Arquivo da tag: café

Dissertação defendida na UFLA apresenta marcadores fisiológicos e bioquímicos para avaliação da qualidade do café

23.01 dissertação caféA qualidade do café é um tema prioritário de pesquisa que tem destacado a Universidade Federal de Lavras (UFLA) no cenário nacional e internacional. Dissertação defendida nessa terça-feira (22), no Departamento de Agricultura da UFLA (DAG/UFLA), apresentou o resultado de testes fisiológicos e bioquímicos, utilizados para avaliar e classificar a qualidade do café. O novo método de classificação, por meio do processamento digital de imagens, poderá ser utilizado em complementação à análise sensorial, tradicionalmente utilizada na indústria de café.

O trabalho foi realizado pela estudante Marcella Nunes de Freitas, do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, sob a orientação da pesquisadora da Embrapa Café, Sttela Dellyzete Veiga Franco da Rosa, lotada na UFLA no âmbito do Consórcio Pesquisa Café. O estudo contou com a coorientação dos professores da UFLA, André Vital Saúde (Departamento de Ciência da Computação), Maria Laene Moreira de Carvalho (Departamento de Agricultura) e Flávio Meira Borém (Departamento de Engenharia).

Participaram da banca de avaliação o pesquisador da Epamig, Marcelo Ribeiro Malta, a professora da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Marcela Carlota Nery e o professor André Saúde.

De acordo com a orientadora do estudo, novas ferramentas de avaliação são fundamentais para amparar a competitividade do segmento de cafés especiais no cenário internacional, cuja avaliação da qualidade é usualmente acessada por meio de análise sensorial da bebida. “Os testes têm a vantagem de serem objetivos, rápidos, precisos e de fácil padronização, o que deverá complementar os critérios das análises sensoriais utilizadas”, destacou a pesquisadora.

A ideia surgiu dos protocolos já utilizados na indústria de sementes, cuja avaliação da qualidade é realizada por meio de testes fisiológicos e bioquímicos, que têm apresentado alta correlação com a qualidade da bebida. A novidade foi investigar o potencial desses testes para avaliar a qualidade da bebida de café, bem como a correlação dos seus resultados com a análise sensorial.

De acordo com os resultados, testes simples como o Teste de Germinação, de Tetrazólio, de Condutividade Elétrica, assim como a quantificação de algumas enzimas do processo anti-oxidativo, apresentam-se como ferramentas altamente promissoras para complementar a avaliação sensorial de grãos de café. Os resultados, ainda preliminares, exigem estudos adicionais para a validação e padronização dos testes.

 

Reitor da UFLA participa do encerramento do IX Concurso Estadual de Qualidade do Café na Cidade Administrativa

Cibele Aguiar
Secretário de Estado da Agricultura, Elmiro Nascimento, reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo e o gerente do Polo de Excelência do Café, Edinaldo José Abrahão – Foto: Antonio Sergio Souza

O governador Antonio Anastasia assinou, nesta terça-feira (11), no Auditório JK da Cidade Administrativa, durante encerramento do 9º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, decreto que regulamenta a Lei nº 20.313, de 27 de julho de 2012, que institui o Fundo Estadual de Café (Fecafé). O reitor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), professor José Roberto Scolforo, estava na cerimônia, reforçando a parceria desde o lançamento da primeira edição do Concurso, realizado na Universidade em parceria com a Emater – MG. 

A regulamentação do Fundo vai disponibilizar, até o fim de 2014, cerca de R$ 100 milhões de recursos do Tesouro Estadual, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia produtiva do café. O Fecafé será administrado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), e contará com recursos reembolsáveis, para projetos individuais, e não reembolsáveis, para projetos de interesse coletivo.

Entre os projetos já apontados como prioritários, o financiamento de ações de marketing para divulgação do produto mineiro no mercado interno e no exterior e a elaboração do Inventário Qualitativo e Quantitativo do Café, que será coordenado pela UFLA.

Também presente à cerimônia, o gerente executivo do Polo de Excelência do Café, Edinaldo José Abrahão, que tem desempenhado a articulação entre governo, universidades e empresas, no sentido de incentivar projetos inovadores para o café do Estado de Minas. O Polo de Excelência do Café é sediado na UFLA, assim como o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT- Café), coordenado pelo professor Mário Lúcio Vilela de Resende.  

