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Proximidade com florestas nativas pode favorecer a biodiversidade em áreas de plantio, diz pesquisa

Wallace em área monitorada.

Um estudo feito com comunidades de escaravelhos, em áreas de plantação de eucaliptos na Amazônia, concluiu que ecossistemas de plantação podem ser melhorados mantendo áreas de florestas naturais ao redor das de produção. Esta foi a conclusão da tese de doutorado de Wallace Beiroz, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada.

Wallace utilizou dados obtidos entre 2009 e 2013, de áreas de plantação de eucalipto próximas ou não de florestas naturais, na região Nordeste do Pará. Aquelas com mais floresta nativa possuíram mais possibilidade para a chegada de besouros rola-bosta, espécies sensíveis e indicadoras da saúde do ambiente. Esses animais desempenham função importante no ciclo da matéria orgânica, transportando nutrientes pelo solo (auxiliando o desenvolvimento das plantas e microrganismos). Em plantações com maior quantidade de floresta ao redor, foram encontradas comunidades com distribuição mais igualitária das características funcionais.

Parte da pesquisa foi dedicada ao registro do número de espécies encontradas nas áreas de plantação, mas Wallace também avaliou outras características, como: o peso médio dos animais; período de atividade (diurnos ou noturnos); e dieta e tratamento do esterco, entre outras características funcionais que afetam a influência das atividades dos besouros no ecossistema. Uma das conclusões foi que as plantações mais próximas das florestas naturais não tinham necessariamente mais espécies de besouros do que as outras, mas costumavam incluir mais besouros com potencial de reciclar mais matéria orgânica.

Uma das espécies de escaravelho encontrada no solo pesquisado.

Assim, essas áreas próximas de florestas naturais tinham funcionamento mais parecido com essas últimas. “Em áreas distantes de florestas naturais (menos úmidas), bichos diurnos estão mais sujeitos a perder água, e é comum que desapareçam de plantações. Assim como animais pesados, que precisam de mais recursos e promovem mais ciclo de nutrientes”, diz o pesquisador.

Durante a pesquisa, outra conclusão foi que o funcionamento do agroecossistema pode se manter, mesmo perdendo espécies em relação à floresta – isso porque algumas delas podem apresentar redundância em relação ao papel no funcionamento. “Por isso, é importante que áreas nativas sejam preservadas, para que sirvam de fonte de espécies para áreas modificadas, promovendo a sustentabilidade”, aponta Wallace.

Uma das características das plantações para permitir mais oportunidade de entrada de espécies naturais é o aumento da área de floresta nativa e natural ao redor. “Ou seja: teoricamente, florestas próximas podem garantir uma maior ciclagem de nutrientes e fluxo de energia em plantações”.

Impactos

Wallace aponta que os resultados podem ser interessantes para a redução  do uso de agrotóxicos e dos gastos de manutenção das plantações. A pesquisa sugere que a restauração ou manutenção de florestas naturais pode facilitar o movimento de espécies: “Os proprietários de plantações têm gastos para fornecer nutrientes para tornar as plantações mais produtivas, mas, caso mantenham a floresta natural ao redor das plantações, podem ter esse serviço gratuitamente dos besouros”, diz.

“Outro resultado interessante foi que apesar dos besouros rola-bosta normalmente se recuperarem, uma seca forte ou prolongada pode prejudicar a comunidade de rola-bosta. Portanto, o aumento das secas devido às mudanças climáticas pode ser um grande problema, já que esses besouros são responsáveis pela ciclagem de nutriente e até dispersão de sementes. Então, podemos estar matando as florestas indiretamente, mesmo aquelas que são consideradas protegidas”.

Dupla titulação com a Universidade de Lancaster

Wallace passou um ano na Inglaterra, no Centro de Meio Ambiente da Universidade de Lancaster, e obteve dupla titulação. A experiência no exterior foi positiva: “Incentivo todos os estudantes a tentar passar um período no exterior. Isso faz enxergar como outra cultura vive, sair um pouco da zona de conforto. Isso muda a forma de ver o mundo e elimina muitos preconceitos”.

