim Quinteiro Uchôa

O primeiro evento do projeto “Os ‘trem’ da ciência” foi realizado na última quarta-feira (31/6) no restaurante Barão Steakhouse. Organizado pela equipe do projeto de extensão A Magia da Física e do Universo, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), a ação tem como objetivo aproximar as pessoas do conhecimento científico, além de promover uma melhor interação entre público e pesquisadores da Universidade, motivo pelo qual as ações serão sempre realizadas em locais descontraídos da cidade. 

“Passado, presente e futuro da inteligência artificial” foi o tema da noite. O palestrante e professor do Departamento de Ciência da Computação (DCC) Joaquim Quinteiro Uchôa esclareceu sobre as vantagens, desvantagens, aplicações e perigos do uso da inteligência artificial. Ele falou sobre a diferença entre a inteligência artificial ligada ao trabalho com computadores e aquela que se refere à imitação de seres humanos, conceito geralmente construído pelos filmes de Hollywood.

O segundo palestrante, o professor do DCC Ahmed Ali Abdalla Esmin, explanou sobre as aplicações atuais da inteligência artificial para benefício dos seres humanos, como, por exemplo, o desenvolvimento de câmeras inteligentes que reconhecem espaços vagos em estacionamentos sem a ajuda de instalações de sensores físicos locais e a adaptação de casas inteligentes para pessoas com necessidades motoras especiais, entre outras utilizações.

Ahmed defende que o ensino da programação computacional deve ser realizado desde a infância, devido ao estágio evolucionário pelo qual os seres humanos estão passando. Para ele, o uso adequado da inteligência artificial faz dela um bem social.

Professor Ahmed Ali Abdalla Esmin

Professores da rede de ensino de Lavras, servidores da prefeitura e empreendedores foram convidados para participar do evento. Para uma das organizadoras, professora Karen Luz Burgoa Rosso, “o contato dos palestrantes com os professores foi essencial, pois foram discutidas ideias e sugestões para implementar o ensino da inteligência artificial nas escolas, um dos objetivos do projeto A Magia da Física e do Universo”.

O evento teve, ainda, a participação do pró-reitor de Extensão e Cultura da UFLA, professor João José Granate de Sá e Melo Marques; de professores e estudantes do Departamento de Física; de servidores dos museus da UFLA; além de estudantes de diferentes cursos de graduação da Universidade. “A iniciativa da equipe do projeto constituiu em uma forma muito eficaz de reunir as pessoas interessadas em fazer de Lavras e região um local de vanguarda, voltado para o futuro, não somente tecnológico, mas também mais responsável socialmente e inclusivo”, avalia Karen. O objetivo é que a ação ocorra uma vez por mês em diferentes locais da cidade.

A condução das atividades foi feita pelo professor do Departamento de Física (DFI) Jose Nogales, que apresentou inicialmente as atividades desenvolvidas no projeto “A Magia da Física e do Universo”, coordenado por ele, juntamente com a professora Karen. Ele também convidou o público para outras atividades programadas e agradeceu ao restaurante pela recepção ao evento e pelo apoio prestado à divulgação científica. O projeto desenvolve atividades para despertar a curiosidade e o interesse das pessoas para os fenômenos astronômicos. Criado em janeiro de 2009, integra também ensino e pesquisa científica e inclui atividades dirigidas a escolas da região e à população em geral. Realiza aos sábados a oficina Festa das Estrelas e às quintas-feiras o encontro Cinema com Ciência.

O apoio às atividades é do Museu de História Natural (MHN), do Departamentos de Física (DFI), da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das pró-reitorias de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec) e de Extensão e Cultura (Proec).

Acompanhe as informações pelo Blog do Projeto.

Panmela Oliveira – comunicadora e bolsista Dcom/Fapemig

Professora da UFLA é premiada como revisora destaque na revista 2D Materials da IOP Publishing

Professora Jenaina Soares (DFI/UFLA)

A professora Jenaina Soares, do Departamento de Física da Universidade Federal de Lavras (DFI/UFLA) foi a única pesquisadora brasileira a receber o prêmio “Outstanding Reviewer” da revista 2D Materials/IOP Publishing, constando assim na consagrada lista de revisores destaques do periódico.

Esta revista é voltada para publicações na área de novos nanomateriais bidimensionais como o grafeno e outros materiais laminares, sendo um periódico de alto impacto (Impact factor = 9,6 no ano de 2015). “Eu fiz várias revisões de artigos científicos durante 2016 e eles me deram um prêmio de revisora de destaque, em uma lista reduzida, e em que de fato sou a única brasileira”, comenta a professora.

A professora explica que o “Outstanding Reviewer Award” foi dado para uma parcela reduzida de pesquisadores que atuaram como revisores, e que em 2016 apresentaram contribuições relevantes e acima da média quanto à análise dos artigos científicos. “É o reconhecimento de um trabalho importante para a comunidade científica, já que os revisores são os profissionais mais qualificados a analisarem de perto os trabalhos científicos antes que os mesmos sejam publicados. Neste momento que podem ser sugeridas melhorias, detectar o quão inédito o trabalho é, e também sondar a veracidade dos fatos, garantindo a qualidade do material a ser disponibilizado para a nossa comunidade científica”.

