UFLA promove Semana do Meio Ambiente: abertura oficial ocorreu nesta terça-feira

Abertura oficial

Teve início na tarde desta terça-feira (5/6) a Semana do Meio Ambiente da Universidade Federal de Lavras (UFLA); evento promovido pela Pró-Reitoria de Infraestrutura e Logística (Proinfra), por intermédio da Diretoria de Meio Ambiente, e apoio da Diretoria de Comunicação (Dcom). A abertura oficial ocorreu no anfiteatro do Departamento de Agricultura (DAG).

O diretor de Meio Ambiente, Leandro Coelho Naves, destacou a importância de repensar a nossa forma de consumo. “Esse é um importante momento de passarmos a pensar diferente. E ainda aproximar a comunidade acadêmica das nossas ações ambientais institucionais”. O presidente da Agência Nacional de Proteção Ambiental da Bacia do Rio Grande e presidente da Fundação Educacional de Lavras, professor João Antônio Argenta, também enfatizou a relevância do evento, principalmente por conscientizar as pessoas sobre a importância do meio ambiente.

Também esteve presente na abertura o secretário municipal de Meio Ambiente, professor Luiz Antônio Bastos de Andrade, que salientou as ações realizadas entre a UFLA e a prefeitura de Lavras. “A UFLA respira meio ambiente e temos muitas ações conjuntas”.

O reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo, aproveitou a ocasião para resgatar um projeto de extrema relevância que tem sido realizado em parceria com a Prefeitura, o Plantadores de Rios. “Agora vamos intensificar esse trabalho e a meta que colocamos na nossa última reunião, realizada nesta semana, é de recuperar 200 nascentes até abril de 2020”. O professor ressaltou ainda a importância de a Universidade praticar aquilo que ensina aos seus estudantes. “O nosso Plano Ambiental iniciou com esse pilar, de aplicar os nossos estudos. Além de atender a questão ambiental ele possibilitou uma significativa economia de recursos, funcionando também como um plano anticrise”.

Palestra do professor Mateus Matos

Após a cerimônia de abertura, o professor Mateus Pimentel de Matos, do Departamento de Engenharia (DEG), ministrou a palestra intitulada “Resíduos sólidos e águas residuárias: problema ambiental ou oportunidade agrícola?”. O professor destacou a importância de se aproveitar a água residuária na agricultura, que possibilita uma economia circular e redução de impactos ambientais, além de gerar maior produtividade ao possibilitar maior retenção de nutrientes.

Outras atividades serão realizadas na UFLA nesta semana em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, celebrado em 5/6, com objetivo de conscientizar a comunidade na busca de um desenvolvimento ambientalmente sustentável. Além da cerimônia oficial de abertura serão realizadas mobilizações no Centro de Convivência e visitas técnicas às estações de tratamento de água e esgoto, e ao Laboratório de Gestão de Resíduos Químicos. De acordo com a Diretoria de Meio Ambiente, o objetivo é apresentar aos estudantes, professores, técnicos administrativos e demais colaboradores, o desenvolvimento do Plano Ambiental da UFLA – projeto reconhecido internacionalmente –, além de educar a comunidade em prol da preservação do meio ambiente.

Confira a programação da Semana do Meio Ambiente:

7 e 8 de junho
Ação Ambiental
Local: Centro de Convivência da UFLA
Horário: 9h às 21h

7 e 8 de junho
Visitas técnicas com certificado (Inscrição via SIG. Vagas limitadas)

Local: Estação de Tratamento de Água
Visitas dia 7/6 – 8h30, 9h30, 10h30, 14h e 15h – 20 pessoas
Visitas dia 8/6 – 8h30, 9h30, 10h30, 14h e 15h – 20 pessoas

Local: Estação de Tratamento de Esgoto
Visitas dia 7/6 – 8h30, 9h30, 10h30, 14h, 15h e 19h30 – 30 pessoas
Visitas dia 8/6 – 8h30, 9h30, 10h30, 14h, 15h – 30 pessoas

