Prefeituras da região buscam na UFLA parceria para implementação de novos projetos

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) recebeu, na última semana, representantes da prefeitura do município de Campo Belo para avaliação da possibilidade de projetos de extensão e cooperação nas áreas de educação, saúde e agricultura. Esteve na UFLA para a reunião o prefeito Alisson de Assis Carvalho, acompanhado de assessores. Ele foi recebido pelo pró-reitor de Extensão e Cultura, professor João José Marques, e outros integrantes da equipe da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec).

Depois de discutirem conjuntamente as possibilidades de colaboração para que a UFLA desenvolva atividades no município, ficou acertado que as ideias de cada projeto serão formalizadas separadamente e analisadas pela Proec, para estudo de viabilidade. De acordo com o professor João José, há cerca de um mês representantes do município de Nepomuceno também estiveram na UFLA com demanda semelhante. “É interessante ver como os municípios estão nesse movimento espontâneo de buscar o suporte da Universidade para desenvolver novas ações para as comunidades. É um movimento que vai ao encontro de uma das missões da Universidade – de interagir com a sociedade e compartilhar o conhecimento gerado no ensino e na pesquisa”, avalia.

As parcerias da UFLA com os municípios, a exemplo do que já ocorre com o município de Lavras em diferentes áreas, são formas de unir o conhecimento técnico-científico da Universidade com a capacidade de mobilização que têm as prefeituras, por estarem mais próximas dos cidadãos. “Esses dois componentes, somados, resultam no envolvimento da comunidade em ações e eventos que buscam, acima de tudo, promover melhorias no meio social”.

Servidores da UFLA que coordenem projetos de extensão voltados para os municípios e desejarem unir forças a esses movimentos de parceria, podem procurar a Proec para avaliar as possibilidades de interação.

Cuidado para corpo e mente: campanha realizada na UFLA reforça a importância da atividade física para saúde e qualidade de vida

“Quem busca qualidade de vida não pode ficar parado”. Esse é o slogan da campanha do Minuto da Saúde, realizada na UFLA na quarta-feira (18/4), para incentivar a prática de atividade física na comunidade. As ações contaram com uma oficina de Zumba , mostrando que existem diversas formas de exercitar o corpo e melhorar a qualidade de vida.

Os estudantes que passaram pelo Centro de Convivência durante as atividades foram contagiados pelo clima de animação das oficinas. Para a coordenadora de Saúde da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec), professora Kátia Poles, a interação da comunidade com a campanha superou as expectativas. “Nunca tivemos tantas pessoas participando. Trouxemos as oficinas com a intenção de que as pessoas possam reconhecer qual atividade física é mais prazerosa, porque o exercício físico não é só uma prática para o corpo, mas sim para a mente. Poder descontrair, interagir com os outros, dar risadas, tudo isso faz parte do contexto da atividade física”, explicou.

A campanha contou também com a participação do Núcleo de Estudos em Obesidade e Diabetes (Neodia), realizando orientações sobre alimentação antes e após exercícios, e das Atléticas da UFLA, que tiveram um momento de apresentação de suas atividades. De acordo com o vice-presidente da Liga das Atléticas da UFLA (LAU), as equipes estão abertas à comunidade estudantil. “Quem tiver interesse em treinar conosco, independente do curso, pode nos procurar pelas redes sociais. Todos são bem-vindos”, ressaltou.

Uma rotina saudável, com atividades físicas regulares e alimentação balanceada, são fundamentais para uma vida mais plena e feliz.

Razões para fazer uma atividade física:

► Melhorar a qualidade de vida;

► Ter mais disposição para as atividades cotidianas;

► Aumentar o convívio social;

► Prevenir a obesidade;

► Prevenir as doenças crônicas, tais como pressão alta, diabetes, entre outras;

► Fortalecer a musculatura e os ossos;

► Melhorar a qualidade do sono;

► Aumentar a disposição e o bom humor;

► Diminuir o stress;

► Melhorar a imagem corporal e a autoestima.

Mas como eu devo escolher e realizar a prática de atividade física?

► Antes de qualquer atividade, faça um exame clínico para saber sua real condição de saúde;

► Escolha uma atividade de que você goste e se identifique;

► Procure a orientação de um profissional capacitado e habilitado para tal acompanhamento;

► Para pessoas de 18 a 65 anos, recomenda-se a prática de atividades aeróbicas de intensidade moderada por 30 minutos, 5 dias por semana ou atividades vigorosas pelo menos 20 minutos, 3 vezes por semana; *

► Mantenha-se bem hidratado durante a prática e use roupas adequadas para a prática escolhida.


