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Cidadania e analfabetismo constituem tema de pesquisa na UFLA

2018 é ano de eleição no Brasil. Apesar de garantido pelo artigo 14 da Constituição Brasileira, o sufrágio universal – que é o direito de votar e ser votado inerente a todos os brasileiros – é contraposto pelo seu quarto parágrafo, ao considerar como inelegível o indivíduo analfabeto. É com base nesse pressuposto que o professor do Departamento de Ciências Humanas (DCH) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Marcelo Sevaybricker Moreira, coordena a pesquisa “Educação, Democracia e Justiça: A Exclusão dos Analfabetos no Brasil e a Teoria Política Contemporânea”.

Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2016 o número de analfabetos no Brasil era em torno de 13 milhões de pessoas. Mais da metade dessa parcela corresponde a idosos acima dos 60 anos e moradores da região nordeste do país. No entanto, não é muito difícil conhecer pessoas que não saibam ler e escrever.

Apesar do grande número de iletrados, o assunto ainda é pouco debatido e estudado no Brasil. Nesse sentido, a pesquisa desenvolvida tem como objetivo investigar a exclusão histórica e, apenas parcialmente superada, dos analfabetos na história política brasileira.

O projeto tem como base algumas das principais abordagens da teoria política contemporânea que tratam da questão da democracia e da justiça. De acordo com o pesquisador, o propósito não é fazer uma análise exaustiva dessas teorias, mas utilizá-las criticamente a fim de compreender a realidade nacional. “A pesquisa justifica-se, não apenas por lidar com um debate frutífero e atual sobre a democracia e a justiça, mas por permitir pensar sobre os limites do processo de democratização nacional em curso nos séculos XX e XXI”, ressalta Marcelo.

 

A proposta inicial é a reconstrução sucinta da história da marginalização estrutural desse grupo social, com especial atenção para o modo como ela foi debatida e justificada nos diversos contextos políticos e culturais do país. Para análise desses fatores, o período observado inicia-se com a Proclamação da República, em 1889, e encerra-se com a Promulgação da Constituição de 1988. “Com a democratização do Brasil nos anos 80, os analfabetos foram considerados passíveis de votar, mas não passíveis de serem votados”, afirma o professor Marcelo.

Em seus estudos, o professor também questiona quais são os requisitos mínimos para classificar alguém como eleitor e como elegível, e se as características dos analfabetos são suficientes para justificar exclusão política dos mesmos. “Baseio-me na hipótese de que a inegibilidade dos analfabetos é um resquício do passado oligárquico da sociedade e do Estado brasileiro. Essa proibição existe em poucos países do mundo. Mesmo democracias recentes, como as da América do Sul, por exemplo, já aboliram essa barreira ao voto”, destaca Marcelo.

Mesmo com diversas propostas de reformas políticas, a elegibilidade dos analfabetos ainda não é defendida por nenhum partido. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 27, de 2010, que garante aos analfabetos o direito de serem eleitos, está na Comissão de Constituição e Justiça, no Senado, aguardando a designação de um relator.

Marcelo defende que é preciso minimizar a exclusão dos iletrados para a realização plena dos ideais de uma sociedade justa e democrática. “A cidadania no Brasil é um direito objetivo. Não faz sentido, portanto, pressupor alguma condição, como, por exemplo, o fato de ser alfabetizado para ser elegível. Além disso, a educação é um direito público segundo a Constituição de 88, mas o Estado não cumpre esse dever com relação aos analfabetos e ainda os penaliza mais uma vez com sua inegibilidade”, assegura o professor.

Panmela Oliveira – comunicadora e bolsista Dcom/Fapemig
 

UFLA na mídia: Estudantes de Moçambique falam sobre o Natal longe de casa em matéria do G1

Uma matéria do G1 mostrou o relato de estudantes de graduação e pós-graduação que vieram de Moçambique para estudar na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Na preparação para passar o Natal longe de suas famílias, o grupo organizou uma comemoração ao estilo do país de origem como forma de  amenizar a saudade. Na UFLA, há cerca de 23 estudantes de Moçambique, país que fica no sul da África.

Confira a matéria completa no link

Karina Mascarenhas- jornalista, bolsista Dcom/Fapemig. 

DCE lançará Jornal Universitário – Veja como participar

07.08 DCE jornalO Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Lavras – DCE Ascender – divulga o Edital que convida a comunidade acadêmica a participar do projeto de criação e lançamento do Jornal Universitário.

O DCE vai formar uma comissão de estudantes interessados em participar das atividades que formularão o Jornal Universitário. Há vagas para repórteres, fotógrafos, ilustradores, editores, revisores e diagramadores. Os interessados devem consultar o Edital para saber os pré-requisitos para cada vaga, além de ter acesso ao formulário de inscrição. A data limite para candidatar-se às vagas disponíveis segue até a próxima segunda-feira (12/8).

