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Constelações indígenas são tema de pesquisa de TCC de estudante da UFLA

Não foram apenas os gregos que observaram o céu e identificaram constelações; ao contrário, diversas culturas enxergaram nas estrelas diferentes formas, e se guiaram por elas seguindo princípios astronômicos. Assim também ocorreu com os povos indígenas brasileiros que, de acordo com pesquisa realizada pela estudante Cibelly Pereira Ferreira (Ciências Biológicas), conseguiram medir o tempo e se orientar baseando-se nas estrelas.

“Há aproximadamente 30 constelações indígenas descritas. Um trabalho pioneiro nesse sentido foi feito em 1612, pelo missionário francês Claude d’Abbeville, que passou um período entre os Tupinambás”, conta. Dessas, duas destacam-se, inclusive no trabalho desenvolvido pela estudante: as constelações da Ema e do Homem Velho.

 “São constelações fáceis de serem vistas, mas de grande complexidade, formadas inclusive pelas regiões claras e escuras da Via Láctea”, explica Cibelly. A aparição da Ema marca a chegada do inverno e das estações secas no Brasil, enquanto o Homem Velho torna-se visível no verão, marcando a época das chuvas. Observando isso, os povos indígenas previam o clima e planejavam-se com relação às atividades de cultivo.

Acredita-se também que os indígenas observaram o movimento dos planetas e a influência das fases da lua sobre o comportamento dos animais, por exemplo. Ainda, desenvolveram relógios solares. As constelações Tupinambás se assemelharam a de outras tribos, como a dos Guaranis, mesmo com a distância geográfica e diferenças culturais entre os povos. 

O trabalho é orientado pelos docentes Karen Luz e Jose Nogales, ambos do Departamento de Física da UFLA (DFI). Para a estudante, há grande importância em resgatar e divulgar a cultura indígena: “Esquecemos, às vezes, a cultura que havia no Brasil, bonita e profunda. Então, é necessário que se estude e se saiba mais sobre o que havia aqui. Esse conhecimento, tão vasto e bonito, deve ser passado para os nossos filhos, para que a nossa cultura e identidade não seja perdida ao longo do tempo”.

Núcleo de Divulgação Científica

 

Primeira edição da Festa das Estrelas será neste sábado (24/3)

No próximo sábado (24/3) será realizada a primeira edição da oficina “Festa das Estrelas”, às 19h, no Museu de História Natural (MHN), situado no Câmpus Histórico da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Essa edição terá como tema “A mensagem do Universo da Voyager, do hexágono de Saturno, passando pelas tormentas de Júpiter, até os confins do nosso sistema solar”.

Durante a oficina haverá um debate. Logo após, os participantes poderão observar o céu a olho nu e com lasers. Os destaques serão as constelações do Cruzeiro do Sul, Orion e as estrelas Aldebaran e Sirius.

Essa será a primeira de doze edições que ocorrerão ao longo do semestre, sempre aos sábados, às 19h, no Museu de História Natural da UFLA. A oficina integra o projeto Magia da Física e do Universo, coordenado pelos professores do Departamento de Física (DFI) Karen Luz Rosso e Jose Alberto Nogales. As próximas edições podem ser conferidas na imagem (clique para ampliar).

Os interessados em participar e ter acesso à certificação podem efetuar a inscrição no Sistema Integrado de Gestão da UFLA ou no MHN. O evento é aberto a toda a comunidade e a entrada é franca.

Mais informações podem ser obtidas na página do projeto no Facebook.

Luciana Tereza- estagiária Dcom/UFLA

 

Primeiro Encontro Regional de Astronomia será realizado em Luminárias em parceria com a UFLA

Programação do evento

Nos próximos dias 29/6 e 30/6, o município de Luminárias irá sediar uma série de eventos astronômicos. Palestras, documentários, exposição de equipamentos e observação do espaço são algumas das atividades previstas para o primeiro Encontro Regional de Astronomia.

Organizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), Clube de Astronomia Astrocan e Prefeitura Municipal de Luminárias com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Secretaria de Desenvolvimento Social (Semed), a programação inclui atividades nas escolas do município, Casa da Cultura e na Praça Nossa Senhora do Carmo. Confira a programação completa na imagem.

A Magia da Física e do Universo, projeto de divulgação científica da UFLA, é um dos responsáveis pelo evento. Coordenado pelos professores do Departamento de Física (DFI) Nogales Vera e Karen Luz Burgoa Rosso, o projeto buscar desenvolver atrações que despertem a curiosidade e o interesse das pessoas pelos fenômenos astronômicos. A última ação em Lavras foi o evento Os “trem” da Ciência, o qual tem como objetivo promover atividades mensais que estimulem o diálogo sobre ciências em locais descontraídos da cidade. Confira a matéria.

Panmela Oliveira – comunicadora e bolsista Dcom/Fapemig

Chuva de meteoros poderá ser observada neste feriadão – “Magia da Física” comenta o fenômeno

Localização da constelação Lira

De 16 a 25 de abril, ocorre a primeira chuva de meteoros do ano favorável para observação: a dos Meteoros Lirídeos, ou Chuvas Lirídeas, assim chamadas porque são observadas próximo à constelação Lira. Estima-se que o ápice dessa chuva será na madrugada entre 21 e 22 de abril (da 1h às 5h), com observação de até 20 meteoros por hora. “Se você quiser observá-los, é recomendado olhar para a direção Norte a partir da meia-noite, na região próxima à estrela Vega”, aconselha o professor José Alberto Nogales, do Departamento de Física da UFLA (DFI) e coordenador do projeto “A Magia da Física e do Universo”.

Localizar Vega não é difícil: próxima do Sistema Solar, é a quinta mais brilhante do céu e a mais brilhante da constelação. Fica na borda da Via Láctea, próxima da constelação de Cisne. “Os meteoros Lirídeos irradiam de um ponto próximo de Vega todos os anos, e a fonte é o cometa C/1861 G1 Thatcher. O rastro de poeira que o cometa deixa para trás constitui essa chuva de meteoros”, comenta o professor.

Para a observação da chuva de meteoros, não é necessário o uso de instrumentos como telescópios ou binóculos; bastará estar em um ambiente escuro, livre da poluição luminosa dos grandes centros. Outro conselho do professor José Nogales é permanecer cerca de meia hora no local antes do início da chuva de meteoros, para que o olho se adapte e possa detectar meteoros menos brilhantes.

Para o registro ou contagem, é recomendável fotografar o céu com câmeras equipadas com lentes grandes angulares, utilizando um tripé e exposições de longa duração. Assim, é possível registrar traços. Outro procedimento interessante é sintonizar alguma rádio FM fora do alcance: ao entrar na atmosfera, um meteorito ioniza uma camada de ar que reflete o sinal e é capaz de fazer o rádio captar a estação. Outros meteoritos passam tão baixo que chegam a produzir ruídos audíveis.

 

Estudantes do Ensino Médio recebem medalhas da Olimpíada Brasileira de Astronomia e reconhecimento da UFLA

Estudantes medalhistas da Olimpíada Brasileira de Astronomia
Estudantes medalhistas da Olimpíada Brasileira de Astronomia

Lançado em 2009, como iniciativa para a divulgação da ciência, o projeto “A Magia da Física e do Universo” ganhou adeptos ao longo dos anos e os resultados são cada vez mais promissores. Na sexta-feira (7/11), estudantes do Ensino Médio que participam do projeto e graduandos da Universidade Federal de Lavras (UFLA) que atuam como instrutores receberam as medalhas e certificados de menção honrosa pelo desempenho na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

A cerimônia foi realizada no Museu de História Natural (MHN), local onde são realizadas as oficinas semanais “Física Divertida” e “Festa das Estrelas”, sob a coordenação dos professores do Departamento de Física (DFI) José Nogales e Karen Luz Burgoa Rosso, com o apoio da equipe do MHN e de um grupo de estudantes da Universidade.   Além das medalhas oficias da OBA, os estudantes e instrutores receberam o reconhecimento pela participação no projeto.