Local: Laboratório de Gestão resíduos químicos
Visitas dia 7/6 – 8h30, 9h30, 10h30, 14h, 15h e 19h30 – 20 pessoas
Visitas dia 8/6 – 8h30, 9h30, 10h30, 14h, 15h – 20 pessoas

 

Inscrições abertas para o II Simpósio de Inovação, Empreendedorismo e Gestão Pública da UFLA

O Núcleo de Inovação, Empreendedorismo e Setor Público (Niesp), do Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA), promoverá o II Simpósio de Inovação, Empreendedorismo e Gestão Pública (II Siegep) em 11/6, a partir de 13h30, no Anfiteatro do Bloco III do DAE.

Com a temática “Ambiente de Inovação no Setor Público”, o II Siegep tem como objetivo difundir o conhecimento nas áreas de inovação, empreendedorismo e gestão pública. O evento será aberto para toda a comunidade, proporcionando um momento de trocas de experiências entre os envolvidos.

As atividades serão iniciadas no período da tarde com a apresentação de artigos completos, na modalidade oral, além de trabalhos em forma de pôsteres. Já no período da noite, haverá a palestra “Diplomacia da Inovação”, a ser ministrada pelo diplomata de carreira Juliano Alves Pinto, graduado em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc/MG). 

Ao final, haverá a “Mesa Redonda: O Público e o Privado nos Ecossistemas de Inovação”, em que os participantes poderão expor suas opiniões em relação ao tema bem como realizar perguntas aos membros da mesa.

Os interessados em participar devem se inscrever pelo site, a partir do qual haverá a emissão de certificado de participação, além de coffee break. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail niespufla@gmail.com, no site do núcleopágina ou evento no Facebook.

O Simpósio tem o apoio do Programa de Pós Graduação em Administração (PPGA), Programa de Pós Graduação em Administração Pública (PPGAP) e DAE.

Confira a programação completa:

Terra Jr. recebe visita de estudantes de Agronomia do Mato Grosso

Na última semana, entre os dias 28 e 30/6, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) recebeu a visita de estudantes do curso de Agronomia do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT).

Com a iniciativa de uma nova empresa júnior no curso, os estudantes vieram com o objetivo de conhecer o câmpus e realizar a troca de experiências com a Terra Júnior, empresa júnior dos cursos de Administração, Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Zootecnia da UFLA.

De acordo com Marco Thulio Andrade, atual diretor presidente da Terra Jr “foi de grande satisfação receber os estudantes, uma vez que dentre diversas empresas do setor agrícola fomos lembrados para troca de experiências”. Ele também destacou a importância desse intercâmbio entre diferentes realidades para “conseguir visualizar outros cenários e serviços ofertados no Mato Grosso e que também podem ser trazidos para Lavras”.

Durante os três dias da visita, foram discutidos entre os estudantes os principais gargalos enfrentados dentro de uma empresa júnior, desde à gestão até a parte prática/técnica. A troca de informações também foi realizada com o Núcleo das Empresas Juniores da UFLA (Consej), abordando temas burocráticos relacionados à fundação e estruturação de uma empresa júnior.

Na oportunidade, os visitantes também conheceram Núcleos de Estudos dos Departamentos de Agricultura e Ciências do Solo, recebidos pelo professor Alfredo Scheid Lopes. 

Mayara Toyama – Bolsista Fapemig/DCOM

Inscrições abertas para a III Olimpíada Lavrense de Matemática

Estão abertas as inscrições da III Olimpíada Lavrense de Matemática (OLM). As escolas interessadas em participar devem se inscrever pelo site www.dex.ufla.br/olm até 17 de julho. A Olimpíada é composta por duas etapas, sendo a primeira uma prova de múltipla escolha, a ser aplicada no dia 28 de agosto nas escolas; e a segunda uma prova discursiva, aplicada em 29 de setembro, na UFLA.