Ele foi orientado pelo professor Júlio Louzada (DBI) e teve coorientação dos docentes Emma Sayer, Jos Barlow e Eleanor Slade. A tese, premiada como a melhor do Programa de Pós-Graduação daquele ano, foi defendida no final de 2016.

Núcleo de Divulgação Científica da UFLA.

 

Uepam/UFLA é referência em pesquisas em biomateriais

Antiga sede do Uepam

Criada em 2004, a Unidade Experimental de Produção de Painéis de Madeira (Uepam) funciona em um local que antes pertencia ao Departamento de Agricultura, e que, posteriormente, foi transferido para o Departamento de Ciências Florestais. O projeto foi elaborado pela arquiteta Luciana Barbosa de Abreu e executado pelo técnico administrativo Antônio Claret Matos. As obras dos blocos foram concluídas em 2012; tanto a construção quanto os equipamentos foram adquiridos por meio de recursos oriundos de pesquisas e tornaram o complexo um dos mais avançados na área no Brasil.

“Realizamos o desenvolvimento de novos materiais à base de fibras das mais diversas, desde painéis de madeira reconstituídos, fibrocimento até diversos materiais ligados ao mundo das fibras vegetais, tendo como matéria-prima: madeira, resíduos agrícolas, resíduos urbanos, servindo de base para compor novos materiais ou aprimorar outros, sendo produtos de aplicabilidade direta para a sociedade”, explica o professor Lourival Marin Mendes.

Sede atual do Uepam

O local abriga seis blocos onde funcionam: a secretaria do Programa de Pós-Graduação em Biomateriais (PPGBIOMAT), laboratório de adesivos e painéis de madeira, laboratório de ensaios mecânicos e anfiteatro, laboratório de compósitos lignocelulósicos, laboratório de nanotecnologia e galpão multiuso.

O PPGBIOMAT teve sua origem no Núcleo de Estudos de Painéis de Madeira. Desde sua criação, 53 alunos de mestrado e 37 de doutorado passaram pelo Uepam.

Assista ao vídeo sobre a Uepam:

Texto e imagens: Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom
Edição do vídeo: Panmela Oliveira, comunicadora – comunicadora – bolsista Dcom/Fapemig

Polinização artificial na pitaia garante melhor qualidade das frutas na colheita e rentabilidade ao produtor

Método já utilizado em outras frutas é tema de pesquisas na UFLA

O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); por isso a fruticultura é um dos setores de maior destaque do agronegócio brasileiro. O cultivo de frutíferas de espécies exóticas como a pitaia vem ganhado espaço nos pomares, assim como as tecnologias desenvolvidas por pesquisadores para aumentar a produção e melhorar a qualidade do produto final.

Uma técnica já comum em outras frutíferas, como o maracujazeiro e a graviola, vem sendo utilizada também na pitaia por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA): a polinização controlada, manual ou artificial. As flores da pitaia são grandes, medindo aproximadamente 30 cm de comprimento, com uma coloração branca e creme. A floração na região de Lavras ocorre a partir do final de outubro e vai até abril aproximadamente; a antese dessa frutífera, ou seja, a abertura das flores tem início a partir das 19h, prolongando-se até às 8h do dia seguinte.

A intenção da polinização artificial na pitaia, de acordo com o professor do Departamento de Agricultura da Universidade Federal de Lavras (DAG/UFLA), José Darlan Ramos, é garantir maior pegamento, melhor qualidade das frutas e, consequentemente, resultar em uma maior produtividade. Isso porque alguns fatores dificultam sua polinização, como a distância entre estigma e estames, influência climática e até mesmo ausência de polinizadores naturais, como as abelhas. “Quando ocorrem chuvas, a polinização é inviabilizada, além de não ocorrer a posterior fecundação; outro detalhe é que o estigma (parte feminina da flor) fica muito acima dos estames (que é a parte masculina); então, há necessidade de transportar esse pólen e a polinização artificial assegura o melhor pegamento das frutas, e melhoria na qualidade, tanto na aparência quanto no tamanho.”