Confira as fotos da ação do Minuto da Saúde sobre Atividade Física

 

Pesquisadores da UFLA realizam caracterização genética e fenotípica de cavalos Mangalarga Marchador

Conhecido pelo temperamento dócil, adestramento fácil, capacidade de percorrer longas distâncias e principalmente pela maneira como se locomove “marchando”, o cavalo Mangalarga Marchador é o principal representante nacional de equinos marchadores e, desde 2014, é considerado patrimônio nacional. Minas Gerais, especialmente a região Sul, é considerada “berço” da raça e a sua importância se destaca no agronegócio.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a equinocultura chega a movimentar R$ 16 bilhões por ano e gera cerca de 3 milhões de empregos no País. Tamanha importância gerou uma parceria entre a Universidade Federal de Lavras (UFLA), através de um termo de cooperação com o Mapa, e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) a fim de realizar um estudo inédito e abrangente sobre a genética e o fenótipo da raça, por meio de estudos moleculares e de características morfofuncionais. “Temos hoje a oportunidade de dar subsídio para uma futura implantação do primeiro programa de melhoramento genético de equinos no Brasil através da raça Mangalarga Marchador, com foco em aprimorar a seleção da marcha da raça”, comenta a professora Raquel Silva Moura, do Departamento de Zootecnia da UFLA, que coordena o estudo, juntamente com a professora Sarah Laguna Conceição Meirelles, do mesmo departamento.

A partir de um banco de dados cedido pelo Serviço de Registro Genealógico da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), as pesquisadoras da UFLA iniciaram estudos para definição de equinos aptos para serem avaliados no projeto, que está sendo executado em etapas.

“A primeira parte desse estudo é a caracterização genética da raça Mangalarga Marchador; nós iniciamos em 2016 a coleta das amostras de pelos desses animais, e, ao final dessa pesquisa, a expectativa é de que tenhamos material genético de até 350 equinos da raça Mangalarga Marchador, e de diversas outras raças formadoras”, comenta a professora Sarah. A especialista explica ainda que, com o estudo do material genético desses animais, será possível fazer a avaliação da  caracterização genética da raça por meio de marcadores moleculares,  com a possibilidade de identificar genes ou alelos que são específicos da raça Mangalarga Marchador. Assim, quando um criador for registrar seu animal no  livro aberto, o equino, além de apresentar características morfológicas e de andamento dentro dos padrões exigidos pela ABCCMM, deverá apresentar um certo grau de semelhança com o padrão molecular obtido na pesquisa.

Na segunda parte da pesquisa, é feita a caracterização fenotípica da raça, sob coordenação da professora Raquel. “Através da ezoognósia, que é o estudo detalhado da conformação externa dos animais, pretendemos usar técnicas objetivas para avaliação da morfologia e andamento de animais, o que permitirá transformar dados subjetivos tradicionalmente aplicados em exposições de cavalos em números ou notas”. São avaliadas as medidas lineares, angulares, os aprumos, temperamento e ainda é feita uma avaliação objetiva da biomecânica do Mangalarga Marchador.

A pesquisa de abrangência nacional servirá de base para muitos estudos sobre equinos. “Com esse grau de detalhamento com que estamos estudando a raça, muitos estudantes de graduação e pós-graduação terão nesse projeto uma oportunidade única de se capacitarem como profissionais do cavalo. Haverá a geração de muito conhecimento, identificando alguns detalhes que hoje são suspeitos, ou reforçando aquilo que já se conhece sobre a raça.” A especialista acredita que os primeiros trabalhos estarão disponíveis até 2020.

Com a genotipagem e a avaliação morfofuncional desses animais prontas, a última etapa do estudo será estimar os parâmetros genéticos das características estudadas nesses animais, para saber se elas são herdáveis ou não. Isso será um grande passo para a implantação de um programa de melhoramento genético na raça usando as informações dessa pesquisa.

“O próximo passo ao final desse projeto será encontrar genes que mais influenciam as características de interesse econômico para a raça Mangalarga Marchador, podendo, assim, futuramente, selecionar um animal baseado não somente nos fenótipos (qualidade da morfologia e andamento), mas também  por meio da composição genética desse cavalo para certas regiões do genoma, o que é inédito em equinos”, enfatiza Sarah. Para a coleta dos dados, os pesquisadores irão percorrer criatórios e exposições em diversos estados brasileiros, para realizar uma amostragem nacional representativa da raça para caracterização.

Reportagem:  Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom
Imagens e edição do vídeo:  Mayara Toyama, bolsista Fapemig/Dcom

 

 

Inscrições para o curso de capacitação para gestores da UFLA podem ser realizadas até 24 de abril

A Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PRGDP) está com inscrições abertas para um curso de capacitação para gestores da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Serão 44 horas, divididas em quatro módulos. O interessado deverá preencher o formulário de inscrição e entregá-lo na Coordenadoria de Capacitação e Avaliação da PRGDP, até o dia 24 de abril de 2018. 

O curso tem como objetivo oferecer ao núcleo administrativo da UFLA conhecimentos necessários para exercer as atribuições do cargo em consonância com a legislação vigente e com os objetivos estratégicos da Universidade. 

Público-alvo: todos os pró-reitores e pró-reitores adjuntos, assessores da reitoria e das pró-reitorias, diretores e coordenadores de unidades organizacionais, chefes, sub-chefes e administradores de departamentos, coordenadores e coordenadores adjuntos de cursos de graduação e de pós-graduação que não participaram do curso em 2017 – Participação obrigatória.  Demais servidores interessados também poderão participar.

Coordenadoras: Elisângela Abreu Natividade, Shirley Michelle de Alcântara e Lílian Luciana da Silva (Coordenadoria de Gestão de Competências/ Coordenadoria de Capacitação e Avaliação/DDP/PRGDP)

Período de Realização: Segundas e quartas-feiras, das 14h às 16h, nos dias 25/4; 2 a 21/5; 23/5 a 27/6; 2 a 11/7.

Inscrições: Formulário Inscrição Capacitação para Gestores da UFLA 2018

Dia Mundial da Migração de Peixes será celebrado em Lavras- domingo (22/4)

No domingo, 22 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Migração dos Peixes (World Fish Migration Day-WFMD), um evento internacional realizado conjuntamente em 330 cidades do mundo. Várias entidades internacionais dedicadas ao estudo e conservação do meio ambiente promovem o evento com o objetivo de que variadas atividades relacionadas à sustentabilidade ecológica de ambientes aquáticos sejam realizadas.

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) promoverá uma ação entre 8 e 12 horas, na praça Augusto Silva. O evento será organizado pelo laboratório de Ecologia de Peixes, em parceria com o programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada. Um estande estará montado na praça, com informações sobre os peixes migradores da nossa região e jogos para as crianças. 

O WFMD será realizado em todo o mundo, a fim de gerar uma consciência global sobre a importância dos peixes migradores de água doce e da manutenção de rios livres de barramentos. É um evento voltado para o público em geral, especialmente para estudantes e seus professores, gestores e engenheiros, pescadores profissionais e amadores, bem como para todos os indivíduos que influenciam políticas públicas que afetam os rios.

 

Constelações indígenas são tema de pesquisa de TCC de estudante da UFLA

Não foram apenas os gregos que observaram o céu e identificaram constelações; ao contrário, diversas culturas enxergaram nas estrelas diferentes formas, e se guiaram por elas seguindo princípios astronômicos. Assim também ocorreu com os povos indígenas brasileiros que, de acordo com pesquisa realizada pela estudante Cibelly Pereira Ferreira (Ciências Biológicas), conseguiram medir o tempo e se orientar baseando-se nas estrelas.

“Há aproximadamente 30 constelações indígenas descritas. Um trabalho pioneiro nesse sentido foi feito em 1612, pelo missionário francês Claude d’Abbeville, que passou um período entre os Tupinambás”, conta. Dessas, duas destacam-se, inclusive no trabalho desenvolvido pela estudante: as constelações da Ema e do Homem Velho.

 “São constelações fáceis de serem vistas, mas de grande complexidade, formadas inclusive pelas regiões claras e escuras da Via Láctea”, explica Cibelly. A aparição da Ema marca a chegada do inverno e das estações secas no Brasil, enquanto o Homem Velho torna-se visível no verão, marcando a época das chuvas. Observando isso, os povos indígenas previam o clima e planejavam-se com relação às atividades de cultivo.

Acredita-se também que os indígenas observaram o movimento dos planetas e a influência das fases da lua sobre o comportamento dos animais, por exemplo. Ainda, desenvolveram relógios solares. As constelações Tupinambás se assemelharam a de outras tribos, como a dos Guaranis, mesmo com a distância geográfica e diferenças culturais entre os povos. 

O trabalho é orientado pelos docentes Karen Luz e Jose Nogales, ambos do Departamento de Física da UFLA (DFI). Para a estudante, há grande importância em resgatar e divulgar a cultura indígena: “Esquecemos, às vezes, a cultura que havia no Brasil, bonita e profunda. Então, é necessário que se estude e se saiba mais sobre o que havia aqui. Esse conhecimento, tão vasto e bonito, deve ser passado para os nossos filhos, para que a nossa cultura e identidade não seja perdida ao longo do tempo”.

Núcleo de Divulgação Científica