Importância do café é destacado pelo governador Antônio Anastasia

O concurso

Durante a cerimônia, o governador fez a entrega de troféu, certificado e medalha aos vencedores do 9º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. A competição é uma das ações do Governo de Minas que contribuem para consolidar a cafeicultura familiar, dar visibilidade aos cafés de qualidade do Estado, capacitar provadores e fortalecer a assistência técnica aos produtores.

Neste ano, o concurso recebeu 1.428 amostras em duas categorias, “café natural” e “café cereja descascado ou desmucilado”, com origem nas quatro regiões cafeeiras do Estado: Sul, Cerrado, Chapadas de Minas, Matas de Minas. Ao todo, 100 amostras foram classificadas para a final do concurso, tendo sido escolhidos os três melhores cafés de cada categoria.

O concurso é realizado pela Emater – MG e Seapa, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), Federação de Agricultura (Faemg), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaemg), Sindicato da Indústria de Café de Minas Gerais (Sindicafé-MG), Centro de Excelência do Café, Polo de Excelência do Café e Instituto Federal de Ensino e Tecnologia de Machado.

 

 

Professores da UFLA participam da 24ª Conferência Internacional de Ciência do Café na Costa Rica

Cibele Aguiar

Pela primeira vez na América Central, a 24ª Conferência Internacional de Ciência do Café foi realizada em San José, capital da Costa Rica, de 11 e 16 de novembro. A Conferência, organizada a cada dois anos, é uma ação da Associação Internacional da Ciência do Café (Asic). O Instituto do Café da Costa Rica (Icafé) e os agentes do Programa Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Modernização da Cafeicultura (América Central) foram os anfitriões desta edição.

A delegação brasileira teve destaque no evento, com cerca de 90 pesquisadores inscritos em um universo de mais de 500 participantes, de 38 países. Entre eles, os professores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Flávio Meira Borém (DEG), Rosângela Alves Tristão Borém (DBI), Rosemary Gualberto Pereira (DCA), Mário Lúcio Vilela de Resende (DFP), José Donizeti Alves (DBI), Fábio Moreira Silva (DEG), Renato Paiva (DBI), Antônio Chalfun Júnior (DBI), Luciano Vilela Paiva (DQI) e Stella Bellizete Veiga da Rosa (DAG). O doutorando do Programa de Agronomia/Fitotecnia Sérgio Parreiras Pereira também participou com apresentação de pôsteres.

Durante o evento, foram apresentados resultados de pesquisas desenvolvidas pelos institutos de pesquisa e universidades brasileiras que mais se destacam no estudo da ciência cafeeira, apoiados por entidades de fomento como Consórcio Pesquisa Café, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT – Café); CNPq e Fapemig.

Os trabalhos foram apresentados no formato pôsteres e também em apresentações em plenária, possibilitando questionamentos e articulações com grupos de pesquisa de outros países.

Além da parte científica, os professores Antônio Chalfun e Renato Paiva participaram de reuniões para ampliar a parceria da UFLA com o Icafé, em áreas estratégicas que poderão ampliar as fronteiras do conhecimento.

 

 

Americanos especialistas em cafés especiais visitam a UFLA para conhecer estudos em pós-colheita e qualidade

Cibele Aguiar

Nesta semana, um grupo de provadores, torrefadores e consultores americanos participou da primeira Science Origin Trip, visita técnica ao Brasil organizada pela Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA – sigla Inglesa). A Universidade Federal de Lavras (UFLA) foi escolhida para fazer parte do roteiro e receber o grupo de especialistas em cafés especiais, interessados em conhecer as pesquisas desenvolvidas pela equipe do professor Flávio Meira Borém, com foco em cafés especiais e tecnologias pós-colheita.

O roteiro foi organizado pelo gerente de promoções da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) Thiago Trovo, que ressaltou a excelência da universidade em pesquisas científicas para os cafés deste segmento. Para ele, o grupo demonstrou especial interesse nas estruturas da universidade e nas pesquisas que relacionam a qualidade do café a diferentes ambientes de produção.