Atualmente, na UFLA, há dois experimentos sendo realizados sobre polinização, um deles tem como objetivo avaliar o tipo de polinização (autopolinização, polinização natural, autopolinização controlada e a polinização cruzada) em pitaia de casca vermelha e polpa branca, e na de casca vermelha e polpa vermelha, ambos conduzidos pelo doutorando Ellison Rosário de Oliveira. O pesquisador explica como é feito o procedimento “As flores são ensacadas com sacos de TNT (tecido não tecido) com dimensão de 45 x 28 cm na tarde anterior à antese. Na manhã após a antese, as flores são desensacadas e, com auxílio de pincel, o pólen é colocado no estigma da flor, e, em seguida, a flor é novamente ensacada para evitar a interferência de agentes externos.” Ainda segundo Elisson, a polinização artificial é uma técnica simples, e pode ser aplicada pelos pequenos produtores; já que o pólen de seis flores, por exemplo, é suficiente para polinizar até 40 outras flores.

Como a abertura das flores (antese) da pitaia ocorre no período da noite, o outro experimento de Elisson tem a intenção de avaliar o melhor horário para a realização da polinização nos dois tipos de pitaia, dando aos produtores um maior suporte acerca do melhor momento para efetuar essa polinização. Por isso, a técnica de autopolinização controlada tem sido feita durante o período das 19h às 7h, sendo utilizada para o ensacamento das flores a mesma metodologia da primeira pesquisa. Os dois experimentos ainda estão em fase de condução e a avaliação e previsão de conclusão são para agosto deste ano.

Texto: Karina Mascarenhas, jornalista- bolsista Fapemig/Dcom.

Imagens e vídeo: Mayara Toyama – bolsista Fapemig/Dcom.

UFLA vai ganhar observatório de meteoros – fragmentos espaciais foram tema de palestras na Primavera dos Museus

Gabriel faz palestra sobre Astrobiologia

Várias atrações sobre meteoros vêm sendo realizadas na UFLA durante a Primavera dos Museus, que prossegue até o dia 23. No dia 20, foi iniciada uma exposição de meteoritos e houve uma palestra com o dono da coleção, o pesquisador Gabriel Gonçalves Silva – que abordou o tema Astrobiologia. Outra palestra, nesse dia, foi do membro da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), Marcos da Silva, que trouxe equipamentos para a instalação de uma estação de monitoramento de meteoros na Universidade. Ele também falou sobre o fenômeno e sobre a Bramon.

Gabriel, doutorando da USP na área de Meteórica e Astrobiologia, desenvolve pesquisas de interação entre microrganismos e fragmentos de meteoritos. “Esses fragmentos são pobres em nitrogênio e fósforo. Dessa forma, não têm a função de abrigar vida”, observou. No entanto, ressaltou que alguns meteoritos apresentam matéria orgânica. Assim, já foram encontrados meteoritos nos quais, após a chegada na Terra, se desenvolveram colônias de bactérias e líquens. Essa é uma área na qual se pode pesquisar, futuramente, comportamentos de microrganismos e composição química dos astros, entre outros – o que pode contribuir para estudos inclusive sobre colonização espacial.

Um meteorito é a denominação dada a fragmento de asteroide, cometa ou restos de planetas desintegrados, quando alcança a superfície da Terra. Varia de tamanho e de composição, podendo ser metálico, rochoso ou metálico-rochoso.

Marcos Silva diferenciou, em sua palestra, os diferentes tipos de meteoros e apresentou os impactos mais relevantes ocorridos nos últimos 20 anos. Natural de Luminárias, ele frisou que Minas Gerais é o estado que conta com mais registros de quedas de meteoritos no Brasil. Com relação à Bramon, explicou seus objetivos: catalogar chuvas de meteoros, analisar composições dos meteoritos e colaborar com instituições de ensino. Integrando a rede, a UFLA passará a monitorar fenômenos, gerar dados e também a recebê-los de outras estações.

