Praec informa sobre horários de menor fluxo no RU

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec), buscando identificar de forma mais precisa o fluxo de usuários do Restaurante Universitário (RU), aplicou uma pesquisa para avaliar o tempo espera, tanto o transcorrido na fila do setor de Arrecadação (onde são comprados os créditos para almoço), quanto o tempo de permanência na fila para almoço.

Com os resultados da primeira coleta de dados, a Praec já disponibiliza à comunidade acadêmica as informações sobre os horários de maior pico de movimentação por dia da semana. O objetivo é ajudar as pessoas que têm a possibilidade de programar um melhor horário para alimentação a escolher momentos de fluxo mais tranquilo.  A pesquisa terá uma segunda fase de coleta, para observação se haverá alteração nos registros após a disponibilização dessas informações à comunidade.

Em resumo, os dados mostram que o maior tempo de espera para alimentação é entre 11h45 e 12h15; e para o setor de Arrecadação, a maior espera é entre 11h15 e 11h45. Há alteração significativa no fluxo de pessoas especialmente às sextas-feiras.

A pesquisa

O levantamento foi feito durante duas semanas, em dias úteis. A cada 15 minutos cartões de controle eram entregues aos dois últimos integrantes de cada uma das filas. Quando eles entregavam os cartões aos atendentes (da Arrecadação ou da catraca do RU), era possível registrar e apurar o tempo de espera.

Confira abaixo os gráficos com os fluxos por horário e dias da semana (clique para ampliar)

Eixo vertical – tempo/ Eixo horizontal – horas

 

Centro Acadêmico de Administração Pública promove palestra nesta sexta (8/6) – Márcio Lacerda falará sobre o campo profissional

O Centro Acadêmico de Administração Pública promove nesta sexta feira (8/6) o evento “Conhecendo o campo profissional de Administração Pública: a carreira política”. O palestrante é o administrador e empresário Marcio Lacerda, que irá discorrer sobre os principais aspectos da carreira, atentando-se principalmente à gestão pública eficiente.

O evento é aberto a toda a comunidade acadêmica e será realizado no Anfiteatro do Bloco II do Departamento de Administração e Economia (DAE).

Receptor da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC) é instalado na UFLA

O professor do DEG, Rodrigo Machado, os técnicos do IBGE Écio Silva e Américo Ferreira , e o chefe da Divisão de Ordenamento Fundiário e superintendente substituto do Incra, Marcelo da Cunha, acompanharam a instalação

Na última terça-feira (5/6), representantes e técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estiveram na Universidade Federal de Lavras (UFLA) para instalar um receptor da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC), que é a principal estrutura geodésica no território nacional. O equipamento capta sinais de satélite para o levantamento de dados para o Sistema de Posicionamento Global (GPS), sendo o ponto de partida para o georreferencimento de imóveis rurais.

De acordo com o professor do Departamento de Engenharia (DEG/UFLA), Rodrigo Villela Machado, a Universidade passa a manter a guarda do equipamento, que deve funcionar 24 horas por dia. “Quanto mais próxima a área estiver do aparelho base, mais rápida é feita a determinação do posicionamento geodésico. Além de ser uma necessidade para a RBMC, vai contribuir como monitoramento para fins de pesquisas ligadas à agricultura de precisão, equipamentos agrícolas, veículos autônomos, e outras que utilizem sistema de posicionamento”, explica.  

A instalação foi feita no prédio do Departamento de Engenharia da UFLA

O chefe da Divisão de Ordenamento Fundiário e superintendente substituto do Incra, Marcelo da Cunha, explica a importância da ampliação da RBMC para a atualização dos dados geodésicos do país. “Todo país precisa ter seus dados geodésicos atualizados e em cima de um sistema de referência. Em um território de dimensões continentais como o do Brasil, precisamos densificar o máximo possível essa rede. Para o Sul de Minas, é estratégico ter um equipamento na UFLA para um transporte de coordenadas mais ágil e eficiente”, ressalta. De acordo com Marcelo, existem cerca de cem equipamentos para coletar coordenadas para análise espacial em todo o território brasileiro.