O grupo americano é liderado pela gerente de estudos científicos da SCAA, Emma Bladyka, que enfatizou uma nova imagem do Brasil no mercado consumidor de cafés de qualidade. Ela faz parte de uma nova geração de profissionais que têm percebido o Brasil como um país capaz de fornecer uma grande diversidade de características e atributos sensoriais.

De acordo com o professor Borém, o propósito da visita técnica é propiciar uma imersão na ciência que existe por trás do café especial produzido no Brasil, o que tem despertado muito interesse de compradores no mundo inteiro. Além de apresentar os estudos desenvolvidos na Universidade, o professor também organizou, com a ajuda de estudantes, uma degustação comentada de cafés de diferentes regiões brasileiras. Ele também enfatizou o orgulho de ter a UFLA entre as instituições de pesquisa anfitriões desta iniciativa.

Degustação de cafés brasileiros produzidos em diferentes regiões e altitudes

 

 

Inscrições abertas para o curso Classificação e Degustação de Cafés

Cibele Aguiar

Com o objetivo de formar profissionais capazes de identificar as diferentes características do café, atender às exigências do mercado e criar oportunidades de negócios, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) promove o curso Classificação e Degustação de Cafés, com duas turmas, em novembro e dezembro de 2012.  O curso será realizado no Polo de Tecnologia em Qualidade de Café, sediado no Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFLA, sob a coordenação da professora Rosemary Gualberto Pereira (DCA) e do professor Virgílio Anastácio da Silva (DAG).

O curso é voltado para produtores, baristas, degustadores, profissionais de empresas de exportação/importação de café, profissionais ligados ao setor, estudantes, entre outros interessados. Terá como instrutores os professores coordenadores e o mestrando em Ciências dos Alimentos Bruno Ribeiro.  

Serão duas turmas: de 21/11 a 24/11 e de 5/12 a 8/12/2012

Vagas: mínimo 8 e máximo 10

Carga Horária: 32 horas

Valor da Inscrição: R$ 1.150,00

Informações: (35) 3829 1578/3829 1870

polodocafe@yahoo.com.br 

Assista ao videoconvite

[vsw id=”M2psh5xDer4″ source=”youtube” width=”425″ height=”344″ autoplay=”no”]

 

UFLA sedia Workshop do Projeto Indicação Geográfica para os Cafés da Serra da Mantiqueira

Cibele Aguiar

Foi realizado nessa quarta-feira (5), no anfiteatro do setor de Cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA),o Workshop do Projeto de Indicação Geográfica (IG), modalidade Denominação de Origem (DO) para a Serra da Mantiqueira de Minas Gerais.

O evento contou com a participação de professores e estudantes de vários departamentos da Universidade, representantes da Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (Aprocam), Sindicato dos Produtores e das cooperativas regionais Cocarive e Cooperrita, além de pesquisadores das instituições participantes do projeto: Epamig, Embrapa café, Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Universidade Federal de Brasília (UNB), Emater e Sebrae-MG.

Coordenado pelo professor Flávio Meira Borém, do Departamento de Engenharia da UFLA, o projeto conta com o aporte financeiro do CNPq (Ministério da Agricultura / SDA), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT – Café) e do Consórcio Pesquisa Café. Trata-se de um amplo e audacioso conjunto de informações sobre uma área demarcada envolvendo 22 municípios da Mantiqueira de Minas.

Reunião promoveu a integração de informações para embasar o pedido de Denominação de Origem para os cafés da Mantiqueira

Essa região, conhecida pelos cafés de excelente qualidade, já possui a IG na modalidade Indicação de Procedência (IP), oficializada em maio de 2011,e agora busca avançar para a DO, o que exige a uma identidade única, com a comprovação científica da relação entre as características do café e o ambiente onde é produzido.

Na avaliação do professor Borem, a soma de indicadores de diferenciação e qualidade resultou em um trabalho de rara complexidade e detalhamento, que envolveu diversas competências em torno de um foco de pesquisa comum. Os resultados de diversos estudos deverão embasar os produtores da região na elaboração do pedido de DO ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Para o professor, o desafio agora é reunir todas as informações para que, de fato, todo o esforço de caracterização seja transformado em um diferencial de valor real no mercado além da colaboração na compreensão do fenômeno da distribuição espaço temporal de qualidade do café.