Para obter uma estação, é preciso dos seguintes equipamentos: uma câmera de segurança de modelo específico, instalada em área externa e adaptada (sem o filtro de infravermelho e acoplada a uma lente); um computador com placa de captura de vídeo; e softwares específicos para registro e análise de dados.

Estação B612, na UFLA

No Museu de História Natural será instalada a primeira estação de monitoramento de meteoritos, em caráter experimental. Receberá o nome de B612, uma alusão ao asteroide da obra “O Pequeno Príncipe”. Na visita, Marcos trouxe a câmera que será instalada no local. A instalação e operação da estação devem ocorrer nas próximas semanas. Para a instalação, deverá ser definido o campo de visão que a câmera atingirá, pois ela funcionará em conjunto com outras, no Estado – o pareamento melhora os resultados da observação de um fenômeno, aumentando as chances de calcular a área de queda do fragmento. Na região, já existem estações de membros da Bramon em Luminárias, Varginha, Bambuí e Maria da Fé.

Outras estações de monitoramento estão sendo articuladas em Lavras, dentro e fora do câmpus da UFLA. A articulação é feita, na UFLA, pelos professores Karen Luz Rosso e Jose Alberto Nogales, do Departamento de Física (DFI), e coordenadores do projeto “A Magia da Física e do Universo”.

Primavera dos Museus

A Primavera dos Museus é uma iniciativa nacional criada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que convida instituições de todo o Brasil para participar, por meio de programações individuais voltadas para a temática comum – neste ano, a temática está relacionada à preservação de memórias. Em 2017, mais de 900 museus oferecerão, juntos, 2500 atividades entre os dias 18 e 24 de setembro.

Na UFLA, os eventos são realizados pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), Museus Bi Moreira e de História Natural (MHN), projeto “A Magia da Física e do Universo”, Programa de Educação em Solos (PEDS) e projeto de feiras de ciências itinerantes. A programação completa conta com exposições, apresentações artísticas, palestras, exibições, minicursos e visitas monitoradas.

Confira a programação completa na UFLA aqui.

Professora da UFLA vence Prêmio Para Mulheres na Ciência 2017, na categoria Física

A professora Jenaina Ribeiro Soares, do Departamento de Física da Universidade Federal de Lavras (DFI/UFLA), foi a vencedora do prêmio nacional Para Mulheres na Ciência 2017, sendo a única agraciada na categoria Física. O prêmio é uma promoção da Unesco, Academia Brasileira de Ciências e L’Oréal.

O projeto vencedor na categoria Física, elaborado pela professora Jenaina, está relacionado à sua linha de pesquisa: estudo das propriedades e síntese de nanomateriais – materiais cuja estrutura possui até um milionésimo de milímetro. Nessa escala, as nanoestruturas têm baixa dimensionalidade e apresentam propriedades diferentes das observadas em maior escala.

Assim, a professora desenvolve estudos teóricos e experimentais, aplicando diferentes técnicas, a fim de identificar as formas e propriedades das nanoestruturas. “Imagine conseguir escalar elementos para a espessura de poucos átomos: em eletrônica, isso permitiria obter componentes menores, com consumo menor de energia e maior capacidade de processamento”, exemplifica Jenaina.

Outra linha desenvolvida, que terá o auxílio da bolsa recebida pelo prêmio, é a continuidade no desenvolvimento de equipamentos para sintetizar e caracterizar nanomateriais. Investindo na construção de instrumentação científica própria, a pesquisadora busca mais independência em relação a aparelhos estrangeiros, redução de custos e customização. A aplicação do valor recebido no prêmio será, principalmente, em equipamentos e reagentes.

O programa Para Mulheres na Ciência está na 12ª edição e já reconheceu, desde 2006, mais de 70 cientistas brasileiras nas áreas de Física, Matemática, Química e Ciências da Vida. As sete vencedoras (sendo quatro na categoria Ciências da Vida) foram escolhidas por um júri acadêmico formado por membros da Academia Brasileira de Ciências, avaliadas pelo potencial das pesquisas e pela trajetória que já desenvolveram em suas áreas de atuação. Cada cientista será premiada, em solenidade em outubro, com uma bolsa-auxílio de R$50 mil para fundamentar e dar continuidade às pesquisas.