O equipamento capta informações que possibilitam a definição de posicionamento geodésico

Desde 2001, com a Lei 10.267, os imóveis rurais são obrigados a descrever seus limites, características e confrontações por meio do georreferenciamento. A análise espacial desses terrenos também contribui para a segurança jurídica dos registros dos imóveis, pois as coordenadas são imutáveis, tornando as delimitações mais precisas. 

Estudo promove a reconstrução do clima da Amazônia a partir de anéis de crescimento de árvores

Professora Ana Carolina (DCF) e doutoranda Daniela

As florestas abrigam inúmeras espécies de animais e plantas, que contribuem para uma diversidade de pesquisas. No início do século passado, pesquisadores começaram a traçar um método científico para estabelecer a idade de uma árvore, através dos anéis de crescimento presentes em seu tronco. Esse estudo é chamado de Dendrocronologia, uma ciência em expansão, já que os estudos em florestas tropicais começaram há pouco mais de 30 anos. Na UFLA, pesquisadoras do Departamento de Ciências Florestais, em parceria com o professor David Stahle, da Universidade do Arkansas (University of Arkansas), dos Estados Unidos, e com o pesquisador Jochen Schöngart (INPA, Brasil), iniciaram em 2015, pesquisas a partir de anéis de árvores da Amazônia, com o objetivo de obter um mapeamento histórico jamais visto do clima da floresta.

Conforme explica a professora do Departamento de Ciências Florestais da UFLA Ana Carolina Maioli C. Barbosa, as plantas respondem a estímulos externos; por isso, quando as condições ambientais são adversas, a parte metabólica para e elas entram em dormência, tudo isso fica registrado anualmente em seus anéis de crescimento. “ A largura de um anel para outro é maior quando choveu muito naquele ano, e isso significa que a planta cresceu. Se o espaço entre um anel e outro é estreito quer dizer que ali houve um período de seca”, ilustra a doutoranda Daniela Granato de Souza, que coletou as amostras das árvores na Floresta Estadual do Paru, localizada no Estado do Pará. A exploração econômica sustentável dessa floresta é controlada pelo governo federal, e através de parcerias com empresas privadas, as amostras de discos completos que estão na UFLA puderam ser coletadas.

A dificuldade da dendrocronologia tropical se deve ao fato de a floresta abrigar muitas espécies de árvores com anatomias diferentes; por isso, trabalhos mais aplicados com relação ao crescimento dos anéis surgiram somente por volta do ano 2000. Para esses estudos realizados na universidade, o Cedro foi escolhido pelas pesquisadoras por ser uma espécie diretamente afetada pelas chuvas; além disso, sua disponibilidade no Brasil é ampla, podendo ser encontrado na Amazônia, Mata Atlântica, no Cerrado e na Caatinga. Foram coletadas cerca de 100 amostras de Cedro, das quais 60% foram aproveitadas para as gerar os dados que as pesquisadoras precisavam.

Segundo a orientadora do estudo professora Ana Carolina, os primeiros resultados da pesquisa mostraram-se promissores, já que o registro da variabilidade climática da Amazônia poderá ser usado para saber o histórico do clima e o que esperar das mudanças climáticas futuras “ A gente mostrou com esse trabalho que tivemos eventos de extremos climáticos que não estão registrados nos dados instrumentais, porque são de épocas anteriores aos dados disponíveis. ”

O primeiro artigo do projeto intitulado Tree rings and rainfall in the equatorial Amazon foi publicado em abril deste ano na Climate Dynamics. Os resultados obtidos no estudo dessas árvores da bacia Amazônia foram publicados no banco mundial de dados paleoclimáticos e podem ser acessados por pesquisadores de qualquer lugar do mundo. De acordo com a professora, muitos outros estudos ainda serão possíveis “As amostras que coletamos poderão ser utilizadas, por exemplo, para verificar a calibração da curva de carbono, e ainda para estudos sobre isótopos estáveis, que podem ainda fornecer outras informações climáticas dessa região. ”

Reportagem: Karina Mascarenhas- jornalista, bolsista Dcom/Fapemig

 

UFLA e Universidade da Coreia do Sul assinam carta de intenção visando novas parcerias

Assinatura da carta de intenções, entre o reitor da UFLA, o prefeito de Lavras e o presidente da Korea Center do Brasil.