Durante o workshop, foram apresentados e discutidos os resultados obtidos em diferentes áreas do conhecimento, envolvendo os seguintes estudos: caracterização ambiental; caracterização sócia econômica; análises fenológicas, análises químicas e isótopos estáveis, análise sensorial com diferentes abordagens usando ferramentas de regressão logística e análise de correspondência, análises proteômicas e expressão gênica.

Governo de Minas destaca UFLA como excelência em pesquisa e inovação em cafeicultura – assista ao vídeo

Cibele Aguiar

O Governo de Minas lançou em seu portal oficial http://www.mg.gov.br/ reportagem e vídeo sobre o café, principal produto agrícola de exportação brasileira. Em destaque, está o Polo de Excelência do Café, sediado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), apontado na reportagem como um dos maiores centros de pesquisa em cafeicultura do país.

Sediado no Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão do Agronegócio Café (Cepecafé), o Polo de Café foi lançado pelo Governo de Minas em junho de 2007, com o objetivo de incentivar a inovação no setor cafeeiro, de forma a consolidar o Estado como líder em conhecimento no que se refere a esta cadeia. Seus objetivos incluem a promoção da integração de competências institucionais, estímulo à capacidade de inovação e geração de negócios de alto valor agregado. Representa uma parceria entre as secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia (Sectes) e Agricultura e Abastecimento (Seapa).

Na reportagem da jornalista Patrícia Moser, além de informações sobre as pesquisas desenvolvidas na UFLA, há depoimentos do professor de cafeicultura, Antônio Nazareno Guimarães Mendes, da professora de tecnologia em pós-colheita do café, Rosemary Gualberto Pereira e do coordenador do Polo de Café, Edinaldo José Abrahão. Também são apresentadas imagens do Polo de Tecnologia em Qualidade do Café e informações sobre o Bureau de Inteligência do Café.

Assista ao vídeo

[vsw id=”ImPYYEGsNIc” source=”youtube” width=”425″ height=”344″ autoplay=”no”]

 

Coffee Science publica segunda edição de 2012

Cibele Aguiar

A Coffee Science, revista científica especializada em cafeicultura, acaba de publicar a segunda edição em 2012, a de volume 7, nº 2 (2012), ampliando sua inserção com artigos de grande interesse da comunidade acadêmica que trada da temática. A publicação é editada pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), como iniciativa de pesquisadores do Consórcio Pesquisa Café, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Polo de Excelência do Café (PEC/Café).  

Consulte a nova edição em: http://www.coffeescience.ufla.br/index.php/Coffeescience.

Com apenas sete anos, a Coffee Science tem classificação B2 nos critérios de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Qualis-Capes) para os periódicos especializados. É a única revista brasileira técnico-científica em cafeicultura, com submissão e distribuição gratuita. Também disponibiliza, na versão on line, tradução integral dos artigos para o inglês, tornando seu conteúdo acessível a pesquisadores do mundo inteiro.

No formato online, já é frequentemente acessada por leitores de cerca de 150 países. A revista impressa tem tiragem de 500 exemplares, distribuídos para bibliotecas, universidades e instituições de pesquisa de todo o País e do exterior.

A Coffee Science já está indexada ao AGRIS-FAO (International Information System for the Agricultural Sciencesand Technology), AGROBASE-IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), Latindex (Sistema Regional de Informaciónen Línea para Revistas Científicas de América Latina, Caribe, España y Portugal), CAB Abstracts (CABI – Common wealth Agricultural Bureaux International), Scientific Commons (University of St. Gallen – Switzerland), Scopus-Elsevier, Periódicos Capes, Agricola (USDA – National Agricultural Library) e na Wageningen UR Digital Library.

 

 

Redução do tempo de germinação de sementes de café é tema de dissertação na UFLA

Cibele Aguiar

Na sexta-feira (27), foi dado mais um passo rumo à validação de uma nova metodologia para avaliar e atestar a germinação de sementes de café em tempo reduzido.  Os benefícios da nova metodologia foram enfatizados durante a defesa de dissertação do estudante da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Gabriel Castanheira Guimarães, sob a orientação da pesquisadora da Embrapa Café, Sttela Dellyzete Veiga Franco da Rosa.