Segundo a pesquisadora, “O prêmio possui uma importância fundamental devido à projeção até mesmo internacional, visto que também é concedido em outros países. O recurso será essencial para colocarmos equipamentos em funcionamento que estavam parados por falta de reagentes, assim como a parte de desenvolvimento de instrumentação própria”, afirmou.

Na UFLA, Jenaina é coordenadora do grupo de pesquisa em teoria, síntese e caracterização de novos materiais (NanoMat/UFLA), dedicado ao estudo das propriedades eletrônicas, ópticas, estruturais e vibracionais de novos materiais, principalmente bidimensionais (grafeno, novos alótropos de grafeno, metal dicalcogenetos de transição, dentre outros), como objetivo de compreender novos fenômenos observados devido à baixa dimensionalidade ou à síntese de novos compósitos. “O estudo e trabalho com esse tipo de material são muito recentes. Foram iniciados em 2004”, revela a professora.

Para realizar tais estudos, são utilizados métodos como a Teoria do Funcional da Densidade (Density Functional Theory – DFT), teoria de grupos, Espectroscopia Raman, síntese por deposição química de vapor (Chemical Vapor Deposition – CVD), Microscopia de Força Atômica, Microscopia Eletrônica de Varredura, dentre outros. O NanoMat atua, ainda, no desenvolvimento de instrumentação científica para síntese e caracterização de novos materiais, assim como instrumentação voltada ao ensino; e formação de pessoal altamente qualificado para o desenvolvimento de tecnologias barateadas, que podem ser transformadas em produtos a serem transferidos para a sociedade.

O NanoMat também desenvolve pesquisas multidisciplinares envolvendo materiais para a melhoria da qualidade de solos e também análises de composição e armazenamento de cafés especiais, procurando desenvolver metodologias que agregam valor a estes produtos.

Saiba mais sobre o Prêmio Para Mulheres na Ciência.

Contribuição: Camila Caetano

 

Projeto “Magia da Física e do Universo”: Origem da Vida é tema de debate desta quarta (2/8)

O projeto “Magia da Física e do Universo”, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), realiza na quarta-feira (2/8) a segunda edição de “Os ‘trem’ da ciência – um brinde à ciência e oxigênio para o cérebro”.

O evento acontece no restaurante “Uai Maki”, às 19h30, e contará com um debate sobre “A origem da vida”, com a participação de cientistas da UFLA para esclarecerem dúvidas dos participantes.    

O “Magia da Física e do Universo” surgiu com uma proposta de proporcionar discussões científicas para além do ambiente acadêmico, tornando a ciência acessível ao público de forma leve e descontraída. Os debates são abertos a toda a população lavrense.

A “Uai Maki Temakeria e Bar” fica na Rua Comendador José Esteves, 118, no centro de Lavras.
Mais informações em: www.magiadafisicaufla.wixsite.com/os-trem-da-ciencia 

Troia participou da Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia

troia-finit3A Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit) ocorreu em Belo Horizonte, de 9 a 13 de novembro. Buscando se consolidar como espaço para divulgação da inovação e da ciência, agregou vários eventos, entre eles, atrações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A UFLA contou com um estande, que foi utilizado pela equipe de robótica Troia.

Os membros da Troia, um núcleo de estudos focado na construção de robôs para competições, expuseram como projetam e constroem as máquinas e como participam de competições nacionais e internacionais. A equipe expôs seus robôs de combate (que têm pesos que variam de 1,3kg a 27kg), do time de hóquei e seguidores de linha.

foto: participantes da Troia com os robôs
foto: participantes da Troia com os robôs

“A participação foi muito positiva”, avalia a líder de Gestão da Troia, Isadora Ceotto. “Além de mostrarmos nossos projetos a estudantes de muitas escolas públicas e privadas, fizemos contatos com possíveis parceiros e patrocinadores”, conta. Na exposição, a equipe fez jogos de hóquei, em que dois times de robôs, controlados remotamente, têm o objetivo de conduzir um disco e fazer gols no adversário.