Certificado Outstanding Reviewer

Na lista dos revisores destaques estão pesquisadores muito conceituados de universidades importantes mundialmente, como Harvard University, University of Manchester, University of Washington, etc. A lista completa de premiados pode ser acessada em: http://iopscience.iop.org/journal/2053-1583/page/reviewer2016

“A IOP Publishing tem o orgulho de reconhecer a excelência na revisão e os nomes listados aqui foram escolhidos pelas equipes editoriais da revista. Sem a contribuição e experiência da nossa comunidade de revisores, seria impossível manter os altos padrões da revista, e gostaríamos de agradecer muito a todos pelo seu serviço”- trecho extraído da IOP Publishing.

Na UFLA, Jenaina coordena o grupo de pesquisa em teoria, síntese e caracterização de novos materiais (NanoMat/UFLA), que dedica-se ao estudo das propriedades eletrônicas, ópticas, estruturais e vibracionais de novos materiais, principalmente bidimensionais (grafeno, novos alótropos de grafeno, metal dicalcogenetos de trasição, dentre outros), com uma abordagem tanto teórica quanto experimental.

NanoMat

O NanoMat surgiu em 2015, após a estruturação inicial do Departamento de Física, que foi fundado em outubro de 2014. O foco de atuação compreende o estudo teórico e experimental das propriedades químicas e físicas de materiais, especialmente nanoestruturas bidimensionais, visando o entendimento de novos fenômenos observados devido à baixa dimensionalidade ou à síntese de novos compósitos. 

Para realizar os estudos são utilizados métodos como a Teoria do Funcional da Densidade (Density Functional Theory – DFT), teoria de grupos, Espectroscopia Raman, síntese por deposição química de vapor (Chemical Vapor Deposition – CVD), Microscopia de Força Atômica, Microscopia Eletrônica de Varredura, dentre outros. 

Outro ponto estratégico de atuação do NanoMat é o desenvolvimento de instrumentação científica para síntese e caracterização de novos materiais, assim como instrumentação voltada ao ensino. É fundamental destacar a formação de pessoal altamente qualificado para o desenvolvimento de tecnologias barateadas, e que podem ser transformadas em produtos a serem transferidos para a sociedade.

O NanoMat desenvolve ainda pesquisas multidisciplinares envolvendo materiais para a melhoria da qualidade de solos e também análises de composição e armazenamento de cafés especiais, procurando desenvolver metodologias que agregam valor a estes produtos.

Texto: Camila Caetano, jornalista- bolsista DCOM/Fapemig. 

 

Aula magna do Mestrado Profissional em Ensino de Física foi proferida por professor da Uerj

aula-magna-mestrado-fisica-2016O professor e filósofo de ciência Antonio Augusto Passos Videira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), participou de dois eventos na UFLA nos dias 11 e 12 de agosto.

No dia 11, Antonio Videira ministrou um colóquio intitulado “A Sociedade Brasileira de Física comemora 50 anos: a evolução da Física no Brasil entre 1934 e 1966”, no Anfiteatro do Departamento de Ciências Exatas (DEX). Nesse evento, falou sobre o contexto de criação da SBF, pesquisadores da época e suas contribuições, além de fatos históricos que marcaram as últimas cinco décadas na história da Física.

antonio-videiraEle também proferiu a aula magna para os discentes ingressantes no Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física – polo UFLA, no dia 12, no Anfiteatro do DEX. O tema da aula foi: “Aspectos históricos e epistemológicos do método científico”. Nela, o professor e filósofo demonstrou diferentes pontos de vista de cientistas e filósofos sobre o método científico.

 

Com informações de Luciana Tereza, estagiária Ascom; e Bruna Abreu, bolsista Proat/Ascom.

 

Professor e filósofo Antonio Augusto Videira ministra aula magna do mestrado em Física e colóquio na UFLA

A UFLA recebe, no período de 10 a 12 de agosto, o professor e filósofo de ciência Antonio Augusto Passos Videira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele apresentará um colóquio no dia 11 e ministrará a aula magna do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física – polo UFLA, no dia 12.

No colóquio do dia 11, o professor Antonio Videira abordará o tema sobre o qual é especialista: a história da Física no País. O evento, intitulado “A Sociedade Brasileira  de Física comemora 50 anos: a evolução da Física no Brasil entre 1934 e 1966”, será realizado às 19 horas, no Anfiteatro do Departamento de Ciências Exatas (DEX).

No dia seguinte, às 16 horas, Antonio Videira ministrará a aula magna  para o Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física – polo UFLA,  sobre: “Aspectos históricos e
epistemológicos do método científico”. A aula magna também será no Anfiteatro do DEX.

Além disso, o professor Antonio e o professor do DEX/UFLA Alexandre Bagdonas aproveitarão a visita para dar continuidade a uma pesquisa em colaboração. A pesquisa diz respeito à história da Física no Brasil, abordando, particularmente, os trabalhos do físico Gleb Wataghin na área de Cosmologia.

Com informações de Bruna Abreu, bolsista Proat/Ascom/DCC, DEX e DFI.