Pesquisa da UFLA publicada na revista Nature Materials aborda novas interações para uso em discos rígidos

Pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) deu um passo a mais na descoberta de uma tecnologia que promete revolucionar a indústria de eletrônicos.  O professor do Departamento de Física (DFI) da UFLA, Alexandre Cotta, descobriu inéditas interações entre materiais magnéticos e grafeno (uma nanoestrutura de Carbono), que se aplicadas aos discos rígidos de computadores os tornarão mais velozes e ampliarão a capacidade de armazenamento de informações.

A empreitada foi materializada no artigo “Significante interação o Dzyaloshinskii-Moriya em interfaces grafeno-ferromagneto devido ao efeito Rashba”, publicado na prestigiada revista Nature Materials, edição de maio (https://www.nature.com/articles/s41563-018-0079-4).

A pesquisa começou em 2013, quando o Alexandre Cotta, na época doutorando, acompanhou experimentos elaborados com grafeno de diferentes grupos de pesquisas no Brasil e no exterior junto ao Centro de Microscopia do instituto norte-americano de pesquisa Lawrence Berkely National Laboratory. 

Para auxiliar na parte teórica do estudo, o pesquisador  contou com a ajuda do vencedor do Prêmio Nobel de Física em 2007, o físico francês Albert Fert, responsável pelo auxílio na elaboração da parte teórica da pesquisa.  

Alexandre Cotta explica que o grafeno pode ser mais eficaz como condutor de eletricidade, e sua interação com materiais magnéticos gera pequenas mudanças em sua estrutura eletrônica, ampliando  propriedades magnéticas e elétricas, o que aplicado aos processadores os tornará mais rápidos, resistentes e com maior capacidade de armazenamento de informações. 

O sub-chefe do Departamento de Física (DFI), professor Joaquim Paulo da Silva, reforçou que a descoberta abre novos rumos na consolidação do curso e na internacionalização da universidade. “Contamos com um grupo de jovens professores que vem mostrando sua importância para o país, com a publicação de artigo científico numa revista desse porte, apoiado por um Prêmio Nobel. O potencial inovador dos nossos pesquisadores é muito grande e veio para consolidar o grupo da Física na universidade”, comemorou.

Pollyanna Dias, jornalista- bolsista Dcom/Fapemig