Nesta quarta-feira (6/6), a Universidade Federal de Lavras (UFLA) recebeu uma comitiva da Coreia do Sul, com representantes do Korea Center do Brasil e da Gangneung-Wonju National University (Gangneung), para conhecer a Instituição e a cidade e pactuar uma carta de intenções, com a finalidade de desenvolver projetos de cooperação com atividades de ensino e pesquisa nas respectivas universidades, aprofundando a compreensão das tradições sociais e culturais de ambos os países e instituições. A expectativa é de posteriormente formalizar um acordo de cooperação.

Durante a manhã, foi realizada uma reunião no Salão dos Conselhos da Reitoria entre o reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo; o prefeito de Lavras, José Cherem; representantes do Korea Center do Brasil e da Gangneung-Wonju National University (Gangneung): professor Douglas Hwangho e Jaime Shim, entre outros professores, pesquisadores e gestores da UFLA.

Professor Douglas Hwangho e Jaime Shim

O professor Douglas Hwangbo, presidente da Korea Center do Brasil, com 20 anos de experiência em intercâmbio de economia e negócios, justificou a escolha da UFLA como parceria. “Cada vez mais novas empresas estão se concentrando na nossa cidade e nossa intenção é de fazer um Centro Cultural do Brasil, tendo como um dos focos o café. A recomendação que tivemos desde o início para essa parceria foi a UFLA. Durante 20 anos, nossos produtos coreanos foram vendidos no Brasil. Agora vamos esforçar para que o contrário também aconteça: para que produtos brasileiros sejam vendidos na Coreia. Hoje o assunto será essencialmente o café, mas em outras ocasiões pretendemos abordar tecnologia da informação e biotecnologia”.

Neste sentido, o reitor, professor Scolforo, destacou a importância de diversas pesquisas e estudos realizados na UFLA, como o início da expansão do cerrado brasileiro e a formulação do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural, além da tradição no café. “Nos últimos 12 anos, a UFLA teve um desenvolvimento impressionante tanto na estrutura física quanto na qualidade. Hoje, posso dizer que no mundo do café, a nossa Universidade é a maior referência no Brasil. Aqui na UFLA podemos chegar a um café que atenda as expectativas de diversas regiões, como na Coreia do Sul. Além disso, somente a nossa região do Sul de Minas (Lavras ao limite com São Paulo) produz 25% do café brasileiro”. O reitor salientou ainda que das 11 universidades federais de Minas Gerais, a UFLA foi escolhida pelo Governo Federal para sediar o Pólo de Excelência do Café. Além de contar com a Agência do Café, Inovacafé.

Representantes da UFLA e Korea Center do Brasil

Enfatizou também algumas tecnologias que já foram concebidas na UFLA com o foco na qualidade do café, como as embalagens desenvolvidas pelo professor Flávio Meira Borém, em parceria com as empresas Klabin S.A. e Videplast, que possibilitam a manutenção dos atributos sensoriais dos cafés especiais. “O café sai daqui e chega com a mesma qualidade ao seu destino final”.

Na ocasião, o prefeito apresentou dados da cidade e as possibilidades de alcance da nova parceria. “A cidade sente muito orgulho da UFLA e de todos aqueles que aqui trabalharam e trabalham para construir esse legado. Prevemos um futuro próspero para o município, que está preparado para recebê-los e é um lugar muito bom para viver e investir”.