Em atuação na UFLA desde 2008, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, a pesquisadora da Embrapa Café vem desenvolvendo pesquisas em parceria com a UFLA e a Universidade do Estado de Ohio/EUA, com o objetivo de reduzir o tempo gasto no teste de germinação de sementes de café.

Segundo a pesquisadora, o teste de germinação do café, atualmente descrito nas regras oficiais do Sistema Nacional de Produção de Sementes e Mudas (SNSM), demanda um período de 30 dias. “Este tempo é considerado longo, atrasando e onerando a comercialização das sementes e posteriormente a formação das mudas”, considera, reforçando que a redução do tempo do teste é altamente favorável, do ponto de vista técnico, econômico e científico, dando maior flexibilidade e autonomia às atividades do sistema de produção, bem como às atividade de pesquisa sobre a propagação desta espécie.

Além dessa finalidade, o teste de germinação de sementes de café vem sendo apontado como importante ferramenta no controle de qualidade de grãos de café para a produção da bebida. Resultados recentes de pesquisas comprovam a correlação entre parâmetros químicos e sensoriais com variáveis da qualidade fisiológica e bioquímica dos grãos de café. Assim, há evidências de que o teste de germinação poderá ser utilizado como um marcador fisiológico da qualidade de bebida do café, dando ao produtor uma opção para a tomada de decisão sobre os destinos de lotes de café, em função da qualidade.

A defesa da dissertação teve a participação do pesquisador da Epamig Antônio Rodrigues Vieira e do professor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais André Delly Veiga.

Com os resultados deste trabalho, a equipe dará início ao processo de validação do novo teste de germinação de sementes de café, visando a posterior publicação nas Regras de Análises de Sementes.

 

INCT/Café aprova recursos adicionais para consolidação dos projetos de pesquisa

Cibele Aguiar

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT/Café), com sede na Universidade Federal de Lavras (UFLA), teve seu projeto de consolidação aprovado para mais dois anos de atuação, com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) que superam três milhões de reais, quando somados recursos de custeio e bolsas (doutorado-sanduíche e pós-doutorado no exterior).

A consolidação do Instituto será norteada por cinco grandes metas: aprimorar e integrar o melhoramento clássico e molecular do cafeeiro; aplicar conhecimentos de biotecnologia na cafeicultura; Inovar no manejo de pragas e doenças do cafeeiro; desenvolver sistemas inovadores de produção de café e agregar valor na qualidade da bebida e comercialização do café.

O parecer técnico que recomenda a concessão de recursos adicionais ao INCT/Café ressalta a importância da cadeia produtiva do café para a economia brasileira, a busca por uma maior articulação entre instituições de ensino e pesquisa, o foco no desenvolvimento de produtos inovadores e a formação de recursos humanos qualificados, da produção à indústria.

Na avaliação do coordenador do INCT/Café, professor Mário Lúcio de Resende, o INCT/Café tem buscado se orientar sob três pilares: inovação, articulação e internacionalização, que são os elementos fundamentais para uma nova atuação da pesquisa. Segundo o coordenador, nesta nova fase também será dada especial atenção à difusão das tecnologias e a transferência do conhecimento gerado.

Oportunidade de bolsas

Especificamente para os pesquisadores de café, o CNPq disponibilizou cotas para doutorado sanduíche e pós-doutorado em programas ligados INCT/Café, com a finalidade de aproximar os pesquisadores brasileiros de sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Ainda existem vagas disponíveis para o intercâmbio que, além da bolsa de estudos, prevê auxílio financeiro para passagens aéreas, auxílio instalação e seguro saúde.  O prazo para a bolsa de doutorado sanduíche e pós-doutorado no exterior é de 6 a 12 meses.

Os interessados devem procurar informações em suas instituições de referência ou diretamente no INCT/Café. As bolsas disponibilizadas estão abertas a pesquisadores ou professores em atividade nas instituições signatárias do Programa: UFLA, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Café, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC).