Professora da UFLA participa do X Encontro da Sociedade Internacional de Psicanálise e Filosofia, na França



9 de Abril de 2018, 6:17 pm , com 361 visualizações

Entre os dias 5/4 e 7/4, a professora do Departamento de Ciências Humanas da UFLA, Léa Carneiro, participou do X Encontro da Sociedade Internacional de Psicanálise e Filosofia (SIPP), em Paris, na França. O evento foi promovido pela Universidade Paris 7 Denis Diderot, pela Universidade Paris 3 Sorbonne Nouvelle e pelo Colégio Internacional de Filosofia.

A partir da temática “Pulsion(s) de mort ici et ailleurs”, os trabalhos desta edição foram desenvolvidos em torno do conceito de pulsão de morte, apresentado pelo médico psicanalista Sigmund Freud, em 1920, no texto “Além do princípio do prazer”.  

A pesquisadora da UFLA foi convidada a compor a mesa de debate sobre o livro “La sculpture du vivant – Le suicide cellulaire ou la mort créatrice” (em tradução livre “A escultura dos seres vivos: O suicídio celular ou a morte criadora”), do pesquisador médico imunologista Jean Claude Ameisen. A obra apresenta, em detalhes, como diversas pesquisas da área da biologia situam a morte celular – fenômeno conhecido como apoptose – como algo constitutivo da própria vida. “Com as pesquisas que consolidam esse fenômeno, a morte passa a ser concebida como algo programado pelo organismo, e não mais simplesmente como algo que lhe advém a partir de fora. Isso está relacionado com a psicanálise de um ponto de vista filosófico justamente porque, com o conceito de pulsão de morte, Freud defende que existe nos organismos uma espécie de ‘querer morrer’”, explica a pesquisadora.

De acordo com Lea Carneiro, a pulsão de morte trabalhada por Freud, além de envolver teses específicas sobre o aparelho psíquico, tece uma interlocução com a biologia. No entanto, ela defende que a especificidade do campo psicanalítico impede que o mesmo seja subordinado à biologia. “O que temos na psicanálise é um caráter mortífero da pulsão que se expressa em fenômenos de repetição e de culpabilidade, e em configurações clínicas como o masoquismo e o sadismo”, completa a professora.

Participação recorrente

Criada há 10 anos, a SIPP é uma organização internacional para onde convergem os trabalhos realizados na interseção dos campos de psicanálise e filosofia, área em que a pesquisadora tem desenvolvido seus projetos.

Já participou diversas vezes dos encontros em conferência, comunicação ou como ouvinte. Na edição de 2013, apresentou uma conferência na Bélgica com o título “Phylogenetic schema and transcendental field: Notes on normativity and contingency in Freud’s and Lacan’s conceptions of fantasy”, em que abordava a normatividade e a contingência nas concepções de fantasia dos psicanalistas Sigmund Freud e Jacques Lacan .

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