O projeto baseia-se na elaboração de um jornal impresso para estimular a criatividade, a leitura e a escrita, promover uma melhor interação entre todas as pessoas que circulam pela Universidade, além de representar um meio de comunicação que reflita a opinião estudantil.

O foco do jornal será o cotidiano dos estudantes, principalmente os fatos relacionados à UFLA, procurando manter os leitores atualizados, sem deixar de lado o crescimento cultural e a consciência social e ambiental.

A previsão para primeira tiragem do Jornal Universitário está prevista para o início do segundo semestre de 2013.

Consulte o Edital

 

 

UFLA lança campanha “Eu curto minha Universidade”

Cibele Aguiar

A UFLA, por meio da Pró-Reitoria de Graduação/Diretoria de Apoio e Desenvolvimento Pedagógico (DADP), acaba de lançar a campanha educativa “Eu Curto minha Universidade”, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), de Planejamento e Gestão (Proplag) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A Campanha contará com um concurso para produção de vinhetas, charges, slogans e textos, com prêmios para os vencedores.

O objetivo é chamar a atenção da comunidade acadêmica para os cuidados com o patrimônio da Universidade, incluindo o zelo com os equipamentos, a conservação dos bens públicos, a limpeza dos ambientes e o cuidado no trânsito, sobretudo como incentivo ao uso de ciclovias e calçadões.

O concurso está aberto a todos os estudantes regularmente matriculados na UFLA. As normas estão descritas no site da DADP. O período de inscrição para o concurso segue até 20/10/2011, às 17 horas, na Secretaria da DADP. A Comissão julgadora fará a seleção dos vencedores dia 25 de outubro e o resultado final será divulgado dia 26 de outubro no site e no Portal UFLA.

Veja o regulamento

 

I Fórum de Integração Universitária oferece mais de 450 atividades

Estudantes
Estudantes da UFLA no cotidiano

Com a transformação da tradicional Semana Acadêmica em Fórum de Integração Universitária, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Centros Acadêmicos da UFLA organizam ampla programação para a interação de estudantes das universidades do sul e sudeste de Minas (UNIFAL, UFOP, UNIFEI, UFSJ, UFJF e UFV). O evento será realizado na UFLA, no período de 23 a 29 de maio e estará aberto à participação da comunidade lavrense. Inaugurando um formato mais abrangente e com programação diversificada, o I Fórum de Integração Universitária marcará o primeiro evento público articulado pelas sete universidades. No primeiro dia da programação, haverá uma reunião de trabalho do Consórcio de Universidades.

Na abertura do evento, às 9 horas da segunda-feira 23, no Salão de Convenções da UFLA, estarão presentes os reitores das sete universidades consorciadas, representações políticas, representantes do DCE das universidades envolvidas, além de estudantes e professores. Na abertura haverá a palestra magna do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (SESU/MEC), professor Luiz Cláudio Costa. A comunidade de Lavras também está convidada para a solenidade.

Para o pró-reitor de Graduação, João Chrysostomo de Resende Júnior, o Fórum de Integração Universitária proporciona não apenas o desenvolvimento acadêmico, mas também prepara o estudante para o mercado de trabalho. “Este modelo promove a integração entre diferentes universidades para que as experiências sejam compartilhadas, contribuindo para a formação de um profissional com maior inserção na sociedade”, ressalta.

Programação

A programação completa do I Fórum de Integração Universitária, com a descrição das atividades científicas, culturais e esportivas, está disponível no site do DCE: http://www.dce.ufla.br/fiu Serão realizados mais 450 minicursos, palestras e mesas-redondas, que totalizam cerca de 30 mil vagas oferecidas. Muitos minicursos e palestras já estão com as vagas esgotadas; no entanto novas oportunidades serão abertas a partir de segunda-feira (16), às 18h. Para visualizar a programação e se inscrever no evento, é preciso se cadastrar como visitante ou utilizar o cadastro de aluno, por meio de login e senha institucional, caso seja estudante da UFLA.

Dos carros ecológicos à citogenética de peixes, das apresentações musicais à prática de escalada, o I Fórum de Integração Universitária inova ao oferecer uma programação que atenda a diferentes públicos e áreas do conhecimento. Para o coordenador do evento, Paulo Fabrício Queiroz Martins, esta é uma promoção de trabalho conjunto entre diferentes grupos da representação estudantil e grupos locais. “É uma forma de criar relações duradouras entre todos os grupos envolvidos, o que possibilitará o intercâmbio de ideias e projetos, além da construção de agendas de ações conjuntas”, destaca.