Um dos intuitos da feira foi aproximar agentes da inovação de empresas e instituições de pesquisa, a fim de transformar ideias em produtos e impulsionar a inovação no estado. A Finit foi promovida pelo Governo do Estado de Minas por meio da Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior (Sectes).

A Finit abrangeu a primeira Campus Party em Minas Gerais; o Movimento 100 Open Startups; o Encontro iTEC 2016; a Arena de Negócios Codemig; e atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

 

Cinema com Ciência desta sexta-feira (31/10) apresenta Carl Sagan

Carl-seganO projeto “Cinema com Ciência” desta sexta-feira (24/10) apresentará o documentário cientifico sobre a vida e obra de Carl Sagan, cientista, astrobiólogo, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor e divulgador científico.  A exibição começa às 16 horas, no Museu de História Natural (MHN), câmpus histórico da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Ao final, haverá análise das informações e debate sobre o tema. Toda a comunidade é convidada a participar do evento, que tem entrada franca.

Carl  Sagan é autor de mais de 600 publicações científicas e de mais de 20 livros de ciência e ficção científica. Foi grande defensor do ceticismo e do uso do método científico, promoveu a busca por inteligência extraterrestre através do projeto SETI e instituiu o envio de mensagens a bordo de sondas espaciais, destinados a informar possíveis civilizações extraterrestres sobre a existência humana. Mediante suas observações da atmosfera de Vênus, foi um dos primeiros cientistas a estudar o efeito estufa em escala planetária. Também fundou a organização não governamental Sociedade Planetária, sendo pioneiro no ramo da exobiologia.

A atividade ‘Cinema com Ciência – Ciclo de Biografias de Cientistas’ faz parte do projeto “A Magia da Física e do Universo”, coordenado pelos professores do Departamento de Física (DFI) José Alberto Casto Nogales Vera e Karen Luz Burgoa Rosso . O projeto conta com o apoio do MHN e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de contar com colaboração das pró-reitorias de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec), de Extensão e Cultura (Proec), de Pesquisa (PRP), de Graduação (PRG) e do Programa de Pós-Graduação em Física.

 

UFLA apresenta programação especial na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

23.10 semana ciência e tecnologiaA Universidade Federal de Lavras (UFLA), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), realizará de 24 a 27 de outubro uma programação especial na celebração da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que neste ano traz como tema “Ciência, Saúde e Esporte”. A UFLA participa desse evento nacional desde sua criação em 2004, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os resultados alcançados nos últimos anos foram efetivos e com grande participação da comunidade.

Neste ano, o tema da Semana será abordado por meio de palestras, demonstrações experimentais, exposições, atividades esportivas e feira científica com dinâmica nos estandes da UFLA instalados na Praça Dr. Augusto Silva.

Confira a programação:

24 de outubro de 2013

Local: Departamento de Educação Física

7h50 às 8h00 – “Solenidade de Abertura”

Prof. Dr. José Maria de Lima – Pró-Reitor de Pesquisa

8h às 8h15 – “Heróis Olímpicos Brasileiros”

Prof. Raoni Perrucci Toledo Machado

8h15 às 8h30 – “Nutrição e Suplementação no Esporte”

Prof. Wilson César de Abreu

Profa. Sandra Bragança Coelho

8h30 às 8h45 – “Leishmaniose visceral: o que precisamos saber?” – Profa. Joziana Muniz de Paiva Barçante

8h45 às 9h – “Doenças Sexualmente Transmissíveis”

Profa. Giancarla Ap. Botelho Santos

Enfermeira: Flávia Alvarenga Fernandes Bruzi

Local: Ginásios e estádio da UFLA

9h às 11h30 – Atividades físicas diversas com alunos da UFLA, do Grupo CRIA Lavras, do Grupo de Equoterapia  e das escolas estaduais.