O evento é voltado para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e para estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas e particulares de Lavras. Na competição, eles serão divididos em três níveis, sendo o primeiro voltado para alunos do 6º ou do 7º ano do Ensino Fundamental; o segundo, para alunos do 8º ou 9º ano; e o terceiro, para estudantes do Ensino Médio. Os discentes que tiverem desempenho destacado na OLM receberão medalhas como prêmio.

A Olimpíada Lavrense de Matemática tem como objetivos estimular e promover o estudo entre estudantes da rede básica, enquanto contribui para a melhoria da qualidade do Ensino Fundamental e Médio. Identificar jovens talentos na Matemática, contribuir para o aperfeiçoamento dos professores da rede básica e aproximar a UFLA das escolas da cidade também estão entre as finalidades da iniciativa.

A Olimpíada foi criada pelo setor de Matemática do Departamento de Ciências Exatas (DEX), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), MDA Pesquisa e Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

Mais informações:

Telefone: (35) 3829-1962;

E-mail: olm@dex.ufla.br;

Site: http://www.dex.ufla.br/olm/.

Luciana Tereza- estagiária Dcom/UFLA.

Confira a programação da quarta edição da Maratona da Engenharia de Alimentos

A quarta edição da Maratona da Engenharia de Alimentos será realizada no dia 12 de junho. A Maratona é um projeto de Ensino, Pesquisa e Extensão que visa estimular os estudante da graduação, além de divulgar as pesquisas realizadas pelas entidades do Departamento de Ciências dos Alimentos (DCA).  

O evento é promovido pelo PET Engenharia de Alimentos e Centro Acadêmico da Engenharia de Alimentos (Caeal). Os dez trabalhos participantes desta edição (apresentação em forma de Banner durante o dia 12/6, das 10h às 14h) são:

– Revisão e melhoramento dos procedimentos operacionais padronizados (POPs) em indústria de panificação congelada;

– Análise das propriedades de ovos de galinha durante o armazenamento;

– Desenvolvimento de base para gelados comestíveis veganos elaborada com extratos vegetais fermentados por grãos de keffir de água;

– Desenvolvimento de frozen yogurt com adição de pitanga e cambuci;

– Desenvolvimento de “hamburguer” vegano à base de jaca verde;

– Desenvolvimento do protótipo de um novo método de preparo de café e avaliação da bebida extraída;

– Elaboração e caracterização de barra de cereais adicionada de farinha do resíduo de uva;

– Empanado vegetariano de pequi: desenvolvimento, avaliação sensorial e caracterização centesimal;

– Relação entre o perfil de chocolate buscado pelo consumidor e os chocolates disponíveis para aquisição;

– Semi-automatização do trabalho humano no restaurante universitário da UFLA com robô line follower.

Pesquisadores da UFLA estudam formas de recuperação de ambientes degradados em Mariana

Entre as consequências do rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (MG), em 2015, está a degradação de áreas de florestas nativas às margens do Rio Gualaxo do Norte e do Rio Doce. Dos 37 milhões de metros cúbicos de lama que desceram pelos rios, uma parte se acumulou nas margens do curso d’água, em um volume que pode chegar a dois metros de profundidade e se estende por cerca de 100 quilômetros de extensão. Um desafio que surgiu a partir desse cenário é o de encontrar formas eficientes de garantira restauração de tais áreas, já que agora as árvores terão que germinar e se desenvolver em um novo material – a lama – que não possui as mesmas características do solo.

Para ajudar a resolver esse problema, uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) está avaliando se espécies nativas daquela região da Bacia do Rio Doce são capazes de germinar, crescer e sobreviver adequadamente sobre o material constituído pela lama. Os estudos começaram em janeiro de 2017 e até o momento os pesquisadores já colheram, na região, sementes de 37 espécies de árvores nativas e prepararam mudas a partir delas.

