Apresentado à comunidade, projeto Asas prevê melhorar atendimento à população surda



6 de outubro de 2017, 5:28 pm , com 393 visualizações

Welbert Sansão e professora Josiane Costa durante o lançamento do projeto Asas

Aprimorar atendimento de saúde à população surda. Esse é um dos objetivos do projeto Asas – Acessibilidade na Saúde em Atendimento aos Surdos. De cunho extensionista, a ação foi apresentada à comunidade nessa quinta-feira (5/10), no anfiteatro do Departamento de Agricultura (DAG) da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

O projeto será realizado na Escola Estadual Cinira de Carvalho, em Lavras, e na Universidade, e vai capacitar profissionais da área da saúde no atendimento ao paciente surdo. A iniciativa prevê também: conscientizar profissionais e acadêmicos acerca das especificidades dos surdos e da cultura surda, contemplar demandas de direitos de acesso à informação e/ou atendimentos na área da saúde e estimular a abordagem multiprofissional do paciente, integrando as diversas áreas do conhecimento.

Inicialmente, será feita a capacitação dos discentes envolvidos e pré-selecionados pelo projeto para que se tornem acessíveis em Libras. Em uma segunda etapa, os envolvidos no projeto atuarão na escola referenciada promovendo atividades integradoras e de acesso à informação e saúde por meio de palestras, seminários e workshops, contemplando, além dos alunos, os familiares e os funcionários da instituição. Ao mesmo tempo, serão realizados eventos e feiras tanto na UFLA quanto em locais da cidade com ampla circulação.

Coordenador do projeto, Welbert Sansão, intérprete de Libras, enalteceu o trabalho em conjunto da Coordenadoria de Acessibilidade da Pro-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec) na formatação da ação. “Para mim é privilégio muito grande estar aqui hoje. Acredito que eu não sou um coordenador, é a equipe toda. Somos coordenadores juntos. A gente trabalhou junto e a nossa equipe é que fez com que esse evento fosse possível”.

A professora Nathália Maria Resende, do Departamento de Educação Física (DEF) e coordenadora da Coordenadoria de Acessibilidade, se mostrou empolgada e otimista com os resultados que a iniciativa pode alcançar. “Tenho brilho no olhar de falar desse projeto, de como ele aconteceu e de tudo que ele tem para promover. Vamos fazer e vai dar certo. A coordenadoria está muito feliz por esse projeto está acontecendo”, disse.

Alexandra Ferraz é representante da Comunidade Surda de Lavras. Ela participou do lançamento do projeto e, por meio de Libras, ela contou as dificuldades que os surdos enfrentam para ter acesso aos serviços de saúde.

Segundo tradução do interprete Welbert Sansão, Alexandra acredita que a iniciativa da Coordenadoria de Acessibilidade pode criar mecanismos para superar essas barreiras. “A gente vê que isso (as dificuldades) é uma realidade da surdez. Os surdos sempre vão enfrentar barreiras na comunicação, seja em hospitais e nos médicos”, disse o tradutor.

Alexandra é técnica de enfermagem e revelou que enfrenta algumas dificuldades em relação a alguns termos técnicos da área da saúde. “A minha vontade é trabalhar mesmo em hospitais onde eu possa, como surda, ter representatividade. Eu hoje consigo protocolar, aplicar vacinas, fazer diversos tipos de atendimento e são coisas que acabei me apropriando com os estudos, mesmo com as barreiras do português”, ressaltou a tradução.

A pró-reitora de Assuntos Estudantis e Comunitários, professora Ana Paula Piovesan Melchiori, também destacou o empenho da equipe na concepção do projeto. A professora ainda falou dos esforços da pro-reitoria na busca por recursos para viabilizar os trabalhos. “Esse projeto Asas tem cunho inovador. Temos diversas barreiras que precisam ser transpostas”.

Texto: Rafael Passos – Jornalista/bolsista – Fapemig

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