Roda de conversa na UFLA abordou sexo seguro e infecções sexualmente transmissíveis



1 de Fevereiro de 2018, 11:17 am , com 669 visualizações

Carnaval à vista, motivo de sobra para reforçar a importância do sexo seguro e da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Por isso, a quarta-feira (31/1), na Universidade Federal de Lavras (UFLA), foi dia de roda de conversa no Centro de Convivência, das 12h às 13h, com a participação dos ginecologistas Lucas Giarolla, Karla Zanolla e Hélio Haddad Filho, além da coordenadora da Saúde da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec), Kátia Poles.

As infecções sexualmente transmissíveis podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros organismos e transmitidas por contato ou relação sexual.“Deixe a camisinha entrar na festa. Na empolgação rola de tudo, só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”, foi o tema da ação.

Durante a conversa, foram destacadas as principais infecções sexualmente transmissíveis: HIV/AIDS, Gonorreia, Sífilis, HPV, Herpes genital, Hepatite B e C, e Clamídia. “Nunca em toda a história houve tanto acesso a informações, então não há desculpas. E não se preocupar com o próximo é o maior problema, por isso, os parceiros sexuais devem ser alertados sempre que uma infecção sexualmente transmissível for diagnosticada”, comentou Hélio Haddad.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que cerca de 900 mil pessoas vivem com HIV/AIDS no Brasil. Dessas, cerca de 112 mil não sabem que estão infectadas. Do total de pessoas soropositivas identificadas no País, 372 mil ainda não estão em tratamento, apesar de 260 mil delas já saberem que estão infectadas. “As pessoas têm ficado despreocupadas ao pensar que há novos tratamentos. Isso não deveria ocorrer”, destacou Lucas Giarolla.

Além da roda de conversa, foram distribuídos folders informativos e preservativos ao público. Karla Zanolla também ressaltou a importância do uso de camisinha feminina, especialmente nas relações entre mulheres. “O uso da camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal) é o método mais eficaz para evitar a transmissão dessas doenças”.

Fique por dentro:

HIV/AIDS

O HIV causa a AIDS e interfere na capacidade do organismo de combater infecções. O vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados. Algumas semanas depois da infecção pelo HIV, podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de garganta e fadiga. A doença costuma ser assintomática até evoluir para AIDS.

Os sintomas da AIDS incluem perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes, podendo levar à morte. Não existe cura para a AIDS, mas uma adesão rigorosa ao tratamento com antirretrovirais pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações.

GONORREIA

Infecção bacteriana sexualmente transmissível que, se não tratada, pode causar infertilidade. Os sintomas incluem dor ao urinar e secreção anormal do pênis ou da vagina. Os homens podem sentir dor testicular, e as mulheres podem sentir dor no baixo ventre. Em alguns casos, a gonorreia não tem sintomas. Pode ser tratada com antibióticos.

Sífilis 

Infecção bacteriana geralmente transmitida pelo contato sexual que começa como uma ferida indolor. A sífilis desenvolve-se em estágios, e os sintomas variam conforme cada estágio. A primeira etapa envolve uma ferida indolor na genitália, no reto ou na boca. Após a cura da ferida inicial, a segunda fase é caracterizada por uma erupção cutânea. Depois, não há sintomas até a fase final, que pode ocorrer anos mais tarde. Essa fase final pode resultar em danos para cérebro, nervos, olhos ou coração. A sífilis é tratada com penicilina. Os parceiros sexuais também devem ser tratados.

Condiloma acuminado (HPV) 

Infecção que causa verrugas em diversas partes do corpo, dependendo do tipo do vírus. O papilomavírus humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível (DST) mais comum. Muitas pessoas com HPV não desenvolvem nenhum sintoma, mas ainda podem infectar outros indivíduos pelo contato sexual. Os sintomas podem incluir verrugas nos órgãos genitais ou na pele circundante. Não há cura para o vírus, e as verrugas podem desaparecer por conta própria. O tratamento visa eliminar as verrugas.

HERPES GENITAL

Infecção sexualmente transmissível comum caracterizada por dor e feridas genitais. Causada pelo vírus da herpes simples, a doença pode afetar tanto homens como mulheres. Dor, coceira e pequenas feridas podem ocorrer no primeiro momento. Elas formam úlceras e crostas. Após a infecção inicial, a herpes genital permanece inativa no corpo. Os sintomas podem reaparecer durante anos. Pode ser tratada com antivirais.

A campanha

A campanha faz parte de uma iniciativa conjunta da Praec – Coordenadoria de Saúde e do Departamento de Ciências da Saúde (DSA), por meio do projeto “Minuto da Saúde”, que tem desenvolvido ações periódicas junto à comunidade acadêmica e à população de Lavras e região. A ação tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), da Prefeitura de Lavras, da Unidade de Pronto Alegramento (UPA) e da Diretoria de Comunicação da UFLA.

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