Equipe de professores e técnicos da UFLA

 

25 de outubro de 2013

Local: Departamento de Educação Física da UFLA

7h50 às 8h05 – “Heróis Olímpicos Brasileiros”

Prof. Raoni Perrucci Toledo Machado

8h05 às 8h20 – “Nutrição e Suplementação no Esporte”

Prof. Wilson César de Abreu

Profa. Sandra Bragança Coelho

8h20 às 8h35 – “Leishmaniose visceral: o que precisamos saber?” – Profa. Joziana Muniz de Paiva Barçante

Local: Ginásios e Estádio da UFLA

8h35 às 8h50 – “Doenças Sexualmente Transmissíveis”

Profa. Giancarla Ap. Botelho Santos

Enfermeira: Flávia Alvarenga Fernandes Bruzi

9h às 11h30 – Atividades físicas diversas com alunos da UFLA, do Grupo CRIA Lavras, do Grupo de Equoterapia  e das escolas estaduais de Lavras.

Equipe de Professores e Técnicos da UFLA

 

27 de outubro de 2013

Local: Praça Doutor Augusto Silva

9h às 14h – Feira científica com visitação, demonstrações de experimentos e dinâmicas, testes de glicemia capilar além de trabalhos educativos sobre diabetes e saúde bucal e atividades físicas com o Grupo CRIA Lavras, nos estandes da UFLA e avenida dos bancos.

 

Café é prioridade para Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior

Por Cibele Aguiar

Na sexta-feira (27), o Polo de Excelência do Café (PEC) recebeu a visita do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Narcio Rodrigues, que confirmou o compromisso de continuar apoiando as ações de inovação para o setor, ressaltando que o café é uma das atividades prioritárias para a Secretaria e para o Estado. A reunião teve como objetivo apresentar as ações do PEC, os projetos em andamento e os desafios para  alcançar a meta de construir um ambiente e uma cultura de inovação para o café.

Entre os assuntos tratados, o gerente executivo do PEC, Edinaldo José Abrahão, apresentou os princípios de integração baseado na tríplice hélice (Universidade, Empresa e Governo), com foco na transformação do conhecimento em desenvolvimento regional e negócios de alto valor agregado. Foram apresentados os projetos desenvolvidos com o apoio articulador do PEC, sobretudo, visando a tornar o Estado mais competitivo no setor cafeeiro, com a articulação de competências e otimização de recursos.

Os princípios de articulação e o foco em inovação, que são a base do PEC, chamaram a atenção do secretário Narcio Rodrigues. Em seu depoimento, enfatizou a visão estratégica, aliada ao conceito social e histórico desta cultura, em que Minas Gerais mantém liderança nacional. O secretário destacou como prioridade a construção da Agência de Referência e Inovação do Café, a elaboração do inventário da cafeicultura no Estado (que incluem o levantamento do parque cafeeiro e o mapeamento da qualidade de microrregiões) e o incentivo à agregação de valor ao café torrado e moído, visando à geração de renda e empregos mais qualificados.

“Vocês contem comigo. A primeira coisa que devemos fazer é desembaraçar. Vamos apoiar o Polo na materialização do espaço físico e de estruturas para a inovação e dar ao Polo de Excelência do Café uma nova fase de tarefas”, ressaltou Narcio Rodrigues, prometendo uma nova visita a Lavras para conhecer ainda mais os projetos em desenvolvimento. “O café está em nosso foco”, completou.

Além do secretário, a reunião contou com a presença da equipe da Sectes: superintendente de Ensino Superior, Rodrigo Zuquim Macedo; subsecretário de Ensino Superior, Fábio Pimenta Esper Kallas; superintendente de Inovação Tecnológica, José Luciano de Assis Pereira e a superintendente de Inovação Social, Lélia Inês Teixeira.

Também participaram da reunião o coordenador do PEC, professor Rubens José Guimarães; o reitor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), professor Antônio Nazareno Guimarães Mendes, o vice-reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo, o coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT/Café), professor Mário Lúcio Vilela de Resende, o coordenador do Centro de Inteligência em Mercados (CIM), professor Luiz Gonzaga de Castro Júnior e o coordenador do projeto Articulação Virtual do Café, Sérgio Parreiras Pereira.

Confira as fotos