Curso de Pedagogia realiza projeto sobre diversidade dos biomas brasileiros

O curso de Pedagogia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) realiza a 4° edição do Projeto Multiplicidades Culturais dos Biomas Brasileiros na próxima terça-feira (3/7). O evento acontece no Departamento de Educação (DED).

O Projeto, coordenado pela professora Elaine das Graças Frade, compõe os trabalhos da disciplina de Metodologia do Ensino de História e Geografia. Nesta edição, os biomas brasileiros são a temática abordada e os estudantes optaram por realizar uma feira cultural.

Após desenvolver pesquisas e estudos, cada equipe organizou um estande com informações relacionadas a aspectos culturais, socioeconômicos, climáticos, populacionais, socioambientais e religiosos.  A cultura foi retratada por meio da culinária.  Cada grupo de estudantes preparou um prato típico presente na região de um bioma brasileiro. Quem  participar  do Projeto poderá degustar as iguarias. 

Ana Carolina Rocha, estagiária Dcom/UFLA

Esquenta Ciufla começa no dia 5/7

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) realiza o Esquenta Ciufla 2018 nos dias  5 e 9 de julho e  28 de agosto.  As inscrições estão sendo feitas pelo site do Sistema Integrado de Gestão (SIG). O evento é uma preparação para o Congresso de Iniciação Científica (Ciufla), realizado anualmente na universidade, com o objetivo de divulgar os resultados das pesquisas desenvolvidas pelos alunos de graduação da instituição.

No primeiro dia desta edição (5/7), o evento apresentará a oficina de redação de resumos, ministrada pela professora Helena Maria Ferreira,   às 17h45, no Salão de Convenções. 

Já no dia 9/7, a programação contará com oficina de redação científica com o professor Luciano José Pereira, às 18h, no anfiteatro Magno Patto Ramalho – Departamento de Biologia (DBI).

E, no dia 28/8 haverá a oficina de Elaboração de Pitch,  com a jornalista da Diretoria de Comunicação (Decom/UFLA), Samara Avelar,  às 18h, no anfiteatro do Departamento de Ciências Humanas (DCH).

Ana Carolina Rocha, estagiária Dcom/UFLA

 

Minuto da Saúde: confira como foi o mutirão de doação de sangue

Na última quinta-feira (21/6), o projeto Minuto da Saúde realizou um mutirão para doação de sangue no posto de coleta do Hemominas de Lavras. A Universidade Federal de Lavras (UFLA) disponibilizou um ônibus para levar estudantes ao local. Alguns já são doadores regulares, outros tiveram a oportunidade de doar pela primeira vez.

Confira como foi o esse ato solidário e saiba mais sobre a importância desse gesto tão nobre:

Alberto Moura, estagiário DCOM/UFLA

Pesquisadora da UFLA realiza avaliação genética de três raças de touros

Saber qual animal apresenta melhor adaptação ao clima brasileiro, é um dos fatores avaliados por uma pesquisa realizada pelo Departamento de Zootecnia (DZO/UFLA), em um projeto de extensão que teve início em 2012. O Grupo de Melhoramento Animal e Biotecnologia (Gmab), em parceria com a Casa Branca Agropastoril Ltda., realiza avaliação genética de touros de três raças: Angus, Simental e Brahman.

Desde o início dos trabalhos, os dados são coletados na fazenda Santa Ester, em Silvianópolis, Minas Gerais. Cerca de 600 animais foram analisados quanto a quatro grupos de características, sendo elas: desempenho, morfologia, carcaça e adaptabilidade. O objetivo da pesquisa é identificar quais genes são responsáveis pelas características de interesse. A coordenadora do Gmab, a pesquisadora Sarah Laguna Conceição Meirelles, explica que para realizar as provas de desempenho – um teste individual para identificar os animais geneticamente superiores – os touros são colocados dentro de um mesmo sistema de semiconfinamento durante cerca de 112 dias. Nesse período, os animais ficam no mesmo tipo de instalação, com alimentação e manejo iguais. “O desempenho de um animal é derivado da somatória de fatores genéticos, como a qualidade genética e de fatores ambientais; por isso, nessas provas nós retiramos o fator ambiental. Assim, o animal que tem ao final da prova o melhor desempenho para certas características é melhor geneticamente em relação a essas características. ”