Nesta primeira etapa do projeto, as sementes e mudas estão sendo cultivadas em viveiro da UFLA, sob condições controladas, para observação da capacidade de germinação das sementes e posterior crescimento das mudas. Para isso, a equipe utiliza nos testes a lama colhida na região e também o solo característico do local. No viveiro, as sementes das espécies foram plantadas na lama, no solo e em uma mistura de solo com lama. Os pesquisadores vão comparar os resultados de germinação em cada um desses materiais. Farão o mesmo com as mudas, para avaliar o crescimento e a sobrevivência.

A coordenadora da pesquisa, professora Soraya Alvarenga Botelho, do Departamento de Ciências Florestais (DCF), explica que até momento os experimentos indicam, embora ainda muito iniciais, que algumas espécies conseguem germinar mais facilmente; outras têm dificuldades para romper a crosta que se forma na superfície da lama. “Ainda há muito trabalho pela frente, porque depois que já tivermos os resultados dos experimentos feitos no viveiro da UFLA, precisaremos repeti-los em campo, no local afetado pelo rompimento da barragem. É um estudo de anos, mas ao final poderemos indicar as melhores metodologias para se garantir a recuperação adequada das matas daquele local degradado. Poderemos ou constatar que as espécies não sobreviverão e que será necessária alguma forma de intervenção naquele material, ou identificar que há espécies capazes de prosperar e indicar a melhor forma de fazer esse manejo”, explica a pesquisadora.

O estudo, dentro da UFLA, passa ainda por várias outras etapas: foi necessário confirmar a qualidade das sementes por meio de testes de germinação; a lama recolhida na região de Bento Rodrigues foi analisada para se identificar sua composição; mensalmente uma pequena amostra das mudas em análise precisa ser desmanchada para medição, pesagem e verificação do sistema radicular para acompanhamento das condições de crescimento; e em uma etapa posterior será necessário analisar a composição das plantas para verificar que se há alterações químicas em decorrência do tipo de material que lhes servem como substrato.

A pesquisa é uma das cinco em andamento na UFLA aprovadas em edital da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) – Chamada 04/2016 – que têm como objetivo colaborar no processo de recuperação, no Estado, das áreas afetadas pelo rompimento da barragem.

Fases da pesquisa

Solo x lama: entenda por que as diferenças trazem desafios para a recuperação da mata nativa

A olho nu é possível perceber a diferença entre o solo da região da Bacia do Rio Doce e a lama que se espalhou com o rompimento da barragem. A cor e a textura são bem diferentes. A professora Soraya explica que, no solo da região, está presente o minério de ferro, e quando ele é extraído, o que sobra do processo – o rejeito – é formado por componentes do solo, mas trata-se de um material que já não tem todas as características de um solo. Falta matéria orgânica e outros componentes. Esse material tem uma consistência diferente e seu comportamento diante da chuva ou da estiagem também é diferente. “No período seco, a superfície fica mais endurecida, como um tampão, e o interior permanece pastoso”, comenta.

Quando amostras do rejeito chegaram à UFLA, passaram por análises químicas. “Não identificamos metais pesados, como era o grande receio. Há um desequilíbrio de componentes em relação ao que se encontra normalmente no solo; o PH é mais alto e o teor de ferro também é mais elevado. Por ser um material diferente, que não podemos chamar de solo, são importantes os estudos que mostrem o melhor caminho para a recuperação da mata da nativa dos locais onde ele se acumulou”, explica.

De acordo com Soraya, a barragem do Fundão possuía 54 milhões de metros cúbicos desse rejeito, e o rompimento ocasionou deslizamento de 37 milhões, parte dos quais chegou ao mar, outra parte ficou retida em barragem existente no percurso (da usina hidrelétrica Risoleta Neves – Candonga) e uma parte acabou se acumulando às margens do rio. É sobre esse último caso que a pesquisa atua. Como ação emergencial, a fundação responsável pela recuperação já fez o plantio de espécies herbáceas, para evitar que o rejeito volte a se deslocar em período de chuvas, mas o desafio será o crescimento das árvores nativas que têm exigências e ciclo de vida diferente.