Além da reunião, a Comitiva da Coreia do Sul realizou uma visita à Inovacafé, à Prefeitura de Lavras, ao Parque Tecnológico da UFLA, e como encerramento houve a assinatura da carta de intenções, entre o reitor da UFLA, o prefeito de Lavras e o presidente da Korea Center do Brasil.

Foto Tarsis Murad

Visita à Inovacafé

A programação também contou com visita ao complexo da Agência de Inovação do Café (InovaCafé), conduzida pelos professores Mário Lúcio Vilela de Resende, Rubens José Guimarães e Antônio Nazareno Guimarães Mendes e pelo técnico agropecuário do setor de Cafeicultura (DAG) Mauro Magalhães.

Os anfitriões explicaram sobre o funcionamento da agência, que abriga diversos setores ligados a toda a cadeia produtiva do café, além de esclareceram dúvidas dos visitantes quanto a qualidade, inovações, pesquisas e variedades. Destaque para as visitas ao Pólo de Excelência do Café e à Vitrine de Cultivares do INCT do Café.  

“Estamos situados em um local que é um verdadeiro complexo de negócios ligados ao café. Além disso, temos a Gangneung-Wonju National University (GW), onde pretendemos implantar um centro acadêmico voltado ao café, para que os alunos possam aprender todos os processos, do cultivo até a indústria. A visita à InovaCafé foi muito proveitosa, proporcionando conhecimentos que nos ajudarão a alcançar nosso objetivo”, disse o presidente da Korea Center do Brasil e professor da GW, Douglas Hwangbo.

Com a colaboração da Ascom Inovacafé, Tarsis Murad

Confira o novo horário de funcionamento das portarias da UFLA

A Pró-Reitoria de Infraestrutura e Logística (Proinfra) informa que as portarias 2 (entrada das Goiabas) e 3 (do SindUFLA) estarão disponíveis das 6h às 19h30 (fechada nos demais horários para veículos e pedestres), de segunda a sexta-feira. Sábado, domingo e feriado ficarão fechadas em tempo integral. Já a portaria principal continuará funcionando das 6h à meia-noite.

A medida tem como intuito manter a segurança no câmpus, principalmente neste momento em que têm ocorrido ataques a bancos, ônibus e postos policiais na região. Sendo assim, é uma ação preventiva da Universidade. “Isso não quer dizer que estejamos imunes a ações dessa natureza, porém, é uma tentativa, discutida com especialistas em segurança, de sermos mais prudentes”, enfatiza o reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo.

Tendo em vista essa situação, a Universidade optou por fortalecer a segurança na portaria principal no período noturno, controlando de maneira mais eficaz o acesso ao câmpus. “Importante ressaltar que entre causar desconforto a uma fração de nossa comunidade e tentar dar-lhes a devida segurança optamos pela segunda”, destaca o reitor.

A Direção Executiva ressalta ainda que não houve nenhuma demissão na Instituição. “Não demitimos nem demitiremos ninguém da segurança ou da terceirização, muito pelo contrário, nossas contas estão todas muito bem equacionadas para este ano”.

Assim, a Direção Executiva solicita a compreensão de todos da comunidade acadêmica. “Esperamos que todos compreendam o nosso zelo para com os nossos estudantes, professores e técnicos. E que os coordenadores de cursos e os chefes de Departamento, especialmente do período noturno, sejam parceiros na divulgação dessa estratégia de cuidado com a nossa comunidade”.

 

Aula inaugural do Curso de Capacitação e Transferência de Tecnologia na Cultura do Algodão será realizada na próxima segunda-feira

A aula inaugural do Curso de Aperfeiçoamento “Capacitação e Transferência de Tecnologia na Cultura do Algodão”- que será realizado para profissionais dos países do Malawi, Moçambique, Quênia, Tanzânia e Zimbábue- ocorrerá na próxima segunda-feira (11/6), às 14h, no Salão dos Conselhos da Reitoria da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

A UFLA e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA) convidam toda a comunidade acadêmica.