Os alunos do Ensino Médio Gustavo de Souza Oliveira (Colégio Tiradentes), Guilherme Eduardo Freire Oliveira, Lair Figueiredo Trugilho (Unilavras) e Mariana Resende Carvalho (Cedet – Lavras) foram premiados com medalhas de ouro e prata na competição. O desempenho permite a eles a participação na seletiva internacional para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).

Os estudantes agraciados com as medalhas fazem parte de um grupo de 13 estudantes do Ensino Médio que participam efetivamente do projeto “A Magia da Física e do Universo”. O que atraia a atenção desses estudantes é justamente a didática de apresentação de temas de interesse, por meio de palestras, sessões de vídeos/documentários, utilização de aplicativos sobre astronomia, além de atividades de observação do céu, com telescópios e a olho nu.

Persistência e gratificação

Parte do grupo "A Magia da Física e do Universo" em frente ao MHN
Parte do grupo “A Magia da Física e do Universo” em frente ao MHN

Coordenadores do projeto na UFLA, os professores José Nogales e Karen Rosso, demonstraram grande satisfação com os resultados. Além de despertar nos alunos o interesse pela astronomia e pelas ciências exatas, áreas em que o Brasil ainda é muito carente de profissionais especializados e de professores formados, o projeto tem atraído a atenção da comunidade, motivando-a a desenvolver um pensamento crítico e científico.

De acordo com Karen Rosso, a participação dos jovens nas oficinas traz uma motivação especial ao grupo, além de a relação com a comunidade contribuir para a formação dos futuros profissionais.  Ela destaca que os resultados foram conquistados em pouco tempo, sinalizando um grande potencial de contribuição desse projeto para o futuro. “As trocas de ideias e experiências, incluindo a participação de familiares, são sempre muito enriquecedoras”, enfatiza.

O professor Nogales também faz um resgate positivo do projeto, lembrando que a iniciativa de aproximar a UFLA da comunidade, por meio de feiras de ciências itinerantes, também tem despertado nos alunos do Ensino Fundamental e Médio um olhar diferenciado para as ciências exatas e astronomia. O projeto já desenvolveu atividades com cerca de 50 escolas de Lavras e região. “Hoje já podemos presenciar crianças que sonham ser astronautas”, comenta.

Nogales também fez referência ao apoio da Universidade, sobretudo por meio do Programa de Apoio ao Primeiro Projeto (PAPP), coordenado pela Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão, que possibilitou a aquisição de vários equipamentos para o fortalecimento do projeto. Agora, os coordenadores sonham ainda mais alto, com a construção de um planetário na UFLA.

Orgulho para os pais

Na cerimônia, os pais de Lair Trugilho, Nelzi Figueiredo e Paulo Trugilho, estavam orgulhosos do desempenho do filho, que finaliza este ano o Ensino Médio e escolheu o curso de Física para a graduação. Como aconteceu com seus amigos, Gustavo Oliveira e Guilherme Freire, a participação no projeto da UFLA contribuiu para a escolha da futura profissão.

Eliana Aparecida de Souza, mãe do estudante Gustavo Oliveira, também está orgulhosa e feliz. Ela conta que a participação no projeto, além de contribuir para a Olimpíada, trouxe reflexos também no desempenho escolar do adolescente, que comumente troca as atividades próprias da idade para a participação nas oficinas de astronomia.

Guilherme Freire confirma a motivação: “sempre tive interesse em ciências exatas, mas o projeto fortaleceu minha escolha pelo curso de Física”.

Novo papel do museu

Presente na cerimônia, a coordenadora de Museus e Patrimônio Histórico da UFLA, professora Ângela Maria Soares, ressaltou a importância do projeto e também da nova fase vivenciada pelos museus da Universidade, que estão se adaptando para atender às novas demandas da comunidade. Ela reforçou o papel dos museus como centros de ciência, além de espaços dinâmicos e criativos ideais para abrigar diferentes atividades, com o incentivo à aproximação da Universidade com a sociedade.

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