Nas raças Angus e Simental, que são bovinos de origem europeia, o primeiro atributo avaliado pela equipe do Gmab é a adaptabilidade: para isso, são medidas a frequência respiratória, a temperatura do pelame, a temperatura retal e comprimento dos pelos. “Um animal que é mais adaptável ao nosso clima, consequentemente vai ter um melhor desempenho nessas provas, comparado a algum outro,” comenta o estudante de graduação Tiago Felipe Silva. No desempenho, as três raças: Angus, Simental e Brahman são observadas quanto ao ganho de peso diário e o peso final padronizado, considerando que todas as pesagens são efetuadas após jejum completo de, no mínimo, de 12 horas.

Na parte de morfologia, profissionais devidamente treinados julgam os aprumos, a musculosidade, a reprodução e o equilíbrio através de escores visuais. Já em relação à qualidade de carcaça, as características: área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea, espessura de gordura na picanha e porcentagem de gordura intramuscular são avaliadas somente no final da prova, através de uma ultrassonografia feita por um técnico credenciado na Associação de Técnicos de Ultrassom do Brasil (Atubra). Ao final das avaliações, cada animal recebe um índice e aquele com o maior é superior geneticamente.

Com os dados obtidos, é possível desenvolver diversas pesquisas de graduação e pós-graduação. Além disso, os estudantes ganham experiência ao fazer essas avaliações genéticas, tendo um contato maior com os produtores e funcionários de uma grande empresa. Já a fazenda ganha uma avaliação de sua genética, com um grande número de características, agregando valor de mercado aos seus animais avaliados.

 

Para este ano, dando continuidade do projeto, a expectativa, de acordo com a pesquisadora da UFLA, é conseguir identificar e mensurar o consumo individual de cada animal para fazer estudos sobre a eficiência alimentar através de cochos eletrônicos. “O bovino de corte mais eficiente é aquele que irá ingerir menos quantidade de alimento e transformar isso em mais carne e é isso que pretendemos avaliar agora”, diz a professora Sarah. A busca por genes relacionados com as características avaliadas nas provas de desempenho também terá início em 2018. Alunos de pós-graduação sob orientação da docente iniciarão pesquisas de associação genômica ampla (GWAS), podendo, assim, identificar regiões do genoma ou genes que influenciam mais essas características. Após essa identificação, será possível estudar as vias metabólicas desses genes para entender melhor como os animais, por exemplo, se adaptam mais ao nosso clima.

A pesquisadora acredita que, num futuro próximo, talvez seja possível selecionar reprodutores baseando-se na composição dos genes dos animais, e não somente por meio de fenótipos de frequência respiratória e outros avaliados nas provas, aumentando acurácia de predição do valor genético desses animais.

 

Reportagem e imagens:  Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom
Edição do vídeo:  Mayara Toyama, bolsista Fapemig/Dcom

Pesquisador da UFLA trata de comércio direto entre cafeicultores e torrefadores/cafeterias

O agronegócio café apresenta diversos agentes e mecanismos que permeiam sua cadeia produtiva. Um deles, surgido recentemente, é o Direct Trade (Comércio Direto), que pode ser entendido como um modelo de negociação entre cafeicultor e torrefador/cafeterias, voltado mais especificamente à comercialização de cafés especiais, reduzindo agentes intermediários no processo.

Procurando aprofundar o tema, o pesquisador do Centro de Inteligência em Mercados (CIM), vinculado à Agência de Inovação do Café (InovaCafé) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Nilmar Diogo Reis, desenvolveu o estudo “O Direct Trade no agronegócio café: uma perspectiva de seus agentes”, objeto de dissertação de mestrado defendida em fevereiro de 2018, no Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA/UFLA), sob orientação do professor Luiz Gonzaga de Castro Junior.  

Segundo Reis, o modelo do Direct Trade tem demonstrado substancial tendência de expansão – no Brasil e no mundo – no comércio de cafés de qualidade superior. “No entanto, falta um norteamento quanto à definição de quais são as premissas para atuação no segmento, seja da parte do cafeicultor, das torrefadoras e/ou das cafeterias, e até mesmo do intermediador estratégico, no caso as exportadoras, o que dificulta a comercialização”, ressaltou. Assim, a proposta do trabalho foi analisar, por meio da teoria da Economia dos Custos de Transação (ECT), quais premissas levam à atuação via Direct Trade.  

A pesquisa procurou analisar as características dos agentes, o modo que realizam suas transações, bem como o ambiente institucional em que ocorre a comercialização dos cafés especiais, propondo medidas que minimizem a ocorrência de custos transacionais elevados. “O Direct Trade permite uma estrutura de governança mais enxuta do que a cadeia do agronegócio café tradicional. Ele também reduz a possibilidade de ações oportunistas, já que a assimetria de informação tende a ser pequena, permitindo uma relação bilateral eficiente e ampliando a racionalidade dos agentes quanto às possibilidades de ganhos”, explicou.  

Pesquisa

Além de pesquisas documentais e bibliográficas, o trabalho contou com entrevistas presenciais com produtores Direct Trade da mesorregião do Sul de Minas, além de torrefadoras e cafeterias da mesma região e da Costa Leste do Estados Unidos (Nova Iorque). A intenção foi detectar, in loco, os comportamentos dos agentes e as relações frente a esse novo modelo de negócio.  

Como uma das constatações da pesquisa, foi possível observar que grande parte das aquisições feitas pelo Direct Trade não exige algum tipo de certificação (como FairTrade ou Rainforest Alliance), pois priorizam fatores como confiança, relação mútua entre os agentes, contatos a longo prazo, entre outros. Outra constatação está ligada ao desconhecimento de parte dos produtores em relação à qualidade e ao potencial de ganho de seus cafés. “Isso favorece ações oportunistas de agentes que complexificam as etapas de comercialização, diminuindo a lucratividade dos produtores”, pontuou.  

A pesquisa identificou, ainda, que mesmo sem a formalização por meio de contratos entre cafeicultores e torrefadoras e/ou cafeterias, foi possível obter altos valores pagos à saca de cafés especiais, o que têm robustecido a expansão da produção e venda via Direct Trade tanto no mercado interno como no exterior.    

Ascom Inovacafé

Grupo Teatro Construção completa 40 anos: a celebração será no domingo (1/7) com a participação da Orquestra UFLA

 

Neste ano, o Grupo Teatro Construção completa 40 anos de existência. Fundado em 27 de junho de 1978, por Homero de Carvalho Faria, atualmente, o Grupo conta com a direção de Ricardo Calixto. O grupo escreve sua trajetória por várias cidades mineiras e em outros estados, e com isto, leva o teatro lavrense a vários lugares. 

Para celebrar uma data tão importante, no próximo domingo (1/7), às 9h30, na Praça Dr.Augusto Silva, será realizado um evento que contará com o espetáculo Romeu e Julieta, de William Shakespeare e direção de Ricardo Calixto. Espetáculo que acabou de ser selecionado para representar Lavras em mais um Festival Nacional de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete. 

Além do Espetáculo “Romeu e Julieta”, o Grupo Teatro Construção receberá a presença de amigos artistas como a Orquestra da UFLA, a banda Cabelinho da Lua, o artista Gabriel Uei e dois BBoys (artistas do rap). 

Hoje, o Teatro Construção é considerado um dos grupos de teatro mais antigos do País ainda ativo. A missão do Grupo é, acima de tudo inspirar pessoas para a arte e a vida. Também tem como missão produzir, com qualidade, peças de diversos estilos teatrais, autores renomados e espetáculos originais. 

“Ao longo de quatro décadas, foram diversos espetáculos, por várias cidades brasileiras, oficinas e cursos, participações e parcerias importantes como a UFLA, UFJF, Ideia Brasil, Marcus Paullus e tantos outros amigos e parceiros. Muitos festivais, representando a cidade de Lavras por todo o País”, comentam.